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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Os últimos rumores da IndyCar Racing

Esta sexta-feira, a IndyCar esteve na berra com uma quantidade de rumores. Esta noite, surgiu o rumor do despedimento de Randy Bernard, o CEO da categoria (por agora desmentido), mas poucas horas antes, outro representante da categoria teve de desmentir, em declarações à Autosport, de que estava prestes a acontecer a assinatura de um contrato onde iriam receber, a partir de 2013, uma corrida em Itália.

“Enquanto estivemos em negociações com os promotores, que querem uma corrida, todas as conversas têm sido preliminares, e não há planos de realizarmos uma corrida da Indy na Itália”, declarou esse representante à publicação britânica. Isto veio contrariar as declarações de uma das representantes, Paola Manetti, que tinha dito que a assinatura de um acordo estava iminente, e que só faltava escolher um circuito para correr, entre Monza, Mugello e Imola.

Pode até acontecer que haja o desejo de trazer a IndyCar para a Europa, mais concretamente para Itália, mas não no próximo ano.

Enquanto isso, em Indianápolis, as coisas se agitaram quando a edição de hoje do "Indianápolis Business Journal" afirmou que Randy Bernard está a negociar a sua saída da Indycar e que o seu anuncio será feito dentro de duas semanas. Uma fonte da organização já desmentiu a noticia, mas o  jornalista brasileiro Victor Martins afirma no seu blog que a saída de Bernard, a acontecer, poderá ter a ver com a oferta de Tony George, seu antecessor, de comprar a marca.

Essas noticias têm vindo a lume desde há algum tempo, mas até agora não tem resultado ainda em nada. Mas a saída de Bernard seria bem vista em algumas equipas, como a Andretti. Em suma, apesar de hoje as pessoas terem desmentido a pés juntos, o que é verdade hoje, amanhã poderá ser  uma mentira completa. 

Entretanto, duas equipas estão a negociar a sua fusão. HVM e KV Racing estão em negociações para formar uma parceria na próxima temporada, visando uma fusão para mais tarde. Assim sendo, Tony Kanaan e Simona De Silvestro podem ser companheiros de equipa no próximo campeonato. 

O dono da HVM, o britânico Keith Wiggins, confirmou as negociações, nesta sexta-feira (26), mas não deu muitos detalhes. “Não é segredo que há algumas conversas sobre colaboração, vamos colocar dessa maneira. Há muito mais equipes trabalhando juntas agora. Isso [o anúncio] vai acontecer no momento certo”, disse o dirigente à Autosport britânica.

Caso isso aconteça, isso vai fazer com que a HVM, que usou os lentos motores Lotus, pelos mais velozes Chevrolet, e a suiça De Silverstro tenha mais chances de boas classificações.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

GP Memória - Grã Bretanha 1952

Duas semanas depois da Formula 1 ter estado em Rouen, estes atravessavam o Canal da Mancha para correr no GP da Grã-Bretanha, no circuito de Silverstone, onde a grande novidade nas equipas de fábrica era que o francês Jean Behra tinha fraturado a clavicula num acidente em Sables D'Olonne, numa prova extra-campeonato no norte de França. Assim sendo, para o seu lugar na equipa Gordini veio o seu compatriota Maurice Trintignant.

Ao todo, para a corrida britânica, estavam inscritos 32 carros. Nas outras equipas de fábrica não  existiam novidades em relação à corrida anterior: na Ferrari estavam Alberto Ascari, Nino Farina e Piero Taruffi, na HVM estavam Peter Collins, Duncan Hamilton e Lance Macklin. A Connaught inscreveu quatro carros com motor Lea-Francis para quatro pilotos britânicos: Ken Downing, Dennis Poore, Eric Thompson e Kenneth McAlpine.

Para além dos três Ferraris oficiais, havia também mais quatro inscritos em equipas privadas: duas da Ecurie Espadon, para os suiços Peter Hirt e Rudi Fischer, e dois privados, inscritos por Peter Whitehead e Roy Salvadori. Quatro Maserati estavam presentes na prova britânica: duas delas inscritas pela brasileira Escuderia Bandeirantes, para o brasileiro Gino Bianco e o uruguaio Eitel Cantoni, e outros dois da Ecurie Platé, para o suiço Toulo de Grafenried e o americano Harry Schell. 

Havia seis Cooper-Bristol, guiados privadamente pelos britânicos Mike Hawthorn, Reg Parnell, Alan Brown, David Murray, Eric Brandon e o australiano Tony Gaze, enquanto que Stirling Moss participava num ERA. Na Gordini, para além de Trintignant, corriam também o francês Robert Manzon e Bira, o principe tailandês.

Havia um Alta inscrito, para Graham Whitehead, irmão de Peter, um Simca-Gordini, que seria corrido por Johnny Claes, um Frazer-Nash com motor BMW, inscrito por Tony Crook, um Aston-Buttleworth inscrito por Bill Aston, uma criação própria, em colaboração com o irlandês Archie Buttleworth.

Na qualificação, os Ferrari foram obviamente os melhores. Nino Farina fez a pole-position, seguido por Alberto Ascari e Piero Taruffi. Robert Manzon foi o quarto, no seu Gordini, enquanto que Ken Dawnling foi quinto no seu Connaught. Os Cooper-Bristol de Reg Parnell e Mike Hawthorn foram sexto e sétimo, respectivamente, enquanto que Dennis Poore e Eric Thompson foram oitavo e nono nos seus Connaughts. O principe Bira fechou o "top ten" no segundo Gordini.

A corrida começou com os Ferrari a liderarem, numa luta entre Ascari e Farina. Atrás, Taruffi tinha feito uma má largada e estava atrás das máquinas inglesas, tendo dificuldades para os passar o mais rapidamente possível. Quando o conseguiu, já os seus companheiros de equipa tinham se afastado o suficiente para que a vitória fosse discutida entre os dois. Atrás deles estavam o Connaught de Poore e o HVM de Hawthorn.

Mais ou menos a meio da corrida, Farina começa a ter problemas de ignição e encostou às boxes. Verificou-se que era um problema de velas, e estas foram devidamente substituidas. Mas quando voltou à pista, o carro nunca funcionou propriamente e ficou-se no meio do pelotão, atrás dos Cooper, HVM e dos Connaught. Isso fez com que Ascari estivesse mais à vontade na liderança e Taruffi subisse ao segundo posto, seguido de Poore.

Pouco depois, o piloto do Connaught teve de parar para reabastecer, sendo que Hawthorn ficou com o terceiro posto.

Mas até à meta, não houve mais novidades sendo que, ao fim de 85 voltas à pista, Alberto Ascari vencia pela terceira vez naquela temporada, dando uma volta ao segundo classificado, Piero Taruffi. Mike Hawthorn era o terceiro, o seu primeiro pódio na sua terceira corrida da sua carreira, e o primeiro de um Cooper. Dennis Poore foi o quarto, na sua estreia na Formula 1, e a fechar os pontos ficou Eric Thompson, noutro Connaught, que também se estreava a nível oficial. Iria ser o seu único Grande Prémio da sua carreira.