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terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: WTF aconteceu ao Nicholas Latifi?

Nicholas Latifi saiu da Formula 1 no final da temporada passada, sem grande honra nem glória, apesar de ser considerado o "GOATifi" - mistura de GOAT, Greatest of All Time, com Latifi, o seu apelido - o mais incrível no meio isto tudo é saber como é que ele lá chegou. Bom, para além de ter um papá que bancou toda a sua carreira - Lawrece Stroll, alguém? - e por causa disso, conseguiu resultados razoáveis nas Formulas de promoção. 

Assim sendo, o Josh Revell decidiu fazer um dos seus WTF vídeo, desta ocasião sobre o canadiano que um ia, decidiu um campeonato. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Rumor do Dia: Latifi a caminho da IndyCar?


Nicholas Latifi pode estar de saída da Williams no final da temporada, mas poderá não estar sem lugar por muito tempo. É que rumores vindos dos Estados Unidos afirmam que a Ganassi poderá estar interessado nos seus serviços para 2023. A equipa de Chip Ganassi, do qual foi falado recentemente por estar a negociar uma temporada parcial para... Kimi Raikkonen - para partilhar o carro de Jimmie Johnston, que anunciou há umas semanas que este é a sua última temporada a tempo inteiro na IndyCar - poderá ter um carro para o canadiano, para poder correr a tempo inteiro.

Sobre o assunto, Latifi não se alongou em comentários:

Não tenho realmente muitos pormenores para vos dar”, começou por afirmar. “Tenho explorado todas as opções. Sempre me perguntaram ‘E se a Formula 1 não funcionar?' e eu sempre respondi ‘Vou atravessar essa ponte quando chegar lá’. Obviamente que essa ponte chegou este ano, há algumas semanas. Por isso estou no processo de avaliar todas as opções”.

Latifi, de 27 anos, conseguiu apenas dois pontos este ano, com um nono posto no GP do Japão, e ao todo, na sua carreira, alcançou apenas nove, nas três temporadas que tem na Formula 1, sempre pela Williams. O seu melhor resultado foi um sétimo lugar no GP da Hungria de 2021, curiosamente na frente de George Russell, seu companheiro de equipa, que acabou na oitava posição nessa prova. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Noticias: Latifi sai da Williams no final da temporada


Era inevitável: os maus resultados em 2022 fizeram com que a Williams achasse por bem dispensar os serviços de Nicholas Latifi, depois de duas temporadas ao serviço da Williams. A equipa disse que anunciará a sua dupla para 2023 "na altura oportuna", mas é provável que sejam o anglo-tailandês Alexander Albon e o neerlandês Nyck de Vries.

"Queremos agradecer a Nicky pelo seu empenho e trabalho árduo ao longo dos últimos três anos e desejar-lhe as maiores felicidades nas próximas etapas da sua carreira", comunicou a Williams Racing, ao anunciar a dispensa do piloto canadiano.

O piloto de 27 anos aproveitou para deixar uma mensagem de agradecimento pela oportunidade dada entre 2020 e 2022, esperando conseguir mais até ao final da temporada.

"Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos na Williams Racing - a todas as pessoas na fábrica e àqueles com quem trabalho à beira da pista - pelos últimos três anos. A minha estreia inicial na Formula 1 foi adiada devido à pandemia, mas acabámos por ir para a Áustria e, embora não tenhamos alcançado juntos os resultados que esperávamos, continua a ser uma viagem fantástica.", começou por dizer. 

"Conseguir esses primeiros pontos na Hungria no ano passado foi um momento que nunca esquecerei, e passarei ao capítulo seguinte da minha carreira com memórias especiais do meu tempo com esta equipa dedicada. Sei que nenhum de nós deixará de fazer todos os esforços até ao final da época", concluiu.

Latifi conseguiu como melhor resultado um sétimo lugar no GP da Hungria de 2021, e esta temporada ainda não alcançou qualquer ponto. 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Noticias: Latifi afirma que irá continuar a pilotar o resto da temporada


Todos afirmam que os dias de Nicholas Latifi na Williams podem estar contados. Há quem jure a pés juntos que este GP do Canadá será o último para ele e já em Silverstone, será substituído pelo australiano Oscar Piastri, num negócio que também implicaria a entrada de motores Renault em 2023 e 2024, já que o australiano é piloto reserva da Alpine.

Contudo, apesar do piloto canadiano admitir que o seu lugar na equipa em 2023 é incerto, ele afirma que continuará a pilotar até ao final da temporada. “Sei que vou pilotar durante o resto do ano”, começou por afirmar. 

