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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Apresentações 2011 (II): o Renault R31

Algumas horas depois da Team Lotus, em Valencia, a Renault mostrava o seu novo modelo, o R31, perante a imprensa mundial. O carro, com nariz mais baixo do que habitual e com pintura negra e dourada, tentando imitar as cores do passado de um dos patrocinadores, a Lotus Cars. Contudo, o espantoso nesta apresentação são os pilotos: seis! Para além dos dois habituais, Robert Kubica e Vitaly Petrov, os terceiros pilotos, Romain Grosjean e Bruno Senna, e mais dois pilotos, que correrão noutras categorias: o checo Jan Charouz e o chinês Ho-Pin Tung.

Na apresentação, chefiada por Eric Boullier - e sem Dany Bahar por perto - afirmou que o carro lutará por pódios e vitórias: "Não quero dizer que parece que será rápido, mas nós acreditamos que nosso carro é bom e melhor do que o do ano passado. Esse é o motivo pelo qual o otimismo natural está crescendo dentro da empresa", afirmou.

Gerard Lopez, o homem que toma conta da Renault, corroborou com as declarações de Boullier, afirmando que o chassis tem potencial para ser melhor do que o ano passado: "Acreditamos que a base do carro deste ano seja muito mais rápida do que o do ano passado, então, se mantivermos o mesmo índice de desenvolvimento que tivemos no ano passado, acho que podemos subir um degrau. Se no ano passado nós conseguimos alguns pódios, neste ano, em tese, poderemos lutar por vitórias", declarou.

Já Robert Kubica, o piloto principal, quando falou sobre se corria pela Lotus, afirmou: "A Lotus é uma patrocinadora, se pensarmos desta maneira posso dizer que também vou lutar pela Total". Bela alfinetada, do qual Tony Fernandes agradece muito...

Quanto a Bruno Senna, agora um dos terceiros pilotos da equipa - embora oficialmente esse cargo pertença a Romain Grosjean - afirmou que se ente emocionado por, 26 anos depois, andar com o mesas cores e motor que o seu tio: "É muito emocionante usar as mesmas cores que o Ayrton usou. Espero poder um dia estar neste carro e fazer o meu melhor", afirmou.

Mais tarde, numa entrevista feita a Luiz Fernando Ramos, o Ico, foi um pouco mais longe sobre as razões pelo qual foi escolhido para piloto reserva na Renault: "O Eric Boullier me conhece desde a GP2, sabe do que eu sou capaz e me deu uma chance para ver se eu consigo construir meu futuro. Eu estava um pouco pessimista e por isso eu digo que realmente estou muito grato pela oportunidade. Não havia muitas oportunidades que realmente valessem a pena. E esta é uma delas. Não tive de me comprometer financeiramente, a estrutura do time é muito boa quanto a isso. Dá para dizer que é o primeiro emprego de piloto profissional que estou tendo e isto é extremamente satisfatório", ponderou. De fato, dar um passo atrás para poder ser piloto titular em 2012 é algo que não pode ser deitado fora...

Para ser franco, ao ver seis pilotos na apresentação da Renault, fez-me lembrar do post que o Ico escreveu ontem, sobre quem é o chefe nesta equipa. É mais do que óbvio que quem manda ali é Eric Boullier, mas o episódio do terceiro piloto parece ser um exemplo de como existem dois poderes naquela equipa, lutando um pelo outro pelo controlo. Boullier tem o apoio de Gerard Lopez, mas alguns daqueles pilotos tenho quase a certeza de que tem dedo do Bahar... Qual dos dois terceiros pilotos andará nas sextas-feiras?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Formula 1 2010 - Ronda 3, Malásia (Treinos)

Que as sextas-feiras pouco ou nada significam, isso é verdade. Mas isso não significa que ver Lewis Hamilton no topo da tabela de tempos em ambas as sessões não significa que amanhã não consiga estar na Q3, por exemplo. Simplesmente é uma forma de mostrar que não está "morto" e que acusou o "picada" dada por Jenson Button, quando ganhou o GP da Austrália, no passado Domingo.

