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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Dakar 2020: Etapa 2 (Al Wajh-Neom)

A segunda etapa do Rally Dakar, entre Al Wajh e Neom, no total de 367 quilómetros, deu à Toyota a sua primeira vitória nesta prova. O sul-africano Giniel de Villiers terminou na frente com um avanço de 3.57 minutos sobre o argentino Orlando Terranova. Khalid Al-Qassimi foi o terceiro, a 5.42 minutos, no seu Peugeot. Quanto ao vencedor de ontem, Vaidotas Zala, no seu Mini, ele foi oitavo.

Fernando Alonso perdeu mais de uma hora quando a suspensão do seu Toyota bateu numa pedra e ficou danificada. Ricardo Porém, no seu Borgward, subiu ao 17º posto da geral, a 28 minutos e 16 segundos, depois de ter acabado a etapa no 18º posto, pois sofreu dois furos na etapa.

Na geral, o melhor é agora Terranova, que no seu Mini, tem um avanço de quatro minutos e 43 segundos sobre Carlos Sainz, também num Mini. Nasser Al-Attiyah é terceiro, a seis minutos e sete segundos do líder. Já o lituano Vaidotas Zala, caiu para o quinto posto da geral, a oito minutos e onze segundos da liderança.

Já no campo das motos, o surpreendente vencedor foi Ross Branch, do Botswana, no seu KTM, que venceu com 3.14 minutos de avanço sobre o britânico Sam Sunderland, também num KTM. Pablo Quintanilla foi o terceiro, e Paulo Gonçalves a ser o melhor português, na 12ª posição da geral.

Na geral, Sunderland é agora o líder, com um avanço de um minuto e 18 segundos sobre Quintanilla, e 1.32 sobre o argentino Kevin Benavides. Paulo Gonçalves é 14º, a 13 minutos e 10 segundos.

Amanhã, o Dakar andará às voltas nos arredores de Neom, numa etapa que durará 427 quilómetros em especial cronometrada.     

domingo, 11 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 8

A oitava etapa do Dakar têm agora a caravana dividida em duas partes. Para as motos, trata-se de repetir o percurso que os carros e os camiões fizeram ontem entre Iqique e Salar de Uyuni, na Bolivia, enquanto que os carros percorrem em sentido inverso, voltando a terras chilenas.

No caso das motos, o dia foi especial para as cores portuguesas, pois Paulo Gonçalves foi o melhor aos comandos da sua Honda, numa altura em que Joan Barreda Bort sofreu uma queda, danificou o guiador e foi 12º na tirada, perdendo cerca de seis minutos para ele e para Marc Coma, que foi segundo, com uma desvantagem a rondar os quatro minutos. Isto significa agora que do primeiro (Barreda Bort) para o terceiro lugar (Gonçalves) distam apenas... dez minutos e 59 segundos.

"Tive uma queda no quilómetro 200, e tive sorte de não ter partido o pulso. Havia muita lama, travei, mas a moto escorregou por vários metros e, no final bati um buraco. Foi aí que caí", disse Barreda Bort à chegada ao campo de Uyuni na Bolívia: "Agora temos de mudá-lo para a segunda parte da etapa maratona e a moto vai ter que estar perfeita para amanhã", concluiu.

Entrei da melhor forma nesta segunda metade. Consegui chegar à frente da corrida nos primeiros quilómetros e ganhar tempo aos meus adversários mais diretos. Senti-me bem, ataquei e foi muito bom vencer a etapa. Tudo está em aberto, é preciso concentrarmo-nos nos próximos dias até à chegada a Buenos Aires”, declarou o vencedor da etapa, Paulo "Speedy" Gonçalves.

Quanto a Hélder Rodrigues, ele foi oitavo na tirada e subiu ao sexto lugar da geral, enquanto que Ruben Faria perdeu mais de seis minutos na etapa e caiu para o oitavo lugar da classificação.

Já nos carros, com eles a lutarem contra as dunas, o melhor foi o saudita Yazid Al-Rahji, que aproveitou os deslizes de Giniel de Villers, perdendo tempo para Nasser Al Attiyah, embora a diferença entre estes dois tenha sido de apenas... treze segundos. O qatari foi o terceiro, atrás de Al-Rahji e de Orlando Terranova, o segundo classificado.

Já Carlos Sousa está a ter um rali complicado devido aos problemas de suspensão que passa no seu Mitsubishi, mas mesmo assim chegou ao final da etapa no décimo lugar, mantendo o nono posto da geral.

