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domingo, 28 de abril de 2024

Youtube All-Terrain Video: Tesla Cybetruck no seu terreno

O Tesla Cybertruck é um todo o terreno que é, no mínimo, invulgar. Aqueles ângulos são estranhos e dos que já receberam os primeiros exemplares, as queixas são muitas: desde corrosão prematura até peças mal montadas, de tudo tem um pouco. E nem falo do alcance, que dependendo do dia e do tempo, poderá ser mais curto que julgam.

Hoje, mostro um vídeo onde o Top Gear mostra o Tesla Cybertruck no seu elemento. E contra outro todo-o-terreno elétrico: o Rivian R1T. 

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Youtube Motoring Vídeo: um teste ao Rivian R1T

 Há muito "hype" sobre o Rivian R1T, o "pickup" elétrico feito pela Rivian, do qual se espera que temha um alcance superior a 650 km - pelo menos na versão dos 180 kW - e que começou a ser fabricado este ano na fábrica que a marca têm em... Normal, Illionis. Ou seja, algo do qual o Tesla terá de ser muito melhor, na sua versão Cybertruck. 

E foi por causa disso que o pessoal do Fully Charged foi experimentar um jipe que comparam... a um canivete suíço!


terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Youtube Automotive Video: A ascensão da Rivian

Como é que a segunda companhia de automóveis mais valorizada da bolsa é de uma marca que comercializou. até ao momento... 1500 carros? A resposta é: expectativas. E são imensas. E a tendência atual é todos com dinheiro para investir na Bolsa quererm ter ações numa marca de automóveis elétricos. E com a Tesla a valorizar bastante, as pessoas correr para o "next big thing", e há dois: Rivian e Lucid. 

O primeiro, faz veículos todo-o-terreno e SUV's, e o segundo, veículos de luxo cuja autonomia das baterias já está a aproximar-se dos mil quilómetros. E apesar da pouca quantidade de carros que já entregaram, tem dezenas de milhares de encomendas, fábricas novas a serem construídas, e milhares de milhões de dólares em caixa. São o futuro e sabem disso. Tanto que as "legacy brands", as marcas tradicionais, tem quotas nessas marcas e já promoveram acordos de transferência de tecnologia para equipar os seus modelos e "cortar caminho" na electrificação.  

E é sobre uma das marcas, a Rivian, que o Donut Media falou ontem, através do Nolan Sykes

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Youtube Automotive Video: A ascensão da Rivian

O pessoal da Donut Media chama de "Cybertruck, mas em realidade", e apesar de só terem entregue 1500 exemplares e custar 70 mil dólares a versão R1T,  poderá ser provavelmente o equivalente ao que foi o Tesla Model 3 em 2010, quando foi lançado: um carro que mude o panorama dos automóveis elétricos na América, e acelere a transição energética.

E é sobre isso que se trata do mais recente video desse canal do Youtube. 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Youtube Offroad Video: As qualidades do Rivian

As qualidades do RivianR1T, o jipe elétrico, estão a deixar muita gente espantada. Recentemente, um desses carros resolveu enfrnetar o Hell's Gate, em Moab, no Arizona, uma passagem bem complicada para carros de todo o terreno, e este exemplar, com tudo vindo de fábrica, conseguiu superar este obstáculo, graças ao seu torque - tem um motor em cada uma das suas rodas, por exemplo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Youtube Motoring: Uma visita à Rivian Electric

A Rivian está a ter agora um "buzz" semelhante à Testa teve há uns tempos. E ainda não começaram a vender os seus todo-o-terreno de luxo, o R1T e o R1S. Fundada em 2009, e comandada por Robert Scaringe, tem andado a desenvolver os DUV's que vemos agora, e que foram apresentados ao público em 2018. Os carros serão produzidos em Normal, Illinois, numa antiga fábrica da Mitsubishi, e entre os seus investidores estão a Amazon, que decidiu colocar 700 milhões de dólares das suas finanças para a marca, e a Ford, que colocou mais 500 milhões.

