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sábado, 11 de agosto de 2018

A imagem do dia

Carlos Vieira ainda anda de canadianas, mas já saiu do hospital de Coimbra e continua em casa a sua recuperação do grave acidente que sofreu no inicio de junho no Rali Vidreiro, na Marinha Grande. Estas fotos apareceram esta semana no jornal local Noticias de Fafe.

Vê-lo por ali já é uma vitória. Pelo menos o ser humano está a recuperar, está a tentar voltar à normalidade, e agora, é saber quando terá forças a confiança para regressar ao volante de um carro de ralis.

Já houve precedente, não muito falado, mas aconteceu. Foi no ano passado, com o José Pedro Fontes, quando bateu no Rali de Portugal com o seu Citroen DS3 R5, e ficou de fora para o resto da temporada. Os ferimentos não foram assim tão graves, mas fraturou a bacia, e isso é o suficiente para ficar alguns meses à espera que as coisas se curassem e a fisioterapia voltasse a colocar os músculos no sítio. E correu bem, tanto que ele agora corre com uma máquina nova, o C3 R5, e pretende voltar aos lugares da frente. E o resultado disso pode-se ver no Rali da Madeira, onde foi o melhor nacional.

Como isso é possível, muitos dos que gostam de o ver nas classificativas tem o mesmo desejo em comum: voltar a vê-lo correr. É só isso. As melhoras para o campeão!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

A imagem do dia

Esta semana soube que Carlos Vieira foi novamente operado e que as coisas lhe correram bem. Está em recuperação lenta, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, e daquilo que sei, que li e me contaram, vai ser uma recuperação muito, muito lenta. Não está em risco de vida, o que é bom, mas o que importa é recuperar o ser humano, para depois ver se o piloto poderá voltar ao carro.

Tenho a certeza que ele deseja voltar à competição, mas não vai ser nem este ano, nem no ano que vêm. Vai demorar mais tempo. Vamos a ver se não haverá sequelas graves, porque pernas partidas, pulmões perfurados e uma lesão na zona do coração não é algo do qual se cura em três tempos. O que importa é que recupere e saia da cama curado e válido para a sociedade, só isso.

Este fim de semana, em Castelo Branco, vai acontecer o primeiro rali depois do seu acidente. É natural que todos pensem nele, todo o pelotão do Campeonato Nacional de Rali deseje o melhor, porque mesmo sendo um concorrente, é em deles, e este é um pequeno grupo de pessoas que apesar da carapaça da barba rija, sofrem como todos em silêncio, especualmente quando um deles fica entre a vida e a morte. E é isso que desejo a ele: que se cure e tenha forças para voltar, dure o tempo que tenha de durar.

As melhoras, Carlos!

terça-feira, 12 de junho de 2018

A imagem do dia

Neste domingo, a minha prima foi ter comigo e perguntou-me sobre ralis. Eu sei que ela não liga nenhuma ao automobilismo, mas tinha uma razão para tal: ela trabalha no bar do hospital de Leiria e na sexta-feira, foi ali onde encaminharam o Carlos Vieira, depois do seu acidente na primeira especial do Rali Vidreiro. E lá expliquei do que sabia do acidente, do estado de saúde do piloto, daquilo que sabia.

Nesta sociedade que vivemos - não interessa o país A ou B, é a sociedade e os tempos que vivemos - o automobilismo é algo do qual é seguido por uma franja de fãs. E quando o resto da sociedade descobre o automobilismo, é por causa de uma desgraça. E o acidente que ele sofreu na sexta-feira colocou os ralis no mapa. Pelos piores motivos.

E ele sofreu imenso. Continua em risco de vida. Sofreu, para além das fraturas, um rompimento numa veia perto do coração, do qual teve de ser operado com urgência. Da maneira como descreveram isso, e da maneira como ele bateu na árvore - foi um embate lateral, diga-se - lembrei-me do acidente de Allan Simonsen, há cinco anos, nas 24 Horas de Le Mans, e que acabou por o matar. Não pelo acidente em si, mas porque o embate lateral com o seu Aston Martin na Tetre Rouge, causou uma ruptura num vaso sanguíneo perto do coração que lhe causou uma perda de sangue fatal.

O acidente dele foi o mais grave em 30 anos. A última vez que aconteceu um acidente fatal num rali nacional foi num Rali das Camélias, em 1988, quando o Ramiro Fernandes - um piloto daqui de Leiria que conheço pessoalmente - embateu com o seu Lancia Delta contra uma casa abandonada que servia de bancada provisória a alguns espectadores. Um deles caiu do telhado e acabou por morrer. Agora, põe-se tudo em causa. Por exemplo, a segurança do carro. Isso é relativo. Basta verem as imagens do carro do Kris Meeke depois do seu acidente aqui em Portugal, onde parte do capot ficou amassado. Se formos por aí, não tem a ver connosco, é com os fabricantes e com a FIA.

Aliás, até digo isto: se os carros - sejam de ralis, Formula 1, Turismos ou outra categoria - tem características de segurança do qual muitos criticam por achar "demasiadamente segura" e porque "estragam a beleza", é por causa de precisamente, momentos como este, onde tudo que pode correr mal, acontece. E só se espera que sobrevivam para poder contar a história. E para salvar vidas, tem de custar o que custa, porque sei dos que criticam todos estes dispositivos por serem caros, também.

A organização? Daquilo que sei, todos cumpriram com as regras em termos de espectadores e serviços de emergência, não há nada a apontar. 

A única coisa que se pode apontar é a estrada de alcatrão naquela zona. Sendo eu de Leiria, conheço muito bem aquelas estradas dentro do Pinhal do Rei, como chamam os marinhenses. É uma estrada estreita - cabem dois carros lado a lado com alguma dificuldade - aquele asfalto deve ser mais velho que eu, e já entrei no clube dos quarentões. A degradação desse asfalto é inevitável, e para piorar as coisas, é no meio de uma floresta, onde o pinheiro é rei. Em suma, realcatroar aquela estrada seria a única coisa do qual apontaria o dedo. Mas é assim porque é uma estrada secundária, que é por onde andavam na especial do Pinhal do Rei, que causou o acidente do Carlos Vieira.