Definitivamente, sinto que estou sob pressão. Penso que acontece o mesmo para qualquer piloto que não tenha contrato para o ano seguinte. A pressão está sempre presente, independentemente de eu estar a ter grandes desempenhos ou onde estar na situação que estou agora, que obviamente não é onde eu quero estar”, concluiu.

Latifi ainda não pontuou em 2022, e é apenas um de dois pilotos que não conseguiram isso, o outro sendo o alemão Mick Schumacher

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Rumor do Dia (II): Williams substituirá Latifi por Piastri


A Williams poderá estar a trocar de pilotos. O canadiano Nicholas Latifi poderá correr em Montreal a sua última corrida na Formula 1 e no seu lugar irá aparecer o australiano Oscar Piastri. O rumor surgiu logo após o final da corrida de Baku, ontem à tarde, e continua a correr em alguns sítios mais ou menos fiáveis. Aliás, a noticia carece de confirmação oficial.

A ideia é de que Piastri, campeão da Formula 2 em 2021 e atualmente piloto de reserva da Alpine, estará ali "em empréstimo" até à temporada de 2024, num acordo que terá como compensação motores Renault para a Williams, porque neste momento, ele não tem espaço por causa de Esteban Ocon e Fernando Alonso. Ou seja, é algo nos moldes que a Mercedes teve em relação a George Russell, quando ele correu por eles entre 2019 e 2021, com os motores Mercedes cliente no chassis.

O anuncio, aparentemente, será feito entre as corridas canadiana e britânica, ou seja, no final deste mês, ou então, no final de julho, nas férias.

Piastri, de 21 anos - nascido a 6 de abril de 2001 em Melbourne - foi campeão da formula Renault Eurocup em 2019, campeão da Formula 3 em 2020 e da Formula 2 em 2021, tudo à primeira tentativa. 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Noticias: De Vries andará no Williams em Barcelona


Um dia depois de ter vencido em Berlim, na Formula E, o neerlandês Nyck de Vries estará no Williams FW44 no primeiro treino livre do GP de Espanha, em Barcelona. Isto acontecerá graças aos seus compromissos como piloto de testes da marca, e para isso, usará o bólido de Alexander Albon, mas também poderá ser um sinal a Nicholas Latifi de que as suas performances estão abaixo do esperado e tem de melhorar, caso contrário, poderá ser substituído ainda nesta temporada. 

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer à Williams pela oportunidade de fazer o TL1. É ótimo para mim conhecer a equipa e conduzir o FW44, e também ir para a pista durante um fim-de-semana de Fórmula 1. A preparação para o teste está a correr bem até agora e a equipa tem-me apoiado muito . Estou muito ansioso por toda a experiência em Espanha agora”, disse De Vries.

Alexander Albon já disse que não se importava que ele usasse o seu carro na sexta-feira.

Será bom voltar a Barcelona. Estou curioso para ver o quanto o carro melhorou desde a última vez que lá estivemos para os testes de Inverno. É uma pista boa, na qual cada piloto já deu inúmeras voltas. Essa familiaridade com a pista vai ajudar-me a entrar mais depressa no ritmo este fim-de-semana, depois de ter perdido o TL1, quando o Nyck estará no carro”.

Do lado da equipa, o diretor desportivo Sven Smeets acrescentou: “Estou ansioso por ver o Nyck juntar-se à equipa para o TL1 no Grande Prémio de Espanha. Como ele é um piloto muito talentoso e experiente, não tenho dúvidas de que ele irá maximizar o seu tempo no FW44 e proporcionar um desempenho forte e capaz para a equipa”.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

O apelo de Lewis Hamilton


A coisa aconteceu na sexta-feira e passou um pouco desapercebida. Na apresentação do Mercedes W13, o carro da marca para 2022, e a reaparição oficial de Lewis Hamilton em público, depois do GP da Abu Dhabi, em dezembro, ele teve a oportunidade de falar sobre os eventos após a corrida e a pressão social que houve sobre Nicholas Latifi. Revelou que falou com ele nas semanas seguintes, onde o canadiano falou das ameaças que teve à sua vida, e disse que as redes sociais deveriam colocar alguns travões para evitar este tipo de situações no futuro.