Assim sendo, o pessoal do Fully Charged foi à sede e falar com Scaringe sobre o que vão ser estes carros, do qual tudo indica que começarão a ser comercializados em 2020.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

A ascensão da Rivian e a parceria com a Ford

Que os carros elétricos vieram para ficar, isso é um facto, por muitos que se riam ou fiquem zangados. A Tesla não é a única que está a agitar as coisas, e os factos estão a provar que Elon Musk e os seus engenheiros são pessoas muito mais sérias que esperavam os céticos e aqueles que apostaram no fracasso desta tecnologia.

As marcas que conhecemos estão a começar a apostar a sério na eletricidade, uns porque o mercado ou a politica os força a isso, outros porque uma nova geração está no poder e saber que aquele é o caminho. Pelo menos o mais veloz, porque outros são ou demasiado complexos, ou já foram ultrapassados pelas circunstâncias.

Contudo, desde o final do ano passado que uma outra marca americana está a aparecer nas noticias, com força: a Rivian. Sediada nos Estados Unidos, andou nove anos a construir dois modelos de pickup elétricos num país onde eles são reis: o R1T e o R1S, o primeiro uma carrinha de caixa aberta, o segundo inspirado nos Range Rover. Ambos estarão à venda em 2020, serão fabricados no Illinois e terão baterias com autonomia de 400 milhas, cerca de 640 quilómetros. E desde que foi apresentado, a Rivian tem anunciado que anda a recolher dinheiro de entidades como a Amazon e agora, a Ford. A marca da oval anunciou esta semana que vai investir 500 milhões de dólares e vai ajudar a montar um carro elétrico para a marca fundada por Henry Ford.

RJ Scringe, o fundador da marca, comentou sobre o evento:

"Esta parceria estratégica é outro marco importante em nosso esforço para acelerar a transição para a mobilidade sustentável. A Ford tem um compromisso de longa data com a sustentabilidade, com Bill Ford sendo um dos primeiros defensores do setor, e estamos entusiasmados em usar nossa tecnologia para colocar mais veículos elétricos na estrada.

Bill Ford, presidente executivo da Ford, também comentou sobre o investimento:

Estamos empolgados em investir e fazer parceria com a Rivian. Conheci e respeito o RJ partilhamos o objetivo comum de criar um futuro sustentável para nosso setor por meio da inovação". 

Apesar disso, a parceria não abrange dois dos modelos mais emblemáticos da marca: o F-150 e o Mustang, do qual a Ford afirma estarem a ser feitos modelos elétricos, mas de forma independente.

A Rivian deseja fazer até 250 mil modelos dos seus carros elétricos todos os anos, e a Ford poderá dar uma ajuda nesse campo.

O facto de haver parcerias em marcas de raíz elétrica na América até tem de fazer sentido por causa de outros mercados, como a China. O país fez em 2018 cerca de um milhão de modelos elétricos e é um marcado cada vez mais em ascensão, pois tem mais de duas dezenas de marcas a apostar totalmente na propulsão elétrica e ameaça tomar conta do mercado de automóveis mundial, caso este seja lento a fazer a sua transição para os elétricos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

A implosão do carro a gasolina vai ser mais veloz que se imagina

Por estes dias de revolução automóvel, ando a ver frequentemente alguns canais do Youtube que falam sobre a electricidade e como esta revolução poderá alterar o mundo em que vivemos, como a entrada de várias tecnologias no passado alteraram as nossas vidas desde finais do século XIX. Primeiro, o telefone, depois o automóvel - o com motor de combustão interna (MCI) - depois, o rádio, a televisão a preto e branco (e a cores), o computador, a Internet, o telemóvel, etc... até aos dias de hoje.

O automóvel elétrico deverá ser aquilo que foi a televisão a cores em meados dos anos 70, inicio dos anos 80: uma melhoria na qualidade de vida, e como mais é melhor. E claro, calhou na mesma altura em que surgiram as primeiras consolas de jogos - no meu caso em particular, o ZX Spectrum, do Clive Sinclair. Mas se já vemos nas estradas os Tesla, os Renault Zoe e os Nissan Leaf, por estes dias sabemos que os chineses vêm aí em força, os coreanos estão a fazer versões elétricas dos seus carros, e nos Estados Unidos, uma nova marca, a Rivian, apresentou não um, mas dois todo-o-terreno, na linha de um Range Rover, mas pode ser o principio da electricidade num campo dominado por veículos a Diesel vindos das "Big Three" americanas.

