Ao todo, serão 7824 quilómetros, dos quais 4341 quilómetros serão cronometrados, e passará por seis "bivouacs" diferentes. O diretor da prova, David Castera, anuncia um Dakar “sem concessões”, com a maioria das especiais a variar entre 350 e 500 quilómetros.
"A 49ª edição do Dakar, agora numa nova localização, irá corresponder aos padrões desportivos que sempre o tornaram o rali de cross-country mais exigente de todos. Apesar do curto prazo com que tivemos de trabalhar, concebemos um Dakar autêntico.", começou por afirmar David Castera, o diretor da ASO, no seu comunicado oficial.
"O ACP [Automóvel Club de Portugal] apoia-nos em Portugal, tendo consolidado a sua etapa do Campeonato do Mundo de Ralis Cross-Country da FIA-FIM como um pilar fundamental da temporada desde 2024. Em Marrocos, a nossa experiência em todo o território, aliada à capacidade operacional das nossas equipas internas, permite-nos ir muito além dos formatos anteriormente oferecidos no país: os concorrentes descobrirão o Reino de uma ponta à outra."
"Desde já manifestamos a nossa gratidão pela fidelidade dos concorrentes que, na sua grande maioria, decidiram acompanhar-nos nesta nova aventura - 350 já inscritos até ao momento. Poderão também contar com o apoio dos meios de comunicação social e dos nossos parceiros, que reafirmam o seu compromisso connosco nestas circunstâncias excecionais. Como habitualmente, o Dakar será transmitido para mais de 190 países em todo o mundo."
"A aventura continua, assim como os preparativos para a celebração histórica da 50ª edição na Arábia Saudita [em 2028].", concluiu.
A organização destaca a disponibilidade de Portugal e Marrocos para voltarem a receber o evento num contexto de preparação com tempo limitado. As ligações históricas aos dois países mantiveram-se através da comunidade do todo-o-terreno e das provas do W2RC realizadas nos últimos anos.
O traçado desde novo Dakar foi concebido nas últimas semanas, com base no conhecimento acumulado pelas equipas de organização e em várias missões de reconhecimento. A distância cronometrada aproxima-se do formato das edições recentes, mas a extensão diária das especiais e a exigência dos desertos marroquinos prometem dificuldades para pilotos, navegadores e máquinas.
A mudança para a Europa e África abrangerá também o Dakar Classic, o Dakar Future Mission 1000 e o programa Dakar Saudi Next Gen.

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