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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Youtube Atmosferic Challenge: o homem que bateu Felix Baumgartner

Até hoje, pouca gente fora do mundo dos negócios ou da tecnologia tinha ouvido falar de Alan Eustace. Engenheiro informático de profissão, de 57 anos de idade, este executivo da companhia que faz os motores de busca que nos ajudam todos os dias, decidiu ir de balão até ao topo do mundo. Literalmente, aos limites da atmosfera. E pelo meio, bateu a barreira do som e bateu o recorde de salto que pertencia a Felix Baumgartner.

E fez de uma maneira bem mais leve do que a tentativa patrocinada pela Red Bull: dispensou a câmara, colocou um fato pressurizado, amarrou-se a um balão enchido com 35.000 metros cúbicos de hélio e após duas horas de ascensão ele soltou-se, a uma altura de 41,5 quilómetros caindo a uma velocidade estratosférica durante 15 minutos até alcançar o solo, abrindo o paraquedas e aterrando em segurança.

Tudo foi preparado durante três anos, e debaixo de muito secretismo. E aparentemente resultou, porque todos foram apanhados de surpresa. "Foi incrível", disse ele, em declarações para o New York Times. "Foi lindo. Você podia ver a escuridão do espaço e você pode ver as camadas da atmosfera, o que eu nunca tinha visto antes."

E de facto, foi um feito espantoso.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Felix Baumgartner, um salto para o Espaço

Confesso que andei a tarde inteira de domingo com os olhos pregados ao meu computador portátil, a ver cada passo da aventura de Felix Baumgartner de fazer o salto mais alto de sempre com um paraquedas, tentando bater o recorde de Joe Kittinger, establecido 52 anos antes, tentando saltar a 120 mil pés, ou 36,5 quilómetros, acima da Terra, e tentando ser o primeiro ser humano a bater a velocidade do som, sem necessidade de qualquer aparelho para fazê-lo. E também queria ser o ser humano que ficou mais tempo em queda livre até alcançar o solo. 

Era uma aventura arriscada, mas muito bem delineada. Baumgartner, um austríaco de 43 anos, "Base Jumper" de profissão e de vicio, planeava isto há quase quatro anos. Com a benção de Kittinger, que fazia parte desta expedição e era ele que comunicava com Baumgartner, dando-lhe as instruções, elevou-se num balão de hélio, numa cesta pressurizada, numa ascensão que durou umas lentas duas horas e vinte minutos, até alcançar uma altitude de 38 quilómetros, mais 1500 metros do que inicialmente previsto, onde se preparou para despressurizar a cabina, desligar os fios, abrir a porta, elevar-se e saltar dali, rumo ao vazio, mais rápido do que o som.

Sabia que isto, a ser bem sucedido, não só bateria recordes de altitude, de velocidade e de queda, mas também ilustraria um "dia perfeito" para a Red Bull, a marca de Salzburgo que patrocinava esta aventura. Horas antes, o mundo tinha visto os seus carros de Formula 1 a fazerem dobradinha em Yeongam, com Sebastian Vettel e Mark Webber, e o alemão a ficar com o comando do campeonato, sabendo que à tarde, muitos deles iriam seguir, passo a passo através do seu canal no Youtube, a lenta ascensão do balão até à estratosfera e a rápida queda de Baumgartner até ao solo. 

Um dia perfeito, uma operação de marketing perfeita. E com um pico de cinco milhões de pessoas a visualizarem tudo em direto, tornou-se na emissão em direto mais vista de sempre por esse canal de video.

Mas indo para além da operação de marketing, eis a essência do feito, e essa é a parte que mais me fascina. Bater recordes, mesmo arriscando o pescoço, faz parte da natureza humana. Somos curiosos e os desafios foram feitos para ser superados. E foram esses desafios, impostos pela curiosidade humana ou pelo desafio da sobrevivência, nos fizeram evoluir desde o tempo das cavernas até aos dias de hoje. 

Os "impossíveis", que muitos gostam de dizer da boca para fora, servem mais para aqueles que se querem acomodar no seu canto. Para sair da "zona de desconforto" é preciso uma boa dose de loucura, no sentido de provar aos outros que é possivel. E quando se junta mais do que uma vontade, o resto vem por acrescimo, incluindo o dinheiro. Porque como disse George Mallory, em 1924, quando lhe perguntaram porque queria escalar o Monte Evereste, então um pico por conquistar, apenas respondeu: "porque está lá".

Portanto, vistas as coisas, adorei ver Felix Baumgartner a dar este grande passo. É isto que o fez sentir vivo, e nos faz acreditar mais que na capacidade do ser humano fazer coisas maravilhosas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Noticias: Salto de Baumgartner marcado para domingo

Se tudo corer bem, o dia 14 de outubro poderá ser um grande dia para a Red Bull. O controlo de missão da Red Bull Stratos, em Roswell, no Novo México, anunciou esta noite que o salto de Felix Baumgartner, com a intenção de bater o recorde do salto mais alto de sempre, na estratosfera, irá acontecer este domingo, no inicio da manhã nos Estados Unidos, ou o meio da tarde na Europa. 

Depois de duas tentativas fracassadas, na segunda e na terça-feira, canceladas devido ao vento que se fazia sentir, a missão afirmou que uma nova tentativa será feita agora, para ver se o recorde de 52 anos, pertencente a Joe Kittinger - que faz parte desta missão - será batido. 

Coincidentemente, ou talvez não, isto vai acontecer poucas horas depois do Grande Prémio da Coreia do Sul. O que significa que pode ser um grande dia para a equipa de Salzburgo...

Para assistir a tudo, eis o site oficial do salto: http://www.redbullstratos.com/live/

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Youtube Red Bull Stratos: Na orla do Espaço


Deveria ter sido hoje, mas parece que vai acontecer amanhã devido ao mau tempo. Caso tudo corra bem, amanhã, pelas seis da manhã em Roswell, no Novo México, o saltador austriaco Felix Baumgartner, de 43 anos, saltará de uma gôndola e tentará bater o recorde de altitude, sendo a pessoa que saltou mais alto na história da humanidade, saltando a 120 mil pés, ou 37 mil metros.

O projeto chama-se "Red Bull Stratos", e a ideia é de bater o recorde de um americano, Joseph Kittinger, feito a 16 de agosto de 1960, no âmbito de um projeto militar por alturas do inicio da era especial. O "Projeto Excelsior", da Força Aérea Americana (USAF) tinha a ver com a segurança de pilotos que se ejectavam a alta altitude, através de saltos que simulavam essas ejeções.

Depois de uma primeira tentativa, em 1959, a 23.200 metros de altitude ter acabado quase mal, com Kittinger a ficar inconsciente devido às altas rotações da força G, a segunda tentativa, a 31.333 metros, corre melhor. Experimenta temperaturas de -70ºC, cai quase à velocidade do som, mas graças a paraquedas estabilizadores, o salto de treze minutos e 43 segundos corre bem e Kittinger, aparte de um inchaço na mão direita devido à ruptura de um selo de pressurização, está bem de saúde. Durante alguns meses, até que a União Soviética colocou Yuri Gagarin no Espaço, a 12 de abril de 1961, este foi onde um ser humano tinha estado mais alto.

O fato e uma réplica da gôndola estão neste momento no National Museum of the United States Air Force, e nessa gôndola lê-se "Este é o degrau mais alto do mundo". Veremos se Felix Baumgartner coloque esse degrau um pouco mais alto.