O que posso afirmar é que foi um acidente infeliz, do qual esperamos que ele recupere logo, porque é um excelente piloto, sei que é um excelente pessoa e é uma mais valia para os ralis e para o automobilismo nacional. 

Para finalizar, recomendo ler o artigo que o José Manuel Costa escreveu hoje no Autosport. Está bem escrito e ele é boa pessoa, também faz perguntas pertinentes e desmistifica alguns mitos. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

CNR 2018: Rali Vidreiro (Dia 1)

Armindo Araújo lidera o Rali Vidreiro, sexta prova do Nacional de Ralis e o primeiro em asfalto. O piloto de Santo Tirso está na frente com um avanço de 1,3 segundos sobre Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5. Pedro Meireles é o terceiro, a 4,9 segundos do líder.   

A prova ficou marcada marcada pelo acidente de Carlos Vieira, que fez interromper - e depois cancelar - a primeira especial da prova.

O rali começou com a especial de São Pedro de Muel, mas depois de passar Armindo Araújo e Miguel Barbosa, Carlos Vieira perdeu o controlo do seu Hyundai e embateu contra uma árvore, causando a interrupção da prova, para poder entrar os socorros. O navegador, "Jet" Carvalho, conseguiu sair e não tem nada grave, mas o piloto teve de ser desencarcerado. Transferido para Leiria, os exames revelaram fraturas na perna direita e nas costelas, com perfuração pulmonar, e por causa disso, foi transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra, onde será operado.

Nesse momento, Araújo era o mais veloz, um segundo na frente de Barbosa. Pedro Meireles estava na especial quando teve de parar por causa dos destroços do Hyundai. Com as operações de socorro a demorarem mais de uma hora, a organização acabou por cancelar a primeira especial.

Na segunda passagem por São Pedro de Muel, Armindo voltou a ser mais veloz, batendo Miguel Barbosa por 2,4 segundos, com Pedro Meireles a ser o terceiro, a 4,7, na frente de Ricardo Teodósio, quarto a 7,1 segundos.

À noite, nas ruas da Marinha Grande, Miguel Barbosa foi o mais veloz, com 0,5 segundos de vantagem sobre Ricardo Teodósio, enquanto Armindo foi o terceiro, a 2,1 segundos. José Pedro Fontes foi o quarto, a 2,2.

No final do dia, depois dos três primeiros, Teodósio era o quarto, a 6,5, na frente do Porsche de Adruzilo Lopes, a 16,2. Segue-se Pedro Almeida, sexto e o melhor dos Ford, a 20,1, na frente de José Pedro Fontes, a 22,9 segundos. Vitor Pascoal, noutro Porsche, é o oitavo, a 23,8 e a fechar o top ten está o Hyundai i20 R% de Manuel Castro e o Citroen DS3 R3T de Paulo Neto.

O Rali Vidreiro prossegue amanhã, com a realização das restantes seis classificativas. 

quarta-feira, 21 de março de 2018

CNR: Vieira espera ter um bom resultado nos Açores

Carlos Vieira, o atual campeão nacional de Ralis, espera obter um bom resultado no Rali dos Açores, segunda prova do campeonato, e também a contar para o Europeu. O piloto da Hyundai Portugal - que não vai ter a companhia de Armindo Araújo neste rali - demonstra ambição, apesar da pouca experiência nas estradas da ilha de São Miguel. Contudo, ele afirma que o resultado dos últimos testes que efectuou lhe deram mais confiança nele mesmo e no seu carro, depois de um algo decepcionante sexto posto no Serras de Fafe.

Testámos em Fafe, na segunda e na terça-feira da semana passada, e voltámos a testar ontem (segunda-feira), já em S. Miguel, com as especificações para o rali. Penso que conseguimos evoluir o Hyundai i20 R5, que já estava muito bem e que agora demonstra estar na plenitude, renovando a nossa confiança num bom resultado”, começa por dizer Carlos Vieira. 

Estou muito satisfeito com o carro e motivado para o rali. Vou procurar o melhor resultado possível, mas tenho igualmente consciência de que enfrento uma concorrência de grande qualidade nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis. Pilotos com grande talento e com uma experiência e um conhecimento da prova muito superiores ao meu”, admite.

No entanto, isso não lhe é impeditivo de “procurar levar a pontuação máxima desta prova com tanta tradição no panorama internacional dos ralis e com troços dos mais bonitos que se podem encontrar em qualquer parte do mundo”, assegura.

O Azores Airlines Rallye 2018, que vai decorrer nos dias 22, 24 e 24 de março, conta com quinze classificativas corridas essencialmente em pisos de terra, num total de 675,05 quilómetros, 207,44 dos quais disputados contra o cronómetro. 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

CNR 2018 - Rali Serras de Fafe (Dia 1)

Miguel Barbosa lidera o primeiro dia do Rali Serras de Fafe, após a realização das cinco primeiras especiais de classificação. O piloto do Skoda Fabia R5, conseguiu superar Ricardo Moura por 1,6 segundos, depois de um duelo entre eles que deixou o resto da concorrência muito longe: Pedro Meireles, com o seu Skoda Fábia R5, tem já... 50,3 segundos de desvantagem.

Com 21 carros R5 presentes no Rali Serras de Fafe, parecia que iria ser um rali onde as trocas de liderança iriam ser constantes e o resultado a ser incerto. Contudo, logo na primeira especial do dia marcou a diferença entre os mais velozes. Em Lameirinha, Moura foi melhor do que Miguel Barbosa por 1,1 segundos. Ambos deixaram Pedro Meireles por 9,5 segundos, e isso indicava que logo ali, iria haver uma separação entre os melhores. 

Mas outros tiveram problemas: Carlos Vieira, por exemplo, teve um problema com a pressão do combustível e teve que descer para o Confurco com o carro desligado, acabando por perder 28,6 segundos.

Na segunda especial, a de Luílhas, Barbosa foi mais veloz e passou para a frente do Rali. O piloto do Skoda foi 4,8 segundos mais veloz do que Moura e conseguiu um avanço de 3,7 segundos sobre o piloto do Ford Fiesta. Meireles foi terceiro, noutro Skoda, enquanto que Carlos Vieira ia de mal a pior quando capotou, perdendo 29,4 segundos e a ficar com quase um minuto de atraso. A classificativa ainda ficou marcada pelo acidente de Ricardo Teodósio, que bloqueou o seu Skoda Fabia R5 na estrada e obrigou à neutralização da especial.

