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domingo, 26 de maio de 2019

A(s) image(ns) do dia






Até ao final de abril, Simon Pagenaud era um piloto com o seu lugar em risco. Na Penske, o campeão de 2017 não conseguiu demonstrar que é um dos melhores do pelotão. E claro, o seu lugar estava em risco. 

Como as coisas mudaram em um mês! Vitória na Indy GP, pole-position e vitória nas 500 Milhas. Duas vitórias, duas vitórias bem importantes para a sua carreira e que foi capaz de - provavelmente - ter garantido o seu lugar por muito tempo. Neste maio, Pagenaud teve o seu melhor conjunto de resultados da sua carreira.

Não foi uma corrida fácil, apesar de ter durado duas horas e meia. Lutou o tempo todo com o americano Alexander Rossi e na parte final, com o japonês Takuma Sato, aproveitou dos azares dos outros, especialmente Rossi, que teve uma paragem desastrosa nas boxes, antes de uma situação de bandeiras amarelas. Se calhar, sem isso, Rossi teria tido uma melhor chance. Mas lutou, tanto que as coisas só se decidiram uma volta e meia antes da meta.

No final, Indianápolis cumpriu aquilo que é: deu-nos um grande espectáculo, foi uma excelente corrida e o vencedor foi inteiramente justo. Parabéns a Pagenaud e vamos a ver se isto continua para o resto do campeonato. E em meio de 2020, cá estaremos de volta ao mesmo lugar.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A imagem do dia


Um século separam estas duas imagens. E o que têm em comum? A nacionalidade dos pilotos. Demorou cem anos entre René Thomas e Simon Pagenaud, mas a França tem de novo um "poleman" no Brickyard americano.

Pouca gente sabe, mas a França dominou o automobilismo americano nos seus primeiros tempos. Marcas como a Peugeot, a Ballot e a Delage participavam frequentemente nas 500 Milhas de Indianápolis, porque tinham os prémios mais chorudos do automobilismo - mesmo naquela altura - e vencer ali, especialmente vindo de uma nação pioneira no automóvel e no automobilismo, era um feito prestigioso. E ter carros franceses era garantia de competitividade. 

Thomas era mais um dos muitos franceses que competiam nesses dias em paragens americanas. Outros como Georges Boillot, Jules Goux, Jean Chassagne, estavam em paragens americanas para tentarem a sua sorte como pilotos oficiais das equipas francesas. Thomas venceu em 1914, praticamente a penúltima prova onde participou antes de rebentar a I Guerra Mundial, onde esteve presente, mas depois foi dispensado para poder participar no desenvolvimento dos automóveis e na competição. 

Em 1919, com o final da guerra, Thomas voltou com o seu Ballot, para tentar de novo a sua sorte. E começou bem quando conseguiu a pole-position, a uma média de 162 km/hora, um feito numa oval cheia de paralelepípedos como aquela. Acabou por não conseguir mais que o 11º posto final, numa corrida vencida por um americano, Howdy Wilcox, o primeiro a vencer desde 1912.

A vida de Thomas foi cheia. Também foi um pioneiro da aviação, voando pela Antoinette em várias demonstrações um pouco por toda a Europa, e em 1924, com um carro da Delage, ele estabeleceu um recorde de velocidade na localidade de Arpajon, deixando-o a 230 km/hora. Depois, reformou-se e teve uma vida longa. Dois anos antes de morrer, em 1975, aos 89 anos de idade, voltou a Indianápolis, onde foi ovacionado, dando umas voltas no carro que venceu a prova de 1914.

Os franceses esqueceram Indianápolis por duas gerações até aparecerem com Sebastien Bourdais e Simon Pagenaud. E por fim, precisamente um século depois da última vez, o piloto da Penske, e campeão em 2017, conseguiu a pole-positon para a prova mais importante do calendário. E o seu feito calhou em boa altura, porque venceu aqui no Indy GP, e numa altura em que parecia que a sua estrela estava a empalidecer, ao ponto de se questionar a sua presença na Penske. 

Contudo, o mês de maio está a ser um sucesso para Pagenaud. Espera-se que não fique por aqui.

domingo, 12 de abril de 2015

Youtube IndyCar Crash: O acidente de Pagenaud, Bourdais e Hunter-Reay

A segunda prova da IndyCar de 2015 foi tudo menos chata. Aliás, foi um fim de semana atribulado por causa da chuva que se abateu sobre o complexo NOLA, nos arredores de Nova Orleães. A qualificação foi cancelada por causa da imensa chuva que se abateu sobre o circuito, e a partida foi antecipada em quinze minutos para evitar que a próxima bátega de água caisse enquanto a corrida decorresse. Mas isso não impediu que esta acontecesse sem incidentes. Das 75 voltas previstas, apenas aconteceram 47, e dessas, 26 aconteceram debaixo de bandeiras amarelas.

E as bandeiras aconteceram graças a inumeros incidentes na pista, por causa dos pilotos terem pisado fora da trajetória ideal, causando acidentes. como este que colocou logo de fora Ryan Hunter-Reay, Simon Pagenaud e Sebastien Bourdais. Felizmente, ninguém ficou ferido.

No final, o canadiano James Hintchcliffe foi o melhor, numa prova em que logo a seguir veio Hélio Castro Neves, com James Jakes a ser o terceiro, na frente da suiça Simona de Silvestro. Juan Pablo Montoya foi o quinto, mas é continua a ser o lider do campeonato. 

Semana que vêm, eles estarão em Long Beach.

sábado, 1 de setembro de 2012

Os saltos e pulos da IndyCar Series

Esta sexta-feira, parece que rebentou polémica na IndyCar Series, e tem a ver com a pista urbana de Baltimore. Aparentemente, no cenário urbano da cidade, a ondulação da pista é tal que alguns carros tem dificuldade em se manter na pista, tantos eram os saltos existentes e a velocidade que os carros alcançam na reta é tal que alguns até voam, como acontece nesta foto, tirada ao francês Simon Pagenaud.

As pistas urbanas nos Estados Unidos não tem o asfalto liso como têm, por exemplo, as pistas da Formula 1, mas raramente são chamadas à atenção pela sua irregularidade, porque significa que de uma certa forma, são aceitáveis para os padrões da IndyCar. Mas já houve problemas nesse sentido, quando em 2006 e 2007, a (agora extinta) ChampCar correu nas ruas de San José, na California, e havia um troço onde passavam por cima de uma linha de elétrico.

O caso de Baltimore não é novo, pois já tinha acontecido no ano passado, e o problema foi (mais ou menos) resolvido, com a corrida a decorrer sem grandes incidentes. Mas ter problemas como este logo no primeiro treino livre, pode significar o começo dos problemas. Esperemos que não, claro, porque para chatices e polémicas, já bastou o que aconteceu o ano passado, em Las Vegas.

E é por isso que o Rubens Barrichello diz que hoje em dia, a maioria das pistas não passariam no crivo da Formula 1. Ele têm razão, mas aqui há muito mais pistas urbanas do que na Formula 1. Lá, só Mónaco, Singapura e Melbourne é que contam, enquanto que aqui há mais pistas. Mas mesmo assim, esta de Baltimore é demasiado, até para os padrões da IndyCar Racing. 

Espero que nada de mal aconteça neste fim de semana.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Noticias: Lamy continua a correr em Le Mans pela Peugeot

A Peugeot confirmou esta tarde os seus pilotos para as 24 Horas de Le Mans em 2010, naquele que provavelmente será o último ano com o modelo 908. Para a corrida mais importante do ano, alinhará com dois carros, um para a tripla Pedro Lamy, Sebastien Bourdais e Simon Pagenaud, e outro para os dois vencedores de 2009, Alex Wurz e Marc Gené, acompanhados pelo britânico Anthony Davidson. Neste alinhamento não se confirmaram os rumores que davam conta da participação de Sebastien Löeb na mais importante prova da Endurance, que luta este ano por mais um título do WRC, ao serviço da Citroen.

Outro facto importante: Jacques Villeneuve e Christian Klien também não foram confirmados na equipa do leão, o que significa que estão a investir fortemente numa reentrada na Formula 1, pois as 24 Horas de Le Mans calham na mesma altura que o GP do Canadá.

Quanto ao programa de 2009 da Peugeot na Endurance, já se conhecia há muito: participações nas 12 Horas de Sebring com um carro, e nos 1000 km de Spa-Francochamps, numa participação mais reduzida do que o normal, embora um dos carros oficias seja cedido à francesa ORECA, que alinhará com Olivier Panis e Nicolas Lapierre.

Estes alinhamentos pontuais são um espelho do momento actual da Endurance. Para além da crise mundial, esta vive também um momento de transição, já que a partir de 2011, a classe passa a ter um alcance mundial, algo que já merece há muito.