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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Youtube Automotive Video: O sucesso norueguês na electrificação

A Noruega é exportadora de petróleo, e boa parte dos lucros vão para um enorme fundo soberano, o maior do mundo. Mas se julgam que a gasolina na Noruega custa mais que uma garrafa de água, estão enganados: é cara, bem cara - creio que é das mais caras do mundo - e há mais de uma década, decidiu apostar fortemente na eletricidade, porque é exportadora de energia elétrica - mais de 90 por cento das fontes de eletricidade são ou hidroelétricas, ou eólicas. 

Com incentivos, como faixas próprias para veículos elétricos, e lugares de estacionamento gratuitos nas cidades, a transição foi praticamente inexorável. Ao ponto de, em 2025, 97 por cento dos carros novos serem já elétricos. 

Claro, ainda demorará mais para que o parque automóvel seja totalmente elétrico - ainda há mais de metade de carros a gasolina a circular nas estradas - mas será uma questão de tempo até que, no país onde o petróleo é uma das maiores exportações da economia local, o parque automóvel é elétrico. 

O video é do serviço em inglês na NHK japonesa.   

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Youtube Automotive Vídeo: A Utopia norueguesa

A noruega é montanhosa, grande e rica em minerais, gás e petróleo. Contudo, este país de 5,5 milhões de habitantes tem 90 por cento da sua energia baseada nas hidroelétricas e em 2023, 80 por cento dos carros novos... eram elétricos, tendo o país conseguido transformar a paisagem automóvel em cerca de uma década.

Tudo isto, enquanto na China, 25 por cento dos carros novos era elétrico, e nos Estados Unidos... eram 7 por cento. 

Claro, os americanos querem saber como isto é possível. Assim sendo, foram a Oslo para saber como os noruegueses conseguiram antes das metas que estabeleceram a eles mesmos? Aqui está o vídeo.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Youtube Automotobile Vídeo: Como a Noruega matou o motor de combustão interna

Com mais de 80 por cento de vendas de carros elétricos novos no começo de 2022, a Noruega está a caminho de os livrar completamente ainda este ano, antes da meta estabelecida para 2025. E com as ruas todas cheias de Teslas, e-Golfs, Leafs e outros que não precisam de meter gasolina para poderem andar - embora o país exporte... petróleo - o pessoal do Fully Charged decidiu viajar até Oslo para saber o que se passou. 

E no meio desta história, até os A-Ha se meteram no barulho!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Os carros de combustão interna estão a caminho do desaparecimento


Pelo menos... na Noruega. Este país nórdico, pioneiro na implementação dos veículos elétricos no mundo, e com praticamente toda a sua eletricidade produzida de fontes renováveis - embora, ironicamente, seja... produtora de petróleo! - decidiu há algum tempo que deixaria de vender carros novos a combustão interna em 2025, ou seja, dentro de três anos. E vão no bom caminho, pois em 2021, mais de metade dos carros novos são elétricos.

Contudo, as vendas de janeiro deste ano mostraram algo inesperado: é que 84 por cento dos carros novos são elétricos. Ou seja, de oito mil carros novos, meros 387... tem motores a combustão. E se a tendência é esta, na primavera, eles poderão ser o primeiro país do mundo a não vender mais carros novos a gasolina ou Diesel. Dois anos e meio antes de tempo!  

E se acham que é tudo Teslas, engane-se: o carro mais vendido por lá é o BMW iX, seguido pelo Audi Q e-tron e o Hyundai Ioniq 5.

É claro, os incentivos governamentais ajudaram nisso - descontos na aquisição de um veículo elétrico, matriculas especiais que permitem, por exemplo, usar faixas especiais de circulação em estrada, para não falar de uma enorme rede de carregadores, espalhados pelo país - colaboraram muito nisso. E graças a isso, os carros elétricos triunfaram definitivamente num país onde está frio em cinco meses por ano e exporta petróleo, guardando os seus lucros num fundo soberano estatal que é o mais rico do mundo, estimado em mais de um trilião de dólares.