Moura voltou à liderança na terceira especial, batendo Barbosa por 7,1 segundos, e tinha agora uma vantagem de 3,4 segundos sobre o piloto da Skoda, enquanto que Pedro Meireles era o terceiro, mas já tinha perdido quase 31 segundos para os da frente. E na quarta especial, a segunda passagem por Luílhas, Moura ampliava a vantagem para 7,5 segundos, ganhando mais 4,1 sobre Miguel Barbosa. Atrás, José Pedro Fontes subia para quarto, passando João Barros, enquanto que Armindo Araújo tinha problemas no motor Hyundai, perdendo 40,3 segundos para Moura.

No final do dia, o piloto açoriano estava feliz, mas sabia que ainda estava a começar: "O rali ainda vai no seu início, nos últimos anos acabamos o primeiro dia sempre na frente, quero ver para crer", começou por dizer. "Está a ser um rali duro, nem quero ver como é que vai ser [a superficie do terreno quando] passarmos por Luílhas por quatro vezes, vai ser muito duro mesmo", continuou.

"A noite vai fazer a diferença. Todos os anos, a noite sempre me foi favorável", concluiu.

Já Miguel Barbosa andava satisfeito com o seu ritmo neste primeiro dia em Fafe. "Entramos forte, estamos satisfeitos como ritmo que andamos a impor, confiantes com o carro. Amanhã vamos ao ataque.", afirmou.

Quanto a Pedro Meireles, queixava-se do seu carro: "Não estávamos no ritmo que queríamos, o carro não está com as especificações que queria. Agora é mais defender o terceiro lugar do que olhar para a frente porque a diferença já é grande", afirmou o piloto de Guimarães. 

Pela noite, havia duas passagens pela Fafe Street Stage para os espectadores poderem apreciar. Na primeira passagem, Miguel Barbosa foi o melhor, ganhando 4,8 segundos sobre Carlos Vieira, e 7,4 sobre Ricardo Moura, fazendo com que a diferença entra ambos se reduzisse ao mínimo: 0,1 segundos. Na segunda passagem, Barbosa voltou a ganhar, com 1,7 segundos de vantagem sobre Moura, que foi apenas quarto, passando para a frente do rali.

José Pedro Fontes é o quarto classificado, a mais de um minuto da liderança, no seu Citroen DS3 R5, mas perto de Meireles. João Barros é o quinto, a um minuto e 16 segundos, na frente de Armindo Araujo, o melhor dos Hyundai, a um minuto e 43 segundos, um pouco na frente do espanhol Alexander Villanueva, a um minuto e 46 segundos. Carlos Vieira é o oitavo, a dois minutos e um segundo, e a fechar o "top ten" estão Joaquim Alves, no seu Ford Fiesta R5, e Paulo Meireles, no Hyundai i20 R5, este a dois minutos e 38 segundos da liderança.

Amanhã acaba o ali Serras de Fafe, com a realização das restantes seis especiais.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Youtube Rally Testing: O teste de Carlos Vieira para Fafe

Falta pouco menos de duas semanas para o rali Serras de Fafe e Carlos Vieira anda a testar para o rali nos arredores da cidade, a bordo do seu Hyundai I20 R5. O campeão nacional anda a ver como se comporta o seu Hyundai para saber o que pode contar para o campeonato que está prestes a começar.

O video foi feito pelo Pedro Figueiredo, que é um gajo... com piada, que adora ralis.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A(s) image(ns) do dia







A Hyundai Portugal apresentou esta tarde os seus pilotos - e carros - para o campeonato nacional de ralis. Armindo Araújo, depois de cinco anos de ausência, vai voltar a pegar num carro de ralis, depois da experiência com o Mini no WRC, enquanto que Carlos Vieira vem aqui para defender o título.

Contudo, na apresentação, viram-se diferenças, e alguns comentaram isso. Especialmente nos patrocínios. A gasolineira de Armindo (Galp) é diferente da de Carlos Vieira (Castrol), enquanto que os pneus são diferentes um do outro. Um é Pirelli, o outro é Michelin. A razão é porque são patrocinadores pessoais - no caso das gasolineiras - e por outro, os pneus têm a ver com os preparadores. O carro de Vieira é preparado pela Sports & You, e o de Armindo é da ARVidal.

Muitos tinham a ideia de que a Hyundai iria fazer uma equipa oficial, preparado nas suas oficinas. Ledo engano: eles tem as suas preparadoras, e tudo isto é um mero apoio oficial, talvez com algum dinheiro. E claro, em caso de vitória, veremos esses carros nos dias seguintes, em anúncios de página inteira nos jornais nacionais.

Daqui a duas semanas, em Fafe, ambos estarão em ação contra um pelotão cada vez mais recheado de carros da classe R5. Vai ser uma temporada bem disputada.

CPR: Apresentado o Team Hyundai Portugal

A Hyundai apresentou esta quinta-feira o Team Hyundai Portugal,  equipa que vai participar de forma oficial no Campeonato de Portugal de Ralis 2018, tendo como duplas Armindo Araújo (e o seu navegador, Luís Ramalho) e Carlos Vieira, que será auxiliado por Jorge Ramalho.

Para Armindo, de regresso à ativa depois de cinco anos - e do projeto Mini WRC - o projeto é bem motivador: "[Estou] muito satisfeito por contar com o apoio da Hyundai Portugal neste regresso à competição e muito motivado para conduzir o Hyundai i20 R5. Criámos um projeto ambicioso e vamos trabalhar no sentido de lutar pelas vitórias e pela conquista do título absoluto do Campeonato de Portugal de Ralis em 2018. Sabemos que, após a paragem que fiz na minha carreira e o lote de pilotos de qualidade que estarão presentes no campeonato, temos muito trabalho pela frente” disse.

Para o tetracampeão nacional de ralis, o acordo foi fácil: "Foi um entendimento relativamente fácil, os objectivos eram comuns e a ambição era muita. Este regresso não era possível sem alguns patrocinadores pessoais”.

