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quarta-feira, 28 de maio de 2025

WRC: Evans admite falta de velocidade em Portugal


O galês Elfyn Evans admitiu que tem responsabilidades no sexto posto que conseguiu no rali de Portugal. Apesar de ter perdido tempo porque teve de abrir a estrada, por ser o líder do campeonato, o desempenho nas etapas seguintes não melhorou muito, apesar de três quatro Rally1 na sua frente. Apesar de sair das terras portuguesas com o comando do campeonato - 30 pontos de vantagem sobre Kalle Rovanpera - reconhece que nas estradas portuguesas, o seu desempenho foi abaixo das expectativas. 

"Foi a mesma história do ano passado nos ralis em piso seco de terra, encontrámo-nos numa situação de perder velocidade mesmo que ao volante não se sinta isso," começou por explicar ao Dirtfish.com. "Não consigo encontrar forma de ser mais rápido, e não é apenas um bocadinho que estamos a perder. Foi doloroso ver os tempos a surgir," assumiu.

Nessa declaração realista, o piloto galês da Toyota revelou que "a desilusão advém da quantidade de velocidade que tínhamos disponível. Não conseguimos utilizar a que necessitávamos para lutar de igual para igual em função da posição na estrada. Sou eu que estou ao volante e portanto a falha é minha. É igual aos desafios que tivemos neste tipo de ralis no último ano.", assumiu.

O Rali da Sardenha disputa-se de 5 a 8 de Junho, em estradas de terra daquela ilha italiana no Mediterrâneo. 

domingo, 18 de maio de 2025

WRC 2025 - Rali de Portugal (Final)


Sebastien Ogier acabou como o grande vencedor do rali de Portugal. Aproveitando os problemas de Ott Tanak na tarde de sábado, o francês geriu o ritmo e a distância na manhã de domingo para acabar o rali do lugar mais alto do pódio, e comemorar assim mais uma vitória nas estradas portuguesas, a sétima, alargando o seu recorde. O estónio acabou a 8,7 segundos de Ogier, e ainda ganhou a Power Stage, em Fafe, mas os 4,9 segundos que ganhou foram insuficientes para tirar a liderança ao Toyota do piloto francês. 

Kalle Rovanpera ficou com o lugar mais baixo do pódio, a 12,2 segundos, mostrando que as coisas foram enganadoramente próximas, pois este foi um ali bem duro para máquinas e pilotos. Ele deixou Thierry Neuville um pouco atrás, a 38,5 segundos do vencedor.     

"Acho que é algo de que me posso orgulhar muito, ter-me mantido competitivo durante todos estes anos." começou por afirmar Ogier. "Graças à equipa, o carro estava ótimo para conduzir este fim de semana. Penso que provámos mais uma vez que a gestão de corridas é definitivamente uma arte que temos. Os números são bons de ler, mas o mais importante é o lado emocional, perante esta multidão, pressionam-me muito a cada momento. Foi uma luta dura com o Ott, infelizmente injusta até ao fim com o seu problema. Caso contrário, não teríamos ganho, porque ele estava obviamente mais rápido, mas nem sempre se trata de ser rápido nos ralis, também é preciso esforçar-se, e foi isso que fizemos.", concluiu o piloto francês da Toyota.

Do outro lado, Tanak não deixou de exprimir a sua desilusão:

"Uma grande desilusão, ainda somos demasiado frágeis para competir com os Toyota, mas pelo menos o desempenho do novo chassis é bom.", afirmou.

Com seis especiais neste domingo - passagens duplas por Paredes, Felgueiras e Fafe, com a segunda passagem por esta última especial a ser a Power Stage - o dia começou com os Hyundai ao ataque, mas em Paredes, foi Rovanpera a ganhar, 3,6 segundos na frente de Neuville e 5,3 sobre Tanak. O estónio ganhou na especial seguinte, a primeira passagem por Felgueiras, 3,1 segundos sobre Rovanpera e 4,2 sobre Neuville, e na primeira passagem por Fafe, 2,4 sobre Ogier e três segundos sobre Neuville.

Na segunda parte das especiais do dia, Tanak puxou e ganhou, 3,5 sobre Ogier e 3,7 sobre Rovanpera, e na segunda passagem por Felgueiras, o estónio continuou a puxar, ganhando mais 5,1 sobre Evans e 5,2 sobre Rovanpera.

