sexta-feira, 6 de novembro de 2026

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Neste fim de semana que aí vem, a MotoGP está no Qatar para mais um Grande Prémio, e está a ser marcado pelo boicote da Yamaha à pista, alegando razões de segurança. Quer eles, quer a Yamaha, quer a  equipa satélite, a Pramac, decidiram ir contra as exigências da Liberty Media, e esta já ameaçou aplicar sanções contratuais e desportivas sobre a marca faltosa.

Mas gente como Marc Marquez, um dos melhores pilotos da história, não esconde que estar ali tira-lhe o sono: "Quero dizer, gostaria de estar noutro lugar, mas foi por esse motivo que apanhei o voo mais tardio possível e vou partir no voo mais cedo possível", afirmou Marc Márquez, na conferência de imprensa pré-corrida. "Mas estamos aqui, preparados para correr e totalmente concentrados.".

Até agora, está tudo a correr bem, e Márquez precisa de somar mais 30 pontos do que o seu principal rival na luta pelo título, o seu compatriota Jorge Martín, ao longo deste fim de semana. Terá também de ganhar terreno suficiente ao italiano Marco Bezzecchi para garantir o seu décimo título mundial já no domingo à noite.

Quanto à Formula 1, no fim de semana do GP do México, a Liberty Media enviou uma mensagem às equipas a reiterar a intenção de concluir o campeonato no Qatar e em Abu Dhabi. A organização da F1 considera que, nesta fase, não existem motivos para mudar os seus planos, uma vez que as recomendações de viagem e a situação dos seguros não se alteraram desde maio. Para além disso, também pediam confiança na avaliação da F1 e da FIA e a manutenção da posição pública expressa nas últimas semanas, evitando declarações excessivamente críticas. 

Quanto aos pilotos, por agora, essa ideia não está a passar pela cabeça. Pelo menos, não publicamente. Mas estão atentos, e sempre que perguntam sobre o assunto, não deixam de ter declarações que vão desde a prudência até à preocupação.

Carlos Sainz Jr, que para além de ser piloto da Williams, é o presidente da Grand Prix Driver Association (GPDA), revelou algum desconforto quando questionado sobre a ida ao Médio Oriente:

“Acho que parecem muito convencidos de que o projeto vai avançar. Pessoalmente, e não falando em nome da GPDA, acho que é muito difícil estar convencido neste momento. Ainda há acontecimentos a decorrer no Médio Oriente e, obviamente, há também eleições que vão realizar-se nos EUA, bem como acontecimentos na esfera política mundial que poderão afetar o próximo mês e meio de forma muito repentina.”, comentou.

Max Verstappen, comentado sobre este tema no motorsport.com, afirmou: “Também depende um pouco do que eles possam garantir em termos de segurança e do que acontecer nas próximas semanas. Pode-se dizer agora que se está disposto a ir para lá, mas não se sabe o que vai acontecer na próxima semana, porque a região, obviamente, ainda não está totalmente estável.”

Já não falta muito tempo: pouco mais de duas semanas para a prova do Qatar, à qual se segue o GP de Abu Dhabi. Tenho a sensação de que irão abusar da sorte, no sentido de enquanto Trump não atirar misseis para Teerão, iremos correr. Agora não se fala, porque a Formula 1 tem outros assuntos mais prementes. Mas quando chega a altura, é bom que haja paz, ou um sinal de que não irão guerrear por algum tempo, uma espécie de tréguas. Porque se tiverem algum azar, eles serão um alvo. 

Post Scriptum: Soube esta noite pelo Twitter que praticamente todos os canais que seguem a Formula 1 foram avisados para não irem ao Qatar e a Abu Dhabi devido a motivos de segurança. A noticia apareceu na Bild alemã, e lá fala que o Canal+ francês, a ServusTV austríaca e a DAZN Espanha planeiam não enviar equipas, enquanto a Sky Sports avalia uma medida semelhante.

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