Contudo, reconhece que há alguns riscos ao voltar à competição, mas realçou a sua motivação e vontade de triunfar como bases deste retorno aos ralis. 

É um regresso que tem riscos, obviamente que depois de vários anos parados o meu ritmo pode não ser exactamente aquele que tinha em 2012. Mas a minha preparação, a minha grande vontade de vencer e a equipa que tenho a trabalhar comigo, os engenheiros que tenho a trabalhar comigo – estou a tentar rodear-me das pessoas que acho que me dão mais segurança e sucesso – estão comigo para trabalharmos e atingirmos esses objectivos. É uma questão de motivação, de vontade de vencer, que me trouxe aqui novamente”, comentou.

Para Carlos Vieira, o projeto do Hyundai i20 afirma que “é um orgulho enorme para mim representar a Hyundai, é algo que sempre sonhei poder vir a participar num projeto apoiado por uma marca. Este final de ano tem sido fantástico para mim – primeiro a conquista do título e agora esta oportunidade – e estou bastante motivado e consciente da responsabilidade que é defender as cores da Hyundai no CPR."

Sérgio Ribeiro, o presidente da Hyundai Portugal, afirmou que o lançamento desta equipa tem a ver com o aproveitar dos feitos da marca no Mundial de Ralis, para além do crescimento das vendas da marca em Portugal. “Também porque temos vindo à procura de projetos ambiciosos para a nossa marca, que sejam sólidos e que tragam à marca emoção e competitividade. E estes projetos trazem-nos isso. E porque não dizer, queremos abanar também um bocadinho as águas dos ralis em Portugal”, começou por dizer.

Quanto à seleção de pilotos, Sérgio Ribeiro referiu que “foi inequívoca: sentimos que ambos partilham connosco a ambição e vontade de correr com a Hyundai e queremos lutar para garantir os dois primeiros lugares do campeonato. Pelo nosso empenho, garra dos pilotos, experiência das suas equipas e capacidade do Hyundai i20 R5, naturalmente que nos sentimos muito entusiasmados com a equipa Team Hyundai Portugal. Este é o momento.

Ambos os pilotos entrarão em ação dentro de duas semanas, no Rali Serras de Fafe.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

CNR: Vieira acredita que lutará pelo título

Carlos Vieira acredita que com o novo carro, ele terá uma palvra a dizer na discussão pelo título nacional. Na entrevista que deu esta terça-feira ao podcast 16 Valvulas, o piloto da Hyundai - que vai ser apoiado pela Hyundai Portugal e assistido pela Sports & You - revelou a sua satisfação com o novo carro:

"Depois de termos ganho o campeonato nacional vimos o nosso trabalho ser reconhecido ao fazer parte deste projecto da Hyundai", começou por dizer. Para o piloto, campeão nacional de 2017, trata-se de "um projecto apoiado pela Hyundai" no qual "me vou comprometer a fazer o melhor possível na defesa da imagem da marca.

Questionado sobre as suas expectativas, Vieira espera continuar a ser competitivo na temporada que aí vêm. 

"Este carro dá-nos as condições para continuarmos a ser competitivos. Sabemos que o José Pedro Fontes vai entrar, agora tenho o meu companheiro de equipa que é o Armindo Araújo que também é um forte candidato ao título, certamente o Pedro Meireles estará na luta, poderão ainda aparecer outros nomes. O nosso objectivo é tentar o melhor possível, ganhar classificativas e ralis para no final se fazerem as contas e acredito que vamos ser das equipas competitivas e por isso acredito que temos uma palavra a dizer na discussão do título", concluiu.

O Campeonato Nacional de ralis começará no próximo mês, com o Rali Serras de Fafe. 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

CNR: Hyundai confirma Araujo e Vieira

Armindo Araújo vai voltar aos ralis em 2018, a bordo de um Hyundai i20 R5, acompanhado por Carlos Vieira. Ambos os pilotos serão apoiados pela Hyundai Portugal, embora não seja uma equipa oficial. O tetracampeão nacional de ralis - e bicampeão do mundo na classe de Produção do WRC - confirmou a sua participação no CNR depois de cinco anos de ausência.

Sérgio Ribeiro, o CEO da Hyundai Portugal, explica que “nos sentimos muito entusiasmados com a dupla de pilotos que estamos a apoiar e vamos seguramente lutar para garantir os dois primeiros lugares do campeonato. É um projeto que está a ser preparado há já algum tempo porque nos quisemos certificar que tínhamos as melhores condições, equipas e pilotos para vencer.

No comunicado oficial, o piloto de 40 anos afirma-se “muito satisfeito por contar com o apoio da Hyundai Portugal neste regresso à competição e muito motivado para conduzir o Hyundai i20 R5. Criámos um projeto ambicioso e vamos trabalhar no sentido de lutar pelas vitórias e pela conquista do título absoluto do Campeonato de Portugal de Ralis em 2018.

Já Carlos Vieira, que trocou o seu Citroen DS3 R5 pelo Hyundai, refere que “é um orgulho enorme para mim representar a Hyundai, é algo que sempre sonhei poder vir a participar num projeto apoiado por uma marca. Este final de ano tem sido fantástico para mim – primeiro a conquista do título e agora esta oportunidade – e estou bastante motivado e consciente da responsabilidade que é defender as cores da Hyundai no CPR. Agradeço a todos que ajudaram na viabilização deste projeto, que vamos tentar retribuir com vitórias.

Se para Carlos Vieira, este carro poderá ser o bólido que o poderá permitir lutar pelo título nacional que andou perto em 2017, já para o piloto de Santo Tirso, este será um regresso depois de cinco temporadas de ausência. Entre 2001 e 2012, Armindo Araujo participou em 24 provas do WRC, conseguinbdo como melhor resultado um sétimo posto no Rali do México de 2012, a bordo de um Mini Cooper WRC.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CNR: Carlos Vieira poderá andar de C3 R5 em 2018

Carlos Vieira ainda está a comemorar o título de 2017, mas tem planos para 2018. Caso ele decida correr de Citroen, pois ele está indeciso entre continuar com esse carro e usar o Skoda Fabia R5 que usou - e venceu - no Rali de Mortágua. Entrevistado pela rádio Golo FM, Vieira revelou que ainda não definiu em que moldes irá disputar o Campeonato Nacional de Ralis. "Iremos voltar a disputar o campeonato nacional para defender o título," adiantou, afirmando que terá respostas depois de ver que tipo de orçamento terá para a próxima temporada. 

