Por outro lado, a Aston Martin está em profundas alterações na sua estrutura de Silverstone, onde empreenderam uma larga expansão desde há ano e meio a esta parte, principalmente com a construção do seu próprio túnel de vento. E nessa expansão veio Adrian Newey, que com a experiência de ter desenhado 12 chassis campeões do mundo, desde 1992, causou grandes expectativas dentro da estrutura.
Mas o que poucos sabiam é que o AMR26 começou a ser desenhado... quatro meses depois do normal. Logo, o projeto nasceu sob enorme pressão de calendário, porque a grande causa desse atraso foi a construção desse túnel de vento, que condensou sobremaneira o calendário da equipa. Ainda por cima, no inverno, Newey aceitou ser o diretor desportivo da equipa, de forma algo provisória.
"O AMR Technology Campus ainda está a evoluir, o túnel de vento CoreWeave só ficou plenamente operacional em abril, e eu só me juntei à equipa em março do ano passado, por isso, na verdade, começámos atrás. Foram dez meses muito intensos e com um calendário extremamente comprimido.", continuou.
"Só colocámos um modelo do carro de 2026 no túnel de vento a meio de abril, enquanto a maioria — se não todos — dos nossos rivais já o teria feito desde o momento em que a proibição de testes aerodinâmicos terminou, no início de janeiro. Isso deixou-nos cerca de quatro meses atrás, o que significou um ciclo de investigação e conceção muito, muito apertado. O carro só ficou pronto no último momento, razão pela qual estivemos a lutar para chegar ao shakedown de Barcelona.”, concluiu.
Quatro meses de atraso em túnel de vento costumam ser uma eternidade na Fórmula 1 — e Newey admite que isso obrigou a uma verdadeira corrida contra o relógio. Mas o atraso foi por bons motivos. O túnel de vento é uma ferramenta essencial e o da Aston Martin é agora a referência na Formula 1:
“O túnel de vento CoreWeave é absolutamente de última geração. Diria que é provavelmente o melhor túnel de vento do mundo para aplicação em Fórmula 1. É muito sofisticado, construído inteiramente segundo as nossas especificações, com a experiência da CoreWeave integrada. Está destinado a ser um fator decisivo para nós. A aerodinâmica é o maior diferenciador de performance na Fórmula 1. A nossa principal ferramenta de investigação para isso é o túnel de vento. É absolutamente inestimável, e agora estamos a começar a colher os frutos.”, afirmou.
Questionado sobre a agressividade do AMR26, Newey não considera que o seu design seja agressivo:
“Nunca olho para nenhum dos meus projetos como sendo agressivo. Limito-me a trabalhar e a seguir aquilo que sentimos ser a direção correta. A direção que tomámos pode, certamente, ser interpretada como agressiva. Tem bastantes características que não tinham sido feitas antes. Isso faz dela agressiva? Talvez. Talvez não.”, concluiu.



Sem comentários:
Enviar um comentário