Num fim de semana onde se discutem alguns rumores, como o regresso do KERS, a possivel entrada de mais do que um forncedor de pneus, como a Michelin e Kuhmo, e que se soube da proibição dos espelhos nos flancos do carro, atrás de Hamilton ficaram o Mercedes de Nico Rosberg (na primeira sessão) e o Red Bull de Sebastien Vettel (na segunda), e Button foi terceiros e quarto nas duas sessões, à frente de Michael Schumacher. Quanto aos Ferrari, Fernando Alonso e Felipe Massa estiveram "escondidos" no meio do pelotão. Mas como eu, eles não dão importância a estas sessões de treinos livres.

"É inútil tirar conclusões das classificações dos treinos de sexta-feira: estou em sétimo [na segunda sessão de treinos do dia] mas podia bem ter sido segundo ou último que não mudaria nada. Tudo depende da diferença entre os vários programas de trabalhos adoptados pelas equipas. Da nossa parte, estou satisfeito com o que conseguimos e as primeiras impressões levam-nos a crer que não há razoes para esperar um cenário diferente daquele que vimos no Bahrein e na Austrália, porque em quatro dias não deverão ter existido grandes alterações", afirmou.

Nesta, concordo com o espanhol. Mas ele espera que "a Red Bull, a McLaren e a Mercedes sejam muito competitivas e nós vamos fazer o nosso melhor, mas não há razões para estar pessimista".

Quanto aos novatos, continuam na cauda do pelotão, com tempos a variar entre os quatro e sete segundos sobre o melhor tempo. E os melhores foram, de novo, a Lotus. E para finalizar, os dois pilotos que correram no primeiro treino livre, o britânico Paul di Resta, da Force India (15º), e o malaio Fairuz Fauzy, da Lotus (22º), deram as suas voltas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Nova Lotus gastará cem milhões de euros para regressar

Tony Fernandes, o homem por detrás do projecto de reavivar o nome Lotus na Formula 1, depois de 15 anos de ausência, falou este fim de semana acerca dos investimentos que irão fazer para colocar a equipa no pelotão da Formula 1 em 2010. A nova Lotus sairá para a rua ao preço a rondar quase as 80 milhões de libras, quase noventa milhões de euros, todos provenientes do Tune Group, que detêm a Air Asia, empresa malaia de "low cost" detida por este malaio de origem goesa.


"Precisamos de 18 a 25 milhões de libras para colocar o carro na grelha, mas precisamos também de outras 53,3 milhões de libras para toda a temporada", afirmou.

Fernandes diz que a estrutura terá cerca de 225 pessoas, que trabalharão essencialmente nas áreas da aerodinâmica, mecânica e electrónica. Quanto a pilotos, é certo que ele pensa, pelo menos, num piloto malaio. Fairuz Fauzy é o principal candidato, mas Alex Yoong também é um nome a considerar. A Lotus espera que os primeiros testes com o novo chassis aconteçam em Fevereiro de 2010, um mês antes de começar o campeonato.

domingo, 5 de outubro de 2008

A1GP - Ronda 1, Zandvoort (Corridas)

Foi sob intensa chuva e muito vento que começou a temporada 2008/09 da A1GP, a quarta temporada do Campeonato do Mundo das Nações. Uma competição que estreia uma nova parceria com a Ferrari, que teve que construir em poucos meses cerca de 25 chassis, motores, caixas de velocidades, sistemas eléctricos... e no final, os atrasos foram evidentes e nem todos os carros ficaram prontos a tempo. Nesta ronda inicial, apenas 17 das 25 equipas inscritas tiveram os seus carros prontos a tempo.

As duas corridas de hoje foram bastante agitadas, com o Safety Car a intervir na pista por algumas vezes, devido ao mau estado da pista e aos inumeros despistes que os vários pilotos sofreram. No final, a Feature Race acabou com a presença do SC em pista...