Contudo, Vieira afirmou que, caso escolha a Citroen, poderá ter a hipótese de ter o novo modelo C3 R5 a meio da temporada.

"A Citroen contactou-nos para nos felicitar pela conquista e pelo rali que fizemos no Algarve, e foi-me garantido que se optasse por me manter com o DS3 em 2018, o primeiro C3 R5 para um piloto privado seria para mim em Junho", afirmou.

Ora, se for nessa data, poder-se-á dizer que o carro poderá ser visto ou no Rali Vidreiro ou mais tarde, em agosto, caso ele decida ir ao Rali Vinho da Madeira. 

O Citroen C3 R5 fará a sua estreia este fim de semana no Rally du Var, guiado por Yoann Bonato. Servirá de "carro zero", sem objetivo de competir.

sábado, 18 de novembro de 2017

CNR 2017 - Rali do Algarve (Final)

Carlos Vieira foi o grande vencedor do Rali do Algarve, e com isso, tornou-se campeão nacional de ralis. O piloto do Citroen DS3 R5 conseguiu ser superior a Pedro Meireles e Carlos Martins para conseguir todo o que queria, acabando com um avanço de um minuto e 44 segundos sobre o segundo classificado, o turco Yagiz Avci, e três minutos e 36 segundos sobre Pedro Meireles, o segundo melhor português e quarto da geral.

O segundo dia começou com um golpe de teatro, quando Carlos Martins teve uma saída de estrada e acabou por desistir. Com isso, as contas do campeonato eram entregues aos dois primeiros classificados do rali e da classificação, e neste momento, Meireles era ainda o virtual campeão. Contudo, Vieira sabia que, se continuasse a ganhar as especiais, tudo poderia mudar. Assim sendo, Vieira cavalgou, tentando vencer o maior número de especiais possivel para ter uma chance de vitória.

Na sétima especial, ele foi o vencedor, aumentando para 32,6 segundos a sua vantagem para Pedro Meireles. Este via os turcos Orhan Avcioglu e Yagiz Avci a aproximarem-se do segundo lugar, estando a 10,4 e a 13,9 segundos de sua distância, respetivamente. Até ao final da manhã, Meireles venceu os troços todos, acabando no final da nona especial, a segunda passagem por Chilrão, com uma vantagem de 55,5 segundos sobre Meireles, que tinha agora apenas Yagiz Avci atrás de si, depois da desistência de Avcigolu devido a problemas no seu carro.

Na décima especial, a primeira passagem por Nave Redonda, Meireles sofreu um despiste, furou e perdeu quase dois minutos, acabando por cair para o quinto posto e complicando ainda mais as suas contas para o título nacional. O piloto do Skoda tentou reagir, mas Vieira foi o melhor, ainda vendo Ricardo Teodósio a vencer na classificativa final, a segunda passagem por Foia, no seu Lancer!

Assim sendo, depois de Meireles ter sido o segundo melhor português, no quarto posto, o terceiro melhor foi Ricrdo Teodósio, um feito no seu Lancer EVO X de Grupo N, conseguindo também ser o sétimo na geral, na frente do Peugeot 208 R2 de Diogo Gago, também o melhor das duas rodas motrizes.

A fechar o "top ten" ficou outro português, Pedro Paixão, num Renault Clio R3T, e o irlandês Patrick Duffy, no seu Fiesta R5. 

Agora que acabou o CNR de 2017, espera-se mais e melhor em 2018.

CNR 2017 - Rali do Algarve (Dia 1)

No final do primeiro dia do Rali do Algarve, Carlos Vieira lidera um rali onde os pilotos locais conseguiram ser mais velozes do que os estrangeiros que participam na Taça Europeia de Ralis. Após a realização de cinco especiais, o piloto da Citroen tem uma vantagem de dez segundos exatos sobre o Skoda de Pedro Meireles.

Com o campeonato a decidir-se entre Pedro Meireles e Carlos Vieira, o rali começou com o piloto da Citroen a entrar a matar, ao vencer na primeira especial, no Marmelete, batendo Ricardo Teodósio (Mitsubishi Lancer Evo X) por 5.5 segundos, com o checo Ondrej Bisaha (Ford Fiesta R5) em terceiro, a 5.7. Atrás, Ricardo Moura sofreu um despiste e perdeu quatro minutos e 42 segundos, basicamente comprometendo o rali. Acabaria por desistir por causa dos danos, e depois explicou o que se passou.

"Não foi azar, foi um erro meu. No início do troço cortei demasiado uma curva resultando dois furos lentos. O carro ficou difícil e acabei por fazer um pião. Levamos o carro até ao fim da pec com cuidado para não prejudicar nenhum piloto que viesse atrás de nós. Como só tínhamos uma roda suplente tivemos de abandonar pois ainda haviam várias especiais para fazer", contou na sua página do Facebook.

Na segunda especial, a primeira passagem por Serenada, Vieira continuou a abrir a vantagem, vencendo a especial com uma vantagem de 9,2 segundos sobre Carlos Martins, noutro Citroen, subindo para o segundo posto. Meireles era quinto na especial, a 13,1 segundos. Na segunda passagem por Marmelete, Martins acabou por ser o vencedor, 0,7 segundos na frente de Pedro Meireles, mas Calos Vieira perdeu 22,2 segundos, perdendo também a liderança e caindo para o quarto lugar, agora com 4,6 de desvantagem.

Vieira atacou na segunda passagem por Serenada, vencendo e conseguindo um avanço de 7,6 segundos sobre Martins, subindo logo para o primeiro posto e deixando Pedro Meireles no terceiro lugar, a 7,2 segundos.

No final do dia, na super-especial de Lagos, Martins perdeu 16 segundos devido a um pião e caiu para o sexto posto da geral, com Vieira a ser o grande beneficiado desta situação. O checo Ondrej Bisaha, no seu Ford Fiesta R5, acabou por ser o melhor, 0,4 segundos à frente do irlandês Patrick Duffy. Carlos Vieira foi o melhor português, a 1,6 segundos do vencedor.

