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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Formula 1: Bahrein vai usar o anel externo


A corrida do dia 6 de dezembro no circuito de Shakir, vai ser uma das mais curtas de sempre, pois acontecerá no anel externo. A prova terá 87 voltas e os tempos por volta poderão acontecer na casa dos 55 segundos em qualificação, sendo a mais baixa desde o GP de França de 1974, em Dijon-Prenois.

“Estamos entusiasmados em anunciar o circuito externo como o formato para o Grande Prêmio do Sakhir e queremos agradecer aos nossos parceiros no Circuito Internacional do Bahrain por seu apoio contínuo”, começou por dizer Ross Brawn, o diretor geral da Formula 1.

“Avaliamos uma série de opções para o desenho alternativo do circuito e concluímos que o circuito externo será a melhor alternativa e fornecerá um novo desafio para todas as equipes e entreterá todos os nossos fãs com altas velocidades e tempos de volta rápidos.”, concluiu.

Para o Sheikh Salman bin Isa Al Khalifa, o Chefe Executivo do Circuito Internacional do Bahrain, acrescentou sobre a nova pista desenhada para esta ocasião:

“Agradecemos a Fórmula 1 por todo o seu trabalho na análise das opções para a nossa segunda corrida e é uma grande prova do nosso local que seremos capazes de realizar o que provavelmente serão corridas muito contrastantes em fins de semana consecutivos. Nossa pista externa nunca foi usada para corridas competitivas internacionais, então será um novo e emocionante desafio para todos os participantes.”, concluiu.

domingo, 19 de abril de 2015

Formula 1 2015: Ronda 4 - Bahrein (Corrida)

Uma semana depois de Xangai, a Formula 1 estava a fazer a sua primeira visita ao Golfo Pérsico, mais concretamente ao Bahrein, e claro, era a primeira das três corridas noturnas, do calendário. Com Sebastian Vettel a conseguir entrar entre os dois Mercedes, as expectativas eram saber como é que os dois pilotos conseguiriam superar os Ferrari e manterem as dobradinhas que tinham conseguido na Austrália e na China.

A corrida começava com uma ausência, que era de Jenson Button. Os problemas no seu carro eram irresolúveis antes de começar a corrida, e assim ele teve de ver a corrida das boxes. Quem também partia das boxes era Felipe Massa, que teve o seu carro parado na pré-grelha devido a problemas elétricos, por causa disso, a Williams decidiu fazer uma estratégia completamente diferente daquele que tinha Valtteri Bottas, para ver quantas posições ele conseguiria conquistar no final.

Na partida, os três primeiros mantiveram as posições, embora Vettel tenha pressionado Hamilton para o passar, mas sem sucesso. Atrás, Raikkonen largou melhor do que Rosberg e ficou com o terceiro posto. Bottas seguia em quinto, com todo o pelotão atrás.

Nas voltas seguintes, Rosberg fez o melhor com os seus pneus macios para superar Raikkonen, mas só o conseguiu na quarta volta da corrida, quando Hamilton começava a distanciar-se de Vettel. Parecia que o alemão da Ferrari estava inalcançável, mas ele cometeu um erro na oitava volta e Rosberg aproveitou para se aproximar dele e tentar a ultrapassagem. Rosberg lá conseguiu, ficando com o segundo lugar, mas Hamilton já estava muito longe para o apanhar com esses pneus. E ainda por cima, ambos tinham as mesmas táticas para a corrida.

Com as primeiras paragens, os Mercedes conseguem manter a dianteira, embora vigiando os Ferrari de Vettel e de Raikkonen. Toda a gente andava com pneus mais moles, exceptuando os Toro Rosso e o McLaren de Fernando Alonso. E na volta 16, Rosberg consegue passar Vettel, ao mesmo tempo que Lewis Hamilton tinha ido às boxes. O alemão da Mercedes conseguiu intimidar o seu compatriota da Ferrari, e com isso os três primeiros andavam juntos, pois Hamilton tinha perdido quase cinco segundos nas boxes. Duas voltas depois, Raikkonen vai às boxes para trocar para duros e sai na frente de Valtteri Bottas.