Por fim, em Fafe, na segunda passagem, Tanak conseguiu triunfar, mas conseguiu ganhar apenas 1,1 segundos sobre Neuville e dois sobe Rovanpera, 4,4 sobre Takamoto e 4,9 sobre Ogier. Serviu o suficiente para mais uma vitória para a Toyota, embora a Hyundai conseguiu responder, embora, como disse depois Tanak, o carro continua a estar frágil para percursos como estes. 

"Foi um fim de semana difícil, a lutar um pouco com o carro. Não acho que seja o melhor momento. Estou muito desiludido com o Ott e com a equipa, merecíamos mais este fim de semana. Estou feliz por voltar agora ao Porto e descansar um pouco, foi um fim de semana muito desgastante.", contou Neuville, em Fafe. 

Depois dos quatro primeiros, Takamoto Katsuta foi o quinto, a 1.41,9 na frente de Elfyn Evans, que teve um rali bem modesto, para quem lidera o campeonato do mundo. Ficou a 2.31,0 do vencedor. Sami Pajari foi o sétimo, a 2.38,3 na frente dos Fords de Josh McErlean, a 5.12,3 e Gregoire Munster, a 5.57,5. O Toyota GR Yaris Rally2 de Oliver Solberg, o melhor dessa categoria, acabou a 9.15,1. 


No campeonato, Elfyn Evans continua na frente com 118 pontos, contra os 88 de Kalle Rovanpera, os 86 de Sebastien Ogier, os 84 de Ott Tanak, o melhor dos Hyundai, e os 78 de Thierry Neuville. O WRC continua dentro de três semanas, entre os dias 5 e 8 de junho, nas estradas da Sardenha. 

domingo, 23 de março de 2025

WRC 2025 - Rali do Quénia (Final)


Elfyn Evans é o vencedor do Rali do Quénia, tendo conseguido alargar a sua liderança nesta temporada do WRC. O piloto galês levou a melhor sobre Ott Tanak (a 1.38,3) e Thierry Neuville (a 4.09,3), ambos em Hyundai, num rali onde os que chegaram ao fim foram os verdadeiros vencedores. 

No final do rali, e quebrado o boicote,  o piloto galês da Toyota disse de sua justiça perante o resultado:

É fantástico ter ganho este rali. Ainda não me apercebi completamente, mas o Rali Safari é um evento especial para ganhar.", começou por afirmar. "Um enorme bem-haja à equipa, que trabalhou arduamente para nos dar um carro fantástico, e estou orgulhoso por fazer parte da grande história da Toyota neste rali.", continuou. 

"Foi um fim de semana extremamente exigente, provavelmente o Safari mais extremo que já vimos desde que aqui viemos, e as condições climatéricas deram um toque extra no sábado. Não foi fácil gerir o último dia, com uma grande vantagem e a necessidade de a trazer para casa. Havia a tentação dos pontos extra para disputar no domingo, mas, dadas as circunstâncias, era importante levar o carro até ao fim e estou muito feliz no final”, concluiu Evans.


Com cinco especiais para acabar o rali - segunda passagem por Mzabibu, passagem dupla por Oserengoni e Hell's Gate - e a enorme vantagem que o galês tinha conseguido nas especiais do dia anterior, Evans decidiu adotar uma estratégia mais conservadora para levar o carro até ao fim. E foi por isso que Ott Tanak foi o melhor na primeira especial do dia, 1,8 segundos na frente de Thierry Neuville, enquanto Kalle Rovanpera acabava em terceiro, a 3,8 mesmo com um furo e a roda frente-esquerda sem pneu.

Takamoto triunfava na especial seguinte, 3,5 segundos na frente e Adrien Formaux e 4,7 sobre Neuville, ao mesmo tempo que Rowanpera sofria um avaria e era definitiva. Takamoto saiu de estrada, mas conseguiu continuar. A seguir, na primeira passagem por Hell's Gate, Adrien Formaux foi o melhor, 2,8 sobre Thierry Neuville e 4,5 sobre Takamoto Katsuta. Jan Solans acabou a especial sem vidros na janela do seu carro. 

Takamoto acabou a ser o melhor na segunda passagem por Oserengoni, 0,6 segundos na frente de Formaux e 4,5 sobre Neuville, numa especial marcada po diversos engarrafamentos que causaram o atraso do começo da especial. 

