domingo, 5 de julho de 2026

Formula E: Di Grassi foi o melhor na segunda corrida de Xangai


O veterano Lucas di Grassi foi o melhor na segunda corrida de Xangai, que aconteceu neste domingo. O piloto da Lola-Yamaha foi melhor que Jean-Eric Vergne, no seu Citroen, e pelo Envision-Jaguar de Joel Eriksson. Pascal Wehrlein foi quarto, no seu Porsche, enquanto António Félix da Costa ficou fora dos pontos, na 14ª posição.

Depois de uma qualificação onde Felipe Drugovich conseguiu a sua primeira pole-position da sua carreira, a organização decidiu que a partida iria acontecer atrás do Safety Car por causa das condições da pista, molhadas devido à chuva. Atrás de si estavam o britânico Taylor Barnard, e o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, e "poleman" da corrida anterior. Lucas di Grassi partia de 16º na grelha.

Mas ainda antes da partida, problemas técnicos no carro de Mitch Evans manteve a equipa da Jaguar a trabalhar até ao último momento no seu carro, mas não foi possível resolver a avaria a tempo de o colocar na grelha para o início da corrida. Um desfecho desastroso para o - então - líder do campeonato.

A corrida ficou assim para as primeiras quatro voltas, antes do Safety Car sair e a corrida começar com os carros parados para uma largada tradicional. Drugovich ficou com a liderança, mas quase de imediato, pilotos como os Mahindra de Edoardo Mortara e Nyck de Vries, bem como o DS de Taylor Barnard, foram ao Attack Mode para aproveitar da melhor maneira. Grande parte do top 10 seguiu o exemplo uma volta mais tarde, altura em que Barnard conseguiu passar Drugovich e ficar com a liderança da corrida.

Pouco depois, na sétima volta, Wehrlein, que também tinha passado pelo Attack Mode, assumiu a liderança da corrida com o seu Porsche, à frente do seu companheiro de equipa Muller. por poucos segundos, ainda que Muller tivesse ainda mais alguns minutos de AM. Os Porsches trabalharam depois em conjunto para se distanciarem de Drugovich, que seguia em terceiro, abrindo uma vantagem de três segundos à passagem da volta dez.

Quanto a Felix da Costa, que tinha largado de 12º, na volta 12, ou seja, altura do meio da corrida, dava um toque no carro de Oliver Rowland fez danificar a asa frontal do seu Jaguar, quando estava em Attack Mode. Contudo, isso não o impediu de subir posições, indo até à terceira posição na volta 19, atrás dos Porsches de Wehrlein e Muller, que tinham uma vantagem de 2,2 segundos sobre o piloto português. 

E por esta altura... Lucas di Grassi era 17º classificado.

Pouco depois, os Envision, que andavam juntos, foram ao Attack Mode e foram em perseguição dos Porsche para chegarem à liderança. Na volta 22, primeiro Buemi, depois Joel Eriksson, conseguiram alcançá-los e ficar com as duas primeiras posições. Atrás, Jean-Eric Vergne e Lucas di Grassi também subiam no pelotão, usando a sua veterania e os seus conhecimentos para irem ao Attack Mode e assim, ganharem posições.

Na volta 24, Zane Maloney bateu na entrada da meta ao mesmo tempo que Lucas Di Grassi, que tinha energia extra por ter passado pelo Attack Mode, já era quarto e partiu para o ataque ao segundo lugar, passando primeiro Vergne, e depois, Wehrlein, para ficar em lugar de pódio. No meio disto, Joel Eriksson foi ao Attack Mode, com cerca de quatro segundos de vantagem, ao mesmo tempo que um Full Course Yellow iria ser implementado. 

Com as bandeiras verdes, Di Grassi ainda tinha uma passagem pelo Attack Mode para fazer, e foi isso que aconteceu, quando tinha Wehrlein a seu lado, no terceiro lugar. Foi atrás de Vergne e Eriksson, correndo juntos e deixando Wehrlein muito para trás, e no inicio da ultima volta, o brasileiro estava na traseira do Citroen do francês, disposto a passá-lo. Na travagem para a curva 1, ele conseguiu ficar na liderança, para não mais a largar e conseguir a sua primeira vitória desde 2022. Ele, um dos pilotos originais, participantes na primeira temporada da competição elétrica, em 2014, e que já anunciou a reforma da Formula E no final desta temporada.


No final, emocionado, disse como foi a sua estratégia:

Não foi sempre fácil, mas estamos aqui para ganhar”, começou por afirmar. “Estou muito emocionado. Foram quatro anos de trabalho árduo com um carro que não era competitivo. Estou muito agradecido à equipa; acertámos em tudo. Foi uma corrida muito exigente. Assumimos o risco certo com os pneus e fomos para o Attack Mode exatamente no momento certo.

O Jean-Éric Vergne e eu estávamos no fundo da grelha. Falámos antes da corrida sobre se deveríamos optar por uma estratégia para piso húmido ou seco. Tive de tomar uma decisão e assumi o risco. No final, valeu a pena ainda tínhamos de fazer o nosso trabalho, mas a corrida correu a nosso favor.”, concluiu.

No campeonato, e a quatro corridas do final, Wehrlein lidera, agora com 141 pontos, contra os 132 de Evans, 114 de Rowland e 111 de António Félix da Costa. A Formula E retorna a 25 e 26 de julho, nas ruas de Tóquio, no Japão.

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