sábado, 6 de novembro de 2021

Formula 1 2021 - Ronda 19, Hermanos Rodriguez (Qualificação)


Duas semanas depois de Austin, a Formula 1 atravessava o Rio Grande e desembarcava no antigo Tenochitlan para o GP do México, a entidade sucessora do Império Azteca. E num ano em que poderiam ver um deles nos melhores lugares da grelha, e no regresso da Formula 1 às Américas, o duelo estava o rubro, à medida que contávamos as provas até ao final da competição. A cinco corridas ( e meia) do fim, com cinco pontos de diferença entre Max Verstappen e Lewis Hamilton, qualquer piscar de olho é fatal, nesta era onde os carros não quebram mais.

Para terem uma ideia: Hamilton abandonou apenas nove vezes desde 2013, e a única quebra mecânica foi na Malásia... em 2016. Em termos mecânicos, estes carros são "indestrutíveis".

E claro, se os Red Bull eram aparentemente os melhores, pelos resultados dos treinos livres, os mexicanos ainda tinham esperança de ver algo inédito: um dos seus alcançar a pole-position, e se calhar, até a vitória em casa!


Com esta qualificação a acontecer à hora do jantar, altura em que nos colocamos na pele dos asiáticos, ela começa com o entusiasmo local e os carros que normalmente estão no fundo da grelha. Os primeiros tempos lá caíram, mas os pilotos da frente ainda não tinham entrado na pista quando Lance Stroll bateu forte na penultima curva e as bandeiras vermelhas foram mostradas. Na altura, o melhor tempo tinha sido o de Charles Leclerc, com 1.17,991. E claro, essa "strollada", aliado com o motor que tinha trocado antes, só reforçou o último lugar, porque ele tinha sido um dos que tinha trocado de motor.

Felizmente, ele estava bem - apesar de ter sofrido 12 G's no embate e ter ido ao centro médico - e depois de ser libertado, iria ver o resto da qualificação nas boxes. 


Contudo, retirar os destroços do Aston Martin e reparar as barreiras de proteção iria demorar o seu tempo - Michael Masi chegou ao local para ver como andavam os trabalhos - e durante mais de um quarto de hora, as pessoas divertiam-se porque o público consegue fazer um espetáculo à parte. Somente 33 minutos depois da hora é que a qualificação recomeçou.

Ali, com cerca de dez minutos para acabar a Q1, não houve nada de muito especial, a não ser que no final, os carros da Alpine não foram mais velozes que era esperado. Tanto que Fernando Alonso ficou-se na Q1, fazendo companha aos Haas e a Nicholas Lattifi. Em contraste, George Russell ia para a Q2, tal como os Sauber-Alfa. 

Aqui, todos apareceram de moles, tentando conseguir o melhor tempo possível, e cedo, os Red Bull deram o seu melhor, com Max e Lewis separados por 0,016 segundos, com um surpreendente Yki Tsunoda no terceiro posto, a aproveitar o facto dos carros com este motor se derem melhor neste circuito. Atrás, Sebastian Vettel queixava-se de ter plástico no seu carro - aparentemente, um visor agarrado à asa traseira - e voltava às boxes. E o facto de não ter tempo para ir à Q3 não ajudava muito...


Na parte final, Hamilton conseguiu um tempo melhor que Max, nove milésimos segundo melhor, mas o neerlandês reagiu fazendo 1.16,058, voltando ao topo de tabela de tempos. Mas como foi para além dos limites, o tempo foi anulado, e Hamilton manteve-se na frente. Ao mesmo tempo, Antonio Giovinazzi ia para além dos limites e despistava-se, sem consequências além de não ter tido tempo para passar à Q3. A par dele, estavam na mesma situação Sebastian Vettel, Esteban Ocon, Kimi Raikkonen e George Russell. 

E o mais interessante é que os carros do "grande grupo Red Bull" estavam juntos na parte final da qualificação. Não é novidade, mas eles aproveitam bem a ocasião. 

A Q3 começou com Max a fazer 1.16,225, seguido por Perez, antes dos Mercedes fazerem um tempo 145 centésimos inferior, com Bottas na frente. Era um duelo entre as duas melhores equipas na Formula 1, e esperavam que a última tentativa iria ser melhor. Mas... foi em anticlimax. Aliás, foi bem surpreendente: numa pista que deveria ser dos Red Bull, a primeira fila era da Mercedes! Mas com Bottas na frente de Hamilton, E a Red Bull na segunda fila, Verstappen na frente de Perez.
  

Claro, Max ficou puto da vida, chamando de Perez e Tsunoda de "dois idiotas" por o terem prejudicado na sua tentativa de desalojar os Mercedes da pole e ali, acontecia uma espécie de "payback": se em Austin, todos esperavam os Mercedes e deu Red Bull, aqui foi o contrário. Veremos como será amanhã, porque a reta é enorme e até à travagem para a primeira curva, tudo é possível. 

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