E se a Noruega é um exemplo que demorou quase 15 anos a fazer a transição energética, as outras nações não andam longe. Ontem, soube-se que na Grã-Bretanha, em 2021, apenas cinco por cento dos carros novos a circularem na estrada eram a Diesel, ou seja, em 2022, poderá ser o último ano em que se vende um carro deste tipo, e com aumentos da quota de elétricos um pouco por toda a Europa ocidental - mesmo no meio da pandemia, as vendas de carros elétricos aumentaram! - e com mais e mais modelos a aparecer na estrada, das diversas marcas, parece que as construtoras irão fazer a transição energética mais rapidamente que as metas propostas por organismos como a União Europeia. 

E mesmo em Portugal, onde em 2021 as vendas de carros elétricos representaram uma quota superior a 10 por cento, com modelos com maior autonomia - entre 300 a 500 km, em média, e a tendência é aumentar - mostra-se que, em termos de transportes, é possível.

Apesar dos problemas que aparecem de quando em quando - estrangulamentos nas linhas de montagem devido à falta de chips e baterias - e de algumas questões que estão a ser levantadas - exploração de lítio, reciclagem das baterias mais antigas, as mais novas tem uma média de 20 anos de duração - o público tende a acolher bem os carros elétricos. Recentemente, um inquérito afirmou que mais de 70 por cento das pessoas pretende comprar um carro elétrico quando for a altura de trocar o seu automóvel.

Regressando a ares noruegueses... parece ser irónico que um país cujos carros sejam elétricos exporte gasolina para outros lados. Mas à medida que o tempo passa e a transição acontece, provavelmente não haverá tanta necessidade. O petróleo não serve só para ser refinado e transformado em gasolina para automóveis. Muitos dos carros elétricos tem componentes de plástico. Que é... um derivado do petróleo. E a transição energética nos navios e aviões anda um pouco mais atrasada, diga-se. Logo, o governo local ainda lucrará durante mais uns tempos com o sumo de dinossauro...  

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Noruega, a petro-monarquia onde o carro elétrico triunfa

Imaginem um país exportador de petróleo, uma petro-monarquia. Mas ao mesmo tempo, imaginem esse mesmo país onde o litro de gasolina é a mais cara da Europa - e se calhar do mundo - onde existem tantos incentivos à mobilidade elétrica que se chega ao ponto de em 2016, um terço dos carros novos serem elétricos. Fantasia? Não, é real, e tudo isso acontece num país chamado Noruega. Com cerca de 5,2 milhões de habitantes, em 2016 tinha cerca de 90 mil carros elétricos a circular, e com tendência para dobrar até 2018. Tanto que hoje em dia, o carro elétrico é vitima... do seu próprio sucesso.

Na Noruega, ter um carro elétrico tem imensas vantagens. Não paga para estacionar no centro das cidades, não paga portagem, nem para andar de "ferryboat", pode andar nas faixas de "bus" nas grandes cidades e estradas, entre outras coisas. Tudo isto tinha a ver com um plano do governo norueguês, aprovado no parlamento em 2013, com o objetivo de ter 50 mil carros elétricos a circular no final de 2018. Esses carros teriam uma matricula especial, denominada "EL", e teriam um desconto de 25 por cento no IVA, para que os preços fossem competitivos em relação aos carros a gasolina ou mesmo os híbridos. Para terem uma ideia, em 2013, um Volkswagen Golf 1.3 litros valia cerca de 42 mil euros, enquanto que um Nissan Leaf andava pelo mesmo preço, com os incentivos.

A mesma coisa foi feita para os carros a hidrogénio, que para além dos incentivos, tinham também uma matricula especial para eles, o "HY", mas apesar de ter havido um aumento nas vendas, o impacto não foi tão grande como aconteceu nos elétricos.

E já agora, em termos de energia... por causa do seu relevo, 98 por cento das suas fontes energéticas vêm das hidroeléricas, logo, é a fonte de energia mais limpa do mundo. Não há centrais a carvão, ou gás, e claro não há centrais nucleares. E por causa das eólicas e algum solar, exportam essa energia para o seu vizinho, a Suécia. 

