Já tinha havido Formula 1 na California. 15 anos antes, em 1960, o calendário acabava em Riverside, uma pista permanente nos arredores de Los Angeles, 80 quilómetros de Long Beach. Contudo, a corrida, ganha por Stirling Moss, não teve história e apenas no ano seguinte, quando foram correr em Watkins Glen, é que o GP dos Estados Unidos perdeu o seu quê de itenerância e passaram a correr num local fixo.
Em 1973, chega ao local, e de forma definitiva, o "Queen Mary", um dos mais famosos navios da Cunard, para servir de hotel permanente. Aquela área estava degradada e um homem de negócios, especializado em viagens, de seu nome Chris Pook, achava que o ideal seria construir uma pista de automóveis no sentido de reproduzir ali o circuito do Mónaco. Monta uma pista ao longo da Shoreland Drive, a avenida principal da cidade, montando ali bancadas para cerca de 40 mil pessoas.
Uma corrida é marcada para setembro de 1975 com carros de Fórmula 5000, e torna-se um sucesso. Com isso na mão, monta-se rapidamente uma proposta para acolher a Formula 1 no ano seguinte, e rapidamente é aprovado, para março de 1976, e logo a terceira corrida do ano. Os organizadores tinham pouco tempo, mas tinham a certeza que iriam colocar um bom espetáculo.
A pista era temporária, como no Mónaco, e em 1976 tinha a distância de 32512 metros. A pista passava pela Shoreland Drive, onde os pilotos aceleravam a fundo, antes de fazerem uma volta de 180 graus na Queen's Hairpin, e depois prosseguiam, subindo ruas até à Ocean Boulevard, onde então se situavam as boxes e a meta. Viravam em Cook's corner, e novamente em Penthouse, até curvarem para a esquerda na Indy Corner, até nova viragem de 180 graus para a direita, para acelerar novamente pela Shoreland Drive.
Para esta edição, os organizadores queriam receber bem os pilotos. Uma corrida de celebridades foi organizada, e trouxeram alguns ex-pilotos, como Juan Manuel Fangio, Denny Hulme, Jack Brabham, campeões do mundo do passado, bem como Stirling Moss, Carroll Shelby, Rene Dreyfus, Richie Ginther, Innes Ireland e Maurice Trintignant, como pilotos "vintage", mas com máquinas competitivas. Dan Gurney e Phil Hill também estavam lá para abrilhantar em carros do passado, mas também iriam ajudar na direção da corrida.
O tempo estava bom naquele fim de semana de inicio de primavera na California. Os pilotos começaram a experimentar a pista, e claro, as opiniões divergiam. Se Niki Lauda achava que a pista era mais dura que no Mónaco, já Jacques Laffite o seu compatriota Patrick Depailler detestavam andar por ali. Em contraste, Emerson Fittipaldi dava-se bem, tendo-se adaptado à pista.
E os treinos foram bem disputados. Com 27 carros inscritos, os organizadores e a FOCA, a associação de Construtores, decidiram que a grelha iria ser reduzida a 20 lugares, alegando motivos de segurança. No final, entre o "poleman" Clay Regazzoni, no seu Ferrari, e o último classificado, o Lotus de Gunnar Nilsson, ficaram pouco mais de 2,178 segundos. E 149 centésimos foram a diferença entre participar e não participar no dia da corrida.
E os azarados? Os Wolf-Williams de Jacky Ickx e Michel Leclére, o Fittipaldi de Ingo Hoffmann, o Surtees de Brett Lunger, o Lotus de Bob Evans, o Hesketh e Harald Ertl e o March de Arturo Merzário.




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