Com dez segundos entre Vieira e Meireles, da forma como as coisas estão, o piloto de Guimarães será campeão com um avanço de 8,34 pontos, pois no complicado sistema de pontuação dos ralis, para além dos pontos que existe do vencedor até ao décimo classificado, ainda tempos de contar com as vitórias em troços, que vale 0.38 pontos cada um.

O Rali do Algarve termina esta sábado, com a realização das restantes oito especiais de classificação.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

CNR: Carlos Vieira de Skoda em Mortágua

Carlos Vieira vai trocar de carro para o Rali de Mortágua, a próxima prova do Campeonato Nacional de Ralis. A ideia é saber que viatura é que vai correr em 2018, e saber que vantagens é que o carro checo tem sobre o Citroen DS3 R5, a viatura do qual ele tem estado a competir até agora.

A ideia é conhecer outro carro, do qual se diz muito bem, sobretudo nos pisos de terra. Por isso vou aproveitar o Rali de Mortágua e vou ver como é. Não significa que vou passar a correr de Skoda, pois vou regressar ao Citroën na prova, seguinte, mas quero perceber como me saio com o Fabia R5”, começou por explicar o piloto da zona do Minho.

Vieira também diz que as circunstâncias do campeonato ditaram esta troca:  “Se estivesse numa outra situação, em que achava que estava a lutar para o campeonato, talvez não fizesse esta alteração, mas neste momento vejo a conquista do título como muito difícil, por isso optei pelo Skoda, numa prova onde à partida é bastante competitivo. Quero ver como me saio face à concorrência, numa prova onde no ano passado mostrei ser rápido na segunda etapa, apesar de um azar mecânico que ter forçado ao abandono”, continuou.

Quanto ao rali própriamente dito, esta competição, disputada em troços de terra, não altera a sua postura em relação a provas anteriores: “Sei que ainda tenho muito a aprender, e que poderei não ser tão rápido como Ricardo Moura neste tipo de piso, mas também já mostrei que posso fazer bons tempos, como sucedeu nos Açores este ano. Por isso vou, como sempre, para dar o meu melhor, e se possível lutar pelos primeiros lugares”, concluiu.

sábado, 5 de agosto de 2017

CNR 2017 - Rali Vinho da Madeira

Na Madeira, mandam os madeirenses. Alexandre Camacho foi o grande vencedor do Rali da Madeira, depois de outro madeirense, Miguel Nunes, liderou por parte dela até ter tido problemas no seu carro, obrigando a desistir. Camacho bateu o italiano Giandomenico Basso e no lugar mais baixo do pódio ficou João Silva, na frente do melhor continental, Miguel Campos, que ficou a mais de... dois minutos e 48 segundos do vencedor.

Eis o filme desta prova, que teve alguns estrangeiros a embelezar o campeonato, mas no final os locais triunfaram

DIA 1

A lista de inscritos - 61 carros à partida neste rali da Madeira - tinha alguns nomes sonantes. Desde o francês Stephane Lefebvre, que iria guiar no Citroen DS3 R5 que era de José Pedro Fontes, ainda a recuperar do seu acidente no Rali de Portugal até Giandomenico Basso e o romeno Simone Tempestini, bem com alguns "continentais" como Miguel Campos, Carlos Vieira e Miguel Barbosa, e tudo isso poderia fazer dessa prova uma de grande qualidade.

As coisas começaram logo na quinta-feira à noite com a especial da Avenida do Mar, onde Basso foi o melhor, 0,6 segundos de vantagem sobre Miguel Barbosa e 1,8 segundos sobre João Barros. 

O rali arranca no dia seguinte com a primeira passagem pelo Campo de Golfe, onde Alexandre Camacho entrava a matar, no seu Peugeot, conseguindo 9,8 segundos de vantagem sobre Miguel Barbosa e 11,8 segundos sobre Stephane Lefebvre. Basso reagiu vencendo na primeira passagem por Palheiro Ferreiro, com Miguel Nunes 2,5 segundos atrás dele e Miguel Campos (Hyundai) a 6,8 segundos. Basso era agora o líder, 3,3 segundos na frente de Camacho e 16,1 sobre Lefebvre.

Camacho venceu na segunda passagem pelo Campo de Golfe, e Basso na segunda passagem por Palheiro Ferreiro, numa altura em que Lefebvre já tinha desistido com um problema de transmissão no seu DS3 R5. Outro dos estrangeiros, Chewon Lim, no seu Hyundai, perdeu uma roda e teve de abandonar.

Mais para o final do dia, Miguel Nunes entrou a ganhar na primeira passagem por Cidade de Santana, e foi assim nas duas especiais seguintes, terminando a oitava especial na liderança, conseguindo passar Giandomenico Basso. Ambos os pilotos estavam com uma diferença de 0,6 segundos, e Camacho não estava longe, a 6,5 segundos.

Alexandre Camacho venceu na nova especial, a segunda passagem por Ribeiro Frio, empatado com Miguel Nunes, e cada vez mais era um "affaire" a três entre Camacho, Basso e Nunes. João Silva acompanhava-os, mas apenas a 28,4 segundos, e os quatro já tinham por esta altura um minuto e 12 segundos sobre Miguel Campos, o melhor dos Skodas neste rali.

Pela noite, nas passagens por Serragem (Nunes venceu) e Terreiro da Luta (vitória de Basso), o rali acabava o dia com Nunes na frente, com 12,4 segundos sobre Camacho, e Basso era o terceiro, a 21,5 segundos.

DIA 2

O segundo dia começa com a primeira passagem por Camara de Lobos, onde Basso foi o melhor, tirando 0,6 segundos a Alexandre Camacho e três segundos a Miguel Nunes. Camacho respondeu ganhando na Ponta do Sol, 0,1 segundos na frente de Miguel Nunes, controlando a aproximação de Camacho. Mas na 14ª especial, na primeira passagem por Ponta do Pargo, o golpe de teatro, quando Nunes viu o seu Hyundai parar por causa de um disco de travão partido. 

