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domingo, 17 de junho de 2018

ERC: Galatariotis venceu no Chipre, Magalhães no pódio

O local Simos Galatariotis foi o grande vencedor do Rali do Chipre, com Bruno Magalhães a ser segundo, a meros... 0,6 segundos, mas a sair da ilha do Mediterrâneo com o comando do campeonato. Norbert Herczig ficou com o lugar mais baixo do pódio, a um minuto e 21 segundos.

Contudo, tudo parecia que Nasser Al Attiyah, o piloto da Ford, iria vencer, conseguindo resolver os seus furos e partido ao ataque no dia final para chegar à vitória. Estava na frente ao inicio da última especial, na frente de Glatariotis e de Magalhães, mas problemas na última especial fizeram-no ficar fora do pódio, acabando no quarto lugar, a dois minutos e 27 segundos do vencedor.

Foi um segundo lugar com sabor a vitória. Uma prova muito exigente e traiçoeira que exigiu bastante de nós e do carro. Felizmente conseguimos ultrapassar todos os obstáculos que fomos encontrando e foi por muito pouco que não conseguimos a vitória. Mas tivemos de optar entre correr riscos ou garantir a liderança no Campeonato. Acho que fizemos a escolha mais acertada”, começou por dizer o piloto português.

"E esperamos conseguir apoios para nos mantermos na luta pelo título que nos escapou o ano passado. Mas por agora é tempo de agradecer aos actuais patrocinadores e à equipa que faz, rali após rali, um trabalho notável. Este resultado, depois da vitória na Grécia é para eles que acreditam e apoiam-nos incondicionalmente. Estes dois últimos resultados são uma motivação enorme para continuarmos em frente”, concluiu, depois do rali.

O dia de hoje começou com Nasser ao ataque, tentando recuperar a liderança perdida por causa dos furos que sofreu. Venceu na primeira passagem, na primeira passagem por Cyta Yeri, conseguindo 6,9 segundos a Juuso Nordgen e 14,6 a Bruno Magalhães, o quinto na especial. Na super-especial de Nicosia, Al Attiyah foi o terceiro melhor, superado apenas por Galatariotis e pelo húngaro David Botka, com Bruno Magalhães a ser de novo quinto, 1,1 atrás do vencedor.

Saído da capital, Attiyah passou ao ataque, vencendo na primeira passagem por Lageia, batendo Magalhães por 2,2 segundos, enquanto Nordgen perdia quase um minuto devido a um despiste.

"[Um] erro estúpido, sinto muito por toda a equipa. Eu não tenho nenhuma explicação como isso aconteceu. A primeira curva foi muito escorregadia, eu fui demasiado largo, que foi um erro de amador com pneus frios. Vamos tentar continuar", disse o piloto finlandês no final da especial.

No final da manhã, Attiyah voltou a vencer e diminuía a desvantagem para a concorrência. Ganhou 7,6 segundos para Galatariotis e 17 para Magalhães, acabando a manhã perto dos dois primeiros, a 18,7 segundos da liderança.

A tarde começou com o cancelamento da 11ª especial, a segunda passagem por Cyta Yeri, para a seguir ir para a Golden Stage, onde Attiyah atacou fortemente, vencendo-a, com um avanço de 12,9 sobre o local Alexandros Tsouloftas e 17 segundos sobre Bruno Magalhães. Galatariotis perdeu 20,6 segundos, e com isso, o piloto qatari pulou para o primeiro posto.

Mas o esforço foi inglório. Na Golden Stage 2, a última especial do dia, Nasser perdeu três minutos por causa de um furo. Um esforço inglório, onde Galatariotis acabou por ser beneficiado... em menos de um segundo, pois Magalhães ficou na frente, sendo quarto numa especial ganha de novo por Tsouloftas.