A iniciativa foi um estrondoso sucesso. Apesar de em termos de total acumulado, os carros elétricos valerem cerca de 3 por cento, é catorze vezes mais do que a quota nos Estados Unidos, e em julho de 2015, o objetivo dos cinquenta mil carros elétricos foi alcançado, três anos antes do previsto. E a procura de matriculas "EL" foi tanta que já estão esgotados, passando agora aos "EK", que em norueguês são as iniciais de "veículo elétrico". Hoje, os números falam que há neste momento cerca de 121 mil carros elétricos a circular na Noruega, fazendo dela o maior marcado na Europa e o quarto maior no mundo, e já foi reservada uma terceira placa para carros elétricos, o "EV", significando que poderão chegar a um máximo de 150 mil carros elétricos por ali, talvez ainda antes de 2018, o ano em que pensavam que iriam alcançar o objetivo inicial.

E isso já foi reparado pelos construtores. A Nissan e a Renault já apresentou os seus modelos em Oslo, com a presença do próprio Carlos Ghosn, e a Tesla escolheu também a Noruega para lançar na Europa o seu modelo S, em agosto de 2013. E se todos esses carros são um sucesso nessas bandas (dez por cento dos carros que a Tesla vendeu no mundo em 2015 foram na Noruega), ainda existem muitos pequenos citadinos como o os locais Kewet e o Th!nk.

Claro, quem também beneficiou disto tudo foram os híbridos, que tendo um desconto semelhante aos elétricos e os carros movidos a hidrogénio, tanto que em 2016, já superaram as vendas de veículos novos. Em suma, tudo está a ser feito para que a Noruega seja o primeiro país do mundo onde a maioria dos carros deixe de ser a gasolina para ter híbridos ou elétricos, num espaço de cinco anos. E o novo plano nacional de transportes, que vai de 2018 até 2029, fala que nesse ano, 75 por cento de todos os carros, camiões e autocarros têm de ser elétricos, e 40 por cento dos "ferryboats" tem de ser, no mínimo, híbridos, ou com biocombustíveis. Claro, com incentivos subsequentes.

E a grande ironia é que acontece num país produtor de petróleo. Mas também falamos de um país onde 97 por cento das suas receitas petroliferas vão para um fundo soberano (por causa dessa politica, é o mais rico do mundo) e o resto é gasto no Orçamento de Estado para pagar a saúde, a educação, a segurança, entre muitos outros. E os noruegueses não deixam de pagar os seus impostos...

Parece uma fantasia, não é? Mas é real, ela existe.

Agora, nem tudo é um mar de rosas. Como disse em cima, os carros elétricos são vitimas do seu próprio sucesso. Com tantas excepções, começa a haver queixas. O excesso de subsidios ao carro elétrico fez com que as concessionárias das auto-estradas, bem como os dos parques de estacionamento em Oslo, a capital, e as outras cidades no país percam receitas, graças à popularidade do carro elétrico. De acordo com uma pesquisa de 2013, se anda num carro elétrico, poupa por ano 1400 dólares em portagens e cinco mil em estacionamento, mais 400 dólares em despesas complementares. E colocando ainda o beneficio de andar na faixa dos autocarros, um norueguês com um carro elétrico fica com 8200 dólares na carteira no final do ano. E isso é uma pequena ironia, porque, se a poluição desce, por um lado, não faz com que as pessoas troquem o carro pelos transportes públicos, que também é um objetivo para cortar nas emissões poluentes.

Outra vitima do "sucesso norueguês" são os autocarros. Não no sentido de terem mais ou menos passageiros, mas que começam a ter problemas na sua faixa exclusiva por causa... dos carros elétricos. Desde 2013 que os carros elétricos valem 75 por cento dos veículos que circulam nessa faixa e logo a seguir, com cada vez mais veículos, passaram a ter os mesmos problemas de engarrafamentos que tem os veículos convencionais, especialmente nas horas de ponta. E uma terceira vitima do sucesso são os operadores de "ferryboats", que perdem receitas à medida que levam cada vez mais carros elétricos nos seus barcos, estes que podem ser levados por ali de graça.

