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sábado, 18 de janeiro de 2025

Youtube Automotive Vídeo: O Mustang desenhado por Bertone

Em 1964, a Ford lançou o seu modelo, o Mustang, e tornou-se num grande sucesso de vendas. Contudo, havia quem achasse que o desenho do seu chassis era algo insonso, e provavelmente faltaria algo que o tornasse perfeito, ou seja, a mecânica que apresentava poderia ter um chassis digno desse nome.

E foi o que decidiu fazer... o dono de uma revista. Encomendou um desenho à Bertone, colocou um chassis de Mustang no carro, foi para o Salão de Automóvel de Turim... e ganhou a atenção de tudo e todos. E depois de ter sido mostrado... desapareceu. Para não mais ser visto até aos dias de hoje. E claro, pensa-se no que poderia ter sido o Mustang com rosto europeu.

Eis uma excelente história, que envolve Bertone, Ford... e uma revista de automóveis americana: a Automobile Quaterly (1962-2012). E o seu diretor, L. Scott Bailey.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Jim Morrisson e o Shelby desaparecido


Na passada sexta-feira, passou-se meio século sobre o desaparecimento precoce de Jim Morrison, o "frontmen" dos The Doors e um dos ícones da geração de 1960, que de uma certa forma, mudou o mundo. O que poucos sabiam era que ele, que morreu num apartamento em Paris aos 27 anos, vitima de overdose acidental (ou ataque cardíaco, ou outra coisa qualquer, cada um tem a sua teoria), adorava automóveis, e foi o dono de um Mustang Shelby 500 azul, que a chamava de "The Blue Lady".

Primeiro que tudo, a vida de Morrisson, amplamente contada ao longo deste tempo por gente que vai desde a sua irmã até ao "biopic" sobre ele realizado por Oliver Stone em 1991, com Val Kilmer no papel principal - e que vi numa noite de sábado numa noite inesquecível de copos, charros e sexo selvagem ha uns bons quinze anos, mas isso é outra história - tem muito a ver com o grupo que formou com os seus amigos Ray Manzarek, Robby Keieger e John Densmore, e que alcançou o topo das tabelas em 1967 com a musica "Light My Fire". O sucesso foi um acidente para Morrisson, que não queria ser cantor. Na realidade, queria ser poeta "beatnik", na senda de gente como Alan Ginsberg ou, de outra forma, Jack Kerouac. E depois, se pudesse, ser realizador. 


The Blue Lady foi uma oferta do presidente da Elektra Records, Jac Holzman, que queria oferecer algo aos membros da banda. Manzarek e Krieger queriam equipamento de som topo de gama, Densmore... um cavalo de carne e osso. O vocalista ficou-se pelo Shelby depois de ver o carro de Jay Sebring, o então cabeleireiro das estrelas de Hollywood. [Sebring foi uma das vitimas dos alcólitos de Charles Manson em julho de 1969 e a sua vida deu um filme em 1975 chamado "Shampoo", com Warren Beatty no papel de Sebring]

O carro foi um de dois mil feitos nesse ano de 1968 e tinha 355 cavalos, num motor V8. Morrison adorou-o e era o seu "daily driver" e foi protagonista no filme que fez em 1969, "HWY: An American Pastoral". Com o tempo, depois da sua morte prematura, aquele carro tornou-se num dos Mustangs mais reconhecidos, depois do 350GT verde guiado por Steve McQueen no filme "Bullitt" e que esteve escondido numa garagem do Kentucky por mais de 40 anos até voltar à luz do dia em 2018. 

Contudo, em 1970 - e aqui, as versões diferem - o carro saiu das mãos de Morrisson e nunca mais foi visto. A primeira afirma que ele bateu com o carro num poste de iluminação no Sunset Boulevard e ébrio, mas determinado, foi para o bar "Whisky-A-Go-Go" e quando voltou, fora rebocado pela Policia, e ele não se deu ao trabalho de o ir buscar. Outra versão foi que o estacionou no Aeroporto de Los Angeles para uma digressão da banda, e quando voltou, o bólido tinha sido rebocado pela policia. E a terceira é que depois de ser vendido - provavelmente num leilão da Policia de Los Angeles - teve vários donos ao longo de década e meia, até ter parado a uma sucateira e ser esmagado, perdido para sempre.


Contudo, sobre essa terceira versão, também era algo do qual se dizia do Mustang verde do "Bullitt" e acabou como acabou. Já agora, esse carro foi vendido em 2019 por 3,74 milhões de dólares num leilão lá nas Américas...

