A Williams mostrou esta terça-feira a decoração do seu FW48, o chassis que irá usar na temporada de 2026 da Formula 1. Mantendo a mesma dupla de 2025, ou seja, o espanhol Carlos Sainz Jr e o anglo-tailandês Alex Albon, existiam altas expectativas em relação ao carro, mas nas vésperas dos testes de pré-temporada em Barcelona, o chassis falhou nos crash-test da FIA e decidiu-se que iriam falhar esse compromisso, concentrando-se em resolver os problemas e aparece nos testes do Bahrein, os últimos antes da nova temporada, onde mostrará o seu carro e fará os testes necessários, para que tudo fique pronto antes da primeira corrida do ano, que começará na primeira semana de março, em Melbourne.
Para James Vowles, director da equipa, 2026 representa um momento-chave no trajecto de recuperação da Williams. “[A temporada de] 2026 é o próximo passo no caminho de regresso ao topo para a Atlassian Williams F1 Team, à medida que entramos numa nova era do desporto, e estamos entusiasmados com a época que temos pela frente”, afirmou, sublinhando a ambição contida, mas determinada do projecto.
Vowles destacou ainda a estabilidade e os reforços da estrutura, mas sem esconder a incerteza associada ao novo ciclo técnico.
“Temos uma grande dupla de pilotos, alguns parceiros novos fantásticos, uma base de fãs em crescimento constante e queremos construir sobre o sucesso que provámos no ano passado, mas não somos ingénuos quanto ao desafio que temos pela frente. Ninguém sabe exatamente o que vai acontecer na primeira corrida, mas estamos ansiosos por descobrir e esperamos que os nossos adeptos gostem de nos apoiar com esta nova decoração”.
Sobre a grande pergunta do momento, o facto de não terem participado nos testes de pré-temporada em Barcelona, devido aos atrasos no desenvolvimento do FW48, agravados com a demora em passar nos crash-tests obrigatórios da FIA, Vowles fez questão de clarificar que a presença em Barcelona teria sido possível, ainda que à custa de compromissos operacionais. “Podíamos ter ido a Barcelona, mas isso teria colocado a equipa numa posição frágil em termos de peças suplentes”, referiu.
Falando da relação com a Mercedes, que fornece à equipa de Grove a unidade de potência e a caixa de velocidades, o director da Williams salientou a importância da continuidade técnica com a marca alemã, reconhecendo que essa ligação, no caso especifico dos eventos que impediram de ir a Barcelona, esta relação ajudará a mitigar parte da desvantagem inicial que tem neste momento.
“Temos o motor fornecido pela Mercedes, a caixa de velocidades fornecida pela Mercedes, por isso a aprendizagem que eles estão a fazer esta semana em Barcelona vai transitar para nós, para o Bahrain”, começou por afirmar.
“Não quero estar a viver do trabalho deles, mas é justo dizer que isso continua a ser uma vantagem para nós, ou um inconveniente que acaba por ser neutralizado. Estou confiante de que, com seis dias no Bahrain, conseguiremos cumprir todo o programa de que precisamos”, concluiu.
Os testes de pré-temporada no Bahrain estão agendados, primeiramente, entre os dias 11 a 13 e depois, entre os dias 18 a 20 de Fevereiro, sendo esperado que o FW48 faça finalmente a sua estreia em pista nessa altura.
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