“[Estive] em contato com Nicholas. Tem todo o meu apoio e sei o quão difícil pode ser nessas situações e acho importante ele saber que tem apoio das pessoas em seu redor. Por outro lado, podes ver que há muita paixão neste desporto. Isso é o que realmente torna este desporto tão bom – há tanta paixão. Mas temos que canalizar isso de uma maneira positiva e não negativa.”, começou por dizer.

Em última análise, não acho que tenha havido uma grande mudança ou mudança, ou trabalho suficiente feito por essas plataformas”, continuou Hamilton, dando eco a diversos problemas neste sentido nos últimos quatro anos. “Ainda temos que os pressionar para que façam mudanças. A saúde mental é uma coisa real e nessas plataformas sociais as pessoas estão a sofrer abuso de uma maneira que ninguém merece, então não deve ser tolerado. Eles são capazes de fazer mudanças, mas não parecem fazê-lo suficientemente rápido. Por isso, precisamos de continuar a pressionar.", concluiu.

As redes sociais são um fenómeno dos últimos quinze anos. O Facebook é de 2003, dois anos antes do Youtube e quatro antes do Twitter e do Instagam, para falar dos mais populares. Agregaram milhares de milhões de contas, e a sua movimentação rende dezenas de milhares de milhões de dólares. Não admira que Mark Zuckerberg, por exemplo, seja um dos homens mais ricos do mundo.

Contudo, há muito tempo que se sabe que estas redes sociais permitem que certos abusos aconteçam, em nome do lucro. Campanhas de ódio contra minorias, surgimento de "bots" e contas falsas, alimentados por políticos e estados hostis no sentido de espalhar a divisão e o ódio porque "é lucrativo", mais as coisas que os usuários mostram, muitas vezes inconscientemente - a refeição que eles comem, o carro que andam, o lugar onde viajam, a roupa que vestem - fizeram despertar graves problemas de saúde mental porque nem todos tem essa capacidade para comer quatro refeições ao dia, ter um Lamborghini, uma casa com dez quartos ou viajar para as Seychelles no seu próprio jato privado. 

Ou então, tem a cor errada, o peso errado, a carteira vazia e o facto de, para chegarem lá, teriam e viver algumas centenas de milhares de anos... vivemos num mundo desigual, e o Facebook cava ainda mais essa desigualdade, pelo menos na cabeça. E muitos não aguentam essa pressão. 


A história de Abu Dhabi foi mais um episódio de um longo rol de queixas sobre estas redes sociais e os seus maus usos. Agora... serão que estes apelos acabarão em algum lado? Não creio, não no curto prazo. Isto tem duas vias. Os famosos precisam das redes sociais para falarem sem filtros, e cortar esse caminho significa o equivalente a uma amputação. Estão viciados - aliás, estamos todos um pouco viciados - e o afastamento temporário de Hamilton das redes sociais significou isso mesmo: sanidade mental. Tentou desligar-se do mundo por uns tempos, o que não é fácil. 

As redes sociais precisam de ter algum controlo parental ou governamental. Contudo, como são americanas, "a terra dos livres" e "a pátria do anarco-capitalismo", onde qualquer intenção nesse sentido é visto como "tentativa comunista" - teve de haver um ataque ao Capitólio para expulsar um presidente americano da rede social Twitter depois de vários anos a destilar odio! - não creio que tal ideia tenha sucesso. Mais rapidamente acontece uma terceira guerra mundial ou uma segunda Guerra Civil americana, ou até alguns homicídios de famosos, que uma tentativa de regulamentação dessas redes. 

Infelizmente, são os tempos que vivemos. E a única coisa que se pode pedir é que as pessoas desliguem as redes sociais por mais algumas horas por dia - para além de ir dormir - para manter a sua sanidade mental. E esperar pelo melhor. 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Apresentações 2022 (6): O Williams FW44


A pintura do que irá ser o Williams FW44 foi apresentada nesta terça-feira para o mundo, e é muito azulada. O carro, que mais parece um Vaillante, poderá ter recorrido à mesma tática da Red Bull, o de se camuflar até mostrar as suas verdadeiras formas nos testes que fará antes da nova temporada. Os pilotos são o anglo-tailandês Alexander Albon e o canadiano Nicholas Latifi, e a equipa espera que tenha um salto na evolução que teve na temporada passada, que resultou no primeiro pódio desde 2018, na Bélgica.  

Ao longo da sua história como uma equipa icónica de Fórmula 1, a Williams Racing demonstrou grande força e sofisticação”, começou por dizer Jost Capito, o CEO e Team Principal da equipa. “A nova identidade visual do carro de 2022 reúne perfeitamente estas características que o pessoal, pilotos e fãs têm demonstrado repetidamente. À medida que avançamos para a nova era do nosso desporto, o FW44 destaca a transição para o futuro, bem como o reconhecimento das qualidades intemporais que fazem de nós o que somos." continuou.

