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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Rumor do dia: Oliver Quesnel a caminho da Lotus?

Digamos que o rumor não é de ontem, já tem umas semanas, para ser honesto. Só que também se falava da hipótese de Martin Withmarsh tentar a sua sorte na Lotus-Renault, e era uma ideia plausível. Mas esta terça-feira, o Joe Saward fala nessa hipótese, logo, podemos acreditar que este rumor têm plausibilidade.

Aos 63 anos de idade, Olivier Quesnel está neste momento a fazer trabalho de consultadoria na JN Racing, que colabora com a OAK Racing para construir carros da Endurance, depois de ter saído da Peugeot em 2012, findo o seu envolvimento na Endurance, após a casa-mãe ter decidido fechar a torneira, após os largos prejuízos que teve em termos de vendas de automóveis. A ser verdade, isto significará que poderá ser um francês a substituir outro francês, Eric Boullier, que saiu no inicio do ano para rumar à McLaren para ser o seu diretor, no lugar de Martin Withmarsh.

Neste momento, o lugar de Boullier é ocupado provisóriamente por Gerard Lopez, da Genii Capital.

A carreira de Quesnel comoeçou em 1966, sendo primeiro navegador, e depois piloto de competição. No inicio dos anos 70 encerrou a sua carreira para ajudar o seu compatriota Patrick Tambay e em 1978, foi para a Simca para cuidar da sua equipa de corridas, para dois anos depois, esta se ter unido à Peugeot Sport, comandada então por Jean Todt. Ficou por lá até 1984, altura em que foi trabalhar num negócio de manutenção de automóveis chamado Metal 5. Lá ficou até 1992, ao mesmo tempo que ajudava no grupo empresarial Michel Hommell, que tinha publicações na área desportiva. Depois, em 1993, ajudou a criar a marca de automóveis Hommell, na Bretanha, que fabricou mais de 300 exemplares antes de fechar, em 2003.

A partir daí, foi recrutado para a Citroen, no intuito de substituir Guy frequin, que se retirava de cena, mas cedo foi recrutado pela Peugeot para ajudar na sua aventura em Le Mans, onde alcançou a vitória na edição de 2009, ao mesmo tempo que na marca do "double chevron", vencia os títulos de pilotos e construtores, graças a Sebastien Löeb.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Noticias: Ex-patrão da Citroen critica decisões do seu sucessor

Os resultados desportivos da marca PSA, que agrupa Peugeot e Citroen, até podem ser positivos no cômputo geral, mas em certos aspetos são passiveis de critica, especialmente quando as derrotas tem algum estrondo, como aconteceu com as 24 Horas de Le Mans. Mas aparentemente, até a maneira como a Citroen lida com os seus Sebastiões é motivo de alguma critica, mesmo sabendo que os resultados são bons.

Isso vem a propósito das mais recentes declarações do antecessor de Olivier Quesnel na Citroen/Peugeot. Guy Frequin, ex-piloto de ralis nos anos 70 e diretor da Citroen Sport entre 1989 e 2007, foi bastante duro com Quesnel, que depois de ter sido derrotado nas 24 Horas de Le Mans pela Audi, viu os seus dois pilotos do WRC se digladiarem pela vitória no Rali da Grécia, colocando em risco os interesses da própria equipa na luta pelo campeonato de Marcas. Em declarações à Motors TV, ele afirmou que a andar daquela maneira, era fácil ter havido problemas:

"Pessoalmente não teria gerido a questão da mesma forma, porque considero que dirigir um rali desta forma é um grande risco para a Citroen, e também para os pilotos, porque olharam somente pelos seus interesses, ao invés de fazerem o mesmo pelos interesses da Citroen o que não me parece uma boa solução.", começou por dizer.

"Ficamos com a impressão que ele (Quesnel) não tem autoridade sobre os pilotos, que fazem o que querem. Um jovem como Sébastien Ogier nunca poderia ter um contrato de equidade com Sébastien Löeb. Esse foi o grande erro de Quesnel. Vejam a quantidade de erros que já cometeu Sébastien Ogier este ano, o que me faz parecer que tem ainda muito a aprender, pois para vencer um rali há que terminá-lo primeiro. Desta feita foi bem sucedido, mas antes já cometeu demasiados erros. Ogier tem potencial para ser campeão nos próximos anos, mas precisa atrás de si uma liderança forte. Teria sido mais simples esperar pela retirada de Löeb para dar carta branca a Ogier, mas para isso é preciso autoridade, e ser competente na gestão da equipa.", concluiu.