Ontem, via o video de um dos canais do qual sou subscritor, o "Now You Know". É americano, com uma dupla pai-filho, já falei sobre eles no passado, quando fizeram uma série de videos sobre o futuro dos carros elétricos e autónomos. De como essa revolução poderá acabar com os parques de estacionamento tal qual como conhecemos, por exemplo, e como poderemos nem ter uma explosão de automóveis nas estradas, porque iremos aprender a partilhar os nossos carros com outros, quando eles estão parados, mediante um certo valor.

Pois bem, no video que vi ontem, eles falam de um artigo escrito por Ross Tessian no site Seeking Alpha, onde ele fala sobre a implosão dos três construtores americanos e de algo que chama de "oil glut" dentro de cinco anos, devido à excessiva oferta de petróleo, que fará descer os preços do barril de ouro negro a níveis muito baixos, mesmo que os países produtores cortem com a produção. Ele fala que em 2025, ou seja, dentro de sete anos, as vendas de automóveis a combustão interna cairão para metade do que são atualmente. E não se fala apenas de carros individuais, fala-se, por exemplo, de transportes públicos. 

Acho que temos a certeza que provavelmente, muita gente comprou ou detêm o seu último carro a combustão interna, e dentro de dois, quatro ou seis anos, quando quiserem trocar de carro, irão para um elétrico. Não só eles estarão mais baratos, em novos, como também os usados, que irão aparecer em força, também serão mais baratos. E ele fala que em 2031, dentro de treze anos, poderão estar a circular 1,2 mil milhões de automóveis elétricos nas ruas um pouco por todo o mundo. As mais recentes previsões apontam isso para... 2051, ou seja, daqui a 33 anos. O "futuro distante" está a se aproximar a uma velocidade vertiginosa.

Aliás, já se fala em 2019, nos Estados Unidos, que quando as frotas largarem os seus Tesla Model S para compara carros novos, estes estarão à venda por cerca de 30 mil dólares, o equivalente a um Model 3 novo, mesmo com o nível de equipamento básico, mas com autonomia de 300 quilómetros.

Em paralelo, soube-se recentemente que a circulação atual de três milhões de automóveis elétricos nos Estados Unidos, China e Europa fazem com que não se consumam 250 mil barris de petróleo por dia, e a este ritmo, dentro de cinco anos, isso poderá chegar a um milhão. E no ritmo de produção, haverá tanto crude à disposição que o preço despenhará de novo. E só se cortar na produção é que poderá haver uma constante nos preços, mas as consequências de cortar na produção são fortes. Por exemplo, nos Estados Unidos, onde o "shale oil" vindo de estados como o Oklahoma ou o Nebraska, e produzidos por pequenos produtores, poderão falir porque dependem do preço do crude a determinado preço. E se estiver a 40 dólares, como esteve em 2015, poucos sobrevivem.

Assim sendo, eles falam até de um equivoco: com a troca dos carros a gasolina por elétricos dentro de cinco anos, existirão muitos carros a gasolina baratos para as pessoas comprarem. Mas esses carros precisam de reparações, e os mecanicos de automóveis irão prosperar com esses carros na oficina. Mas isso poderá ser um último "hurra" desses mecânicos, porque como os elétricos terão muito menos manutenção - muito menos peças móveis, não há trocas de óleo, correias de motor, entre outras coisas - boa parte dessas oficinas fecharão quando os carros a gasolina começarem a escassear. E mais: as regulamentações nacionais, que restringirão a circulação desse tipo de carros nos centros das cidades, farão o que estão a fazer aos fumadores hoje em dia. Como não podem fumar dentro de espaços fechados, são obrigados a fumar lá fora, e isso os faz sentirem cada vez mais desconfortáveis. E ninguém gosta de ser o mau da fita...

