“Este é o último Safari Rally em que vamos gastar dinheiro público para promover o evento. A partir do próximo ano, será totalmente financiado e apoiado pelo setor privado. Os recursos do governo serão direcionados para o desporto nas escolas e noutras áreas”, afirmou o chefe de Estado.
A decisão do governo de Nairobi levanta dúvidas sobre a continuidade da prova, que tem sido um dos grandes sucessos recentes do WRC - e claro, o único rali africano no calendário. O regresso do Safari Rally ao calendário foi amplamente elogiado, conseguindo manter a identidade histórica da prova africana ao mesmo tempo que se adaptou às exigências modernas da competição.
Simon Larkin, responsável pelo WRC Promoter, reconhece a necessidade de mudança e mostra-se alinhado com a nova visão para o evento.
“O Presidente foi claro ao afirmar que quer retirar a organização do evento da esfera governamental. Os governos devem apoiar com meios como segurança, infraestruturas e logística, mas não devem ser os organizadores diretos”, começou por explicar. “Estamos a trabalhar há dois anos neste novo modelo. Não regressaríamos se o evento continuasse a ser gerido da mesma forma. Agora há parceiros privados dispostos a assumir um papel mais ativo, com o governo a apoiar financeiramente e ao nível logístico.”
Apesar das negociações em curso, ainda não existe um acordo fechado para o futuro, numa altura em que o WRC, atualmente com 14 provas, irá receber em 2027 um rali na Escócia, e estão a acontecer preparativos para uma prova nos Estados Unidos, provavelmente a partir desse ano ou em 2028.

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