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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Youtube Motorsport Onboard: Uma corrida no Autódromo de Luanda


Em Angola não se corre somente nas ruas, mas também há circuitos permanentes. Apesar do asfalto ainda ser do tempo colonial, a nova federação de desportos motorizados, a FADM, está a fazer o seu melhor para recuperar as infraestruturas referentes ao Autódromo de Luanda, por exemplo. E no passado dia 15 de agosto, com alguns convidados internacionais - entre os quais, alguns portugueses como Pedro Salvador - fez aquilo que querem que seja a corrida mais importante do ano: o Grande Premio "Zé Du", para comemorar o aniversário do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Apesar do "asfalto colonial", e das infraestruturas mínimas (não há guard-rails, por exemplo!), o mais impressionante foi ver a tribuna principal cheia de gente, o que demonstra que as pessoas gostam de automobilismo. E um dos pilotos, o Daniel Vidal, coloca sempre uma câmara para nos mostrar como é que são as pistas e o ambiente naquele país africano. 

E já agora, ele venceu uma das mangas, enquanto que na segunda, de cujo video eu coloco aqui, teve problemas com o consumo da gasolina, mas mesmo assim, terminou na segunda posição.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Youtube Motorsport: a corrida do Presidente


Tenho falado de vez em quando do panorama automobilístico de Angola, e desta vez tem a ver com algo importante. Não tanto hoje, que ocorreu aquela que provavelmente deve ser a corrida mais importante pós-independência: uma corrida para comemorar os 70 anos do presidente de República, José Eduardo dos Santos.

É certo que Angola está em ambiente de campanha eleitoral, que vai acontecer esta sexta-feira, e o aniversariante, mais o partido do qual pertence, são os "candidatos numero 1" à vitória. Mas não e sobre politica que quero falar. E sobre o novo panorama que o automobilismo angolano vive por estes dias.

Primeiro que tudo, um dos velhos sonhos foi concretizado: a criação de uma federação angolana de automobilismo. A Federação Automobilistica de Desportos Motorizados foi formada em junho e começou as suas atividades com esta prova no Autódromo de Luanda. Conseguiram fazer algumas obras de restauro, que implicou a limpeza e colocação de algum asfalto nas zonas onde mais necessitava. Um asfalto que deve lá estar desde tempos coloniais...

Quanto à prova em si, apareceram mais de oito mil espectadores para assistir à corrida, vencida por Daniel Vidal. E os organizadores estão tão felizes com o sucesso desta corrida que muito provavelmente querem fazer uma prova de índole internacional num futuro próximo. Desejo-lhes sorte, claro. Quanto à corrida em si, mostro no video do carro do vencedor. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Youtube Onboard: Uma volta pelo Autódromo de Luanda



Depois do sucesso que foi o video "onboard" que meti sobre o GP de Benguela, feito do carro de Daniel Vidal, que teve direito a post no Voando Baixo, do Rafa Lopes, achei por bem meter mais um video de terras angolanas, desta vez do Autódromo de Luanda.

Uma pequena história: tal como aconteceu com o Autódromo de Benguela, foi inaugurado em 1972. Foi desenhado por Ayrton Cornelsen, o mesmo que projetou Jacarépaguá, Estoril e Curitiba, entre outros. No inicio desse ano, semanas antes da inauguração oficial, recebeu até a visita de Emerson Fittipaldi, que elogiou bastante a obra, pois na altura era um dos autódromos mais avançados do mundo. Corre-se como em Interlagos, no sentido contrário aos ponteiros do relógio.

A pista era a primeira fase de algo que no papel seia grande: um empreendimento turistico, dado que aquilo se situava na zona da ilha do Mussulo, basicamente a "praia" de Luanda, independentemente do seu tempo. O projeto era para estar completo em 1977, e dali poderia se pensar em vôos altos, incluindo a Formula 1, mas a descolonização e consequente guerra civil, a partir de 1975, estragou os planos.

Como seria de esperar, sem obras de monta, a degradação se tornou evidente: asfalto áspero e com buracos, não há bermas dignas desse nome, mas mesmo assim corre-se por lá no campeonato nacional. Agora, com a ideia da Sonangol de apoiar o automobilismo, nomeadamente a Formula 1, é óbvio que a remodelação poderá ser possivel. Irá custar muito dinheiro e provavelmente o Hermann Tilke irá fazer o seu próprio desenho na zona...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A Formula 1 a caminho de Angola?

Lembram-se de falar há umas duas semanas sobre a Sonangol, de Ricardo Teixeira e da minha possibilidade de trazer a categoria máxima do automobilismo a aquele pais? Pois bem, há algumas novidades. Joe Saward, sempre atento - foi o primeiro a falar sobre o assunto, lembram-se? - refere a visita discreta de um responsável da petrolífera angolana no "paddock" de Istambul. A ideia inicial seria a de que eles iriam acertar as agulhas com a Team Lotus no sentido de ter o patrocínio no chassis - algo que ainda não acontece, apesar de terem Ricardo Teixeira como um dos seus pilotos - mas pode ser que haja algo ainda maior: levar a Formula 1 de volta a África. Mas não à África do Sul...

Como já disse, a Formula 1 em Angola é um velho sonho, datado dos tempos coloniais. Existem dois autódromos, um em Luanda e outro em Benguela, construídos em 1972 e o de Luanda foi considerado como um dos mais modernos do seu tempo e perfeitamente capaz de acolher a categoria máxima do automobilismo. Mas o processo de descolonização e consequente guerra civil cancelaram os planos.

Agora, nove anos depois do final da guerra civil, e com o pais em processo de reconstrução e desenvolvimento, e com o petróleo como maior exportação do pais - riquíssimo em termos de recursos naturais como diamantes, ferro, cobre... - os responsáveis querem seguir os mesmos passos da Petronas, a companhia petrolífera malaia. E como sabem, é muito graças a ela que a Formula 1 está nessas paragens. Sepang, projetado por Hermann Tilke, foi construído com a bênção do governo e os dólares da Petronas...

Se isso acontecer, porque não acontece em Luanda? O chato seria ver o desenho de Ayrton Cornelson desfeito por mais uma chatice "tilkeana", mas esse seria o menor dos desafios. Outros maiores se erguem, como arranjar uma rede de hotéis compatível com todo um pelotão da Formula 1. E o turismo, como em tudo naquele pais, ainda está na fase de gatinhar. Resta convencer Bernie Ecclestone das vantagens do projeto... e despejar um camião cheio de dólares aos seus pés.