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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Endurance: Davidson não vai correr no México

O Mundial de Endurance vai voltar à ação este fim de semana no Autódromo Hermanos Rodriguez, mas na Toyota, haverá uma ausência de peso. O britânico Anthony Davidson não correrá este fim de semana por causa das lesões sofridas durante um acidente sofrido há algumas semanas durante uma sessão de testes em Paul Ricard.

De acordo com os médicos, Davidson, de 37 anos, tem lesões nas costelas, para além de uma contusão cerebral, e apesar de ter tentado dar algumas voltas no Autódromo Hermanos Rodriguez, decidiu que não estava apto para correr. Davidson não será substituido, logo, Sebastian Buemi e Kazuki Nakajima correrão como uma dupla na prova mexicana.

"Tive uma espécie de incidente de testes", começou por dizer Davidson à Motorsport.com. "Há algumas semanas, nós estávamos em Magny-Cours e havia um problema com o carro que, infelizmente, me colocou fora da pista em alta velocidade. Eu não posso entrar em outros detalhes porque era uma questão técnica. Em testes que você explora tecnicamente os limites e descobe coisas que você não encontra num fim de semana de corrida.
"Eu acabei batendo fortemente no muro de proteç
ão. Bati com a minha cabeça e magoeei-me fortemente nas minhas costelas. Fiz um exame e, obviamente, não encontraram danos cérebrais - o velho clichê! Não, mais a sério... foi uma colisão lateral bem grande e bati minha cabeça dura por volta dos 30 G's.
"Quatro semanas é o limite para que as costelas recuperem. Se alguém já teve dores toráxicas, você sabe que é isso que leva para curar.
"Eu vim aqui tentando manter-me positivo, mas quando tentei conduzir esta manhã, provou ser um pouco cedo demais. Eu senti isso de imediato, e falei com Seb e ele concordou que se tivesse qualquer sinal de dor que ele não me deixava conduzir - que me deu o conforto para dizer 'eu não estou completamente pronto'".
 
"É pena, estava a gostar, eu gosto de pistas novas, mas aqui eu estava adiando a dor, mas eu estava dirigindo de forma protegida. O meu coração queria estar na pista, mas meu corpo
não me deixou" concluiu.

domingo, 6 de julho de 2014

Youtube Racing Weirdness: A próxima carreira de Kimi Raikkonen

Tenho visto isto durante a semana que passou: Kimi Raikkonen em cima de um cortador de relva adaptado para correr. Na realidade foi uma ideia da Sky Sports, que colocou o finlandês da Ferrari em cima de uma coisa dessas, correndo contra mais gente, nomeadamente dois ex-pilotos de Formula 1 tornados comentadores, Anthony DavidsonMartin Brundle e Johnny Herbert.

O resultado final desta experiência dita... diferente, foi esta que podem ver. Não se pode dizer que Raikkonen não tem sentido de humor, não acham?

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A entrevista a Anthony Davidson depois do acidente

Pode ter apanhado o susto da sua carreira, mas o piloto britânico Anthony Davidson, de 33 anos, está agora a recuperar num hospital na zona de Le Mans após o acidente na tarde de sábado, quando estava a dobrar um Ferrari GT no final da recta de Mulsanne. Até quarta-feira, vai ficar em observação, para depois ter alta e continuar a recuperação em casa até estar pronto para regressar à competição, provavelmente no final do verão. Nesta entrevista captada pela Autosport portuguesa, Davidson conta o que aconteceu e relata também os momentos após o acidente que o levou a bater fortemente nas barreiras de proteção. 

P: Como te sentes? 

Anthony Davidson: “Já estou melhor mas ainda tenho dores nas costas. Contudo, tendo em conta o acidente que foi, tive muita sorte.” 

P: Qual foi o diagnóstico e quando voltas? 

AD: “Tenho duas vértebras fraturadas, T11 e T12 e os médicos dizem-me que a média de recuperação são três meses, um pouco menos para atletas de alta competição. 

P: O que aconteceu no acidente? 