Com o passar das voltas, os Mercedes tentaram afastar-se de Vettel enquanto que atrás, havia uma duelo entre brasileiros pelo último lugar pontuável. Felipe Massa tentava aguentar Felipe Nasr, enquanto que pela frente tinha Nico Hulkenberg, que tentava aguentar o nono posto com o seu Force India, certamente inferior a estes dois carros. Enquanto Massa aguentava o piloto da Sauber, o Lotus de Maldonado estava a aproximar dos dois brasileiros. 

Na volta 25, Nasr superou Massa e ficou com o último lugar pontuável, mas logo a seguir, os três vão as boxes. Quem sai melhor foi... Maldonado, que conseguiu passar os dois brasileiros, com o grande prejudicado foi o piloto da Sauber, por causa de uma má saída nas boxes. Estes três pilotos foram os primeiros da segunda série de trocas de pneus, vindo logo a seguir Hulkenberg e Ericsson, que tinha tido uma péssima parada e perdido o oitavo lugar que tinha então. Ao mesmo tempo, Vettel sofria uma pequena saída de pista e via a aproximação do seu companheiro de equipa.

Na volta 31 acontece a segunda desistência da corrida, com Carlos Sainz Jr. a ficar parado na berma, ao mesmo tempo que Felipe Nasr passa Fernando Alonso, que definitivamente estava noutra estratégia. Duas voltas depois, Vettel entra nas boxes pela segunda vez, para tentar adiantar-se aos Mercedes, para logo a seguir Hamilton parar antes de Nico, saindo com pneus duros. O alemão entra logo a seguir, troca para duros, mas cai para terceiro, atrás de Vettel.

Na volta 38, Vettel sai de pista na curva anterior à meta e Rosberg aproveita para ficar com o segundo posto, ao mesmo tempo que na Toro Rosso, Max Verstappen abandona de vez, sendo o terceiro a fazê-lo. A saída causou danos na asa da frente do piloto da Ferrari e ele teve de ir às boxes de novo para trocar de asa, perdendo o terceiro posto para Raikkonen. Isto... quando parasse de novo. É que nessa altura, o finlandês era o segundo, ainda não tinha parado e estava na frente de Rosberg. Tinha estado momentaneamente na liderança, antes de Hamilton o passar na volta 40.

Kimi pára na volta 41, trocando para pneus moles e com isso, voltava à pista no terceiro lugar, com Vettel em quinto, com Bottas entre eles. E nessa altura, entravam os pilotos para as terceiras paragens nas boxes, com Pastor Maldonado a ter problemas devido ao seu motor - que se apagou - caindo para o 15º lugar e perdendo uma volta, numa altura em que era oitavo classificado.

A partir dali, começamos a ver a aproximação de Raikkonen a Rosberg, que calçavam pneus diferentes. O finlandês conseguiu tirar dez segundos em quatro voltas, e parecia que os pneus moles da Ferrari poderiam funcionar bem melhore na parte final do que os duros da Mercedes. E a aproximação começava a incomodar Rosberg, ao ponto de dizer ao engenheiro para que não dissesse mais a distância, pois isso o incomodava. Na volta 50, a diferença para Rosberg chega a menos de cinco segundos, ao mesmo tempo que havia uma batalha para o quarto lugar com Bottas a defender-se a Vettel.

A respiração susteve-se nas voltas finais: Raikkonen ficou colado na traseira de Rosberg. Na entrada da penúltima volta, Rosberg trava tarde demais e o finlandês aproveita. Na mesma altura, Hamilton tem problemas com os travões e o finlandês tentou a sua sorte, mas não teve tempo para tal. O inglês vencia a sua terceira corrida da temporada, com Raikkonen a ser o segundo e Rosberg no lugar mais baixo do pódio. Valtteri Bottas conseguiu aguentar Sebastian Vettel no quarto posto. Daniel Ricciardo acabou no sexto posto, precisamente no momento... em que o seu motor explode.

No pódio podiam-se ver os estados de espirito: a felicidade de Hamilton, a inexpressividade de Raikkonen e o disfarce de Rosberg, que via cada vez mais aumentar a distância para o seu companheiro de equipa. Ainda a Formula 1 não chegou à Europa, e parece que já começamos a desvendar um campeão...   

sábado, 18 de abril de 2015

Formula 1 2015 - Ronda 4, Bahrein (Corrida)

Uma semana depois da China, ter uma nova corrida no campeonato até poderia ser uma maravilha para os adeptos mais fanáticos da Formula 1, mas a parte chata disto tudo é que a corrida acontecia no circuito de Sakhir, no Bahriem palco daquele que é considerado como uma das corridas mais chatas do campeonato. Bem sei que no ano passado tivemos aquele grande duelo entre pilotos da Mercedes, mas a parte chata é que aquilo é uma vez sem exemplo, e aquilo não aconteceu por causa do circuito, mas sim dos carros.

