Não se sabe o que pensa Mário Andretti quando o calendário chega ao dia 6 de março. É verdade que acontece cerca de uma semana depois do seu aniversário, mas neste dia, e separados por cinco anos, aconteceram alguns feitos dignos de registo. E todos no mesmo local: Kyalami, na África do Sul.
Andretti, que era americano desde 1954 - tinha nascido no leste de Itália, num local, Montona, que atualmente faz parte da Croácia - tinha começado a correr na Formula 1 em 1968, num Lotus 49, e logo com um resultado sensacional: uma pole-position no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen!
Mas em 1971, Andretti era piloto da Ferrari, ao lado de Clay Regazzoni e Jacky Ickx. Depois de uma temporada de 1970 ao serviço da March, onde conseguiu os seus primeiros resultados de relevo, com um terceiro lugar no GP de Espanha, em Jarama, a temporada de 1971 iria ser a primeira onde correria a título oficial, pela equipa que sempre sonhara desde criança. Já corria para a Scuderia na Endurance, mas a Formula 1 era a primeira vez, ele, que já tinha feito 31 anos de idade. Mas a sua participação era temporária: como corria em ambos os lados do Atlântico, apanhava um voo para a América, no sentido de competir no campeonato USAC, e em concreto, nas 500 Milhas de Indianápolis, sempre que era possível.
A qualificação deu Andretti em quarto, e o segundo melhor Ferrari, batido apenas por Regazzoni, onde Jackie Stewart sairia da pole-position. O suíço saiu melhor na pole, e aproveitando as partidas lentas de Stewart e do Matra de Chris Amon, ficou com a liderança. Andretti era segundo, seguido por Dennis Hulme e Emerson Fittipaldi. O brasileiro fez uma manobra arriscada para ser terceiro na quinta volta da corrida, e foi atrás dos Ferrari.
Mas Hulme resistiu, e reagiu, passando primeiro Fittipaldi, para depois apanhar os Ferrari. Na volta 16,, numa manobra também arriscada, passou Regazzoni e ficou com a liderança.
Os Ferrari não deixaram escapar Hulme, e andaram atrás dele por muito tempo, apesar de John Surtees começar a subir na geral. Chegou a apanhar Regazzoni, mas na volta 57, a sua caixa de velocidades quebrou.
Pouco depois, Andretti decidiu carregar Hulme para o apanhar e ficar com a liderança. Pela volta 73, o americano passou-o e liderava a sua primeira corrida na Formula 1. E a sua décima na carreira. No final, quando cruzou a meta, tornava-se no primeiro americano a ganhar desde 1967, com Dan Gurney, no seu Eagle, no GP da Bélgica.
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Exatamente cinco ano depois, em 1976, Andretti estava numa outra situação. Tinha regressado à Formula 1 em 1975, convencendo Parnelli Jones a construir um carro de Formula 1, desenhado por Maurice Philippe, e corria à medida que os compromissos americanos não colidiam com as corridas europeias. O conjunto parecia ser promissor, o chassis bem feito, mas apesar de cinco pontos e uma volta mais rápida, a Parnelli não tinha muita vontade de continuar com a excentricidade de Andretti.
No inicio de 1976, ele tinha corrido em Interlagos pela Lotus, mas vendo que a equipa estava numa situação complicada - Ronnie Peterson tinha ido embora e o modelo 77 não era aquilo que se esperava - Andretti tinha pedido à Parnelli para que trouxesse o seu carro para competir. Assim aconteceu, muito relutantemente, porque nem Parnelli Jones, nem o seu parceiro, Vel Miletich, estavam com muita vontade de continuar. Apenas queriam Andretti como seu piloto, e tinham de satisfazer o que chamavam de "excentricidades".
No inicio de 1976, ele tinha corrido em Interlagos pela Lotus, mas vendo que a equipa estava numa situação complicada - Ronnie Peterson tinha ido embora e o modelo 77 não era aquilo que se esperava - Andretti tinha pedido à Parnelli para que trouxesse o seu carro para competir. Assim aconteceu, muito relutantemente, porque nem Parnelli Jones, nem o seu parceiro, Vel Miletich, estavam com muita vontade de continuar. Apenas queriam Andretti como seu piloto, e tinham de satisfazer o que chamavam de "excentricidades".
Em Kyalami, o carro não tinha patrocínio. aliás, decidiram celebrar o bicentenário dos Estados Unidos com um desenho patriótico, um "Spirit of 76", digamos assim.
Apesar de tudo, o carro era competitivo. Conseguindo o 13º posto na grelha, com um tempo pouco mais de um segundo mais lento que a pole-position de James Hunt, a corrida dele foi algo sem história, enquanto na frente, Niki Lauda e James Hunt lutaram pela vitória, com o austríaco da Ferrari a levar a melhor, continuando na frente do campeonato com a pontuação máxima, enquanto Hunt só era segundo... 12 pontos mais atrás.
Quanto a Andretti, conseguia um meritório sexto posto, a uma volta do vencedor, e conseguindo também o sexto ponto da história da Parnelli na Formula 1. Parecia que ficar ali seria melhor que na Lotus, e era o que iria fazer no final do mês, quando fosse correr em Long Beach, na California.
Quanto a Andretti, conseguia um meritório sexto posto, a uma volta do vencedor, e conseguindo também o sexto ponto da história da Parnelli na Formula 1. Parecia que ficar ali seria melhor que na Lotus, e era o que iria fazer no final do mês, quando fosse correr em Long Beach, na California.






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