É óbvio que Frequin falou sobre a dupla oficial nos ralis, mas provavelmente não se deve ter esquecido dos eventos em Le Mans, não só agora, mas por exemplo os eventos do ano passado, onde os Peugeot desistiram, um a um, de forma desnecessária, dando uma vitória de bandeja à Audi. Para além de outras coisas mais, como por exemplo, as razões ainda por explicar sobre os "serviços minimos" a Pedro Lamy no carro deste ano...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

As polémicas sobre as táticas nos ralis

Nos tempos mais recentes, o assunto mais polémico no Mundial WRC são as táticas nas classificativas. Desde que se descobriu que os pilotos que abrem na frente no dia competitivo perdem tempo em relação aos pilotos que estão atrás de si, ao ponto de se perder um minuto em certos casos, que os pilotos das duas equipas de fábrica presentes, Ford e Citroen, andam a "artificializar" as classificações gerais nos primeiros dias do rali, falseando de uma certa forma o espirito da competição. Assim sendo, tenta-se desde há algum tempo moralizar esse assunto, sem grandes resultados.

Assim sendo, começa-se a instalar algum mal-estar entre os pilotos e este já começam a falar que o atual sistema, onde no primeiro dia de prova os carros passam pela mesma ordem da classificação no campeonato, passando nos dois dias seguintes a correr-se pela ordem competitiva do dia anterior, seja alterado.

"Atualmente é simplesmente aborrecido. Nao foi por isto que eu vim para os ralis. Quero pilotar a fundo desde o início, não quero estar a pensar em abrandar, isto é uma competição, é suposto pilotarmos o mais rápido possível", começa por afirmar o norueguês Petter Solberg em declarações à Autosport britânica.

"Para mim, a forma de resolver isto é fazendo um sorteio. Pomos 15 números num chapéu e os 15 primeiros tiram um número à vez. Esta é forma mais justa, não é? Quer dizer, por vezes, teremos azar e tirar o número 1, mas isso não é algo que vá acontecer sempre. Penso que os pilotos pensam todos assim. Deveriamos fazer isto no dia anterior a cada dia de competição, dessa forma todos iríamos pilotar a fundo e ninguém se poderia queixar. Não precisamos de inverter os 15 primeiros, basta tirar números à sorte - dessa forma, estes jogos estúpidos vão parar e podemos voltar ao desporto. E vamos ter de tomar essa decisão depressa", finalizou.

A questão das táticas é abordado pelo diretor da Citroen Sport, o francês Olivier Quesnel, de uma forma interessante: "Tendo em conta a ordem de partida de Loeb e Hirvonen neste Rali da Jordânia, sabíamos que muito provavelmente só o Ogier e o Latvala iriam lutar pela vitória, por isso há que alterar as regras, de modo a que mais pilotos possam ter a possibilidade de lutar pelas vitórias nos ralis, sem que existam outras razões que o impeçam. Se queremos que o campeão seja o mais rápido de todos, e que os pilotos andem sempre no máximo das suas possibilidades, há que inverter a ordem de partida para os troços dos homens do WRC. É fácil de o fazer.", referiu.

Que não haja dúvidas que a questão das táticas de equipa será provavelmente a questão mais pertinente do atual panorama dos ralis. É incomodativo, no mínimo, e adultera um pouco o espirito dos ralis. Tendo a FIA agora homens dos ralis à sua frente, como Jean Todt e Michele Mouton, e como agora a FIA quer alterar os ralis no sentido de recuperar alguma da essência que tinha nos anos 80 e 90, alterar o sistema de largada para um sorteio puro, como sugere Petter Solberg, seria uma forma de solucionar a questão, e acrescentaria mais imprevisibilidade nos ralis. E seria provavelmente um regresso ao "back to the basics" que esta direção da FIA pretende fazer.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Löeb vs Ogier: os pilotos Citroen em rota de colisão

"Desde que Sebastien Ogier se juntou à equipa oficial da Citroen no inicio desta temporada que se falava na hipótese de dois bons talentos, do mesmo pais e com idades diferentes - Ogier tem 27 anos, Löeb anda pelos 37 -, poderiam causar tensões entre si nessa equipa. Esperava-se que tal pudesse nem acontecer durante esta temporada, dada a ideia de que Löeb estaria a preparar a sua retirada dos ralis com mais um título no bolso, mas aparentemente, e a acreditar no que vêm na imprensa especializada em terras francesas, essas tensões já começaram. A razão para isso foram uma série de incidentes que aconteceram, quer no México, quer agora em Portugal.

Segundo diz esta quinta-feira na Autosport portuguesa, a crispação já começa a ser grande entre os dois e já vem desde a prova anterior, o Rali do México. Aparentemente, no final do segundo dia da prova, Olivier Quesnel deu ordens para que os dois pilotos, que na altura lideravam o rali, mantivessem as posições até ao final da prova, algo que Löeb recusou, pelo fato de nesse dia estar atrás de Ogier e o piloto vindo da região da Alsácia querer vencer a prova para diminuir a diferença que tinha sobre Mikko Hirvonen na classificação geral.

