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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

A imagem do dia


Soube disto ontem à noite, bem tarde, quando voltava a casa. E a história é simples: Dale Earnhardt Jr, a sua mulher, a sua filha Isla, de um ano, e os pilotos sobreviveram a um desastre de aviação quando o seu Cessena Citation se despenhou no final da pista de Elizabethon, no Tenessee. O avião pegou fogo, mas todos conseguiram sair dele a tempo, incluindo o seu animal de estimação. O prefixo N8JR da matricula do avião era indicativo de que pertencia à JRM, Junior Motorsports, empresa de Earnhardt.

Desta vez, as coisas acabaram em bem, pois todos sobreviveram. Mas mesmo eu, que pouco liga à NASCAR, sei perfeitamente quem é Dale Earnhardt Jr. Mas também sei quem é Davey Allison e Alan Kulwicki e o horrível ano de 1993.

Kulwicki foi um "self-made man" com uma paixão pelo automobilismo. Montou a sua própria equipa, para poder competir na categoria principal da NASCAR, e em 1992, concretizou o seu sonho de ser campeão, apesar de ter ganho apenas duas provas, em Bristol e em Pocono. Sempre que vencia fazia algo que ficou para a história como o "Polish Victory Lap", que consistia em dar a volta à pista... mas ao contrário. E com um bom motivo: assim, o condutor saúda os fãs. Mas a sua consistência foi o que fez superar a concorrência. E ia a caminho disso em 1993, com um terceiro posto em Richmond, algumas semanas antes.

A 1 de abril, Dia das Mentiras, Kulwicki vinha de uma apresentação para o seu patrocinador, a cadeia de restaurantes Hooters, e ia aterrar em Knoxville, no Tennesee quando esta se despenhou devido a gelo acumulado nas asas. A morte dele, meses depois do seu triunfo na competição, deixou a competição em choque, especialmente porque alguns dias depois, iria competir em Bristol, palco da sua vitória um ano antes. Kyle Petty, um dos que competiu nesse dia, ao ver a caravana que traria o seu carro dar algumas voltas na pista até parar no lugar, que tinha uma coroa de flores em sua memória, afirmou: "Foi das coisas mais tristes que tinha visto na vida. No final, sentamos e choramos."

Quem também sentiu imenso a morte de Kulwicki foi Davey Allison, um dos seus rivais, mas do qual existia um grande respeito por ele e pelos seus feitos. Allison era um dos filhos de Bobby Allison, uma lenda da NASCAR, e ao lado do seu irmão Donnie Allison, Red Farmer e Neill Bonett, ficou conhecido como o "Alabama Gang". Aos 32 anos de idade, tinha sido terceiro classificado em 1991 e 92 - lutando pelo título com Kulwicki - mas já tinha vencido em Daytona nesse ano. E na temporada de 1993, estava de novo a lutar pelo título, tendo vencido em Richmond, e tido pódios em Martinsville, Dover e Loudon, no New Hampshire.

A 12 de julho de 1993, Allison experimentava um helicóptero Hughes 369HS, que tinha acabado de comprar - tinha decidido aprender a voar de helicóptero - e ia a Talladega para ver um teste do filho de Neil Bonnett, David. Red Farmer ia com ele como passageiro, e quando ele tentou aterrar no recinto da pista, o aparelho empinou o nariz e bateu violentamente no solo. Farmer ficou gravemente ferido e demorou algum tempo até recuperar, mas Allison, sofreu ferimentos graves na cabeça e acabou por morrer no dia seguinte.

No final dessa temporada, o campeão, Dale Earnhardt, o pai de Dale Jr, e Rusty Wallace decidiram fazer o "Polish Victory Lap", em honra de ambos, com os numeros que usavam nos seus carros: o 7, de Kulwicki, e o 28, de Allison.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Estar no topo é um esforço muito bem pago

Falar de dinheiro é uma chatice, especialmente quando este se torna escasso. Falar de salários numa altura em que muitos sonham com ele - por estarem desempregados - é quase um abuso. Mas quando se tratam de desportistas, o caso é mais interessante, especialmente para se poder comparar esta com aquela modalidade. Ver se, por exemplo, um basquetebolista da NBA ganha tão bem como, um Cristiano Ronaldo. E será que esses dois podem ser comparáveis com um piloto de Formula 1? 

Pois bem, a revista Forbes, que entende destas coisas, fez uma lista de desportistas bem pagos. E chegou a algumas conclusões interessantes. Primeiro: é nos Estados Unidos onde se paga muito bem, e segundo: não é a NBA ou o basebol que existem os atletas mais bem pagos. É no boxe, com valores que colocam qualquer um como... "pobres milionários". 

O mais bem pago nesta lista é o americano Floyd Merrywheather, cuja alcunha é... "Money", leva para casa a extraordinária quantia de 68 milhões de dólares por ano. Manny Pacquiao, outro lutador, vindo das Filipinas, é o segundo mais bem pago, com ganhos de 49,66 milhões de euros. O terceiro é um basquetebolista, que por estes dias deve estar nas nuvens: LeBron James, que com o título de campeão da NBA, com os Miami Heat, arranca rendimentos de 42,45 milhões de euros. E mesmo com uma temporada a meio por causa do "lockout"...

O primeiro futebolista na lista ainda está no "top ten" dos desportistas bem pagos. É português e chama-se Cristiano Ronaldo. O Real Madrid e os contratos publicitários subsequentes rendem-lhe por cada temporada cerca de 34 milhões de euros.

E o piloto de Formula 1 mais bem pago? É espanhol e chama-se Fernando Alonso. A Ferrari paga-lhe muito bem, com rendimentos anuais de 23,3 milhões de euros, não muito longe de Valentino Rossi e Michael Schumacher, que ganham cada um 22,43 milhões e estão no 20º lugar na lista dos desportistas mais bem pagos do mundo. Mas a matéria mostra algumas curiosidades, como o facto de um piloto da NASCAR, Dale Earnhardt Jr. (18,11 milhões), ganhar um pouco mais do que Lewis Hamilton (17,98 milhões).

Muito longe, mas ainda no "top cem" está Sebastien Löeb, o francês que vence todos os títulos desde 2004 no WRC, e é o mais bem pago piloto de ralis da atualidade, com dez milhões de euros por ano. Pode parecer uma brutalidade - em comparação, Mikko Hirvonen ganha três milhões - mas em relação às outras modalidades, poderá ser um ou dois meses de trabalho. Enfim, popularidades e gostos...