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terça-feira, 20 de maio de 2025

O homem que dá a cara pelo projeto da 12ª equipa


Não se sabe se alguma vez a 12ª equipa será aprovada pela FIA ou pelas outras 11 equipas do atual pelotão. Mas há um projeto em curso. Com um rosto visível: Otmar Szafnauer. Ex-chefe de equipa da Force India, e depois da Racing Point, antes de ser a Aston Martin, e depois, a Alpine, anda desde há algum tempo a colocar de pé um projeto para que essa 12ª equipa apareça, com a ajuda de investidores e especialmente, de um Construtor. E ele poderá ser a Geely, que assim, poderia voltar a colocar em pista o nome Lotus. 

Szafnauer andou no paddock da Formula 1 em Miami, no inicio do mês, e afirmou que, em caso de novo processo de candidatura, ele estará pronto para avançar. Agora, esta semana, no podcast Team Principal do site The Race, afirmou que está nisto desde há um ano.

"As finanças estão em ordem. O que posso dizer é que os financiadores são pessoas sérias e têm os meios financeiros necessários para financiar uma equipa de Fórmula 1. O construtor de automóveis que também se quer juntar à Fórmula 1 está em posição. É apenas uma questão de encontrarmos o momento certo para realmente obter a oportunidade de iniciar a décima segunda equipa. Ou, talvez, num futuro próximo, algumas possam estar à venda", começou por afirmar.

A sua prioridade é construir do zero, mas tudo está em cima da mesa, incluindo adquirir uma das dez equipas existentes, desde que o preço seja razoável.

"É difícil quando as pessoas não estão a vender. E eu entendo porquê – há um novo Acordo da Concórdia [NDR: que estará em vigor entre 2026 e 2030], que já foi acordado. E, depois disso, há nove proprietários e todos eles têm perspetivas diferentes sobre a vida, sobre a Fórmula 1, sobre quanto tempo querem permanecer, sobre os motivos pelos quais lá estão. Portanto, espero que, num futuro não muito distante, alguns deles digam, 'Sabem que mais? Já tive o meu tempo na Fórmula 1, talvez seja uma boa altura para vender'", continuou.

O americano de ascendência romena recusou-se a revelar quem são os seus investidores ou qual o construtor que concordou em apoiar o seu projeto, mas como se disse por aqui na semana passada, a Geely, que é dona da Lotus Cars, poderá estar a reavivar a marca Team Lotus, do qual também é proprietária.

Sobre quando é que poderá arrancar o projeto, não se crê que aconteça antes do final da década, apesar de a Caddilac arranque em 2026, mas com motores Ferrari até ao final desta década. 

terça-feira, 11 de abril de 2023

As suspeitas sobre o projeto da Hitech


É sabido que a Formula 1 poderá ter novas equipas em 2026. Sabe-se da Andretti, mas também existe a Formula Equal, o projeto de Craig Pollock que terá dinheiro da Arábia Saudita, e cujo objetivo é ter uma equipa 50 por cento constituída por mulheres, mas também se fala muito da Hitech, uma equipa que está bem estabelecida nas Formulas de ascensão, nomeadamente na Formula 3, e também na Endurance.

Contudo, gente do meio fala que a equipa irá tentar seriamente uma entrada na Formula 1, ao ponto de já ter um chassis em túnel de vento, o H26, na sede da Mercedes Applied Science, tendo ainda iniciado testes de intrusão e de colisão do chassis de acordo com o regulamento atual, que não será o usado a partir de 2026.

Mas a equipa liderada por Oliver Oakes está a arriscar muito, porque se todos os projetos forem tidos em conta, falamos de três equipas para dois lugares. E essa nem é a razão mais importante. Há outra, a do dinheiro. E nem é se tem ou não, é a sua proveniência. O Dubai nem é razão para algum alerta vermelho, mas as pessoas que estão à volta, sim.

Durante algum tempo, um dos acionistas da Hitech foi Dimytri Mazepin, pai do Nikita Mazepin, antigo piloto da Haas. Dimytri é um oligarca russo, um dos "reis na área petroquimica, a Uralchem, e tem ligações muito fortes a Vladimir Putin. Os Mazepin foram sancionados pela comunidade internacional depois da invasão ucraniana, em fevereiro do ano passado, mas antes disso, injetou muito dinheiro na Haas, para comprar o lugar ao seu filho. É sabido que ele poderá estar no Dubai, e esse lugar se tornou num porto de abrigo a todos os oligarcas para tentar escapar das sanções ocidentais. Logo, o facto do financiamento ser daí não é uma garantia total.