AD: “Tinha passado um Ferrari e um Corvette de pilotos Pro e julguei que o piloto que rodava um pouco à frente deles noutro Ferrari também era Pro, e estava inserido nesse grupo. O carro dele desviou-se para a esquerda, como se espera que um piloto Pro faça, e por isso meti pela direita. Quando já o tinha praticamente passado senti uma pancada na traseira esquerda. 

P: O que aconteceu depois? 

AD: “O carro entrou em pião de imediato e levantou voo. Parecia um avião fora de controlo. Sabia que as barreiras estavam perto e aquela velocidade foi só esperar que a batida, que foi aterradora. Senti uma grande pancada na espinha. 

P: E depois do carro parar? 

AD: abri os olhos e apesar das dores senti que estava ali. Tinha sensibilidade e podia mover os pés, tudo funcionava. Devia ter permanecido no carro, especialmente devido à dor nas costas, mas abri a porta e saí do carro porque entrei em pânico e estava claustrofóbico. Tinha que me esticar, deitei-me no chão e esperei pelos médicos. 

P: O que achas da estreia do TS030 Hybrid? 

AD: “Quando me visitaram falei com os meus colegas de equipa. Quisemos mostrar a nossa velocidade e mesmo da cama do hospital vejo coisas positivas. Tivemos uma grande qualificação, no meio dos Audi, e mostrámos grande andamento na corrida, chegando a liderar entre a quarta e quinta hora. Penso que foi ótimo para os adeptos.”

sábado, 16 de junho de 2012

Youtube Le Mans Crash: o acidente de Anthony Davidson em Le Mans



E poucos minutos depois de ter acontecido o acidente do Audi numero 3... a Toyota fica sem um dos seus carros na travagem no final da reta Mulsanne. O acidente aconteceu num dos momentos mais temidos neste tipo de corridas, quando se dobrava um dos carros mais atrasados. Neste caso um dos Ferrari GT.

O vôo foi impressionante, mas o carro, que era guiado pelo britânico Anthony Davidson, conseguiu aguentar o embate no muro de pneus. O piloto não ficou ferido, mas recordou-se claramente os eventos do ano passado com os pilotos da Audi Alan McNish e Mike Rockenfeller. E estamos ainda com cinco horas da corrida...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Noticias: Lamy continua a correr em Le Mans pela Peugeot

A Peugeot confirmou esta tarde os seus pilotos para as 24 Horas de Le Mans em 2010, naquele que provavelmente será o último ano com o modelo 908. Para a corrida mais importante do ano, alinhará com dois carros, um para a tripla Pedro Lamy, Sebastien Bourdais e Simon Pagenaud, e outro para os dois vencedores de 2009, Alex Wurz e Marc Gené, acompanhados pelo britânico Anthony Davidson. Neste alinhamento não se confirmaram os rumores que davam conta da participação de Sebastien Löeb na mais importante prova da Endurance, que luta este ano por mais um título do WRC, ao serviço da Citroen.

Outro facto importante: Jacques Villeneuve e Christian Klien também não foram confirmados na equipa do leão, o que significa que estão a investir fortemente numa reentrada na Formula 1, pois as 24 Horas de Le Mans calham na mesma altura que o GP do Canadá.

Quanto ao programa de 2009 da Peugeot na Endurance, já se conhecia há muito: participações nas 12 Horas de Sebring com um carro, e nos 1000 km de Spa-Francochamps, numa participação mais reduzida do que o normal, embora um dos carros oficias seja cedido à francesa ORECA, que alinhará com Olivier Panis e Nicolas Lapierre.

Estes alinhamentos pontuais são um espelho do momento actual da Endurance. Para além da crise mundial, esta vive também um momento de transição, já que a partir de 2011, a classe passa a ter um alcance mundial, algo que já merece há muito.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Noticias: Ferrari fortemente criticado pela opção Badoer

A utilização de Luca Badoer por parte da Ferrari no GP da Europa, no circuito espanhol de Valencia, e o consequente desastre no seu fim de semana de regresso à competição, dez anos depois do seu último Grande Prémio, deram azo a um mar de criticas por parte de muitos especialistas, incluindo ex-pilotos de Formula 1. E até um deles, Anthony Davidson, se ofereceu para pilotar o F60!