E claro, o governo vai reagir: a partir de 2018, os proprietários de carros elétricos vão começar a pagar um IVA reduzido, para em 2020 pagar tanto quanto os que comprarem um carro a combustão. E já disseram às autarquias que estão livres de continuar a deixar que estacionem os seus carros de forma gratuita ou começam a cobrar preços (mesmo que reduzidos) para poderem estacionar nos centros das cidades.

Em suma, a Noruega parece que pretende dar um exemplo ao mundo. Ser responsável perante os recursos minerais que têm, para ter uma vida para além dos recursos, ao contrario que vemos noutros países, é um exemplo que já vem do passado, e claro, tem consequências: é frequente ver a Noruega como o melhor país - ou um dos melhores países para se viver - nos indices de desenvolvimento humano. E isso também conta, nem que seja como exemplo a seguir num futuro próximo ou distante.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Youtube Motorsport Crash: os acidentes do fim de semana que passou

Para acabar o dia, mostro-vos uma compilação de acidentes que aconteceram no fim de semana que passou, quer em Daytona, quer nos ralis no norte europeu, todos cheios de neve. Alguns, como o do Memo Gidley, foram  autênticos sustos, outros foram mais cómicos. E pelos vistos, aquela curva na Finlândia continua a fazer vitimas...

A compilação foi feita pelo Alex Ventura. Acho que vale a pena.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Rumor do dia: Henning Solberg na Prodrive?

Um Solberg pode ter ido embora, mas haverá novo Solberg de regresso. De acordo com noticias postas hoje a circular na Noruega, é forte a possibilidade de Henning Solberg, o irmão mais velho de Petter Solberg, poder regressar ao WRC com um forte patrocinador e ir para a Prodrive na temporada de 2013.

Nada foi ainda confirmado - ou desmentido - mas caso seja verdade, é sinal de que a Prodrive, que tem vindo a passar por dificuldades financeiras para manter o seu programa de ralis, poderá respirar melhor para o resto da temporada, pois já tinha anunciado na semana passada que iria estar ausente do Rali de Monte Carlo, por não ter encontrado um piloto capaz de pagar para correr por lá.

Solberg, que no próximo dia 8 de janeiro comemorará 40 anos, nunca teve o palmarés do irmão mais novo - seis pódios ao todo, todos na terceira posição - teve uma pequena temporada em 2012, correndo apenas nos dois primeiros ralis dessa temporada, num Ford Fiesta WRC, tendo conseguido um sétimo lugar na Suécia, antes do patrocinador ter abandonado a equipa e terminado prematuramente a sua presença no Mundial.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Noticias: Mads Ostberg vai de Ford Fiesta em 2011

Mal terminou o Mundial de 2010, o de 2011 de ralis promete ser revolucionário. Entre os insistentes rumores de que o espanhol Dani Sordo pode estar a caminho da Prodrive para correr ao lado de Chris Meeke na Mini, outros pretendem adaptar os seus carros para o campeonato do ano que vêm, especialmente dpeois da FIA ter dito que as máquinas que correm no S2000 poderão ser adaptadas aos novos regulamentos, levando o novo motor 1.6 Turbo. E os pilotos que usaram os Ford Fiesta são os que estão dispostos a fazer tal configuração.

Contudo, este não é o caso de Mads Ostberg. O piloto norueguês correu nos últimos anos com um Subaru Impreza de 2007, preparado pela Adapta Motorsport, e agora em 2011 irá correr no mundial com um Ford Fiesta adaptado para o efeito. Isso acontecerá em colaboração com a M-Sport, a preparadora oficial da marca americana no WRC.

Para Ostberg, isto não será inédito, pois já tinha experimentado o carro nos Ralis da Alemanha e de França deste ano. "Estou muito feliz por darem a oportunidade de guiar o novo Fiesta em 2011. Tenho consciência de que a competição será dura e sinto afortunado por ter acontecido este acordo de colaboração entre a Adapta e a M-Sport. Apesar de não ter grande experiência para trabalhar com eles, considero a estrutura como competente e muito profissional", disse o piloto norueguês de 23 anos, feitos no passado dia 11 de Outubro.