Em suma, o "futuro distante" é já ao virar da esquina. Aos que dizem que essas coisas só acontecerão depois de morrer, como dizem agora os da geração do meu pai, provavelmente verão essa revolução ainda no seu tempo de vida. É certo que os carros elétricos são agora caros - o preço do Modelo 3 em Portugal será muito alto (60 mil euros, para começar) devido aos impostos, mesmo com o beneficio de 2500 euros na compra de um elétrico novo - mas quando os usados valerem vinte mil e menos que isso, quando a quota for já grande - este ano vai ser de cinco por cento, com previsões do quádruplo em 2021 - aí sim, o elétrico será uma alternativa bem viável e bem credível.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A ascensão do "pickup" elétrico

Nos Estados Unidos, o carro mais popular é o jipe. E não é o "Jeep", mas sim o "pickup", uma combinação entre o jipe e o camião, que não só têm espaço para levar quatro ou cinco passageiros, como também têm a capacidade de levar carga numa carrinha de caixa aberta. Pickups como o Ford F150 são dos carros mais populares nos Estados Unidos, mesmo que a tendência seja os SUV's, carros que não tem mais do que uma suspensão mais alta para poder passar em todos os tipos de terreno.

Mas há um grande defeito nestes carros: quase todos são propulsionados a Diesel, um combustível que, sendo mais barato que a gasolina, é bem mais poluidor. Contudo, isso poderá estar a mudar. E não falo da Tesla, que pensa em colocar no mercado o seu pickup elétrico algures na próxima década. Outros estão a seguir o caminho. E não falo dos "big three", Ford, Chrysler e General Motors. Falo de start-ups como a Rivian, que por estes dias mostrou o seu R1T, o seu pickup elétrico que afirmam ter uma bateria com uma autonomia de 400 milhas, ou 640 quilómetros.

De acordo com a marca, o R1T acelerá dos 0 aos 100 em meros três segundos, e sete para chegar aos 160 km/hora (as cem milhas por hora), tudo numa bateria com 180 kWs de capacidade, aquela que dará os 640 quilómetros de autonomia. Mas também terá mais dois tipos de bateria, uma de 105 kWs, com uma capacidade de 230 milhas (cerca de 350 quilómetros) e outra de 135 kWs, com uma capacidade de 300 milhas (480 quilómetros). Tudo isto estará disponível a partir de finais de 2020, mediante um pagamento inicial de mil dólares, pois o pickup custará cerca de 61.500 dólares. 

É óbvio que no papel, as coisas são muito boas, e o pickup parece ter bom aspecto. Mas como diz o artigo na Road and Track, uma startup automobilistica construir e colocar o seu produto no mercado é uma tarefa difícil, senão monstruosa.

"[Construir um automóvel] é difícil. Há uma razão pela qual as montadoras iniciantes têm uma taxa de sucesso baixa. As barreiras à entrada na indústria automobilística são enormes e, como a Tesla demonstrou, projetar e projetar um veículo atraente é apenas o começo de uma batalha que se torna muito mais complexa à medida que a produção aumenta.

A Rivian terá sucesso? Nós vamos ter de esperar para ver. No mínimo, o R1T é um exercício impressionante, demonstrando as vantagens de design de uma plataforma EV num segmento automóvel que demora a adaptar-se à propulsão elétrica", escreve a revista acerca do Rivian.

É verdade. Não há neste momento qualquer pickup elétrico à venda neste momento nos Estados Unidos. Nem um para amostra, daqueles luxuosos, elitistas e caros como muitas das vezes existem. Há o Modelo X da Tesla, mas é mais um SUV de classe alta do que outra coisa. E estão mais concentrados no modelo 3, que agora começa a ser o sucesso de vendas que todos desejavam. Só em 2018, já vendeu 58 mil unidades e há quem aposte que será o carro mais vendido nos Estados Unidos em 2019, altura em que começará a ser vendido na China e na Europa, onde também há muita procura desse carro.

Mas como já foi dito acima, a Tesla é neste momento um caso isolado. Há as marcas na China que estão a aparecer - NIO, BYD, entre outras - mas estão dez anos atrasadas em relação à companhia de Elon Musk. E outros projetos como a Lucid e a Faraday Future, andam aos soluços, e no caso da Faraday, está falida. Mas os elétricos vendem-se e a prova disso é a quota de mercado que ganham ano após ano. 2018 ainda não acabou e já bateu recordes de vendas, e muitos presumem que 2019 será ainda melhor.

Quanto aos pickups elétricos, há muitos projetos que ainda estão a ser desenvolvidos, como a Bollinger, por exemplo. O potencial está lá, pois se aparecer um ou mais desses modelos à venda, e vencer as resistências e relutâncias, poderá fazer com que os carros movidos a electricidade seja algo irreversível, dentro de cinco anos.