"Na época passada, ficámos entusiasmados e orgulhosos de fazer progressos tão fortes como uma equipa, com uma série de resultados merecidos em termos de pontuação, para além de um pódio. Olhando para o futuro, queremos construir sobre este sucesso, e o FW44 encarna perfeitamente estas ambições para regressar à frente da grelha. Anseio por testemunhar esta progressão com Nicholas e Alex ao leme”, concluiu.

E outra grande novidade é a ausência do S de Senna no bico dos seus carros, algo que já lá estava desde 1995. Jost Capito justificou esta decisão com o seguinte: "Penso que temos de olhar para o futuro e não mostrar aos pilotos o “S” cada vez que entram no carro e serem recordados do que aconteceu. Penso que é altura de a equipa seguir em frente e honrar o Senna dedicando-lhe um espaço no museu para o homenagear.


Os pilotos elogiaram... as novas cores.

Sou um fã da nova decoração”, disse Latifi. “Manter o azul foi importante porque é sinónimo de Williams, mas é um padrão que nunca vimos antes e o vermelho fluorescente vai destacar-se o que eu realmente gosto. É um novo visual para começar a nova era de Formula 1”.

Alex Albon, que regressa este ano para aquela que será a sua primeira temporada com a equipa de Grove, acrescentou: “A decoração do FW44 é limpa e simples. Gosto que tenhamos optado por mais azul com o acabamento dinâmico e um pouco de vermelho; tem um bom aspeto e estou ansioso por vê-lo no bom caminho”.

O carro fará o seu "shakedown" ainda nesta tarde, em Silverstone, antes dos testes de pré-temporada.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Noticias: Williams afirma que não haverá numero um na equipa


Com Nicholas Latifi e Alexander Albon a bordo em 2022, Jost Capito, o chefe de equipa, decidiu já vir a público afirmar que ambos terão igualdade de tratamento nas atualizações da máquina para 2022, que provavelmente será batizado de FW44.

Em declarações à motorsport.com, Capito afirma que a grande razão tem a ver com a experiência equivalente em máquinas de Formula 1, mesmo que o anglo-tailandês esteja de regresso após um ano de ausência. Como ambos os pilotos têm uma experiência equivalente, em 2018, na Formula 2, Capito pensa que não haverá muitos problemas:

Claro, é bom para ambos. Penso que para o Alex, é ótimo ter esta segunda oportunidade de voltar e liderar a equipa para avançar. Ele não entra e diz: ‘Está bem, quero ganhar corridas’. É evidente que ele tem de desenvolver a equipa juntamente com Nicky e todos os engenheiros. E ele parece gostar deste papel. Ele trabalha muito bem com o Nicky. Não temos um número um e dois, ambos são tratados exatamente da mesma forma. E Nicky pode deixar a sua marca, não há dúvida.

Alex e Nicky correram juntos como colegas de equipa em 2018”, acrescentou Capito. “Portanto, eles conhecem-se, respeitam-se muito um ao outro. George e Alex são amigos pessoais. Penso que Alex é a pessoa perfeita para a equipa na situação em que a equipa se encontra agora. Para o Alex, penso que é uma grande segunda oportunidade. E tenho a certeza que ele se enquadra bem no nosso ambiente. E vamos divertir-nos muito com ele, e ele também se vai divertir connosco. E tenho a certeza de que ele vai se portar muito bem”.

Capito aproveitou para elogiar Latifi pelo seu trabalho em 2021, onde conseguiu os seus primeiros pontos e resultados onde não ficou muito longe de George Russell, sendo o melhor o da Hungria, onde até ficou na frente do piloto britânico.

Nicky também fez um bom trabalho este ano, quando olhamos para todos os resultados de qualificação, alguns não mostram que ele esteve em posição de superar o George”, começou por afirmar. “E quando se veem as diferenças, elas nunca foram realmente grandes. E, claro, é um grande desafio ser o companheiro de equipa do George. Ele saiu-se muito bem, e melhorou muito ao longo desta temporada. Por isso, tenho a certeza que ainda pode melhorar, porque foi apenas a sua segunda época. E a primeira temporada do ano passado foi uma temporada realmente estranha com a COVID. E muitos circuitos novos novamente este ano, foi novamente difícil para ele, e ele fez um trabalho brilhante com base nisso”, concluiu.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Noticias: Latifi "chocado" com as ameaças por causa de Abu Dhabi


Nicholas Latifi entrou na história da Formula 1 pelas piores razões no GP da Abu Dhabi, por causa do acidente que sofreu a seis voltas do final, e desde então, para além das comparações com Timo Glock, por causa do que aconteceu no GP do Brasil de 2008, tem sofrido porque muitos, fãs de Lewis Hamilton, o terem acusado de provocar o acidente.

