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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Extra-Campeonato: A vida continua

Todos os dois anos, sejam europeus ou mundiais, as coisas acontecem da seguinte forma: a imprensa - rádio, jornais e TV - empanturra-nos à força com um muro autêntico de noticias e anuncios sobre a seleção, até ao limite do bom senso. Na TV são diretos atrás de diretos, com os "chouriços" do costume, a perguntas às pessoas banalidades sobre "quanto é que vamos ganhar e quer e vai marcar os golos". Nas rádios, os comentaristas, que deixaram o cérebro em casa ou no hotel, gritam barbaridades antes, durante e depois dos jogos, sendo o "grau zero" alcançado quando alguém marca um golo. Agradecem aos santos e os elevam a heróis, não se coibindo de passarem por ridicularias que faziam corar qualquer estudante de jornalismo. Aliás, se este era o objetivo, pergunto-me qual é a utilidade de perder quatro anos da tua vida numa universidade, não é?

Esta é a razão pelo qual critico estas alturas: o comportamento bacoco daqueles que deveriam ser os "profissionais de imprensa" mas que na realidade quase me fazem lembrar macaquinhos de crachá.

No meio disto tudo, os jogadores são mais vítimas do que réus, porque fazem os seu trabalho e deram o seu melhor. Nestes vinte dias - aliás, um mês, se contarmos com o periodo de estágio - deram o seu melhor. Muitos passaram da depressão à euforia, especialmente depois do jogo com a Alemanha. Não alinhei nem num, nem no outro lado. Calei-me porque achei que era cedo demais e ele iria reagir, como vi que eles reagiram contra a Dinamarca e a Holanda, naquele "grupo da morte". Fizeram o seu melhor e passaram, contra todos os que achavam que iriamos ser eliminados sem apelo nem agravo.

Que podeiamos ter ido à final e levado o caneco? Claro, toda a gente esperava isso. Mas eu não tinha feito promessas de andar pelado pela rua se o conseguissem, nem iria cantar o hino bocacamente. Não iria comemorar "vitórias morais" ou segundos lugares. Apenas digo que fizeram uma campanha normal e foram o mais longe possivel. Parabéns, podiamos ter ganho, mas hoje não foi. Alguém tinha de perder e azar dos azares, foram nós.

E é como escrevo no título: a vida continua. Boa sorte aos espanhois no domingo e agora, eles que vão de férias, pois em setembro tem a qualificação para o Mundial, no Brasil. E quero que eles vão lá.

Digo outra coisa ao Cristiano Ronaldo. Gostava que não fosse obcecado com a conquista de troféus ou "canecos", quer no Real, quer na Selecção. Vai ser uma pessoa muito frustrada ao longo da vida se for obcecada com isso. Ele que goze o momento, que só faz bem para ele.

Quanto ao resto... bom, vou comprar algodões para os ouvidos. Ou tiro o som da minha TV.  

terça-feira, 26 de junho de 2012

Estar no topo é um esforço muito bem pago

Falar de dinheiro é uma chatice, especialmente quando este se torna escasso. Falar de salários numa altura em que muitos sonham com ele - por estarem desempregados - é quase um abuso. Mas quando se tratam de desportistas, o caso é mais interessante, especialmente para se poder comparar esta com aquela modalidade. Ver se, por exemplo, um basquetebolista da NBA ganha tão bem como, um Cristiano Ronaldo. E será que esses dois podem ser comparáveis com um piloto de Formula 1? 

Pois bem, a revista Forbes, que entende destas coisas, fez uma lista de desportistas bem pagos. E chegou a algumas conclusões interessantes. Primeiro: é nos Estados Unidos onde se paga muito bem, e segundo: não é a NBA ou o basebol que existem os atletas mais bem pagos. É no boxe, com valores que colocam qualquer um como... "pobres milionários". 

O mais bem pago nesta lista é o americano Floyd Merrywheather, cuja alcunha é... "Money", leva para casa a extraordinária quantia de 68 milhões de dólares por ano. Manny Pacquiao, outro lutador, vindo das Filipinas, é o segundo mais bem pago, com ganhos de 49,66 milhões de euros. O terceiro é um basquetebolista, que por estes dias deve estar nas nuvens: LeBron James, que com o título de campeão da NBA, com os Miami Heat, arranca rendimentos de 42,45 milhões de euros. E mesmo com uma temporada a meio por causa do "lockout"...

O primeiro futebolista na lista ainda está no "top ten" dos desportistas bem pagos. É português e chama-se Cristiano Ronaldo. O Real Madrid e os contratos publicitários subsequentes rendem-lhe por cada temporada cerca de 34 milhões de euros.

E o piloto de Formula 1 mais bem pago? É espanhol e chama-se Fernando Alonso. A Ferrari paga-lhe muito bem, com rendimentos anuais de 23,3 milhões de euros, não muito longe de Valentino Rossi e Michael Schumacher, que ganham cada um 22,43 milhões e estão no 20º lugar na lista dos desportistas mais bem pagos do mundo. Mas a matéria mostra algumas curiosidades, como o facto de um piloto da NASCAR, Dale Earnhardt Jr. (18,11 milhões), ganhar um pouco mais do que Lewis Hamilton (17,98 milhões).

Muito longe, mas ainda no "top cem" está Sebastien Löeb, o francês que vence todos os títulos desde 2004 no WRC, e é o mais bem pago piloto de ralis da atualidade, com dez milhões de euros por ano. Pode parecer uma brutalidade - em comparação, Mikko Hirvonen ganha três milhões - mas em relação às outras modalidades, poderá ser um ou dois meses de trabalho. Enfim, popularidades e gostos...