E também foi no ano passado que o Bahrein decidiu que as corridas iriam ser à noite, tornando-se na segunda corrida do calendário a ser disputada dessa forma. Toda a gente sabe que, assim, os pilotos não terão de levar com o sol assassino em cima, mas o calor mantêm-se ao longo do dia, ou seja, não há noites frias, e no lusco-fusco do Golfo, a diferença é minima. Mas neste ano, pelo que vimos na Malásia, havia uma equipa que parecia prosperar debaixo do calor, e essa equipa era a Ferrari. Sebastian Vettel parecia ter uma chance de brilhar nesta qualificação, porque a temperatura é a ideal para os seus carros.

E se é assim agora, como será no Canadá, quando chegar a nova evolução do seu motor?

A qualificação ainda tinha mais um assunto que era aguardado com expectativa: será que seria agora que os McLaren passariam para a Q2? E se sim, seria apenas Fernando Alonso, Jenson Button ou os dois?

As questões eram respondidas à medida que passavam os minutos da qualificação. E a primeira grande novidade foi ver Jenson Button encostado à berma, por causa de um alegado problema elétrico, sem conseguir marcar qualquer tempo no seu McLaren. Isso quereria dizer que os Manor não iriam ser os últimos a partir na grelha, e ainda por cima, a equipa de Banburry tinha Will Stevens a fazer tempos três segundos mais lentos do que os McLaren, coretesia de Will Stevens. Aos poucos, deixavam de ser chicanes móveis...

Contudo, ainda não serviam para passar, e fizeram companhia de Button, o Louus de Pastor Maldonado e o Red Bull de Daniil Kvyat, que tinha uma qualificação bem pior do que nos seus tempos da Toro Rosso. E até os carros de Faenza eram mias velozes do que Kvyat, especialmente Sainz Jr! Mas no caso de Maldonado, era o motor Mercedes que não tinha feito aquilo que era suposto e ficou para trás, enquanto que Romain Grosjean não teve problemas em passar para a segunda fase. Nem... Fernando Alonso!

A segunda fase via pela primeira vez este ano um carro da marca de Woking, e ele até bem se portou mal. Alonso não conseguiu mais do que o 14º melhor tempo e o piloto espanhol encheu-se de esperança, afirmando que dentro em breve, poderia lutar pelos pontos, algo que andaram a fazer na Malásia, antes de ambos os carros abandonarem, como se recordam. Mas o caminho ainda é longo.

A parte final cobria algumas expectativas, e não desiludiu: graças aos pneus moles, o recorde da volta no circuito vinha baixando, primeiro com Daniel Ricciardo, depois com Sebastien Vettel - e com Nico Rosberg a falhar a chance de responder, para por fim Lewis Hamilton pulverizar a pole-position com um tempo de 1.32,571 segundos. E o piloto inglês mantinha o monopólio das poles nesta temporada.

No final, parecia Sepang de novo: Lewis Hamilton era o melhor, mas Sebastian Vettel conseguia entrear no meio dos dois Mercedes, conseguindo relegar Nico Rosberg para o terceiro posto. Kimi Raikkonen era o quarto, estabelecendo de uma certa forma a hierarquia atual, pois atrás dele ficaram os dois Williams e o Red Bull de Daniel Ricciardo. Os três últimos lugares do "top ten" ficaram para Nico Hulkenberg, que conseguiu extrair o melhor do seu chassis da Force India, o Toro Rosso de Carlos Sainz Jr. e o Lotus de Romain Grosjean.

Poderia dizer que amanhã se espera mais do mesmo, mas o calor da região faz pensar que poderá haver surpresas dos lados da Ferrari...

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A foto do dia (II)

Uma bela foto do autódromo de Sakhir, no Bahrein, esta sexta-feira à tarde, enquanto decorria a segunda sessão de tempos livres.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A foto do dia

O Safety Car a passar a toda a velocidade, esta tarde, na reta do circuito de Sakhir, no Bahrein. Três dias depois da tempestade de areia, parece que há vestigios na pista. Vamos a ver como vai ser esta sexta-feira...