O projeto está a avançar, esperando que seja um dos aprovados. Contudo, os alertas vermelhos já lançados poderão colocar o projeto em perigo, a não ser que mostrem que está tudo em ordem. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

O hidrogénio está atrasado


É sabido desde há algum tempo que a ACO (Automobile Club de L'Ouest) quer construir um protótipo movido a hidrogénio, para meter na Garagem 56 em 2024, e há testes a serem eitos num protótipo com especificações de LMP3. Contudo, noticias recentes afirmam que esse projeto tem atrasos tais que a data poderá ser adiada para 2026. Ainda por cima, o desinteresse de uma marca - mas o interesse de outra - não ajuda muito nesse projeto.

Como é sabido, o ACO  está desde 2017 envolvido num projeto de um chassis uma classe de zero emissões nas 24 Horas de Le Mans, com o objetivo de mostrar ao mundo na edição de 2024, e através de uma parceria com a GreenGT. Desde então, tem aparecido protótipos que fizeram demonstrações em La Sarthe, e em testes, conseguiram tempos comparáveis aos GT3. Contudo, atrasos causados pelo CoVid-19, em 2020 e 2021, e o desejo de assegurar que os carros a hidrogénio fossem verdadeiramente competitivos antes de serem introduzidos em Le Mans, causaram atrasos significativos. Agora, de 2024, é provável que possam ser estreados em 2026. 

Para piorar as coisas, havia uma marca verdadeiramente interessada nessa classe: a Hyundai. Contudo, com estes atrasos e com as mudanças na direção da fonte de energia, a marca coreana afastou-se da ideia. Em contraste, a Toyota demonstrou um grande interesse no hidrogénio, já que faz parte da politica para construir e vender carros de estrada com essa tecnologia. 

Resta saber como é que as coisas ficarão, apesar destes obstáculos. O projeto, esse, continua, e esperam ter pelo menos mais um carro na tal classe H2, dentro de três anos, na famosa Garagem 56, e que seja o futuro sem emissões que a ACO tanto procura. 

Contudo, quem conhece esta área, pelo menos em termos de carros de estrada, sabe que o hidrogénio perdeu pelo menos 20 anos a favor dos elétricos com baterias de lítio, devido à enorme dificuldade de conseguir através da electrólise, e de ter de construir do zero uma rede de postos de abastecimento - escassos na Europa e nos Estados Unidos, em contraste com as dezenas de milhares de recarregadores na Europa, Ásia, América do Norte e Austrália - e ainda por cima, neste momento, mais de 25 por cento de vendas em termos de novos carros são elétricos, contra menos de 0,01 por cento de carros novos a hidrogénio. 

Em suma, o projeto é interessante, mas pelas dificuldades mostradas, é uma enorme montanha para escalar. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O regresso da Brabham... e pode ajudar a fazer isso possivel


No ano em que "Black Jack" nos deixou, um dos seus filhos, David Brabham, andou a idealizar um projeto ambicioso: o do regresso da marca ao automobilismo. Hoje, ele apresentou esse projeto ao mundo e está a pedir aos fãs da marca e do automobilismo para que contribuam para esse projeto, através da página de "crowdfunding" Indiegogo.

O "Projeto Brabham" é simplesmente criar uma equipa através do "open-sourcing", ou seja, apelar à contribuição de todos para desenvolver carros ou pessoal, como engenheiros, pilotos ou mecânicos. O objetivo último é de conseguir construir e colocar um carro no Mundial de Endurance, mas num futuro mais ou menos distante, colocar o projeto na Formula E ou apostar no regresso à Formula 1, de onde não está desde 1992.

Mas não é só isso: também querem criar um portal exclusivo para os fãs, onde se partilhará informação e conhecimento entre eles. E uma academia de pilotagem, no qual os aspirantes a pilotos poderão aprender como serem melhores pilotos.

Demos inicio a uma jornada longa e desafiante para proteger e fazer regressar o nome Brabham ao controlo da família, e depois decidir qual o passo seguinte na jornada desta marca iconica,” começa por dizer David Brabham, no video de crowdfunding do Project Brabham. “Sonho há imenso tempo com ver a equipa Brabham Racing de regresso às pistas, a vencer ao mais alto nível e a continuar o legado iniciado pelo meu pai quando fundou a equipa nos anos 60.”, concluiu.

O objetivo inicial parece ser ambicioso: 250 mil libras. Mas o objetivo final é mais ambicioso ainda. Caso consigam oito milhões de libras, será mais do que suficiente para construir um chassis para o Mundial de Endurance de 2015.

E já começa a ter impacto: mais de sete mil libras logo no primeiro dia. Apesar de faltar muito para o objetivo dos 250 mil libras, creio que os 38 dias que restam poderão ser suficientes para ultrapassar esse número.