Assim sendo, Löeb atacou Ogier, aumentando o ritmo e forçando-o a cometer um erro que lhe custou no mínimo o segundo lugar da classificação geral, mas deu a vitória que o piloto da Alsácia procurava. Quando questionado sobre o que se passara, Ogier respondeu com um enigmático: 'Um dia falarei sobre o Rali do México.'

Agora em Portugal, as coisas pareciam ir pelo mesmo caminho, mas aqui, Ogier já tinha uma vantagem maior sobre Löeb no inicio da segunda etapa, de quase trinta segundos. Löeb tentou aplicar a mesma receita do México, mas um pequeno incidente numa das classificativas, Vascão 1, quando Mikko Hirvonen se atrasou devido a um furo, voltou à estrada mesmo à frente de Löeb. Zangado como raramente se tinha visto, no final dessa etapa bateu na traseira de Hirvonen, queixando-se que o finlandês 'arrancou oito segundos à minha frente e fui o resto do troço no pó do seu carro'. Desta forma, Ogier cavou uma grande diferença para o piloto da Alsácia, no qual depois só teve de gerir até ao final, vencendo pela primeira vez em 2011.

Sendo os rumores verdadeiros ou não, aparentemente só os homens da Citroen sabem ao certo o que se passou, mas para a história ficam as declarações de Quesnel: 'O que aconteceu no Rali do México é passado, mas o que se diz não é verdade.' Mas por muito que se desmintam, parece evidente que as coisas estão crescentemente a ficar azedas. E somente estamos a caminho da quarta etapa da temporada..."

Eis algo que publiquei esta noite no site Pódium GP. Aaprentemente, as tensões entre os Sebastiens, Löeb e Ogier, que muitos achavam que poderia acontecer durante a temporada de 2011, explodiram um pouco mais cedo do que se esperava. Talvez daí se explique algo que é raro em Löeb, que é o de se zangar com outras pessoas sobre algum incidente de corrida. É certo que depois reconheceu que tinha cometido um excesso e pediu desculpa a Hirvonen.

Mas é aparente que a tensão entre os dois pilotos está instalada e muitos já comparam com o duelo entre Ayrton Senna e Alain Prost, na McLaren, ou mais recentemente, entre Jorge Lorenzo e Valentino Rossi na Yamaha. Será que vai ser assim em 2011, nos lados da Citroen? E se tudo isto que foi dito for verdadeiro, como irá acabar?

sábado, 26 de março de 2011

Noticias: Agitação na Siria coloca Rali da Jordânia em risco

De facto, a agitação no Médio Oriente está a estragar o calendário desportivo e automobilistico de 2011. Depois das agitações sociais no Bahrein, que levaram ao cancelamento do Grande Prémio, que seria a prova de abertura do Mundial de Formula 1, o Rali da Jordânia, quarta prova do ano, está em risco devido à agitação social... num dos seus vizinhos. A Siria, para ser mais exato.

O pais dos Assads tornou-se no mais recente de uma lista já longa, a agitar-se. Durante a semana, os confrontos em Deraa, no sul do pais, causaram mais de 75 mortos entre a população e as forças de segurança. Detenções e disparos indiscriminados na população fizeram com que as multidões saissem à rua num numero cada vez mais crescente, e já chegaram a Damasco. O regime já fez algumas promessas de reforma e abertura politica, bem como o fim do estado de emergência.

E porquê é que isto pode afetar uma prova noutro pais? Porque a Siria é a rota mais curta e menos trabalhosa para que os carros chegem à Jordânia e o rali possa ser realizado na data prevista, entre 14 e 16 de abril, nas margens do Mar Morto. Preocupados com a situação, as equipas reuniram-se de emergência esta noite, em Faro e a hipótese de um cancelamento puro e simples esteve em cima da mesa.

E o diretor da Citroen, Olivier Quesnel, defende isso: "Para mim, acho que passar por países com grandes problemas... não é pelo fato de que isso é perigoso, não acho que devemos correr enquanto eles têm esses grandes problemas, seria insensível e imoral. Eles [a FIA] podem decidir isso muito em breve, eles apenas têm de dizer que está acabado.", afirmou, em declarações captadas pelo site brasileiro Grande Prêmio.

Contudo, o delegado da FIA presente em Portugal, o finlandês Jarno Mahonen, afirmou cauteloso que a situação está a ser acompanhado para saber se as condições se mantêm nas próximas horas ou dias, antes de se avançar para qualquer decisão dessa natureza. "A decisão será tomada por nós. Claro que nós estamos investigando a situação. Parece tudo bem na Jordânia, mas nós estamos fazendo uma investigação sobre a Síria e teremos uma atualização nesta tarde", afirmou.

"Como organização desportiva, você não pode simplesmente cancelar um evento. Nós precisamos de evidências de que isso é inseguro e nós vamos discutir isso com as equipes", acrescentou.