sexta-feira, 20 de março de 2026

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Em 1986, a Ligier tinha acabado de deixar para trás a sua melhor temporada desde 1981, com quatro pódios e uma volta mais rápida. Tudo graças aos motores Renault Turbo, do qual eram clientes desde 1984, e aos bons resultados do seu veterano piloto, Jacques Laffite, que aos 41 anos ainda conseguia ser competitivo, e subindo de vez em quando ao pódio. E até na Austrália, as coisas tiveram um final feliz, com os seus pilotos a serem, respectivamente, segundo e terceiro, com Laffite a ser acompanhado pelo seu compatriota Philippe Streiff.

Para a nova temporada, o JS25 iria para o museu e no seu lugar apareceria o JS27. Projeto de Michel Têtu e Claude Galpoin, com um monocoque feito de fibra de carbono, eles decidiram rever a aerodinâmica e mexer no depósito de combustível - tinha de ser, os regulamentos obrigavam-os a fazer isso - e o carro recebeu uma cura de emagrecimento, para encaixar melhor o motor Renault que, depois da saída da equipa de fábrica, no final de 1985, decidiu fornecer as outras equipas. Contudo, eles não ficavam com as melhores especificações, estas iam para a Lotus, que tinha Ayrton Senna como seu piloto principal.

E por falar em pilotos... a Ligier decidiu apostar na experiência. Depois de ter sido despedido da Ferrari na primavera, e ter decidido não correr no resto de 1985, René Arnoux foi escolhido para ser o segundo piloto da marca, em vez de Philippe Streiff, que decidiu ir para a Tyrrell. Era uma escolha com o seu quê de confiança, porque Arnoux, na altura, já tinha 37 anos - ou seja, cinco anos mais novo que Laffite, o piloto mais velho do pelotão de 1986 - logo, a aposta foi mais no sentido da experiência.

Depois de uma série de testes, a equipa sediada em Nevers tinha confiança de que esta aposta na continuidade iria dar frutos, e que iriam lutar por pontos, pódios e algo mais. Afinal, tinham conseguido ser a melhor equipa do meio do pelotão e respirava-se um ar de confiança...

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