Malcom Wilson, o director da M-Sport, afirmou: "É otimo recebermos no nosso seio Mads, Jonas [Jonas Andersson, o navegador sueco de Ostberg] e a Adapta na Familia da M-Sport na temporada de 2011. Mads e Jonas adaptaram-se bem ao ambiente de equipa na Alemanha e com o novos regulamentos em 2011, achamos que era a altura certa para eles darem o passo em frente na sua carreira".

O primeiro rali de 2011 começará no inicio de Fevereiro na Suécia.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A caminho do grau zero

Estamos no segundo jogo e tenho já a sensação que estes jogadores irão ver o Euro 2012 pela televisão. Em dois jogos, de seis pontos possiveis só conseguimos um, e pela primeira vez na sua história futebolistica, a Noruega comemora a sua primeira vitória frente a Portugal, da mesma forma que na sexta-feira passada, o Chipre conseguiu o seu primeiro resultado positivo de sempre frente a nós.

Mesmo que os factos não nos digam que batemos no fundo, semte-se isso. Uma federação sem pulso para tomar decisões, um conflito entre eles e o seleccionador, que quer manter-se a qualquer preço, ou então que paguem o preço do despedimento, e um conjunto de jogadores que não entusiasmam. Aliás, creio mesmo que nunca me entusiasmaram durante este consulado de Carlos Queiróz. Um bom exemplo dessa falta de entusiasmo foi na sexta-feira passada: num estádio de 30 mil lugares como o D.Afonso Henriques, em Guimarães, estavam apenas... nove mil espectadores.

Em Junho, José Mourinho dizia, quando lhe perguntaram as hipóteses de Portugal no Mundial, que eles não iam longe, "nem com o Ronaldo a mil à hora". Cristiano Ronaldo está lesionado, logo, é o menos culpado deste desastre. Mas nestes dois jogos que vi, notei que em "piloto automático", o banco é conservador, sem rasgos de visão para apostar em certos jogadores, independentemente da sua forma fisica. E para piorar isto tudo, as intrigas de bastidores, do qual saem sempre qualquer coisa para os jornais, não ajudam em nada.

A Selecção Nacional aproxima-se rapidamente do seu "grau zero". Faltam seis jogos para dar a volta, e matemáticamente pode fazê-lo, mas já perdeu cinco pontos. As suas hipóteses ficaram reduzidas a uns meros vinte por cento, ou seja, não podem perder mais. E isso implica ganhar à Dinamarca (duas vezes) Islândia (duas vezes) Chipre e Noruega. E estar a depender dos outros. Com isto tudo e mais alguma coisa, acham que "com o Ronaldo a mil à hora" a Selecção safa-se disto? Já não acredito.

E a cada dia que passa, com as indecisões e as intrigas no meio da Federação, cujo fim não está à vista, acredito cada vez menos. Parece que na sede da Federação, na Praça da Alegria - que nome irónico - não tem consciência do rombo financeiro que é uma não qualificação para uma competição deste tipo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mads Osterberg e a história de um piloto extremoso...

Contado, ninguém acredita. Mas este caso aconteceu ontem na Noruega, mais concretamente no Romjulsrally. Mads Ostberg, piloto que faz participações pontuais no Mundial WRC a bordo do seu Subaru Impreza, desistiu de correr depois do seu carro não ter conseguido partir, pois o seu motor não aguentou as temperaturas extremas que se faziam sentir na altura. 28 graus negativos...

Mas esse não é a parte insólita. O resto é contado pelo lendário jornalista inglês Martin Holmes na Autosport portuguesa:
"Depois de ver os seus adversários a iniciarem a sua prova, [Ostberg] ficou surpreendido por ver o carro de Anders Grondal a aproximar-se em circunstâncias muito estranhas, com Ostberg a acenar furiosamente para Grondal, avisando-o para ter mais cuidado com a sua navegadora, Veronica Engan. Porquê? "Ela é a minha noiva e tu deves olhar pela segurança dela. disse Ostberg. "Qual é o problema?" questionou Grondal. "Tens o carro a arder! Não sabias disso?". respondeu Ostberg. E não sabia mesmo. Grondal e Engan estavam com problema com o turbo do seu carro, que se incendiou, obrigando-os ao abandono. A prova foi ganha por Sveinung Bieltvedt num Subaru de Grupo N."

domingo, 15 de fevereiro de 2009

WRC - Rali da Noruega (Final)

Nem mesmo na neve Sebastien Löeb deixa de ganhar. Duas corridas, duas vitórias. O piloto francês pode ter tido a apertada concorrência de Mikko Hirvonen, no seu Ford Focus WRC, mas no final, o piloto francês assegurou a sua 49ª vitória da sua carreira (e apenas a segunda na neve), e a liderança destacada do Mundial de Ralies.