Com os quatro primeiros definidos, Orhan Avicioglu foi o quinto, diante do checo Vojtech Stajf, também num Skoda, a três minutos e 25 segundos do vencedor. David Botka foi o sétimo, na frente de Albert von Thurn und Taxis, e a fechar o "top ten", os locais Christos Demosthenous e Petros Panteli, ambos num Mitsubishi Lancer Evo X.

O próximo rali do Europeu acontecerá em Itália, quando entre os dias 20 e 22 de julho decorrer o Rali Roma Capitale. 

sábado, 16 de junho de 2018

ERC: Nordgen lidera o rali do Chipre, Magalhães terceiro

O finlandês Juuso Nordgen lidera o rali do Chipre, na frente do cipriota Galatariotis e de Bruno Magalhães, num rali onde Nasser al Attiyah andou bem, liderando antes de furar na última especial e ter perdido mais de dois minutos, caindo para a quarta posição. Quanto a Alexey Lukyanuk, o líder do campeonato desistiu na quarta especial, depois de um acidente.

Nas seis primeiras especiais do Rali cipriota, a prova começou com Alexey Lukyanuk ao ataque, vencendo a primeira especial, a primeira passagem por Kellia, conseguindo uma vantagem de 8,5 segundos. Bruno Magalhães perdeu 24,5 segundos e era quarto na especial.

Na segunda especial, Nasser partiu ao ataque, vencendo na primeira passagem por Analiontas, mas a diferença para Lukyanuk era de menos de um segundo, o que mantinha o russo na frente. Attyah continuou ao ataque, vencendo na terceira especial e aproximando-se do russo em 2,6 segundos. A pressão resultou na quarta especial, quando o russo sofreu um acidente e acabou por desistir. Nasser venceu na frente de Galatariotis (a 2,6) e de Bruno Magalhães (a 3,9). Nordgen perdeu 32,5 segundos e manteve o terceiro lugar, numa luta a quatro pelo segundo posto.  

Na segunda passagem por George Kyprianou Analiontas, Nordgen foi o vencedor, enquanto Nasser perdia 37,5 segundos devido a um furo, baixando vantagem na liderança para 11,5 segundos e vendo os quatro pilotos (Galatariotis, Nordgen, o local Tsolouftas e Magalhães) a aproximarem-se. Todos a menos de vinte segundos entre eles.

Na última especial do dia, Nasser, sem sobressalentes, perdeu um minuto na especial, caindo para o quarto posto, a 48,1 segundos da liderança, agora ocupada por Juuso Nordgen. 

"Na verdade, está tudo bem, tomamos nossa posição. Tentamos continuar. Vamos tentar bombear um pouco de ar no pneu para ver o quanto está ruim, pois não temos mais pneus sobressalentes", lamentou o piloto qatari.

No final do dia, o piloto português parecia estar contente com o decorrer do rali, apesar das dificuldades no "setup" do seu Skoda Fabia R5.

Não tínhamos o ‘set-up’ ideal e sofremos um bocadinho. Perdemos bastante tempo. Mas mudámos as afinações para as últimas três passagens e resultou bastante melhor. O andamento e a confiança regressaram e estamos muito satisfeitos com o terceiro lugar, com a diferença para o primeiro lugar e com os pontos que já conseguimos nesta etapa”, começou por explicar à Autosport portuguesa.

O objetivo para o derradeiro dia é de melhorar para atacar a liderança. “Que vamos conseguir manter ou melhorar o andamento e estar na luta pelo objectivo que traçámos para esta prova: terminar nos três primeiros. O rali é duro, os troços muito particulares que exigem trabalho redobrado. Temos de evitar problemas e chegar ao final e conseguir o maior número de pontos. Neste momento está tudo em aberto para o dia de amanhã”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, Norbert Hercig é o quinto, agora a um minuto e um segundo, a quase meio minuto do local Demosthenous, no seu Mitsubishi Lancer Evo X. David Botka é o sétimo, em luta com o turco Orhan Avicoglu. Vojtech Stajf é o nono, a dois minutos e 15 segundos, na frente do alemão Albert von Thurn und Taxis, no seu Skoda Fabia, a dois minuitos e 20,3 segundos