Agora, dez dias depois da corrida, Latifi publicou no seu site oficial uma longa carta, não só pedindo desculpas pelo incidente, mas condenando as ameaças de morte que sofreu nos dias seguintes. 

"Eu fiquei longe das redes sociais [de propósito] para deixar as coisas se acalmarem depois dos eventos da última corrida." começou por dizer.

"Muito se falou sobre a situação que surgiu depois do meu abandono em Abu Dhabi. Recebi milhares de mensagens em minhas contas nas redes sociais - publicamente e via DMs [mensagens diretas]. A maioria me deu apoio, mas tem havido muito ódio e abuso também. Tenho tentado descobrir a melhor maneira de lidar com isso. Devo ignorar e continuar? Ou devo resolver e resolver o problema maior que infelizmente é uma realidade quando você usa as redes sociais?", continuou

"Esta não é uma declaração pré-programada, mas sim eu mesmo falando o que penso na esperança de que isso talvez desencadeie outra conversa sobre o "bullying" online e as consequências drásticas que pode ter nas pessoas. Usar as redes sociais como canais para atacar alguém com mensagens de ódio, abuso e ameaças de violência é chocante - e algo que estou chamando”.

Latifi aceitou o facto que, como um "desportista que compete no cenário mundial", esperava críticas depois do que tinha acontecido, mas disse que o que lhe chocou mais foi "o tom extremo do ódio, dos abusos e até das ameaças de morte que recebi". E afirmou que "essas pessoas não são verdadeiros fãs da modalidade."

Depois de ter pedido desculpas "a um grupo de pessoas a quem eu precisava me desculpar pelo meu abandono: a minha equipa", prosseguiu agradecendo todas as mensagens de apoio que recebeu e esperar que estas denuncias de "bullying" ajudem a melhor o comportamento entre os fãs no futuro. 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Nicholas Latifi, o novo Timo Glock


Nicholas Latifi tornou-se no centro de todas as atenções... especialmente as indesejadas. A cinco voltas do fim, depois de uma briga com Mick Schumacher, ele bateu o seu Williams num das curvas, causando a entrada do Safety Car. E como na altura, Lewis Hamilton estava com cerca de onze segundos de diferença para Max Verstappen, e este ter trocado de pneus para o atacar quando o Safety Car se retirasse. O que aconteceu na volta final, e Max atacou Lewis para vencer a corrida, e ficar com o campeonato.

Comparado com Timo Glock, o piloto que perdeu posições na disputa pelo título de 2008 no Brasil, entregando o campeonato a... Lewis Hamilton, o piloto da Williams está a ser hostilizado nas redes sociais nas últimas 24 horas e desculpou-se pelo erro cometido. 

"Nunca foi minha intenção e só posso me desculpar por influenciar e criar uma oportunidade. Eu cometi um erro.", disse o piloto canadiano à espn.com

Ele acrescentou: "Estávamos realmente lutando para ter aderência na próxima sequência de curvas e, especialmente, onde acabei saindo. Aquele tem sido uma curva complicada para mim durante todo o fim-de-semana, por isso pneus sujos, ar sujo e cometi um erro."

"Não estava ciente da situação da corrida até então. Obviamente, nunca foi minha intenção influenciar isso inadvertidamente, mas cometi um erro e estraguei a minha própria corrida."

Foi uma corrida dura, em que lutámos pelo ritmo, no final do Grande Prémio eu estava a lutar com o Mick Schumacher e fui forçado a uma saída ligeiramente larga, mas justa, na curva nove. Os meus pneus sujaram-se ao passar por fora da pista e posteriormente cometi um erro e, infelizmente, despistei-me. Isto obviamente não era como eu queria terminar a época, por isso é dececionante”, concluiu.

Para piorar as coisas, Lattifi ainda recebeu elogios de Christian Horner, que agradeceu pela sua intervenção involuntária para a decisão do título... e prometeu uma provisão vitalícia de Red Bull.