O terceiro dia do rali prometia emoção, pois Hirvonnen tentava recuperar do falhanço que foi a tática de deixar que Sebastien Löeb abrisse as classificativas de ontem, pois resistiu melhor aos ataques do piloto finlandês. Hirvonnen atacou sempre, mas o francês do Citroen C4WRC resistiu sempre, e chegou no final desta rali com uma vantagem de apenas nove segundos sobre o piloto da Ford, provando que esta foi "uma vitória arrancada a ferros".



No final, as declarações do piloto francês transpareciam isso: "Foi muito difícil, fui o primeiro na estrada ao longo de todo o fim de semana. Dei o máximo. A esta velocidade é muito fácil cometer um erro e perder o rali numa só curva. É bom conseguir ficar na frente dos pilotos finlandeses e ganhar um rali em neve.", comentou. Hirvonnen disse o mesmo, e deu os parabéns ao adversário: "Foi um rali louco e estou feliz por ter terminado. Foi uma bela luta, dei o máximo. O segundo lugar nem é mau."

Jari-Matti Latvala foi o terceiro, fechando o pódio num rali sem erros por parte dele, mas que o fez num andamento sempre inferior à dupla da frente. Contudo, pode-se dizer que este foi uma prova mais madura por parte do piloto finlandês, e conseguiu bater o espanhol Daniel Sordo na luta particular entre os segundos pilotos, o que só por si já é bom. Henning Solberg foi o quarto, batendo Dani Sordo, mas queria alcançar o pódio, algo que ficou um pouco comprometido quando não conseguiu acertar no "setup" ideal. "Foi de certa forma um bom rali para mim. Tinha expectativas de chegar ao pódio, mas o 4º lugar não é mau. Espero ser mais rápido no Chipre.", disse Henning.



Petter Solberg foi sexto, mas comemorou este resultado como se fosse uma vitória, pois corria com um carro desactualizado (um Citroen Xsara WRC), numa equipa privada montada por ele próprio para correr pelo menos a sua prova caseira, e sem garantias de que fará mais alguma prova deste campeonato. "Eu diria que isto é como um sonho. Fiz uma nova equipa com os meus amigos e família e agredeço-lhes imenso. Ontem e hoje tivemos alguns problemas, mas terminamos o rali. Penso que a sexta posição é um bom lugar para mim. A próxima prova é o Chipre e espero ser mais rápido.", disse.



No PWRC, o sueco Patrik Sandell deixou bem patente a sua superioridade ao volante do seu Skoda Fabia S2000. Quanto a Armindo Araujo, o quarto lugar na categoria de Produção foi o coroar de um bom fim de semana nas estradas norueguesas, com o seu Mitsubishi Lancer Evo IX, pois não cometeu qualquer erro, e conseguiu acompanhar as máquinas da S2000, que são superiores aos N4 que conduz.

Mas mesmo assim, estava feliz pelo resultado: "Estes cinco pontos foram uma excelente forma de começar o ano. Sabíamos que este não era um rali fácil para nós e partimos com o objectivo de não cometer erros e somar o máximo de pontos possível. No primeiro dia ainda estivemos em posição de pódio, mas ontem o Prokop esteve um pouco mais forte que nós, pelo que hoje optámos por manter o ritmo e somar cinco pontos, que são muito importantes neste início de campeonato, num terreno que não é claramente aquele onde estou mais à vontade", afirmou.