No final, o piloto estava inconsolável: “De repente sentimos um estouro dentro do carro, não sabia muito bem o que tinha acontecido, pensávamos inicialmente que seria um furo, porque o pneu também acabou por rebentar, mas não era, foi o cubo da roda que se desintegrou e o disco do travão, por consequência disso tudo, acabou por partir e não havia nada a fazer”, começou por contar.

É difícil digerir tudo isto, é um murro enorme no estômago sentirmos que tivemos uma grande oportunidade e que alguma coisa nos impediu de chegar lá”, concluiu.

Com isto, Camacho foi ao ataque, vencendo na primeira passagem por Rosário, ganhando 5,8 segundos sobre Basso, e parecia que conseguiria levar a mó de cima nas ultimas especiais. Mas o italiano entrou a matar na segunda passagem por Câmara de Lobos, mas Camacho aguentava-se. Tanto que, quando reagiu na 17ª especial, foi mesmo para resolver tudo, vencendo as últimas três especiais.

No final, o piloto madeirense terminou em beleza ao vencer o rali, terminando com uma vantagem de 15,6 segundos sobre Basso, enquanto que João Silva terminou em terceiro a prova, ficando dois madeirenses no pódio, tal como acontecera no ano passado. Miguel Campos foi quarto e Simone Tempestini conseguiu subir a quinto, passando Miguel Barbosa.

Agora, o Nacional de Ralis volta em setembro, para o rali de Mortágua.

sábado, 10 de junho de 2017

CNR 2017: Meireles venceu no Vidreiro

Pedro Meireles venceu no Rali do Vidreiro e ampliou ainda mais a sua liderança no campeonato nacional de ralis. A sua vitória sobre João Barros - 23,2 segundos de diferença - faz com que a sua vitória pareça ter sido incontestada, mas na realidade, disputou a vitória ao segundo a Carlos Vieira, mas um despiste do piloto do Citroen DS3 R5 faz com que ele ficasse afastado da luta pela vitória. 

Depois dos dois primeiros estarem separados por meros 0,2 segundos - e os quatro primeiros por seis segundos - as classificativas de sábado prometiam, com duas passagens por duas novas classificativas na zona de Pombal - Fago/Mata Mourisca e Assanhas da Paz - e São Pedro. 

O dia arrancou com Carlos Vieira a ser o mais veloz na primeira passagem por Fago/Mata Mourisca, conseguindo cinco segundos de vantagem sobre Pedro Meireles, enquanto que João Barros foi o terceiro mais rápido, perdendo mais de 14 segundos para Veira. Miguel Barbosa perdeu mais de 28 segundos e agora era o quarto da ‘geral’, a 24 segundos de Meireles. 

Em Assanhas da Paz, Vieira voltava a vencer, com 1,3 segundos de vantagem sobre Pedro Meireles e agora liderava o rali, com uma vantagem de 0,3 segundos sobre o piloto de Guimarães. Miguel Barbosa realizou o terceiro tempo, mas perdia mais de sete segundos para Carlos Vieira. João Barros era o quarto da especial, mas o terceiro da geral, com mais de vinte segundos de desvantagem.

No final da manhã, na primeira passagem por São Pedro, Vieira voltava a ganhar, conseguindo 6,3 segundos de avanço sobre João Barros, enquanto que Pedro Meireles perdia mais 6.6 segundos, vendo aumentar a diferença para o piloto da Skoda em 6,9 segundos, com João Barros a 27,9 da liderança.

A tarde começava pela segunda passagem pelas classificativas da manhã, e Pedro Meireles atacou, conseguindo vencer a segunda passagem por Mata Mourisca, tirando 7,1 segundos a Vieira, colocando a luta pela liderança ao rubro, porque a diferença entre ambos tinha se reduzido para 0,2 segundos... a favor de Meireles.

E foi em Assanha da Paz que aconteceu o momento do rali. Vieira sai de estrada e perde mais de 13 minutos, ficando de fora da luta pela vitória, e deixando Meireles à vontade, porque o segundo classificado, João Barros, estava a 36,1 segundos. Por fim, João Barros foi o vencedor na segunda passagem por São Pedro, na frente de Miguel Barbosa (a 0,3 segundos) e de Adruzilo Lopes, a 4,4 segundos. Meireles levantou o pé e foi quinto, a 12,9 segundos.

Depois do pódio, Joaquin Alves conseguiu levar o seu Ford Fiesta R5 no quarto posto, a um minuto e 53 segundos, na frente do Porsche de Adruzilo Lopes (a quase três minutos), do Mitsubishi Lancer de Carlos Martins, o melhor do Grupo N, do outro Porsche de Vitor Pascoal, a quatro minutos e cinco segundos, do Mitsubishi Lancer de Ricardo Teodósio, a quatro minutos e 45 segundos, e a fechar o "top ten", o Citroen DS3 R3 de Paulo Neto e o Peugeot 208 R2 de Pedro Antunes, este a cinco minutos e 34 segundos do vencedor.

Agora, o Nacional de ralis volta em agosto, com o Rali Vinho da Madeira. 

domingo, 23 de abril de 2017

CNR: Vieira e Fontes satisfeitos com o resultado

Um dia depois do Rali Casino de Espinho, os protagonistas da quarta prova do campeonato nacional de ralis falaram sobre o que foi a quarta prova do Nacional de ralis. Se José Pedro Fontes estava feliz pelo segundo lugar alcançado - que o mantêm no comando do campeonato - já Carlos Vieira não deixava de exprimir o que vinha na alma. 

"Foi a minha primeira vitória nos ralis, depois de passar um ano a tempo inteiro na modalidade. Só eu sei o passei até aqui e por isso estou muito feliz e finalmente em paz. Obrigado aos que sempre acreditaram, mesmo nos momentos mais difíceis, que foi quando por momentos deixei de acreditar em mim, obrigado à família, ao meu navegador, amigos, à minha equipa, e ao Abel! Ao Zé Pedro Fontes, um obrigado especial, por todo o apoio e motivação, e por sempre ter acreditado", comentou Vieira. 

Não conseguimos ganhar, apesar de termos recuperado durante a parte da tarde. Foi um rali exigente e muito disputado, sendo que a vitória era o nosso objectivo. Fizemos o que estava ao nosso alcance e, assim, só dar os parabéns ao Carlos Vieira e ao Jorge Carvalho pela excelente prova que realizaram. O carro este bem e o resultado final, não sendo o que queríamos, foi bastante positivo. A verdade é que em três provas garantimos outros tantos pódios”, comentou Fontes.

