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sábado, 9 de setembro de 2017

Noticias: Bratches admite contactos com 40 lugares

Sean Bratches, o diretor comercial da Formula 1, admitiu este fim de semana à Autosport britânica que tem pelo menos 40 promotores interessados em receber o campeonato. Bratches afirmou que, com o atual Acordo da Concórdia, o limite é de 25 datas no calendário, e que tem como prioridade os circuitos citadinos.

"Hoje, pelo Acordo de Concordia, o máximo de corridas que podemos ter é 25. Nos sete meses desde que cheguei aqui, provavelmente 40 cidades me abordaram com interesse em sediar um GP da Formula 1, o que é extremamente encorajador", começou por dizer. 

"Historicamente tem sido um processo reativo em termos de cidades vindo à Formula 1 com interesse. Estamos tentando ser mais proativos com relação a identificar cidades e locais que acrescem à nossa marca e estratégia de ter mais corridas onde é possível ativar grandes bases de fãs - particularmente nos centros urbanos", continuou.

Bratches afirmou também na entrevista que deseja uma reorganização do calendário. Segundo ele, a Formula 1 deveria pensar em regionalizar o calendário por questões logísticas e comerciais, e assim, a temporada seria dividida numa parte asiática, europeia, das Américas e dos Estados Unidos.

"Hoje a Formula 1 anda um pouco por todo o mundo sem qualquer tipo cadência. Num mundo ideal - e esquecendo da ordem - você teria o primeiro terço da temporada na Europa, o segundo nas Américas e o último nos Estados Unidos. O que isso faz é permitir eficiência em termos de logística. Quando viajamos pela Europa fora, temos a circular 350 camiões ao nosso dispor para levar [os materiais] de um lado a outro - e mais de dez Boeings 747 quando precisamos viajar pelo mundo", comentou.

"A outra oportunidade que cria, do ponto de vista do fã, é poder dizer que 'pelos próximos dois ou três meses você vai acordar cedo para assistir aos Grandes Prémios, nos dois depois disso vai ser à tarde e depois à noite'. Para a consolidação da audiência, acho que é interessante tentar. Da parte comercial, se você tem uma entidade que opera apenas na Europa, é muito difícil ativar para as corridas na Europa, por que entramos e saímos o tempo todo. Ter essa divisão [geográfica] até que cria oportunidades de patrocínio", concluiu.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Noticias: GP da Malásia acaba em 2017

O GP da Malásia, que vai acontecer a 1 de outubro, vai ser o último da sua história. A decisão foi anunciada esta sexta-feira pelo diretor comercial da Formula 1, Sean Bratches. "É sempre triste dizer adeus a um membro da família Formula 1. Por quase duas décadas, os fãs malaios se mostraram um dos mais apaixonados", começou por declarar Bratches. 

"Como dissemos em Melbourne, temos grandes planos para trazer a nossa base global de fãs mais perto do desporto do que nunca, fornecendo uma experiência digital e criando novos eventos. E estamos ansiosos para falar destes planos ao longo da temporada”, continuou.

"Iremos ter 21 etapas animadas no calendário de 2018 com as adições das corridas francesa e alemã", concluiu, afirmando que eles regressarão aos circuitos tradicionais.

A corrida de Sepang, inaugurada em 1999, foi o primeiro da chamada "tendência asiática", dando origem a corridas como a da China, que começou em 2004, da Singapura - em 2008 - e da Coreia do Sul (2010-2013) e da India (2011-2012). Em termos de vencedores, Sebastian Vettel é o que tem mais triunfos, com quatro (2010, 2011, 2013 e 2015). Quanto a Construtores, a Ferrari venceu por sete vezes (1999-2001, 2004, 2008, 2012 e 2015)

A saída da corrida malaia pode não significar que tenham terminado as saídas, pois há rumores desde há algum tempo que a prova noturna de Singapura poderá ser a próxima a sair.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Os planos futuros da Formula 1

Os dois elementos mais desconhecidos falaram nas últimas 24 horas sobre o que era a Formula 1 sob a alçada de Bernie Ecclestone e que planos eles têm para o seu futuro. Se Sean Bratches acha que o futuro estará alicerçado no mercado digital e numa maneira mais próxima dos fãs, já Chase Carey aproveitou para criticar o método usado anteriormente para conduzir os negócios como "uma equipa de um homem só", do qual "já não estava a dar certo".

Numa entrevista ao jornal britânico "Daily Mail", Carey afirmou: “Depende de nós decidirmos quanto seu conselho será útil e apropriado. Bernie era uma equipa de um homem só, e isso não estava dando certo no mundo de hoje”, começou por dizer. 

Quanto a planos sobre se continuará no Reino Unido ou se moverá para a América, Carey afirma que isso não mudará: “Vivo a maior parte do tempo em um apartamento no centro de Londres, e a Formula 1 vai seguir no Reino Unido”, concluiu.

Quanto a Bratches, que vai ficar com a área comercial da Formula 1, mostrou os seus planos numa entrevista à CNN, onde afirmou: "Existirão quatro coisas reais no qual eu irei me concentrar. A primeira é a marca - a marca é o ponto de entrada para qualquer empresa, qualquer marca, qualquer desporto. E vamos trabalhar para entender a marca. Nós iremos poli-lo, elevá-lo. Vai ser realmente central para aquilo o que fazemos. Isso nos permitirá entrar em novos mercados, tirar do mercado o que deveríamos tirar, quer do lado comercial, dos patrocinadores, de detentores de direitos, para promotores.

"O segundo é digital. Eu acho que há uma grande oportunidade no espaço digital para redesenhar os produtos digitais que a Formula 1 tem hoje, e para envolver os fãs de maneiras muito novas e também para usar os patrocinadores para ativá-lo.

"O terceiro é criar uma abordagem muito mais democrática em termos de como nos aproximamos de nossos parceiros - de equipes, patrocinadores, promotores e detentores de direitos. Há muita oportunidade de alavancar a Formula 1 e integrá-lo aos seus negócios.

"E o último, será a experiência da corrida. Criando uma experiência melhor que envolve os fãs, espectadores quer ao vivo, quer na televisão, é uma grande oportunidade", concluiu.

Mas mesmo o elemento mais conhecido da Formula 1, Ross Brawn, também já se pronunciou sobre o que deseja na Formula 1. Por exemplo, em relação à diminuição dos desequilíbrios existentes entre os extremos da grelha.

"Precisamos encontrar soluções em que as equipas pequenas possam caminhar pelos seus próprios pés, além de gerar um bom desafio à hierarquia da Formula 1", explicou o dirigente, em entrevista à Sky Sports News britânica.

"No momento, a estrutura que se tem representa um grande desafio para eles. Precisamos encontrar maneiras de ter uma Formula 1 mais saudável de cima para baixo. Talvez o caminho correto seja tornar as equipas pequenas mais valiosas e atraentes, e não só na pista, mas também para as empresas", continuou. 

Contudo, tal ideia não será alterada antes de uma nova renegociação do Acordo da Concórdia, prevista para 2018, com ideias de entrar em vigor em 2020. "Temos um vínculo com as equipas até 2020, então nada vai mudar substancialmente antes disso, a menos que todas entrem em acordo", concluiu.