O rali do Chipre termina amanhã, depois de disputadas as restantes sete especiais.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

ERC: Magalhães promete continuar a lutar

As coisas não correram muito bem a Bruno Magalhães no Rali do Chipre. O piloto português desistiu na sexta especial do rali cipriota, depois de sofrer um despiste e posterior capotamento, quase no mesmo lugar onde caiu o seu principal adversário, o polaco Kajetan Kajetanowicz. Apesar de, nem ele, nem o seu adversário direto terem pontuado, ainda acredita que o campeonato pode ser alcançado nos quatro ralis que ainda restam.

Infelizmente a nossa prova acabou mais cedo, fruto de uma saída de estrada algo estranha e caricata. Numa zona muito complicada que havíamos assinalado corretamente nas notas, o Kajto [Kajetan Kajetanowicz] acabou por ter uma saída e, na sequência disso, o Baran [Jaroslaw Baran, o navegador] veio assinalar a sua posição dando a devida informação" começou por dizer o piloto português da Skoda na sua página do Facebook. 

"No entanto, foi essa mesma informação que me distraiu por um ou dois segundos, pois ao tentar compreender se tudo estava bem acabei por perder o ponto de travagem imediatamente, pois já estávamos em cima dessa curva tão complicada. Sem duvida uma situação pouco comum, em que o Bostanci teve infelizmente, também, exatamente o mesmo problema. Todos estamos bem e é de assinalar a solidariedade entre todos no momento de tentarmos chegar à estrada, bem como agradecer ao Kajto a ajuda que nos deu a sair do carro", continuou. 

"Saímos do Chipre na liderança do Campeonato após 4 provas (8 no total) , pelo que pese embora este enorme contratempo tudo faremos para que a nossa participação não fique por aqui. Um palavra de agradecimento à equipa ARC Sport, foram enormes guerreiros nas muitas horas necessárias para retirar o carro dando por concluída a operação já depois da 1 hora da madrugada. Obrigado também por todas as mensagens que temos recebido, vamos continuar a lutar!”, concluiu.

O próximo rali do Europeu acontece entre os dias 3 e 5 de agosto, no Rajd Rzeszowski, em terras polacas.

domingo, 18 de junho de 2017

ERC 2017 - Rali do Chipre (Final)

Como seria de esperar, Nasser Al Attiyah foi o grande vencedor do Rali do Chipre, o melhor dos sobreviventes de um rali tão duro que o segundo classificado ficou a seis minutos e 12 segundos... e  num Mistubishi Lancer R4, antigo Grupo N! Apesar de tudo, o português Bruno Magalhães vai sair do Chipre como líder do campeonato, quando este chega a meio.

O último dia do Rali do Chipre viu Kajetan Kajetanowicz de volta à estrada para conseguir o máximo possível para fazer diminuir a diferença para o piloto português. E foi o que fez o polaco, ao vencer três das seis especiais deste dia, contra dois de Nicolay Gryazin e um de Nasser Al Attiyah. Contudo, como ambos estavam muito longe para o ameaçar, o piloto do Qatar controlou tudo ao longo do rali.

No final, no "top ten", tirando Nasser, o vencedor, e o quinto classificado, o Skoda Fabia R5 de Albert von Thurn und Taxis, todas as classificações foram ocupadas por pilotos locais. O mais importantes deles todos, Alexandros Tsouloufas, quarto na Acropole, acabou o rali no nono posto, depois de ter perdido oito minutos na décima especial.

O próximo rali será entre os dias 3 e 5 de agosto, em terras polacas.

sábado, 17 de junho de 2017

A imagem do dia (II)

Kajetan Kajetanowicz, Bruno Magalhães e o turco Murat Bostanci "estacionados" no fundo da ravina no Rali do Chipre. Juntinhos, e de repente, dois dos candidatos à vitória e ao título no Europeu, acabaram ali a sua participação no Rali do Chipre, que está a decorrer neste fim de semana.

