A Formula 1 anunciou nesta quarta-feira que reduziu em 35 por cento a sua pegada carbónica face a 2018, afirmando estar no caminho certo para para cumprir o objetivo de emissões líquidas zero até 2030. No total, o campeonato eliminou cerca de 80.000 toneladas de CO2e no conjunto das suas operações, o equivalente a mais de cem mil voos transatlânticos entre Londres e Nova Iorque. Face a 2024, a redução anual foi de 12 por cento.
“Na Fórmula 1, agimos e demonstramos as nossas conquistas através de factos, não apenas de palavras, e estou incrivelmente orgulhoso de que continuamos no caminho certo para atingir as emissões líquidas zero até 2030, algo que foi possível graças ao esforço coletivo de todo o desporto para reduzir o nosso impacto ambiental.", começou por afirmar Stefano Domenicalli, o CEO da Formula 1.
"Desde a racionalização do calendário ao maior investimento em combustíveis sustentáveis e soluções de energia alternativa, reduzimos a nossa pegada enquanto o desporto continua a crescer e a alcançar novos públicos em todo o mundo. Gostaria de agradecer à FIA, a todas as equipas de Fórmula 1, aos nossos parceiros de transmissão, parceiros comerciais, promotores e, claro, à nossa equipa, pelo empenho partilhado e por continuarem a fazer avançar este projeto em conjunto.”, concluiu.
Ellen Jones, responsável de ESG (Environmental, Social, and Governance) da Fórmula 1, também falou sobre este feito:
“A sustentabilidade está na base de todas as decisões que tomamos, não só na pista, mas também na forma como produzimos e realizamos os nossos icónicos eventos em todo o mundo. Ao duplicar o investimento do desporto em combustível de aviação sustentável, ao realizar o nosso primeiro investimento em combustível marítimo sustentável e ao continuar a trabalhar em estreita colaboração com promotores, equipas e parceiros, estamos a impulsionar novas reduções de emissões enquanto aceleramos a adoção das mais recentes tecnologias. Estas ações demonstram a nossa determinação contínua em liderar através da inovação sustentável.", começou por afirmar.
"À medida que avançamos para o nosso objetivo de emissões líquidas zero até 2030, o Programa de Operações de Corrida do Futuro irá proporcionar reduções adicionais significativas nos próximos anos, a par do impacto total da racionalização do calendário, que entrará em vigor a partir da temporada de 2026. Em conjunto, estas iniciativas mostram que as operações sustentáveis não são apenas possíveis à escala global, mas podem ser concretizadas sem comprometer o desempenho, a ambição ou o espetáculo que definem a Fórmula 1.”, concluiu.
A Formula 1 afirma que as poupanças na pegada carbónica aconteceram em várias áreas das operações do campeonato. Uma delas aconteceu nas fábricas e instalações das equipas, que registaram a maior redução. Face a 2018, a redução foi de 64 por cento, impulsionada pela adoção generalizada de fontes de energia renovável nas fábricas e escritórios das equipas. As emissões associadas às deslocações das equipas caíram 27 por cento desde 2018, apoiadas pelo dobro do investimento em Combustível de Aviação Sustentável (SAF), que por si só permitiu uma redução superior a 20.000 toneladas de CO2 e um corte de aproximadamente 40 por cento nas emissões dos voos charter.
Outra área onde houve uma forte redução das emissões foi nas operações logísticas, que baixaram 29 por cento face à linha de base de 2018, sendo que a Fórmula 1 passou, pela primeira vez, a utilizar soluções de menor emissão de carbono nos três modos de transporte de mercadorias — terrestre, aéreo e marítimo. As operações nos eventos registaram uma redução de 17 por cento por corrida, um resultado assinalável tendo em conta que o calendário cresceu de 21 provas em 2018 para 24 em 2025. Todos os Grandes Prémios europeus de 2025 foram alimentados por soluções de energia alternativa, incluindo HVO, energia solar e sistemas de bateria.


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