Foi um dia longo, mas relativamente tranquilo, já que não tivemos as surpresas da véspera, quando a chuva e a lama nos obrigaram a três paragens na pista para limpar o pára brisas do carro. Pelo contrário, hoje encontrámos muito calor no regresso ao Chile e o físico já se começa a ressentir após uma semana de corrida. Amanhã é finalmente o dia de descanso e a prioridade é tentar encontrar uma solução para os problemas de suspensão que nos tem atormentado desde há quatro dias… Sem esse problema, acredito que poderíamos estar a discutir um lutar entre os seis primeiros, que era o nosso grande objetivo e uma meta perfeitamente realista para o potencial que este carro já demonstrou”, resumiu o piloto português.

Na geral, Nasser Al Attiyah continua na frente, com oito minutos e 27 segundos de avanço sobre Giniel de Villiers, quanto que Yazid Al-Rahji é o terceiro, a 18 minutos e 40 segundos. Carlos Sousa continua no nono posto, a mais de duas horas da liderança.

Amanhã, os carros descansarão em Iquique, enquanto que as motos farão o percurso de regresso de Salar de Uyuni para a cidade chilena.

Dakar 2015 - Dia 7 (carros)

Este fim de semana, a caravan do Dakar está dividida. Neste sábado, os carros e os camiões foram de Iquique para o Salar de Uyuni, em terras bolivianas, para cumprir a sétima etapa, ao mesmo tempo que as motos cumpriam um dia de descanso. E hoje, Orlando Terranova foi desta vez o grande vencedor na tirada, com o seu Mini, com um avanço de dois minutos e vinte segundos sobre o saudita Yazid al Rahji. 

O holandês Bernhard Ten Brinke foi o terceiro, a dois minutos e 28 segundos, enquanto que Giniel de Villiers foi o sexto na etapa, a seis minutos e 50 segundos do vencedor. Não muito longe do sul-africano estava Nasser al Attiyah, que acabou a etapa logo a seguir, a nove minutos e 48 segundos.

Já Carlos Sousa chegou a 25 minutos do vencedor, conseguindo apenas o 17º posto na etapa, e fazendo perigar o nono posto na geral, pois agora têm 12 minutos de avanço sobre o francês Stephane Chabot.

Na geral, Al-Attiyah continua na frente, mas de Villiers continua a marcá-lo, já que a diferença entre ambos é de oito minutos e 14 segundos, enquanto que Yazid Al-Rahji é o terceiro, a 21 minutos do primeiro. Já muito distante, no quarto lugar, está o polaco Kristof Holowczyc, a 54 minutos e dois segundos, e acossado por Bernhard Ten Brinke.

Amanhã, os carros sairão de Uyuni e voltarão ao Chile, para Iquique, enquanto que as motos irão fazer a sua vez de ir de Iquique para terras bolivianas.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 5

A sexta etapa do Dakar 2015, já a acontecer em território chileno, entre Copiapó e Antofagasta, onde começaram a ter real contacto com as dunas do deserto do Atacama, e o temido "fash-fesh", ou seja a areia fina a incomodar os carros e as motos presentes.

Após este tempo todo, pela primeira vez, Marc Coma venceu uma etapa e confirmou a sua recuperação na classificação geral. O piloto espanhol venceu a etapa com um avanço de dois minutos e 16 segundos sobre Joan Barreda Bort, e dois minutos e 46 segundos sobre Quintanilla.

Entre os portugueses, o melhor foi Paulo Gonçalves, que foi quinto, a quatro minutos e 37 segundos de Coma, consolidando assim o terceiro lugar na geral. Atrás dele, e a seis minutos e 35 segundos do vencedor encontrava-se Hélder Rodrigues, enquanto que o azarado do dia foi Ruben Faria, que perdeu 17 minutos devido a um atraso na navegação, acabando a etapa no 15º posto e trocando de lugar com Paulo Gonçalves no terceiro lugar da geral.

Foi uma etapa bastante difícil, 458 quilómetros, arranquei em 12º, tive nos primeiros quilómetros bastante pó dos pilotos que partiram à minha frente, perdi imenso tempo até ao quilómetro 100 mas depois consegui andar bem e recuperar. Na parte final perdi algum tempo a localizar um way point, mas o resultado final do dia acho que foi muito bom, terminei em quinto, perdi muito pouco tempo para a frente da corrida, julgo ter uma boa posição de saída para amanhã”, afirmou Paulo Gonçalves.