Sabia-se que o rali cipriota era dos mais duros do Europeu, pior do que o da Acropole, e uma das especiais foi anulada por causa de um dos pilotos que deixou o seu carro na estrada, atrapalhando a concorrência.

No final, o grande beneficiado nem é Nasser Al Attiyah, apesar de liderar. Ele desistiu na Acropole quando liderava, e ele está mais interessado no campeonato do Médio Oriente do que no Europeu. E um nobre alemão: Albert von Thurn und Taxis. Mas as suas classificações são tão modestas que nem vale a pena.

Em suma, com esta imagem, o Chipre "não conta". Em agosto, na Polónia, o campeonato continua.

ERC 2017 - Rali do Chipre (Dia 1)

O rali do Chipre tem fama de ser durissimo, e esta ano confirmou isso. No final do primeiro dia, todos os candidatos estão fora de prova: o polaco Kajetan Kajetanowicz e o português Bruno Magalhães já sairam do rali (sairam no mesmo lugar e tudo!), que é liderado por Nasser Al Attiyah.

Depois da ordem de partida na sexta-feira, o rali começou hoje em passagens de terra (quase de areia!) o rali começou com a primeira passagem por Kalo Chiorio, onde Nikolay Gryazin conseguiu ser o melhor, 0,1 segundos na frente de Nasser Al Attiyah. Kajetan Kajetanowicz foi o terceiro mais rápido perdendo 10,1 segundos, enquanto que Bruno Magalhães foi o sexto, a 38,1 segundos. Mas no final, ele disse que foi prejudicado pelo carro de Murat Bostanci.

“[O piso] estava muito escorregadio, os pneus não são os melhores. O tempo não é minha culpa. Tentei manter a concentração quando estava na poeira do Murat Bostanci [por causa de um furo] nos últimos 10 quilómetros”, comentou, no final da especial.

O segundo troço acabou por ser neutralizado a partir do tempo de Bruno Magalhães, por causa da caixa de velocidades quebrada de Deniz Denner. O piloto tinha feito o terceiro melhor tempo na especial, ficando atrás do local Rauf Dektas e do alemão Albert Von Thurn und Taxis.

Magalhães perdeu mais tempo na terceira especial, ao ser sexto na etapa, atrás de todos os seus adversários. Tinha perdido cerca de um minuto e 13 segundos, e acabou a manhã no quarto lugar, na super-especial de Asfalistiki. E no final da manhã, o piloto da Skoda esperava ter o tempo recuperado, para poder lutar melhor pela vitória. E era por causa disso que estava confuso.

Mas a confusão estava já "resolvida" na quinta especial, a segunda passagem por Kalo Chorio. Bruno Magalhães tinha sido o terceiro na especial e subira ao terceiro lugar da especial, aproveitando a desistência de Nikolay Gryazin, que ficou parado na especial depois de ter danificado o radiador do seu Skoda Fabia R5: “Tenho o para choques danificado devido a uma pedra na estrada, que está cada vez mais saliente à passagem dos concorrentes” comentou Bruno Magalhães.

A sexta especial foi a marcante: Kajetanowicz, Magalhães e Bostanci acabaram no mesmo local, marcando totalmente este rali. Al Attiyah foi o grande beneficiado, vencendo com 9,7 segundos sobre o local Alexandros Tsouloftas e o russo Nikolay Gryazin. E até ao final do dia, Attiyah controlou o seu andamento, pois ficou com mais de três minutos e 19 segundos sobre Tsoulofas. Outro local, Panikos Polycarpou, é o terceiro, num Mistubishi Lancer Evo IX.

