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sexta-feira, 20 de março de 2015

A foto do dia

Contado ninguém acredita, mas eis a foto do Alexander Grunwald para provar. O senhor de costas, de macacão vermelho, é nada mais, nada menos do que... Jacques Villeneuve. Sim, o campeão do mundo de Formula 1 de 1997 na fila para comer qualquer coisa no fim de semana de abertura da Stock Car, em Goiânia, onde os pilotos locais convidam alguém mais famoso para correr nos seus carros. E Villeneuve corre nesta fim de semana ao lado de Ricardo Zonta, que no ano 2000... correu ao lado dele na BAR-Honda.

Villeneuve, atualmente com 43 anos, guia por estes dias em todo o tipo de carro por aí. E chassis tubulares como são os Stock Car brasileiros, em capas de fibra de plastico, são o ideal, digamos assim. 

Mas o que interessa saber é que este é o fim de semana de abertura da modalidade, e aqui são convidados pilotos estrangeiros para competir com os locais. E para além de Villeneuve, temos Bruno Senna, Nicolas Prost, Mark Winterbottom, para além dos portugueses Alvaro Parente e António Félix da Costa. E algumas lendas também fazem o seu regresso, como Ingo Hoffman e Chico Serra, que em tempos não muito distantes foram pilotos da Copersucar-Fittipaldi.

Mas se quiserem colocar as coisas nesta perspectiva, esta foto é impagável.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sobre as politiquices brasileiras e os nomes dos autódromos

Os circuitos de automóveis devem ser batizados por um herói ou uma personalidade relevante para o automobilismo, essa é a minha opinião. Da mesma forma que um estádio de futebol deve ser batizado com o nome de um futebolista ou uma personalidade ligada ao desporto. Claro que ter um estádio de futebol com o nome de Sepp Blatter ou um autódromo com o nome de Bernie Ecclestone ou Jean Todt seriam politicamente incorretos, mas isso já é outra história.

Agora, o que não gosto e me lixa completamente é ver isso nomeado com o nome de um politico. Parece coisa de uma república das bananas algures em África ou na América Latina, como nos tempos do ditador Trujillo, da República Dominicana, que batizou tudo que era relevante, desde montanhas até edifícios com o seu nome. Até a capital se chamada de Cuidad Trujillo! Felizmente, depois de o matarem, as coisas voltaram à moralidade.

No Brasil, há três autódromos com o nome de Ayrton Senna. Sim, leram bem: três. Um em Londrina, outro em Goiânia e outro em Caruaru, em Pernambuco. Todos foram batizados nos anos seguintes após a sua morte, como aconteceu às muitas estradas, ruas, túneis algures pelo Brasil fora. É algo normal. Mas se acham que isso é esquisito, podemos dizer que Jacarépaguá e Brasilia tinham ambos o nome de... Autódromo Nelson Piquet. Pobre Emerson Fittipaldi, será que há kartódromos com o seu nome? 

Só que neste inicio de semana, surgiu a polémica: o governador do estado de Goiás, local onde se situa a cidade de Goiânia, decidiu mudar o nome do tricampeão do mundo (que curiosamente, nunca correu lá!) para dar o nome... a um ex-governador. Ainda por cima, o sujeito está vivo para ver a história. Marconi Perillio, o nome do sujeito, decidiu homenagear Ary Valadão, ex-governador e aliado politico dele. Como seria de esperar, a indignação surgiu forte e feio, e muitos apontaram como o exemplo de irresponsabilidade dos políticos. 

Já agora, de forma bem interessante, uma pesquisa rápida no Google ou na Wikipédia brasileira afirma que Valadão, atualmente com 93 anos, foi governador entre 1979 e 1983, ainda no tempo da ditadura militar. E nem foi eleito, bem pelo contrário: nomeado. E eles têm um nome para isso por lá: "governador biônico". Mas claro, Valadão converteu-se à democracia, e até foi deputado por outro estado, o Tocatins, que em 1990 se cindiu de Goiás.

Contudo, a polémica pode ter durado pouco mais de 24 horas. É que, como conta o Flávio Gomes no seu sitio, a Agetop, a Agência de Transportes e Obras de Goiás, afirmou que tal medida é ilegal, porque há uma lei - não se sabe se é local ou estadual - que proíbe o batismo de lugares públicos com o nome de pessoas ainda vivas. Curiosamente, Valadão têm o seu nome em vários sitios no seu estado, pois pode ser bem uma lei local.

Mas sobre Goiânia, há algo interessante: um circuito com 40 anos, recebeu o MotoGP entre 1987 e 1989, e já esteve para ser demolido no final da década passada porque os terrenos são valiosos para a construção civil. A ideia caiu, e no ano passado, começou até a haver uma remodelação do espaço por parte do governo estadual, para eventualmente receber o MotoGP. E quem sabe, mais coisas...

Enfim, serve a história para afirmar que estas coisas não duram para sempre. Durarão até que um politico qualquer decida que é altura de dar outro nome, como todo e qualquer capricho que os políticos têm. Haverá montanhas em Goiás? 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Rumor do dia: Goiânia pode abrir a IndyCar em 2015 no lugar de Brasilia

Vinte e quatro horas depois de as autoridades locais terem anunciado a suspensão das obras de reforma do Autódromo Nelson Piquet, em Brasilia, a IndyCar poderá ter um "plano B" nas suas mãos, que passa por usar um autódromo que está ao lado: Goiânia. Desde o mês de agosto que representantes da Indycar visitam o Autódromo de Goiânia para ver como está o circuito após as obras de remodelação que sofreu em 2012 e 2013, que culminaram com a sua reabertura este ano.

Um dos que já visitou o autódromo foi o médico da categoria, Mike Olinger, que foi ver como está o circuito e saber a sua viabilidade. O Yuri Bascopé conta no seu sitio, mas outras fontes que falei contam que as visitas da IndyCar a Goiânia estão a acontecer desde o meio do ano.

E de facto, as obras que Goiânia passou fizeram com que esteja capaz de receber as categorias nacionais, como a Stock Car. E mesmo categorias maiores, como por exemplo a Moto GP - que já correu por lá em 1987 - já demonstrou interesse num regresso. Contudo, confiaram que as reformas no Autódromo de Brasilia poderiam ficar prontas a tempo de receber quer a IndyCar, que o Moto GP, mas com o anuncio da suspensão do concurso público, a ideia ficou agora em dúvida. Mas isso poderá não impedir a abertura da IndyCar em terras brasileiras.