Em contraste, Ruben Faria lamentava o azar que teve hoje: 

Foi pena o erro logo no início. Foi numa zona muito rápida e estava concentrado na condução. Demorei algum tempo a regressar ao rumo correto e depois foi sempre em ritmo veloz para tentar recuperar o mais possível. Consegui entrar na última secção na 12ª posição mas estava muito desgastado fisicamente e perdi mais alguns minutos. Mas estou ao mesmo tempo satisfeito da minha prestação pois subimos aos 3000 metros por duas vezes e mesmo descendo ao sexto posto da geral não considero que estou fora da corrida ao pódio. Está a ser uma prova muito dura e seletiva e com um ritmo muito forte entre o pelotão da frente. Qualquer erro custa muito tempo e hoje fui eu que errei logo no início. Mas amanhã vou lutar para recuperar.

Na geral, Barreda Bort controla as coisas na frente, com um avanço de dez minutos e 33 segundos sobre Marc Coma, enquanto que agora, Paulo Gonçalves é o terceiro, a 22 minutos e 50 segundos do seu companheiro de equipa. Ruben Faria caiu de terceiro para sexto, enquanto que Hélder Rodrigues fecha o "top ten" a 43 minutos e 24 segundos do primeiro lugar.

Já nos automóveis, o vencedor de hoje foi... russo. Vladimir Vasilyev, no seu Mini, foi o vencedor da etapa, conseguindo um avanço de vinte segundos sobre o saudita Yazid al-Rahji. Robby Gordon foi o terceiro, no seu Hummer, a um minuto e 25 segundos, na frente de Nasser Al-Attiyah, que chegou à meta três minutos e 24 segundos após o vencedor.

A etapa não correu muito bem para Carlos Sousa, que perdeu cerca de meia hora, e isso fez cair de sétimo para o 11º posto, embora não muito longe do "top ten".

Era um percurso muito duro e exigente que, infelizmente, se transformou num autêntico martírio logo a partir do km 60”, começou por desabafar Carlos Sousa à chegada a Antofagasta. “Ontem já tínhamos tido um primeiro aviso na parte final da etapa, quando ficámos sem suspensão dianteira na zona das dunas. Hoje, porém, tudo foi bem pior, já que após ficarmos sem suspensão traseira ao km 60, ficámos também sem eficácia na suspensão dianteira uns quilómetros mais à frente. O carro simplesmente deixou de absorver qualquer irregularidade no terreno, pelo que foi um verdadeiro sofrimento conseguir trazê-lo até ao final. Pelo meio, cerca do km 100, ainda tivemos um furo, só que esse foi mesmo o menor dos nossos problemas hoje… Foi realmente um dia de verdadeiro sofrimento”, sublinhou o piloto português.

Outro dos que o dia no Dakar não correu bem foi Carlos Sainz, que bateu numa pedra e deu cinco cambalhotas no solo, acabando ali o seu rali.

Na geral, Nasser Al-Attiyah continua na frente, com um avanço de dez minutos e 35 segundos sobre Giniel de Villiers. Yazid Al-Rahji é o terceiro.

Amanhã, o Rali Dakar rola de Antofagasta a Iquique, em terras chilenas, com uma especial cronometrada de 319 quilómetros em zonas de duna e em percursos de terra, semelhantes ao enduro. E vai ser a especial anterior ao dia de descanso.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Dakar 2009: Giniel De Villers é o vencedor

A Volkswagen e o sul-africano Giniel de Villiers venceram pela primeira vez o Dakar 2009, que decorreu este ano na América do Sul, mais concretamente entre a Argentina e o Chile. Na etapa de hoje, que ligou Cordoba a Buenos Aires, no total de 227 quilómetros, De Villiers, que herdou o comando após a desistência de Carlos Sainz, na quinta-feira, venceu a etapa com dois segundos de avanço sobre o russo Leonid Novitskiy, em BMW.


Na meta, em Buenos Aires, de Villiers não escondia a sua satisfação pela vitória no Dakar, uma estreia para si e para a VW. "Absolutamente incrível. Nunca tinha sentido nada assim antes. Estava muito nervoso nos quilómetros finais, mas é uma sensação incrível", começou por dizer o sul-africano. "Estou muito contente pela equipa e por toda a gente da Volkswagen, que nos apoia há cinco anos para conseguirmos esta vitória", completou o novo vencedor do Dakar, em declarações captadas pelo site português Autosport.



Na classificação final, os três primeiros formaram um pódio inédito, com os Volkswagen de De Villiers e do americano Mark Miller a colocarem-se nas duas primeiras posições, ao passo que o Hummer de outro americano, Robbie Gordon, ficou com o lugar mais baixo do pódio.



Quanto aos portugueses, Ricardo Leal dos Santos foi o melhor nesta última tirada, ao terminar em 32º, a 24m38s do primeiro, ao passo que Martine Pereira foi o 51º, a 36m39s. Adélio Machado foi 61º, a 38m11s, pouco à frente de Francisco Pita, o 64º, a 38m37s e Nuno Inocêncio o 73º, a 43m16s.



