De acordo com a informação divulgada, a edição de 2025 gerou cerca de 103 milhões de euros de impacto direto — correspondente à despesa efetuada nas regiões envolvidas — e cerca de 89 milhões de impacto indireto, apurado através do “media value” associado à exposição nacional e internacional, o que perfaz um valor recorde de 193 milhões de euros, mais 10 milhões do que a edição de 2024.
Para o ACP, “estes indicadores reforçam o estatuto do Vodafone Rally de Portugal como relevante motor de dinamização económica, com efeitos nos setores do turismo, hotelaria, restauração e serviços”.
Segundo este estudo agora divulgado pela Universidade do Algarve, o consumo realizado por adeptos residentes e não residentes, equipas e organização terá ainda proporcionado ao Estado uma receita fiscal bruta superior a 22,5 milhões de euros, resultante da cobrança de IVA e do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP). O mesmo estudo conclui que o Estado poderá captar, através desta receita fiscal potencial, cerca de 23,7% do impacto económico direto total gerado pelo evento.
Relativamente à origem dos visitantes, 64,5% eram nacionais e 36,5% estrangeiros, provenientes de países como Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Estónia, Suíça, Itália, Grécia e Estados Unidos, entre outros.
Entre os turistas internacionais, 32,7% visitaram Portugal pela primeira vez, evidenciando a capacidade do rali para atrair novos públicos e reforçar a notoriedade externa do destino. A estada média, considerando visitantes nacionais e estrangeiros, fixou-se nas 2,26 noites.
A projeção mediática internacional gerou cerca de 900 horas de transmissão televisiva global, “contribuindo para a visibilidade de Portugal enquanto destino turístico e palco de grandes eventos desportivos”, sublinhou a organização.
O estudo destaca ainda o contributo da prova “para a consolidação de uma imagem altamente positiva do país“. Portugal surge associado a atributos como beleza, hospitalidade, natureza e gastronomia, enquanto o rali é descrito como espetacular, bem organizado e marcado pela adrenalina e pelo convívio.
Os níveis de satisfação refletem-se na intenção de regresso, que varia entre 79,1 e os 81,3 por cento no verão e entre 56,3 e 80,6 por cento no inverno. Para o ACP, os resultados agora apresentados “reforçam o papel estratégico do Rali de Portugal na valorização das regiões anfitriãs, na geração de riqueza e na afirmação internacional do país”.

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