Amanhã termina o Rali do Chipre, com a realização de mais oito especiais.  

quarta-feira, 14 de junho de 2017

ERC: Magalhães quer manter a liderança no Chipre

A pouco mais de dois dias do Rali do Chipre, quarta prova do Europeu de Ralis, Bruno Magalhães pretende manter a liderança do campeonato. Depois de ter vencido nos Açores e de ter subido ao pódio nos outros ralis da temporada até agora, o piloto de Lisboa pretender manter a boa forma nas acidentadas estradas cipriotas, para poder manter a sua candidatura ao título:

"[Temos a ambição de] voltarmos a ser rápidos neste rali tal como o fomos na Acrópole. O percurso não é idêntico ao de quando cá estivemos em 2014 e 2015 mas temos do nosso lado o facto de nenhum dos nossos adversários diretos ter disputado a prova nos seus moldes atuais em 2016. O nosso objetivo principal continua, contudo, a ser sair de Nicósia sempre na frente do campeonato, se possível com a nossa vantagem reforçada”, contou.

Com o seu rival, Kajetan Kajetanowicz, presente neste rali, vai ser uma prova complicada. Vinte por cento do rali será em asfalto, logo, todos serão obrigados a encontrar um novo compromisso de acerto dos seus carros, incluindo Magalhães, que já está a adaptar-se ao seu Skoda Fabia R5. Para além de Kajetanowicz, outros candidatos à vitória serão o qatari Nasser al Attiyah e o russo Nikolay Gryazin.

O rali de Chipre terá 14 especiais, que acontecerão neste fim de semana.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A imagem do dia

Esta vi no Facebook do narrador da Formula 1 na Eurosport, o João Carlos Costa. É uma descoberta recente num sitio de arqueologia em Chipre, com um mosaico a revelar uma corrida de quadrigas. Os arqueólogos afirmam que poderá ser do século III depois de Cristo.


O automobilismo (sem cavalos) é um desporto do final do século XIX, com a primeira corrida a acontecer em França, em 1894. Mas quem conhece minimamente a história do Império Romano, sabe que ao longo da sua existência, houve corridas de bigas (com dois cavalos) e quadrigas (com quatro cavalos), em circuitos que tinham uma extensão de dois quilómetros de diâmetro, mais coisa ou menos coisa. Eram corridas duras e sanguinolentas, e a esperança de vida era muito baixa. 

Mas quem sobrevivia e poderia retirar-se pelo próprio pé, poderia ter uma enorme fortuna: calcula-se que desportista mais bem pago da história da Humanidade tenha sido um hispano ou lusitano (na atual Espanha ou Portugal), que viveu no século II depois de Cristo, e que ao longo de sete anos, ganhou o equivalente a 9,6 mil milhões de dólares. É imenso dinheiro, mesmo para Michael Jordan, ou Cristiano Ronaldo

Para terem uma ideia, calcula-se que Michael Schumacher tenha acumulado cerca de 450 milhões de dólares ao longo da sua carreira. E esta durou mais de vinte anos, como é sabido. Hoje em dia, nem os melhores atletas de futebol americano ou baseball cheguem a esse ponto, apesar de terem salários anuais de 70 ou 80 milhões de dólares, o que para nós é uma imensa fortuna.

Pode ser que um ia chegaremos lá, mas por agora, é melhor apreciar este mosaico de um desporto que também chegou a ser olimpico...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Em piloto automático... não vamos lá!

Lembro-me de há uns anos - dez, creio eu - quando a Espanha era treinada por Javier Clemente, o primeiro jogo do apuramento foi em Chipre contra a selecção local. O jogo acabou com uma vitória dos locais por 3-2 e o seleccionador foi logo afastado, pois isto foi uma espécie de "gota que fez transbordar o copo".

Agora, Portugal jogou esta noite com o "piloto automático" o seu primeiro jogo do apuranmento para o Euro 2012 e o resultado, que poderia ter sido uma goleada, acabou com um empate fora do comum, onde a Selecção esteve a perder por duas vezes, e depois deu a volta ao resultado, estando a ganhar por outras duas vezes - e desperdiçou alguns golos - para acabar num atípico empate a quatro bolas. O resultado já não se usa, e este adversário é demasiado tenro para que se possa dizer que o empate é um bom resultado. Não o é, e os culpados estão na defesa portuguesa, que esteve primeiro distraída e depois amedrontada.

