sábado, 27 de setembro de 2008

The End: Paul Newman (1925-2008)

Era um final esperado, desde que tinha lido (e feito um post) no final do mês passado que ele tinha saido do hospital, após ter sido tratado com quimioterapia devido a um cancro do pulmão, que tinha surgido em meados do ano passado. Paul Newman morreu na noite passada, aos 83 anos, na sua casa de campo, em Westport, no estado de Nova Iorque.


A sua carreira é grande: mais de 60 filmes em 50 anos, oito nomeações para os Oscares, do qual ganhou um (depois de receber outro pela sua carreira!), o seu casamento com Joanne Woodward, que foi um dos mais duradoiros da Sétima Arte (mais de 50 anos), prestações memoráveis em filmes como "Gata em Telhado de Zinco Quente"; "Dois Homens e um Destino"; "A Golpada"; "A Torre do Inferno"; "A Calunia"; "A Cor do Dinheiro", entre muitos outros.


Era também um Democrata de longa data. Chegou a estar na lista negra de Richard Nixon, como um "perigoso liberal" (que respondeu como sendo um dos maiores orgulos da sua vida), e também criou a Newman's Own, uma pequena industria de molhos que se tornou numa industria lucrativa (250 milhões de dólares anuais), cujas receitas vão todas para a caridade.


Mas para aqui, lembro-me mais da sua faceta de piloto e construtor de automóveis. Ganhou o "bichinho" depois de fazer o filme "Winning", em 1968, sobre a vida de um piloto de Indianápolis. Correu na Trans-Am por várias vezes, e em 1979, foi para as 24 Horas de Le Mans, onde a bordo de um Porsche 935, partilhado com Dick Barbour e o alemão Rolf Stommelen, foi segundo classificado da corrida. Disse, anos depois: "Trocaria os meus prémios em Hollywood por uma vitória em Le Mans". A últrima vez que correu foi nas 24 Horas de Daytona de 2001, aos 74 anos!


Em 1984 funda, em conjunto com Carl Haas, a Newman-Haas, uma das maiores equipas da CART, onde correram lendas do automobilismo como Mario Andretti e o seu filho Michael Andretti, o inglês Nigel Mansell, o brasileiro Christian Fittipaldi, e mais recentemente, o francês Sebastien Bourdais. Era a equipa dominante até à extinção da CART, e agora corre na IRL, com o inglês Justin Wilson ao volante.


Esta sim, é uma vida cheia e bem vivida. Mas por muito que seja boa, um dia tem de chegar ao fim. Foi hoje. Ars lunga, vita brevis.

1 comentário:

Marcelo disse...

Parabéns pelo post. Uma belíssima e justa homenagem a um vencedor na vida. São de pessoas como Paul Newman que os nossos jovens e, por que não, adultos devem se espelhar.