Independentemente do resultado, esta é uma história digna de alguém que teve uma existência curta e ardeu fortemente, brilhando muito mais e causando impacto em toda uma geração. As suas musicas continuam sendo intemporais, ouvidas geração após geração. 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A história de um dos verdadeiros carros de "Bullit"

Em 2018, "Bullit" faz meio século. O filme de Peter Yates, com Steve McQueen no principal papel, ficou famoso pela sua icónica cena de perseguição automóvel, que se tornou no modelo para todas as cenas de automóvel que aconteceram desde então. Ao longo das décadas seguintes, a reputação do filme e do ator cresceu fortemente, bem como o carro que fez parte da cena de perseguição: o Ford Mustang hatchback verde-escuro.

Ao longo dos anos, sabia-se que foram usados dois carros para o filme, comprados pela Warner Bros e que depois foram vendidos. Durante muito tempo, não se sabia onde estavam e quem os tinha. De um, sabia que era pertencente a uma pessoa que o tinha guardado numa garagem e rechaçou a oferta de compra do próprio McQueen. E de outro, perdeu-se o rasto.

Pois bem, nos últimos dois anos, descobriu-se o paradeiro de ambos. Um, foi encontrado numa sucateira em Tijuana e depois de ser autenticado, foi restaurado para estar mais próximo do original. E agora, surgiu o outro exemplar, que estava na garagem no Kentucky, longe dos olhares do público por 40 anos. O dono chamava-se Robert Kiernan e foi a ele que McQueen escreveu uma carta, datada de 14 de dezembro de 1977, quase dez anos depois de "Bullit" e pouco menos de três anos antes da sua morte. 

Na carta, dizia assim:

"Mais uma vez, gostaria de ter de volta o meu Mustang de 68. Gostaria de o ter de volta na minha familia na condição em que estava no filme, em vez de o restaurar. É uma questão pessoal.

Ficaria encantado em encontrar um Mustang semelhante, caso não fique muito caro. Caso contrário, creio que temos de deixar isso para trás.

Com os melhores cumprimentos

Steve McQueen"

A carta indicava que não foi a primeira vez que o ator tentou ter a posse do carro. Contudo, o seu proprietário simplesmente recusou-o. 

A história é simples: em outubro de 1974, um anuncio caiu na página dos Classificados da revista Road & Track, dizendo que estava à venda pela melhor oferta. Uma pessoa de Nova Jersia comprou o bólido, um Mustang 390 GT Fastback de cor verde, com os documentos em dia para autenticar a sua proveniência, por seis mil dólares. Até então, já tinha passado por dois donos, um deles um detetive de Nova Iorque, que o vendeu porque a sua familia precisava de um carro mais adequado para uma familia então em crescimento.

Kiernan comprou o carro em 74, rechaçou a oferta de McQueen em 77 e em 80, no mesmo ano em que o ator morria, vitima de cancro, o carro sofreu uma avaria na embraiagem e ficou na garagem por muito tempo. Em 1984, o carro foi para Cincinatti com ele (trabalhava na área dos seguros) e dez anos depois, o carro foi para o Kentucky, onde a familia se relocalizou, e Bob Kiernan decidiu dedicar-se a criar cavalos numa quinta que tinha comprado com a familia.

Por essa altura, o carro tinha sofrido com o tempo e ele queria renová-lo com o seu filho, Sean. A ideia era revelá-lo, depois de uma renovação total. Contudo, a Bob descobriram-lhe Parkinson e em 2014, acabaria por morrer, sem ver o seu projeto concretizado. O seu filho, Sean, acabaria por herdar o carro, que tinha sido parcialmente desmontado para que as peças pudessem ser restauradas. 

Por esta altura, o seu patrão queria meter-se no negócio dos filmes e tinham feito um argumento sobre a caça de amantes de automóveis por um "barn find" que seria o carro de Steve McQueen. Quando soube da história, ele revelou que tinha o carro e os documentos que atestavam a sua história.

O carro foi usado como isco para atrair dinheiro para o filme que pretendem fazer - cerca de 15 milhões de dólares - e até atraiu a atenção da Ford, que ficou interessado. E claro, foi colocado no National Historic Vehicules Association, que é uma espécie de "Biblioteca do Congresso", mas para automóveis. E tudo isto aconteceu em março de 2017, altura em que o segundo carro usado no filme emergiu, na California, e que estava a ser restaurado. 