A Selecção Nacional vive momentos agitados, com o inquérito a Carlos Queiroz e a teimosia deste em recorrer à suspensão ditada pelo caso do "anti-doping" na Covilhã. Já se topou, de uma certa forma, que uma parte da Federação quer Queiroz no olho da rua, sem que paguem a indemnização correspondente. Daí o facto de lhe dificultarem a vida, com esta suspensão de seis meses. E digo que querem despedir o Queiroz com "justa causa", pois pelas noticias que vem a lume por parte de certa imprensa que, demitindo-se da sua responsabilidade de informar, veiculando as noticias de uma certa turba anti-Queiroz, ajudam a enrolar cada vez mais este novelo.

Pode não ter uma relação directa, mas muita gente vai associar este empate com sabor a derrota - sim, perdemos dois pontos por culpa nossa - as asneiras da FPF nestes úlimos tempos. E com a Noruega a ganhar contra a Islândia, lá temos de ir buscar pontos em Oslo, caso não queriramos ver, já neste mês de Setembro, o Euro 2012 na televisão. Considerem-se avisados.

domingo, 15 de março de 2009

WRC - Rali do Chipre (Final)

Sebastien Löeb chegou ao fim do rali, alcançando um marco histórico: venceu a sua corrida, alcançando o seu 50º triunfo da sua carreira vitoriosa no Mundial. Mas o homem do dia nem foi o piloto francês, foi um ex-campeão do Mundo, que com um carro de 2001, conseguiu bater carros oficiais e chegar ao lugar mais baixo do pódio. Falo de Petter Solberg, que depois de ter sido sexto na Noruega, foi terceiro nas classificativas cipriotas.


"É incrível! 50 é mesmo um número bonito. Estou mesmo muito contente! Lembro-me de quando bati o recorde do Carlos [Sainz] e do Colin [McRae]. Agora 50 é realmente um grande número. Estou realmente feliz com o que conseguimos atingir, mas não acabou, ainda não parámos!", referiu, feliz, o piloto da Citroën. com três vitórias em três ralies, parece que este é um campeonato com dono...

Mikko Hirvonen foi segundo, tentando recuperar o tempo perdido para Löeb, mas a vantagem que o piloto francês tinha conseguido no primeiro dia foi mais do que suficiente para gerir nos dias seguintes, e alcançar a vitória. Sendo assim, o piloto finlandês não podia aspirar mais do que o segundo lugar.

Quanto a Petter Solberg, depois de vencer duas especiais no sábado, causou sensação hoje ao aproveitar o maior troço da prova para 'roubar' o terceiro lugar a Daniel Sordo, o segundo piloto da Citroën, pois em 40 kms, ganhou-lhe...40 segundos e a posição na geral. Um feito tremendo, com um carro datado.

Quanto à categoria de Produção, Armindo araujo resistiu aonde pode aos ataques de Patrik Sandell, mas na 13ª e penultima classificativa (foi mesmo a do azar...) problemas na caixa de velocidades obrigaram o português a ceder o comando ao sueco, que guia um Skoda Fabia S2000.

No final, o segundo lugar (e 10º da geral, a 22 minutos de Sebastien Löeb) acaba por ter algum travo de amargura no piloto português, apesar de dizer o contrário: "Estou muito feliz com este segundo lugar, é uma pena não termos conseguido segurar a liderança mas começámos a ouvir alguns barulhos estranhos vindos da caixa de velocidades e a sentir algumas dificuldades. Conseguimos terminar e garantir pontos muito importantes para o campeonato", disse o piloto português da Mitsubishi. "É uma pena porque em condições normais, eu e o Sandell teríamos lutado até ao fim pela vitória mas os ralis são assim, tudo correu bem ao longo do rali - excepto, claro, estes dois últimos troços - mas vamos tentar melhorar ainda mais", acrescentou.