O Nacional de Ralis continua entre os dias 19 e 21 de maio, com o Rali de Portugal, enquanto que a seguir, no inicio de junho, os pilotos voltarão a mais um rali de asfalto, o Vidreiro. 

sábado, 22 de abril de 2017

CNR 2017 - Rali Casino de Espinho (Final)

À quarta prova do campeonato nacional de ralis, parece que temos um estreante nos ralis. Carlos Vieira valeu por fim da sua velocidade nos troços de asfalto e conseguiu vencer a José Pedro Fontes, ambos em Citroen. A vitória de Vieira é mais do que justa, já que ele procurou por isto ao longo dos últimos ralis, sem grande sucesso. Contudo, hoje, em Espinho, conseguiu aquilo que queria. João Barros, o primeiro líder deste rali, fechou o pódio, já bem distante dos dois, e o único que ficou a menos de um minuto do vencedor, no final deste rali.

Depois de João Barros ter vencido a especial de abertura e em consequência, ficar com a liderança do rali pela menor das margens sobre Carlos Vieira, José Pedro Fontes atacou logo no inicio da manhã, vencendo a segunda especial. Contudo, Vieira ficou em segundo e com a liderança, conseguindo uma vantagem de 3,4 segundos sobre Barros. Mas quem venceu nessa especial tinha sido José Pedro Fontes, que obteve uma vantagem de 0,4 segundos, insuficiente para conseguir apanhar quer o piloto da Citroen, quer o próprio Barros. Mas aproximava-se de ambos, que era algo que interessava.

Quem se penalizava era Ricardo Teodósio, que perdeu a chance de fazer algo bom neste rali, perdendo 27,1 segundos e a liderança do Grupo N para Carlos Martins.

Vieira ganhou na terceira especial, a primeira passagem por Arestal, batendo Fontes por 0,6 segundos, enquanto que João Barros distanciava-se dos dois primeiros, sendo terceiro, a 8,5 segundos, e perdendo o segundo posto para Fontes. O total acumulado já era de 11,5 segundos para o piloto da Ford. Pedro Meireles era o quarto na especial, a 14,6 segundos do vencedor, com Miguel Barbosa em quinto na especial, com o piloto da Skoda a perder 21,8 segundos para os primeiros.

E na quarta especial... Vieira conseguia de novo! O piloto era o melhor na primeira passagem pelo Rio Caima, batendo Fontes por 2,8 segundos e Barros por 6,2. Pedro Meireles era o quarto, a 12 segundos, e Miguel Barbosa o quinto, a 21,2 segundos. A mesma coisa aconteceu na quinta especial, na primeira passagem por Ferreira de Castro, e parecia que Vieira iria imparável rumo à vitória. Por esta altura - e apesar de ter conseguido apenas cinco décimos nesta especial - a vantagem entre ele e Fontes já era de 7,6 segundos, com João Barros a ser o terceiro, a uns "distantes" 24 segundos. Pedro Meireles era o quarto, a 48,7 segundos, e Miguel Barbosa já tinha um minuto e dois segundos de diferença para o primeiro.

Com as especiais de Gaia canceladas, a parte da tarde foi um dielo entre Fontes e Vieira. O campeão nacional atacou, vencendo na segunda passagem por Burgães, mas tirou apenas oito décimos sobre Vieira, insuficiente para se aproximar de forma a ficar com a liderança. João Barros ficava a 3,4 segundos, e consolidava o terceiro posto, cada vez mais distante de Pedro Meireles, quarto na geral e na etapa, perdendo mais 8,7 segundos.

Fontes continuou ao ataque, tirando mais 1,3 segundos na segunda passagem por Arestal, com Barros a ser terceiro... a 11,5 segundos. Por esta altura, a diferença tinha ficado pelos 5,5 segundos e parecia que iria haver duelo até ao fim, mas Fontes não tirou mais do que 0,5 segundos na segunda passagem pelo Rio Caima, e parecia que Vieira tinha tudo controlado. É verdade que cinco segundos não parecem ser muito, mas parecia que Vieira tinha tudo controlado.

E assim foi: Fontes venceu na última classificativa, a segunda passagem por Ferreira de Castro, mas tirou apenas um segundo, com Joaquim Alves a ser o terceiro na especial, a 8,4 segundos. Mas tudo estava decidido, e Vieira foi para Espinho comemorar uma inédita vitória no CNR. E ambos deixaram João Barros muito distante, a 55 segundos, o que mostra o elevado grau de competividade entre os dois primeiros.

Miguel Barbosa foi o quarto, a já uns distantes dois minutos e 17 segundos, mas conseguiu ser mais regular do que alguns dos seus concorrentes mais diretos. Joaquim Alves foi o quinto, a dois minutos e 28 segundos, na frente de Elias Barros, a quase quarto minutos do vencedor. Carlos Martins foi o melhor dos Grupo N, mas ficou a pouco mais de dez segundos de Ricardo Teodósio. Paulo Neto e Gil Antunes fecharam o "top ten" neste rali.

Agora, máquinas e pilotos preparam-se para o Rali de Portugal, em meados do mês que vêm.

CNR: João Barros é o primeiro líder no Rali Casino de Espinho

O piloto João Barros é o primeiro líder do Rali Casino de Espinho, realizadas estão as três primeiras especiais deste dia. O piloto do Ford Fiesta R5 conseguiu bater Carlos Vieira por apenas... um décimo de segundo, depois das passagens pela especial de Santa Maria da Feira.

Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5, foi o terceiro, a cinco décimos de segundo, com Pedro Meireles a ser quarto, já a 2,1 segundos do líder. Ricardo Teodósio foi um surpreendente quinto, a 3,4 segundos, na frente de José Pedro Fontes, que foi mais prudente e fez apenas o sexto tempo, a 4,2 segundos. Joaquim Alves foi o sétimo, noutro Ford Fiesta R5.

O resto do rali acontecerá ao longo deste dia de sábado, com o rumor de que as duas passagens por Gaia, numa Special Stage no centro da cidade poderão ter de ser canceladas, diminuindo as classificativas para nove.