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domingo, 10 de julho de 2022

O video do dia

Podia meter aqui umas imagens, mas acho que o video é melhor explicado, mais impactante. Para quem não viu a transmissão, explico: este é o Aston Martin da classe GTE-Am guiado pelo português Henrique Chaves, que voou depois de uma falha nos travões quando chegou a segunda chicane, a Variante della Roggia. 

Claro, o que piorou as coisas - e deu este voo espetacular - foram as "salsichas" que foram colocadas nas beiras da pista para evitar que existam excessos. Mas Monza é uma pista muito veloz e quando alguém exagera, passar nessas bermas a alta velocidade era um convite a um voo involuntário e perigoso. E quando se viu uma das portas do Aston Martin a ser arrancado no impacto, antes do chassis voar para o outro lado da pista, ficamos a pensar que certas coisas, em vez de melhorarem, só pioram.

Felizmente para o Henrique Chaves, tudo correu bem. Mas não a primeira vez que carros voaram em Monza por causa dessas bermas. Tem de arranjar outra maneira, porque esses carros não foram feitos para voar, e ninguém quer ver os pilotos se magoarem por algo que é evitável. 

Afinal de contas, semana passada houve um piloto que voou numa prova de Formula 2 em Silverstone, e se não fosse o Halo, tinha perdido a cabeça.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Noticias: Henrique Chaves vence no Bahrein

Como Julio César, há dois mil anos, em Roma, foi chegar, ver... e vencer. Henrique Chaves veio ao Bahrein pensando que iria ter dois dias de testes a bordo de um carro da Formula V8 3.5, e acabou por guiar o carro na jornada dupla do Bahrein, a última de um campeonato que acabará no final deste anos depois à falta de interesse dos pilotos e das equipas.

Contudo, Chaves teve uma corrida irreprensível. Partindo da segunda posição da grelha, fez um bom arranque, passou logo para primeiro e desde aí liderou toda a corrida, terminando na frente do campeão, o brasileiro Pietro Fittipaldi. Roy Nissany foi o terceiro, e a única mulher presente, a colombiana Tatiana Calderon, foi quinta. Chaves ainda conseguiu a volta mais rápida. 

Nunca imaginei que fosse possível. Ainda estou a digerir o resultado que foi fabuloso depois de uma corrida fantástica. Estava habituado a uma outra realidade e de repente o inesperado acontece e estou muito feliz. Nas sessões de treinos livres procurei aprender tudo ao máximo. Sentia-me muito confortável. Depois consegui nas qualificações o segundo melhor tempo. Percebi que estava nas minhas mãos chegar aos lugares do pódio. Mas, fiz um excelente arranque, e passei de imediato para primeiro e daí em diante só pensava na vitória. Mantive o foco, não me deixei intimidar pela pressão do adversário atrás de mim, que só por acaso é o campeão, e fiz o meu trabalho. Correu tudo na perfeição. Um resultado magnifico que dedico à equipa e claro, ao meu pai, que é um apoio incondicional”, começou por dizer o piloto português.

Amanhã, e largando de novo do segundo posto, o objetivo de Chaves é de repetir o feito: “Depois desta vitória não posso ambicionar outra coisa. Acredito que é possível. O carro está óptimo, sinto-me confiante e tem tudo para correr bem”, rematou.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Formula 3.5 V8: Henrique Chaves vai ao Bahrein

Depois de uma temporada sem grandes sobressaltos na Formula Renault 2.0, o português Henrique Chaves vai dar o salto ainda antes do final da temporada para a Formula 3.5 V8. O piloto português, que alinhou em dois dias de testes, vai afinal andar na ronda final da competição, que vai acontecer no Bahrein.

Satisfeito por poder disputar esta jornada ao volante de um carro da AVF Formula , a mesma equipa que disputou na categoria 2.0, ele reconhece que é distinto a aquele do qual está habituado, e sabe que ele não tem expectativas de bons resultados, pois será um fim-de-semana de aprendizagem:

Aproveitar ao máximo a oportunidade e recolher todas as aprendizagens possíveis. Testar um carro em situação de competição é muito diferente de uma normal sessão de testes. Para além disso, é uma realidade muito distinta da que estou habituado, não só em termos de performance do carro mas também pelo facto de ter de fazer ‘pit-stops’. Será tudo uma novidade mas é certamente um passo em frente na minha carreira desportiva. Não traço objectivos em termos de resultados mas quero fazer um bom trabalho e procurar adaptar-me o mais depressa possível”, referiu.

A corrida acontecerá no fim de semana de 17 e 18 de novembro, fazendo parte da ronda final do WEC no Bahrein.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O regresso dos portugueses aos monolugares

Para quem não sabe, depois de António Félix da Costa, os pilotos portugueses nas formulas de produção se tornaram autênticos desertos. Aliás, o piloto de Cascais foi o último a entrar na Formula Renault 2.0, em 2008, e no qual foi campeão no ano seguinte, na mesma altura em que Armando Parente estava na alemã ADAC Masters, do qual também foi campeão, antes de interromper a sua carreira.

Pois bem, segundo conta hoje a Autosport portuguesa, este ano haverá pelo menos um piloto na Formula Renault 2.0, e há a chance de outro em breve. Henrique Chaves será piloto da AV Formula, do ex-piloto espanhol Adrian Vallés, enquanto que Bruno Oliveira está a negociar um lugar na mesma competição. O primeiro, campeão nacional de karting e vencedor da Taça de Portugal na classe X30 Shifter (para karts com caixa de velocidades), fez dois dias de testes com a AV Formula em Calafat, um pequeno circuito catalão nos arredores de Lleida, e as impressões foram suficientemente positivas para alinhar um contrato para a temporada de 2015.

Bruno Oliveira, que também andou neste teste, as impressões foram também favoráveis e despertou o interesse de algumas equipas da categoria, mas ainda não há qualquer acordo. Caso aconteça, a chance de ter dois pilotos na competição não seria inédito, mas a última vez que tal aconteceu foi há mais de dez anos, com Alvaro Parente e Cesar Campaniço.