O acidente aconteceu na quinta volta da corrida, quando o alemão da Williams se defendia do canadiano da BAR de uma tentativa de ultrapassagem. Ambos estavam muito perto - Villeneuve estava no slipstream de Schumacher - quando este travou. sem ter tempo para reagir, ele saltou da traseira do alemão e embateu na parede dos muros de proteção, deslizando por mais algumas centenas de metros. Contudo, o carro passou por uma abertura, feita para que os socorros pudessem passar em caso de emergência, e os destroços do BAR atingiram onze pessoas. O pior deles foi Beveridge, então com 51 anos, que foi atingido no peito.
Os serviços de emergência fora acionados e apesar de ele ter sido socorrido rapidamente, foi declarado morto à chegada ao hospital. Quanto aos pilotos, apesar de, de inicio, ambos terem saído incólumes, mais tarde no dia, Jacques Villeneuve foi para o hospital queixando-se de hematomas, danos musculares, náuseas e dores no peito, devido à pressão exercida sobre ele pelos cintos de segurança do seu carro no acidente. Não admiram as queixas físicas: quando Villeneuve bateu na barreira, tinha sofrido um impacto de 30 G's.
O acidente tinha acontecido cerca de seis meses depois de outro acidente, no GP de Itália de 2000, ter reclamado a vida de outro comissário de pista, Paolo Gislimberti. A FIA decidiu investigar o sucedido, bem como a procuradoria local. E nisso, quer o BAR de Villeneuve, quer a parte da barreira de proteção afetada, ficaram nas mãos da policia do estado de Victoria, chefiados pelo comissário Graeme Johnstone.
A investigação da FIA foi concluída a 3 de agosto, e no seu relatório confidencial, os organizadores da corrida, a Australian Grand Prix Corporation (AGPC), foram absolvidos de qualquer responsabilidade pela morte de Beveridge, que classificaram como "um acidente fortuito", e descobriram que o fiscal de pista estava mal posicionado no momento da colisão.
Contudo, quando a 8 de Fevereiro de 2002, o relatório do estado de Victória foi divulgado, Johnstone concordou com a sugestão de Jim Kennan, o oficial de ligação ao responsável do instituto médico-legam de Melbourne, de que a AGPC (Australian Grand Prix Corporation) era a única empresa responsável pela morte de Beveridge por não ter analisado os riscos para os fiscais de pista e concluiu que o acidente era "evitável".
Independentemente dos eventos de há 25 anos, o inquérito resultou em mais segurança na pista, nomeadamente na altura das barreiras, que foram mais elevadas. Apesar disso, o automobilismo continua a ser perigoso, não só para os pilotos e espectadores, como também para os comissários que estão sempre mais expostos ao perigo, especialmente quando vêm um carro na sua direção.







Sem comentários:
Enviar um comentário