"Vou falar pessoalmente com a Ferrari esta semana para propor o meu nome. O Luca não esteve nem perto nem longe de conseguir pontuar e aquele carro é capaz de o fazer", começou por dizer Davidson na sua coluna no jornal inglês The Telegraph. "Estou pronto e penso que sou melhor. Não é ser arrogante. É apenas aquilo em que acredito. Tenho a experiência necessária para ter a minha oportunidade na Fórmula 1 - por isso, porque não na Ferrari?", concluiu o britânico, ex-piloto de testes da BAR Honda e piloto efectivo da Supar Aguri em 2007 e 2008.


Outro que também criticou as capacidades de Badoer de pilotar o F60 e até se auto-propôs para o lugar, mas de modo mais recatado, foi o escocês David Coulthard, piloto entre 1994 e 2007, ao serviços de Williams, McLaren e Red Bull. "O director da equipa Stefano Domenicali explicou que na equipa italiana fazem as coisas de maneira diferente e decicidiram recompensar a lealdade do piloto de testes italiano ao dar-lhe um lugar uma vez que o Michael Schumacher se declarou fora de forma para os rigores da F1. Admiro o sentimento de lealdade, mas a lealdade não faz tudo e agora a Ferrari precisa de reagir ao que está a ver na pista", começou por escrever Coulthard, agora comentador da BBC Sport.


"Não tenho nada contra o Luca e temos de lhe dar o benefício da dúvida (...) mas ele é um piloto de Formula 1 com imensa experiência de testes e a diferença entre ele e o seu companheiro de equipa e para o último da grelha é simplesmente demasiado grande. (...) Ainda que a Ferrari não esteja na luta pelo título, continua a ser um Ferrari e isso significa que o carro tem de ser pilotado tão depressa quanto consegue andar - e neste momento isso não acontece", continuou.


E, tal como Davidson, o escocês acredita que também seria capaz de fazer melhor do que Badoer: "Acredito que poderia ter feito melhor do que o Luca. Se tivesse uma oportunidade concreta para o fazer, tenho a certeza de que a Red Bull me deixaria participar - mas a Ferrari só procurou internamente até agora", afirmou, em jeito de 'auto-recomendação'...


Apesar de todas estas criticas, Stefano Domenicali, o director desportivo da Ferrari, evidenciou qualidades no piloto italiano e deu-lhe um voto de confiança para o próximo Grande Prémio, que se disputará no próximo fim de semana no circuito belga de Spa-Francochamps:

"Claro que é uma corrida importante para o Luca Badoer. Esperamos uma grande melhoria dele e depois logo se verá. Tal como disse antes, a Ferrari não pode ficar satisfeita por ter um carro na última posição. Isso é bastante claro, mas temos de ter em conta todas as circunstâncias e tudo o que aconteceu. Julgo que se olharmos para trás, foi um fim-de-semana difícil para ele", considerou Domenicali.


"Em termos de andamento de corrida, se tentarmos compará-lo com outros jovens pilotos, podemos chegar a algumas conclusões. Ele fez uma grande partida e depois foi tocado por trás, perdeu um lugar e depois, em termos de ritmo, toda a gente estava preocupada acerca da sua saúde, preocupada que ele não chegasse ao final e que tivesse de ir para o hospital. Mas ele estava muito bem", observou, destacando a boa forma física de Badoer.

sábado, 18 de abril de 2009

O piloto do dia - Anthony Davidson

Engraçado... ontem escrevi a biografia de um ex-piloto de Formula 1 que tinha chegado à casa dos trinta, e hoje vai-se passar exactamente a mesma coisa. O piloto em questão foi considerado um dos mais promissores enquanto andava nas categorias de acesso, mas quando chegou à Formula 1, ficou durante muito tempo com o papel de piloto de reserva da BAR e depois da Honda. Hoje em dia, cumpre o mesmo papel na Brawn GP, mas é comentador na britânica Radio 5. Hoje é dia de dar os parabéns a Anthony Davidson.