Por fim, a Power Stage, que foi a segunda passagem por Hell's Gate, acabou com o triunfo de Formaux, 1,3 segundos na frente de Neuville, 4,9 de Tanak e 9,3 sobre Munster, numa especial onde Takamoto capotou, e apesar de regressar à estrada e ter cortado a meta, teve problemas de motor e acabou por abandonar na ligação ao parque fechado.   

Nos lugares restantes, Sami Pajari conseguiu o quarto posto, a mais de sete minutos do vencedor (7.18,7), muito na frente de Gregoire Munster, no seu Ford, a 11.35,3 segundos. Gus Greensmith foi o melhor dos Rally2, e sexto na geral, a 14.11,6. No sétimo lugar ficou Jan Solans, a 17.26,6, na frente do Ford de Jourdan Sereridis, a 28.45,5. A fechar o "top ten" ficou o paraguaio Fabrizio Zaldivar, a 25.38,8, e o carro de Joh Erlean, a 37.15,8. 


No campeonato, Elfyn Evans tem agora 88 pontos, contra os 52 de Thierry Neuville e os 49 de Ott Tanak e os 35 da Takamoto Katsuta.

O WRC regressa dentro de um mês, à Europa, mais concretamente às ilhas Canárias, segundo rali do campeonato em asfalto, que acontecerá ente os dias 24 e 27 de abril.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

WRC: Latvala e os pilotos da Toyota muito satisfeitos com o resultado


Num rali tão renhido como foi o Monte Carlo deste ano, a Toyota foi a que teve os melhores resultados, com a vitória de Sebastien Ogier e o segundo lugar de Elfyn Evans, especialmente na primeira prova de uma temporada onde se deixou de lado as unidades híbridas e também se correu pela primeira vez com os pneus Hankook.  

No rescaldo do rali, Jari-Matti Latvala manifestava a sua satisfação pelos bons resultados da equipa no campeonato.  

"Estou muito satisfeito. Não podíamos ter tido um melhor início de época do que este: conseguimos o máximo de 60 pontos como equipa, um dois-quatro na geral e a décima vitória de Sébastien Ogier no Rallye Monte-Carlo, o que é um feito verdadeiramente espantoso e único.", começou por afirmar o diretor desportivo da Toyota.

 "As condições foram muito difíceis até ao final e a escolha dos pneus foi stressante esta manhã, porque a estrada estava gelada depois da passagem das equipas de guia. Infelizmente, o Sami e o Taka caíram, e talvez eu devesse tê-los pressionado a optarem por uma escolha mais segura, mas este rali foi apenas uma experiência para eles. Com os nossos outros pilotos acabou por correr tudo bem, por isso, obrigado a eles. Ao mesmo tempo, foi um rali muito divertido e penso que temos uma época emocionante pela frente.

Do lado dos pilotos, se Sebastien Ogier ficou satisfeito por alcançar um grande feito, o da décima vitória em ralis, já Jari-Marri Latvala passou por dificuldades num rali do qual nunca se adaptou bem. O quarto lugar final foi um pequeno consolo em termos de resultado.

O Rallye Monte-Carlo é sempre difícil e foi-o especialmente este ano. Para mim, pessoalmente, foi um fim de semana bastante difícil. Não tivemos o resultado que queríamos ou o ritmo que queríamos, mas temos de estar contentes no final por termos conseguido alguns pontos. Hoje não foi um dia mau para nós: demos o nosso melhor, mantivemo-nos consistentes e isso compensou. Agora vamos ver o que conseguimos fazer na Suécia.”, disse o piloto finlandês, campeão em 2023.


No caso de Elfyn Evans, o segundo classificado, fizeram um bom rali, mas nunca arriscaram demasiado porque queriam acabar a prova, o que conseguiram. O segundo lugar e os pontos que conseguiu acumular fizeram com que fosse o piloto com mais pontos neste rali, apesar das condições que afirmou terem sido "extremas".  

Este foi um Rallye Monte-Carlo típico, um pouco mais extremo do que nos últimos anos e foi um fim de semana verdadeiramente desafiante. Estou muito contente por estar aqui no final com um bom número de pontos.", começou por afirmar. 

"O último dia começou com condições muito complicadas, fizemos uma alteração no último momento para usar quatro pneus com pregos e não tinha a certeza se era a decisão certa. No final, parece que não havia muita diferença entre as duas escolhas e tivemos uma Power Stage bastante emocionante até ao fim: tivemos um momento difícil a algumas curvas do fim, mas felizmente conseguimos safar-nos.”, concluiu.

Agora, o WRC continua em paragens suecas, a meio do mês de fevereiro.