O Rali da Noruega acabou, agora vem o Rali do Chipre, dentro de um mês.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

WRC - Rali da Noruega (Dia 1)

O Mundial de Formula ainda não começou, e o WRC já vai na sua segunda etapa do campeonato, com o Rali da Noruega, que depois de uma Superespecial ontem à noite, ganha pelo "local" Petter Solberg, está desde esta manhã na estrada. Foi um dia extremamente disputado no que respeita à luta pela liderança da prova, entre Sebastien Löeb e Mikko Hirvonen, com o finlandês da Ford a levar a melhor no final do dia.

O dia começou com Hirvonnen ao ataque, com Löeb a responder, no sentido de nunca o deixar escapar muito. A luta entre ambos durou toda a etapa, com uma supermacia residual de Mikko Hirvonen, já que a sua vantagem nunca foi superior a 7,3 segundos. No derradeiro troço do dia, Hirvonen queixou-se dos pneus traseiros que estavam gastos e cedeu a liderança ao francês da Citroen. Resta saber se os pneus estavam mesmo gastos ou se foi uma táctica para não ser o primeiro na estrada na segunda etapa.


"Os meus pneus traseiros estavam completamente nas lonas, pois perdi imensos pregos. Não queria que isto sucedesse, mas agora vai ser uma grande luta amanhã.", disse Hirvonnen, quanto que Löeb perferia destacar a condução nas estradas norueguesas: "É muito giro guiar em estradas assim .Andei depressa e corri alguns riscos, e acho que estamos numa boa posição para amanhã. Não penso que ser primeiro ou segundo faça grande diferença.", concluiu.


Outra luta ococrrida entre os terceiro e quarto classificados, Jari-Mari Latvala e Daniel Sordo. Latvala não foi tão rápido como o seu companheiro de equipa, apesar de não estar longe dos dois homens da frente, mostrando alguma inconsitência nos tempos que fez. Sordo é quarto, a tentar ser eegular, mas atrás dele tem dois especialistas de pistas geladas, em carros desactualizados. Per-Gunnar Anderson é quinto, num Skoda Fabia WRC, enquanto que Petter Solberg é sexto, num Citroen Xsara WRC, e ambos estão separados por... 0,1 segundos.


Henning Solberg, o irmão de Petter, é sétimo na classificação, mas bastante desiludido com a equipa Stobart. O setup do seu Focus não era o melhor na primeira ronda do dia, melhorou após a passagem pelo parque de assistência, mas a seguir teve problemas com a patilha da caixa de velocidades. Está longe do pódio que era o seu objectivo. O inglês Matthew Wilson, noutro Ford Stobart, fecha os lugares dos pontos.


Na categoria de Produção, sortes diferentes para os pilotos portugueses. Armindo Araújo, no seu Mitsubishi Lancer Evo X, é agora o segundo classificado na categoria, enquanto que Bernardo Sousa, no seu Punto Abarth, desistiu devido a problemas de motor, quando ocupada o sétimo posto na categoria. No caso de Araujo, depois de uma entrada cautelosa, impôs um ritmo um pouco mais forte, que lhe permitiu assinar regularmente tempos dentro do top five, conseguindo mesmo por duas vezes rodar nos três mais rápidos, o que juntamente com problemas de alguns adversários, lhe permitiu terminar a etapa no segundo posto da geral, atrás do lider, Patrick Sandell, no Fabia S2000.


"O dia correu muito bem. Na primeira especial perdi algum tempo, mas logo a seguir fui o segundo mais rápido. A partir daí rodei invariavelmente nos cinco primeiros e terminar a etapa no segundo lugar é fantástico. Estamos a cumprir à risca a estratégia que traçámos, impor um ritmo bom e sobretudo evitar erros. As afinações que escolhemos funcionaram muito bem, pelo que só tenho de estar satisfeito. Os troços são rápidos, mas traiçoeiros, sobretudo porque a visibilidade hoje foi reduzida. Os bancos de neve podem ser uma ajuda, mas existem situações em que ‘jogam’ contra nós, pois ficamos presos, pelo que é preciso cuidado e não exagerar nos toques. O único percalço ao longo do dia foi um pião na derradeira especial, porque os pneus estavam já muito gastos", referiu Araujo, contente com a sua prestação de hoje.


O rali prossegue amanhã.