Contudo, apesar destas medidas, os carros continuavam a ser rápidos. Quando chegavam à curva Signes, eles atingiam 330km/hora de velocidade de ponta. E as possibilidades de acidente continuavam a ser grandes. O melhor exemplo acontecerá na corrida, quando Ayrton Senna, o "poleman" neste GP francês, se despistará na terceira volta, por ter escorregado no óleo do motor partido do Minardi de Andrea de Cesaris.
No final, o maior beneficiado será Nigel Mansell e a sua Williams, e Alain Prost, no seu McLaren. Numa corrida onde as equipas hesitavam entre uma ou duas paragens nas boxes, ambos foram os protagonistas de uma corrida onde a liderança passou entre eles. Mansell, segundo na grelha, largou melhor que Senna e esteve na frente até à volta 26, altura em que foi às boxes e deixou a liderança nas mãos de Prost, que estava na sua traseira, depois de uma corrida de recuperação onde largou de quinto na grelha e conseguiu superar o Benetton de Gerhard Berger e o Ligier de René Arnoux. O britânico regressou pouco depois à liderança, na volta 36, quando o francês fez a sua parte e trocou de pneus.
Mansell, a partir daqui, controlou as coisas, mesmo que Prost estivesse na sua perseguição. Pela volta 38, os seis primeiros já estavam definidos, embora ainda faltassem mais de 40 voltas para a bandeira de xadrez. Contudo, na volta 54, Mansell parou uma segunda vez - Prost decidiu ficar na pista - e quando regressou, o britânico, com pneus novos, passou a aumentar o ritmo e apanhar o piloto da McLaren. Demorou quatro voltas, e a meio da 58ª volta, estava de regresso à liderança. Nelson Piquet, entretanto, também tinha trocado de pneus e apanhou o outro McLaren de Keke Rosberg, para ser terceiro.
Uma corrida movimentada, com um bom resultado para a Williams, e se calhar, a pensar no seu líder, que sofrera um sério acidente de estrada, cinco meses antes. E quanto ao campeonato? Uma confusão. Afinal de contas, do primeiro ao terceiro, três pontos os separavam...





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