Contudo, depois de saber que o carro seria melhor valorizado como está do que totalmente restaurado, o proprietário não mexeu mais do que o necessário para o fazer andar. E janeiro de 2018, em Detroit, o carro original apareceu ao lado da versão que a Ford irá fazer para este ano, a terceira versão do carro, para comemorar os 50 anos do filme. E claro, já apareceu nas mãos de Jay Leno, que o filmou para o seu canal de Youtube.

No final, Sean Kiernan espera ter o dinheiro para fazer o filme, e construir algumas réplicas do Mustang "Bullit". E ficar com o original por mais uma geração, pelo menos. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

A redescoberta de um carro mitico

Ano que vêm, "Bullitt" fará 50 anos. Um dos filmes mais míticos da década de 60, mostrou duas coisas: o ator Steve McQueen como "o rei do cool", no papel de Frank Bullitt e uma das perseguições mais míticas da história do cinema, com o duelo entre o Dodge Charger dos "maus da fita" (que na realidade, é guiado por Bill Hickman, um dos melhores duplos do seu tempo) e o Ford Mustang GT verde oliva de Bullitt, pelas ruas de São Francisco.

O filme mostra ambos os carros, mas o que os fãs gostam mais é do Mustang Fastback 350GT, um veloz coupé. Soube-se que eles usaram dois carros nessa cena, e que um deles está guardado num armazém há mais de 50 anos, e o proprietário não deseja vendê-lo, resistindo a várias ofertas do próprio McQueen, que queria comprá-lo. O segundo carro julgava-se perdido para sempre, de tão batido que tinha ficado durante as filmagens.

Contudo, há algumas semanas, foi feito um anuncio improvável: esse segundo carro foi encontrado. No México, e está a ser restaurado para ser mostrado ao mundo no ano que vêm, no cinquentenário do filme. 

Segundo se conta na noticia, o carro tinha sido encontrado na Baja California - ou seja, no México - numa sucata, abandonado e já sem o motor original. Tinha sido pintado de novo, com uma camada branca, mas conseguiu ser identificado graças à placa que acompanha todos os carros desde a sua construção na fábrica. A pessoa que o encontrou, Hugo Sanchez, tinha como objetivo inicial transformá-lo numa réplica da "Eleanor", o Mustang que aparece no filme de 2001 "60 Segundos", mas quando o trouxe para a oficina do seu amigo Ralph Garcia Jr, no outro lado da fronteira, e descobriram a placa, foram ver numa base de dados compilada por Kevin Merti e ficaram chocados com a descoberta.

"Não é a primeira vez que um desses carros de filmes antigos aparece num ferro velho, mas isso é raro", afirmou Marti, que foi ver o carro em pessoa, depois de ter sido contactado pelos proprietários. Apesar do carro ter sido encontrado sem caixa de velocidades, os eixos dianteiros e traseiros pertencem a um Mustang de 1967. Para além disso, descobriram buracos extra no porta-bagagens, indicativos de que tiveram câmaras montadas dentro do carro para as cenas "onboard" do filme.

Garcia apresentou o carro ao público no inicio deste mês em Mexicali, e já teve ofertas bem generosas para comprar o carro tal qual como está, mas recusou, afirmando que quer restaurar o carro de forma mais original possível, para poder apresentar no ano que vêm, altura em que o filme comemorará o seu 50º aniversário. 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Youtube Testing: O carro eletrico mais veloz da America


Este video vem do site americano "The Verge" e trata-se da uma tentativa de recorde de velocidade nos Estados Unidos, que acontece duas vezes por ano numa antiga pista de aviação da Força Aérea, no Texas. Para terem uma ideia, é a mesma onde, por exemplo, o Hennessey Venom já andou a mais de 400 km/hora.

Só que neste caso em particular, falamos de um carro elétrico. Um Ford Mustang de 1968, modificado para o efeito com duas baterias com capacidade de 1.1 megawatt, suficiente para elevar a potência para uns saudáveis... 1400 cavalos. E nessa pista de 1,4 milhas, o Mustang negro com riscas verdes com o singelo nome de... Zombie 222, conseguiu bater o recorde de o carro elétrico mais veloz da America: 280,34 km/hora. É alguma coisa.

São 17 minutos de video, portanto, gozem a coisa. Vi isto no Flatout! Brasil.