Dentro de 15 dias, máquinas e pilotos estarão a rolar nas classificativas do alentejo e Algarve, em mais uma edição do Rali de Portugal.

sábado, 14 de março de 2009

WRC - Rali do Chipre (Dia 2)

O dia de hoje no Rali do Chipre tem sido movimentado para Sebastien Löeb, com vários problemas de travões e de orientação, mas apesar das complicações, continuou na liderança. Problemas de travões, aliados a um toque na 11ª classificativa, fizeram com que a diferença para Mikko Hirvonen, o segundo classificado, caisse para os 49,8 segundos.

O piloto finlandês beneficiou do carro ser melhor em terra para ultrapassar o espanhol Daniel Sordo e chegar ao segundo lugar, o que até foi o lado bom da Ford hoje, pois Jari-Mari Latvala, o outro piloto oficial, sofreu um despiste e perdeu mais de 20 minutos, afundando-se na classificação geral.

O quarto classificado é um surpreendente Petter Solberg, que a bordo de um Citroen Xsara datado, conseguiu estar sempre ao ataque, vencendo as duas últimas especiais do dia, e recuperou tempo ao piloto espanhol, estando agora a meros 15 segundos do segundo piloto da Citroen, e a hipótese de um pódio é meramente realista.



Na categoria de Produção, Armindo Araujo continua na liderança e resiste aos ataques de Patrik Sandell, no seu Skoda Fabia S2000. O piloto português tem agora uma vantagem de 15,4 segundos sobre o sueco, e vai ver se vai manter a diferença nos troços finais de amanhã, para assim poder conseguir a sua primeira vitória na categoria de Produção. o terceiro classificado é o qatari Nasser Al Attyah. O rali termina manhã.

sexta-feira, 13 de março de 2009

WRC - Rali do Chipre (Dia 1)

Começou esta manhã o Rali do Chipre, uma etapa do Mundial que está de regresso ao calendário, como acontecerá daqui a quinze dias em Portugal, mas parece que os protagonistas são os mesmos: Sebastien Löeb e o seu Citroen C4 WRC.
Num rali perfeitamente anormal (primeiro dia de asfalto, restantes dias de terra), o piloto francês dominou como quis, pois a primeira superficie é a sua de eleição. No final das classificativas de hoje, a diferença para o segundo classificado, o seu compamheiro de equipa Daniel Sordo, é de 41.8 segundos. Ambos os carros levam uma vantagem consideravel para o terceiro, o Ford Focus de Mikko Hirvonen, pois esta já se encontra a um minuto de Löeb.

Apesar de amanhã o rali passar para troços de terra, e o piloto francês ser o primeiro a arrancar, o que normalmente dá desvantagem sobre a concorrência, a Ford já dá este rali como "perdido": Hirvonen já disse que perder um minuto para o francês é uma proeza "aceitável".

O segundo piloto da Ford, Jari-Mari Latvala, é quarto, a apenas 8,4 segundos de Hirvonnen. O quinto é o noarueguês Petter Solberg, no Citroen Xsara privado, mostrando que mesmo com um carro datado, continua a ser rápido, estando à frente do Citroen C4 do francês Sebastien Oiger, que corre na "equipa B" da Citroen...

Entretanto, na categoria de Produção, o lider é... Armindo Araujo. Depois de ter ganho o "shakedown" de ontem á tarde na sua categoria, o piloto português domina a prova a seu bel-prazer, vencendo... todos os troços do dia! o piloto da Mitsubishi lidera com uma vantagem de 33,2s sobre o sueco Patrik Sandell, que está num Skoda Fabia S2000, superior ao Mitsubishi, mas que simplesmente não conseguiu acompanhar o ritmo do piloto português. O italiano Simone Campedelli, actual terceiro classificado, já está a... 1 minuto, 34.9 segundos!


O rali prossegue amanhã.