Mas voltamos antes, à Sprint Race. Na primeira corrida, a partida foi dada atrás do Safety-Car, mas ainda assim, o irlandês Adam Carroll não evitou um pião na última curva, quando os pilotos se aprestavam para iniciar a prova. O irlandês, que arrancava da terceira posição, acabou por ser colhido pelo monegasco Clivio Piccione, tendo os dois abandonado no momento.


Quando o Safety Car recolheu às boxes, Jeroen Bleekemolen, o "poleman" holandês, assumiu o comando, mas era muito acossado por pelo neozelandês Earl Bamber que acabou por lhe ganhar o comando. Contudo, o homem mais rápido em pista era o malaio Fairuz Fauzy que, depois de arrancar do quarto posto, começou a recuperar, passando todos os adversários que tinha pela frente, para chegar ao comando.



Mas no final da volta 12, os organizadores mostraram a bandeira vermelha, devido aos inumeros carros que estavam encostados à berma, pois não conseguiam estar muito tempo em pistra devido à chuva e ao vento. No final, foi validada a classificação ao final da décima volta, e a vitória foi para Fauzy, seguido por Bamber e o francês Loïc Duval. Filipe Albuquerque, aproveitando os azares alheios, conseguiu levar o carro até ao fim, terminando no nono posto, numa prova onde só os oito primeiros pontuam.



No final dessa corrida, o piloto de Coimbra dava-se por satisfeito com o resultado: “Fiz tudo o que me era possível. Com um carro completamente novo e sem grandes indicadores face ao seu comportamento, penso que terminar em nono, foi um óptimo resultado. Chovia bastante e foi muito complicado não cometer erros. Para além de que sentia claramente falta de andamento", afirmou.


Na segunda corrida, a Feature Race, o tempo estava na mesma: frio e tempestuoso. Tal como na Sprint, os organizadores decidiram que a corrida iria começar com o Safety Car por algumas voltas. Quando a corrida começou verdadeiramente, Fairuz Fauzy assumiu a liderança, fruto da pole-position oferecida pela vitória matinal, e ganhou rapidamente uma pequena vantagem sobre os seus perseguidores.


Entretanto, Filipe Albuquerque decidira assumir uma toada defensiva e uma paragem tardia, para poder subir algumas posições. Com isso, Albuquerque chegou até a liderar a corrida por algumas voltas, mas no final do primeiro pit-stop, quando seguia na sexta posição, um despiste terminou com as suas aspirações de obter pontos. “O carro estava realmente com um bom andamento, sempre entre os mais rápidos. Fizemos um ‘pit-stop’ excepcional. Mas, a pista estava demasiado perigosa. A quantidade de água em pista desenhava verdadeiros rios. Quando entrei em pista após o ‘pit-stop’, ocupava o quinto posto e entrei em ‘aqua planning’. Os pneus estavam frios e na recta interior o carro escorregou. Ainda tentei controlar, mas naquelas condições foi impossível”, disse.



O despiste de Albuquerque, juntamente com outras saídas de pista que ocorreram nos mesmos instantes, precipitou a reentrada do Safety-Car em pista, figurando então Loic Duval no comando da corrida. A partir de então, o piloto francês, que já tinha sido o principal adversário de Fauzy antes das paragens nas boxes, manteve sob respeito o malaio, e nem mesmo nova entrada do Safety-Car, devido a um forte toque entre o carro de Daniel Moran (Libano) e Ho-Pin Tung (China), impediu Duval de conquistar a vitória na Feature Race, onde apenas sete carros terminaram, e o Safety Car ficou em pista até ao final.


Apesar do desfecho, Albuquerque considerava que o fim-de-semana tinha sido produtivo: "Apesar de tudo, acho que dadas as condições, conseguimos fazer um óptimo trabalho. Carro novo, sem um único teste e com estas condições atmosféricas, fazer melhor, teria sido complicado. Acho que temos uma boa base de trabalho para desenvolver para a próxima corrida", concluiu.


A próxima jornada dupla acontecerá a 9 de Novembro, no circuito chinês de Chengdou, onde se espera que estejam as 25 máquinas que constituem o A1GP desta temporada.