Nascido a 18 de Abril de 1979 em Hernel Hempstead, no Herefordshire, Davidson começou a competir aos oito anos, no karting. Até 1995, competiu em diversos campeonatos, quer em Inglaterra, quer na Europa, quer nos Estados Unidos, onde venceu três campeonatos britânicos, e em 1996 foi segundo classificado na Formula A europeia. Em 1999, com 20 anos, passou para os monolugares, nomeadamente a Formula Ford 1600, onde ganhou na sua classe no Formula Ford Festival. Em 2000, repete o feito, mas no campo geral.


Em 2001, passa para o nivel seguinte, a Formula 3, onde fez parceria com o japonês Takuma Sato, na equipa Carlin. Ambos dominam o campeonato desse ano, mas o japonês é o campeão daquele ano, com Davidson a ficar logo a seguir na classificação, com sete pole-positions e seis vitórias. Mas nesse ano, vence a Taça Europeia de Formula 3 e é terceiro na Masters de Zandvoort. Isso é o suficiente para ser o piloto de testes e de reserva para a BAR-Honda em 2002, e quando Alex Yoong se magoa e fica de fora por duas corridas, Paul Stoddart pede à BAR para que empreste Davidson por duas corridas: Hungria e Belgica. Dá-se bem nessas corridas, mas não as termina.


Em 2003 continua como piloto de testes da BAR, mas as oportunidades para correr na categoria maior não aparecem. Portanto, a temporada vai ser passada na Le Mans Series, onde a bordo de um carro da Prodrive Racing, na classe GTS. Isso incluiu uma passagem pelas 24 Horas de Le Mans, onde não terminou a corrida. No ano seguinte, torna-se terceiro piloto da BAR, e tem a oportunidade de correr nas sextas-feiras antes da qualificação, para se dar melhor a conhecer. Faz boas performances, e no final do ano, a Williams tentou contratá-lo por uma temporada. Contudo, a BAR faz exigências elevadas, e o negócio é abortado.


Davidson volta a correr no GP da Malásia de 2005, substituindo Takuma Sato, que se sentira mal disposto, mas a corrida só dura duas voltas, devido a um motor rebentado. Continua a ser piloto de testes, mesmo depois da BAR ter mudado o nome para Honda. No final desse ano, a Super Aguri pede à Honda para que ele seja o seu piloto para a temporada de 2007, ao lado de Takuma Sato. E assim, aos 26 anos, tinha finalmente a sua primeira temporada completa.

Apesar do carro ser um chassis da Honda do ano anterior, as performances de Sato e Davidson são tão ou bastante melhores do que o da casa-mãe, e conseguem pontuar por algumas vezes. Contudo, Davidson nunca tem oportunidade para chegar lá, excepto por uma ocasião, no Canadá. Nessa corrida, rodava a caminho de um lugar no pódio quando... atropelou uma marmota. Os estragos sofridos no carro fizeram com que terminasse a corrida na 11ª posição final, o que lhe estragou a sua unica hipótese de pontuar...

Apesar de tudo, e dos problemas que a Super Aguri passava, ficou para 2008, ao lado de Sato. Mas as dívidas e as exigências da casa-mãe, principalmente Nick Fry, fizeram com que a Super Aguri terminasse as suas actividades após o GP da Turquia, a quinta prova do campeonato.

A sua carreira na Formula 1: 24 Grandes Prémios, em quatro temporadas (2002, 2005, 2007-08), zero pontos.


Aprós o fim da Super Aguri, Davidson tornou-se piloto de testes da Honda, enquanto que começava um trabalho como comentarista de rádio na britânica BBC Radio 5, trabalho que continua nos dias de hoje, bem como de ser piloto de testes da nova Brawn GP.

Fontes: