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quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

WRC: Greensmith anuncia saída da M-Sport


O britânico Gus Greensmith anunciou a sua saída da M-Sport depois de oito anos de bons serviços junto da Ford. Já se sabia da sua ausência na lista de inscritos para o rali de Monte Carlo, que se realizará no próximo mês, mas agora, sabe-se que é definitivo. Nas suas redes sociais, Greensmith agradeceu à M-Sport pela oportunidade concedida de andar com os melhores carros de ralis.

“Oito anos onde passamos por altos e baixos. Não mudaria nada. A todos na M-Sport, tudo o que tenho a dizer é obrigado e ciao por agora. O meu programa para 2023 será anunciado no seu devido tempo”.

Do lado da M-Sport, esta também deixou uma mensagem ao piloto nas suas redes sociais:

“Gus, entraste no desporto connosco há oito anos, desde os teus primeiros eventos num R1 até um Puma Rally1 contra os melhores do mundo. É um dia triste, pois a partir de hoje, Gus e a M-Sport separam-se. Isto não é o fim ou um adeus. É um sincero e sincero agradecimento. Tudo de bom para o futuro”.

Aparentemente, Greensmith está a tentar correr no quarto carro da Toyota Rally1, embora não seja claro se um acordo se concretizará.

O piloto de 25 anos sempre fez a sua carreira no WRC ao serviço da Ford, começando em 2016 ao volante de um Fiesta R5, passando para a divisão principal da M-Sport em 2019, com a sua primeira vez com um WRC no rali de Portugal de 2019. Nesse ano também competia no WRC2-Pro, alcançando o terceiro lugar da classificação, com vitórias na sua classe no Mónaco e na Turquia.

O seu melhor resultado foi um quarto lugar no Rali do Quénia, em 2021. Nesta temporada, os seus melhores resultados foram dois quintos lugares em Monte Carlo e na Suécia.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

WRC: M-Sport com três carros


A M-Sport, que prepara os Ford Fiesta de WRC, revelou que terá três carros na temporada de 2021. O britânico Gus Greensmith, o finlandês Teemu Suninen e o francês Andrien Fourmaux. Greensmith fará a temporada inteira, enquanto o segundo carro será partilhado entre o finlandês e o jovem piloto francês, que fará parte da temporada com um R5. 

O que se sabe é que dois dos pilotos irão traer dinheiro para pagar a sua temporada, algo diferente de Suuninen, que ajudará a preparar esta e a de 2022, sem o seu navegador habitual, Jarmo Lehtinen, que será o responsável de eventos da Toyota Gazoo Racing.

À imprensa finlandesa, Suninen disse que “Um piloto deste nível deve ser pago para correr. Em nenhum momento eu duvidei que haveria algum lugar. Claro, percebi que os tempos são difíceis. No entanto, posso acrescentar que é preciso haver um piloto na equipa para desenvolver o carro [para 2022]”.

“Malcolm precisava de um piloto de testes, e nenhum outro piloto experiente estava disponível. Mas seria bom para cada equipa ter mais pilotos de testes. Não importa o quão bom alguém seja em testar um carro novo, pois é bom haver mais perspetivas diferentes”, continuou. “É importante guiar um R5 em 2021 porque será mais semelhante em termos técnicos [diferenciais] aos carros de 2022, em termos de maneabilidade e estilo de direção”.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

WRC: M-Sport anuncia Lappi

A M-Sport, que prepara os Ford no Mundial de Ralis, anunciou esta tarde que o finlandês Esapekka Lappi será seu piloto para a temporada de 2020, ao lado de Teemu Suninen e de Gus Greensmith. Numa equipa muito jovem - a média de idades dos engenheiros anda pela casa dos 30 anos! - os pilotos também o são. Gus Greensmith, por exemplo, tem 21 anos. 

Para Lappi, que é o mais velho dos três - tem 28 anos - a M-Sport é uma alternativa à Citroen, que se retirou de cena no final da temporada de 2019, onde obteve três segundos lugares como melhor resultado. Já no caso de Suninen, é a continuidade, depois de uma temporada onde o segundo lugar no rali da Sardenha foi o seu melhor na temporada. Para Gus Greensmith, que esteve em onze das catorze provas, três dos quais num WRC, em substituição do lesionado Elfyn Evans, andar toda a temporada nessas máquinas é uma espécie de recompensa.

Ao contrário de Lappi e Suninen, Greensmith vai fazer nove ralis: Monte Carlo, México, Argentina, Portugal, Sardenha, Finlândia, Turquia, Alemanha e País de Gales.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

WRC: Elfyn Evans não corre na Alemanha... e na Turquia?

Elfyn Evans não vai correr no Rali da Alemanha. O piloto galês ainda está a recuperar da lesão nas costas durante o Rali da Estónia, no inicio de julho, e isso faz com que não esteja pronto a tempo da prova alemã, que vai acontecer no final deste mês. Para além disso, não há garantias de que o piloto galês de 30 anos estará presente no Rali da Turquia, que acontecerá em meados de setembro.

Assim sendo, a M-Sport confirmou esta quarta-feira que Evans irá ser substituído no Rali da Alemanha por outro britânico, Gus Greesmith. Para o jovem piloto de 22 anos, depois de dois ralis em terra com um WRC, em Portugal e na Finlândia, surge agora a sua estreia em piso de asfalto. 

Nesta altura, Evans é quarto classificado na geral, com 78 pontos, e teve como melhor resultado dois terceiros lugares, no México e na Córsega. Quanto ao seu substituto, já pontuou nesta temporada com um sétimo lugar no Rali de Monte Carlo. 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

WRC: Greensmith achou a estreia "quase perfeita"

O britânico Gus Greensmith gostou da sua estreia num carro WRC no Rali de Portugal. Correu sem pressão ao volante de um Ford oficial, apenas com o objectivo de fazer quilómetros e aprender como é correr com num carro deste tipo, Greensmith esteve bem enquanto manteve o carro em prova, apesar de dois acidentes o terem impedido de chegar ao fim.

"Senti que estava melhor a cada quilómetro,", começou por dizer, antes do acidente que acabou por levá-lo a sair de estrada no último troço do dia. "Falhei uma travagem, atravessei o carro e bati com a traseira numa árvore. Foi um erro parvo, mas não posso estar chateado porque afinal de contas estava a conduzir um World Rally Car e isso foi fantástico", concluiu.

No domingo, o britânico teve nova batida, por motivos mecânicos, devido à quebra de um braço da suspensão. Mas isso não invalidou de ter tido uma boa estreia ao volante de um carro WRC.

"Foi um bom fim de semana para nós. Por qualquer razão tudo pareceu bater certo, e para ser honesto, fomos rápidos bem depressa. Estivemos a lutar com o Elfyn [Evans] e o Teemu [Suninen] parte de todo o fim de semana, e isso era algo que eu não esperava.", concluiu.

sábado, 1 de junho de 2019

WRC 2019 - Rali de Portugal (Dia 2)

Ott Tanak continua a liderar o Rali de Portugal, completadas estão treze especiais de classificação. O piloto estónio da Toyota tem uma vantagem de 4,3 segundos sobre Kris Meeke. Ao estónio, era para beneficiar da desistência de Jari-Matti Latvala para alargar ainda mais a sua liderança no rali, mas um despiste na última especial fez reduzir a diferença para quase um mínimo. Thierry Neuville tem o lugar mais baixo do pódio, a 9,2 segundos da liderança e ainda com uma chance, bem como Sebastien Ogier, a 21 segundos.

Depois de vermos no final do dia de ontem que os Toyota dominavam, monopolizando os três primeiros lugares da geral, após a passagem do rali pelo centro, este sábado foi dedicado às classificativas do norte, com passagens duplas por Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante.

O dia começou com Meeke ao ataque, vencendo na primeira passagem por Vieira do Minho, batendo Latvala por três segundos e Ogier em 4,6. Tanak perdeu nove segundos e viu Latvala aproximar-se, reduzindo a diferença entre ambos para 13 segundos. O estónio disse depois que tivera um problema de travões.

Latvala venceu depois em Cabeceiras de Basto, com uma vantagem de 0,4 segundos sobre Tanak, enquanto Meeke era terceiro, a 2,8 segundos. Ogier era quinto, a 4,1 segundos, mas foi suficientemente veloz para passar Neuville para ser quarto classificado. No final da manhã, em Amarante, Latvala era o mais veloz, deixando Neuville a 4,2 segundos e Tanak a 5,8. Isso foi suficiente para o belga da Hyundai recuperar o quarto lugar perdido para Ogier na especial anterior.

Nesta altura, havia mudanças no WRC2, com o polaco Lukasz Pieniaszeck a ter problemas de travões, enquanto o norueguês Ole Christian Veiby tinha um principio de incêndio no seu Volkswagen Polo R5. O norueguês acabou por desistir.

Na parte da tarde, Tanak voltou a vencer na segunda passagem por Vieira do Minho, passando Meeke por um segundo e Neuville por 4,5. Latvala perdeu 9,7 segundos devido a uma pancada. "Tivemos um pequeno impacto e a frente parece estar um pouco solta. Precisamos de verificar as molas da frente. Fui mais devagar para ver se acabava a especial e verificar o carro", disse depois, no final da especial.

De facto, os problemas da suspensão eram pertinentes e agravaram-se na especial seguinte, acabando por abandonar. Quem também teve problemas foi Gus Greensmith, que perdeu mais de 37 segundos devido a um furo. Com isso, Tanak tinha agora Kris Meeke na sua frente, mas com Neuville e Ogier não muito longe.

O dia acabou com Neuville a vencer na segunda passagem por Amarante, 1,8 segundos na frente de Meeke e 3,5 segundos sobre Ogier. Tanak perdeu 12,7 segundos devido a um despiste, fazendo com que aumentasse a luta pela liderança, agora reduzida a um mínimo.

Depois dos quatro primeiros, Esapekka Lappi é o quinto, a 1.37,5 segundos do primeiro, um pouco distante do sexto, Teemu Suninen, a dois minutos e 2,7. Elfyn Evans é o sétimo, noutro Ford, a seis minutos e dez segundos, na frente de Kalle Rovanpera, o melhor dos WRC2, a oito minutos e 33 segundos. Jan Kopecky foi o nono e a fechar o "top ten" está Jari-Matti Latvala, que vai voltar amanhã no modo "Rally2" para as especiais de Fafe.

O rali de Portugal acaba amanhã com a realização das cinco especiais que faltam disputar.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

WRC: Greensmith quer divertir-se em Portugal

O Rali de Portugal será especial para Gus Greensmith. O piloto britânico da Ford estará aqui a guiar pela primeira um carro do WRC, depois de ter andado em carros da classe R5 ao longo da sua carreira. Para esta prova, o britânico de 22 anos diz que as suas expectativas não são grandes, apenas deseja divertir-se.

“Passei os últimos dez anos da minha vida a preparar-me para este momento, e posso dizer-vos que me sinto pronto para subir esta ‘montanha’! Não tenho outras expetativas que não sejam divertir-me. Vou guiar com um sorriso na cara”, afirmou para a Autosport portuguesa.

Contudo, Greensmith até está a ter uma boa temporada. Sétimo classificado no Rali de Monte Carlo, o britânico é o líder no WRC-2 Pro e apesar de não pontuar para a categoria, não espera perder a liderança, apesar das ameaças de Mads Ostberg e do polaco Łukasz Pieniążek.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

WRC: Gus Greensmith de Ford em Portugal

A Ford anunciou hoje que o britânico Gus Greensmith correrá pela equipa na classe WRC2 Pro, ao lado do polaco Lukasz Pieniazek. Para além disso, estreará a bordo de um Fiesta WRC no Rali de Portugal, em maio, ao lado de Elfyn Evans e Teemu Suninen.

“Estou muito orgulhoso por correr com a M-Sport Ford no WRC 2 Pro, e ainda mais orgulhoso por ter previsto fazer a minha estreia no WRC no terceiro WRC do Ford Fiesta da equipa no Rali de Portugal. A M-Sport Ford é composta por gente altamente motivada e é um privilégio aprender e trabalhar com eles", começou por dizer o piloto numa entrevista feita pela Autosport portuguesa.

"É onde eu queria estar e onde terei a melhor oportunidade, com o melhor programa para progredir como piloto em 2019. Também estou contente por ter Elliott [Edmondson, seu navegador] ao meu lado este ano e acredito que pode ser uma parceria de sucesso a longo prazo entre nós", continuou.

"É um sonho tornado realidade fazer a minha estreia no WRC [no rali de Portugal]. Estou muito grato à M-Sport por me ter dado esta oportunidade, e à minha família que me apoiou desde o início para que um dia pudesse mostrar o meu potencial”, concluiu.

Aos 22 anos de idade - nasceu a 26 de dezembro de 1996 - começou a correr nos ralis em 2014, acabando por ser campeão britânico junior, para depois começar a correr no Junior WRC Rally, a bordo de um Ford Fiesta R2T. No rali do México de 2018, alcançou os seus primeiros pontos ao terminar a prova na nona posição, tendo sido quarto classificado na geral do WRC2.