No final da tirada, um dos portugueses paraticipantes, Ricardo Leal dos Santos, disse de sua justiça acerca deste Dakar sul-americano, cheio de dificuldades para ele e para a sua equipa: "Este foi o Dakar possível. Acaba por ser mais um Dakar terminado. Vamos em 85.000 quilómetros de competições internacionais terminadas e sem registar qualquer abandono. Num Dakar onde a infelizmente a mecânica não quis colaborar, a nossa estatística interna diz que estivemos fora do Dakar por sete vezes. Ficámos em sítios de onde era impossível sair ou com problemas mecânicos impossíveis de resolver, mas conseguimos ultrapassar sempre essas situações. Nós fizemos o que era possível e a nossa equipa também trabalhou muito bem. Agora, quando surgem avarias que os próprios técnicos da BMW, que passaram horas de volta do carro, não conseguem descobrir, tudo se torna muito mais complicado", referiu.



Depois prosseguiu: "A juntar a isto, durante três dias ficámos sem assistência, porque chegávamos ao acampamento na hora de partir para a etapa seguinte. Só no dia de descanso foi possível colocar o carro em condições e aí mostrámos que era possível andar junto dos primeiros e fazer bons resultados. Creio que ficou claros que para o ano, sem os grandes problemas de que fomos vitimas e não estou a falar de pequenos problemas que acontecem a todos, poderemos estar a lutar por um lugar nos 10 ou 15 primeiros", concluiu, em declarações captadas pelo site português Autosport.

Na geral, Adélio Machado foi o melhor representante português, ocupando o 40º lugar, a 50h53m49s de Villiers. Nuno Inocêncio finaliza o Dakar em 65º ; Leal dos Santos o 73º, Francisco Pita o 75º e Martine Pereira o 77º. Agora é o adeus a Dakar 2009, que venha 2010!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Dakar 2009 - Dia 5

Passados os incidentes do dia, é agora a vez da etapa em si. Foi um dia onde a Volkswagen continuou a demonstrar a sua força, onde o vencedor não foi Carlos Sainz, mas sim o sul-africano Giniel de Villiers. Mas o facto de Sainz não ter ganho esta etapa significou que o novo vencedor é agora o seu maior rival, o qatari Nasser Al-Attiyah.

A etapa de hoje, que ligava Neuquen a e San Rafael, uma especial de 763 quilómetros, 506 dos quais em especial cronometrada, trouxe muitos problemas aos primeiros. Sainz perdeu o "capot" do carro, perto do final da etapa, e chegou 15 minutos depois do sul-africano. Com isso tudo, Sainz perdeu a liderança para Al-Attiyah (que foi quarto na etapa) e caiu para a terceira posição, a 6 minutos e 33 segundos. O segundo é agora Giniel de Villiers, que tem um atraso de 2 minutos e 24 segundos sobre o piloto árabe da BMW.

Quanto aos Mitsubishi, o francês Stephane Peterhansel perdeu o capot traseiro do seu carro e foi quinto na etapa. Na classificação geral, é o melhor da marca japonesa, com um atraso de 14 minutos sobre o lider. No caso dos portugueses, chegaram muito atrasados ao final da etapa, a mais de duas horas dos lideres.

Nas motos, o vencedor foi o americano Jonah Street, que "herdou" a vitória pois até poucos quilómetros da meta, o lider destacado era o chileno Francisco "Chaleco" Lopez, que se atrasou e terminou a etapa no terceiro lugar, a 7 minutos e 34 segundos do vencedor. O espanhol Marc Coma, actual lider, teve um furo, perdeu 19 minutos e terminou a etapa no nono lugar.

Quanto aos portugueses, a etapa de hoje foi bastante positiva, com Hélder Rodrigues e Paulo Gonçalves a intrometerem-se de forma consistente no "Top Ten". Rodrigues foi mesmo um dos principais destaques do dia, acabando no quinto lugar na etapa, enquanto que Gonçalves foi o décimo primeiro na etapa de hoje. Com este resultado, Helder Rodrigues e Paulo Gonçalves treparam na classificação geral, sendo Rodigues agora o sexto classificado, a 1 hora e 17 mimutos do líder, e Gonçalves ascendeu as 12º lugar, a 1 hora e 57 minutos do espanhol.

A etapa de amanhã ligará San Rafael a Mendoza, na Argentina, que terá ao todo 624 quilómetros, 395 dos quais em troço cronometrado.