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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Podia ser, mas não foi: o Formula 1 da Epsilon Euskadi

Lembram-se da Epsilon Euskadi e das suas ambições de entrar na Formula 1? Pois bem, estiveram quase a entrar em 2011, provavelmente para fazer companhia à Hispania, e tiveram um projeto bem avançado a meio de 2010, quando a marca entrou em liquidação, após terem sido cortados os subsidios vindos do governo basco. Quem revela isso hoje é a revista Race Car Engeneering.

Segundo a revista, um projeto chefiado por Sergio Rinland esteve num estado avançado de desenvolvimento, chegando a estar numa escala de 1:2, como revelam estas fotos. Segundo fonte da empresa, "em abril de 2010 havia rumores de que a equipa já tinha um modelo em escala no túnel de vento para ser preparado para a temporada de 2011. A maioria das pessoas achava que era uma manobra de relações públicas, mas não era. Sergio Rinland e sua equipa realmente tinham desenvolvido um carro de Formula 1, que estava quase terminado e que tinham construído um modelo à escala 1:2, que tinha sido testado no seu próprio túnel de vento".

Pelo aspecto deste modelo, ela mostrava ser um carro muito avançado com um bico alto, uns sidepods muito recortados, uma traseira extremamente baixa, com difusor duplo e uma barbatana na tampa do motor. No momento em que desenhavam o carro, a Epsilon Euskadi já estava a ter grandes problemas. Toda a equipa de fábrica foi quase totalmente financiada por subsídios do governo regional basco, que queria estabelecer parques tecnológicos na região. Já em 2009, o cenário político mudou e o novo governo local tentou cessar os pagamentos a Epsilon Euskadi, o que fez no ano seguinte. Epsilon Euskadi acabou por entrar em administração em 2011.

Assim sendo, este é mais um dos projetos do qual o que poderia ter sido... mas não foi.

Vi isto no Potenza Blog, o sitio do João Pedro Quesado.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

5ª Coluna: o velho sonho da equipa espanhola de Formula 1 está vivo

Quando falei sobre o assunto no domingo, pouco acreditaram, porque disseram que, como tinha aparecido numa coluna de opinião, a credibilidade não seria muita. Afinal, no dia a seguir, o rumor era verdadeiro. Mas a ideia da Thesan Capital, a firma de capital de risco que tem como financiadora a japonesa Nomura Bank, de comprar a Hispania - ou de injetar dinheiro nela, vá-se saber - será provavelmente de concretizar o velho sonho de duas pessoas: Adrian Campos e Joan Villadelprat. E esse sonho é de fazer a Hispania uma equipa espanhola.

Todos acham estranho como é que uma firma de capital de risco aparece do nada e compra aquilo por uma bagatela: 20 milhões de euros. Na realidade, quem a vendeu por esse preço foi o Banco Pastor, uma das credoras do Grupo Hispania, a firma de capital imobiliário que desde 2009 que anda em sarilhos após a explosão da bolha do setor em Espanha. E foi uma senhora bolha: os meus amigos que vivem em Espanha falam de bairros inteiros com casas por acabar, que mais parecem cidades-fantasma do que habitações cheios de vida... mas crises à parte, quem conhece a história da Hispania sabe das suas forças e das suas fraquezas. E se por um lado pode não ter instalações - os chassis ficam em Munique, na fábrica de Colin Kolles - por outro tem uma licença para correr na Formula 1. E isso é mais valioso do que água no deserto.

E é aí que poderá entrar Joan Villadelprat e a sua Epsilon Euskadi. Em 2010, Epsilon esteve em maus lençois devido a dividas contraidas em bancos bascos e surgiram dúvidas sobre o financiamento que o governo basco deu à equipa para construir as suas instalações "high tech" no parque industrial de Vitória. Agora, Villadelprat conseguiu arranjar três parceiros para a sua firma e transformou-se em EPIC: Euskadi Phil Imanol e Claudio. E quem são eles? Phil Payne, Imanol Zubikara e Claudio Corradini, três investidores que Villadelprat arranjou, cedendo-lhes em troca uma percentagem nas ações da sua empresa. Aparentemente, as coisas agora estão controladas, mas as coisas em Espanha ainda andam cinzentas...

Por outro lado, sabe-se que Colin Kolles até estaria disposto a vender a sua parte, desde que pagassem o que lhe devem e comprassem a sua parte - leia-se os chassis - por um bom preço. Se na Thesan Capital, o trato da compra envolva também o pagamento da parte que devem a Kolles, então terá a sua lógica. Rumores na semana passada apontavam que Kolles poderia ir para a Williams, mas estou convencido que isso é mais dominio da fantasia do que da realidade. Nesse aspeto, o caso piaria mais fino se colocassemos o nome de Geoff Willis nessa especulação...

Não se sabe até que ponto isto vai parar, pois este é um novelo intrincado. Sabe-se no passado que Villadelprat quis entrar na Formula 1, enquanto que Carabante sempre ficou interessado em falar com Villadelprat, devido ao seu passado na Formula 1, que é enorme. Só que aparentemente, as coisas nunca sairam do dominio da especulação e hoje em dia isto isto pode ser mais "whisful thinking" do que propriamente o "passo dois" dos planos do Grupo Thesan. Contudo, todos creem que nas próximas semanas começarmos a ouvir rumores sobre a Epsilon. Caso aconteça, não ficaria admirado se a comprassem e transformassem o velho sonho de uma forte equipa espanhola, com pilotos espanhois e uma sede em Espanha, em realidade. Esta semana falou-se muito de Javier Villa, ex-piloto da GP2 e atualmente no WTCC, e que poderia ir para a HRT em 2012.

Isso já esteve mais longe... mas como digo, por agora é tudo especulação.

terça-feira, 29 de março de 2011

As criticas... espanholas ao projeto da Hispania

A performance da Hispania no fim de semana do GP australiano está a ser muito comentada em Espanha. A não-qualificação de ambas as máquinas, guiadas pelo indiano Narain Karthikeyan e Vitantonio Liuzzi, que estrearam o chassis somente no fim de semana do Grande Prémio e não conseguiram qualificá-lo para a corrida australiana, deixou embaraçado presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, Carlos Gracia. Em declarações à Radio Marca, criticou fortemente a aventura de José Ramon Carabante:

"Não se puede chegar à primeira corrida do ano nestas condições. O carro tem de estar pronto e testado antes, não pode competir dessa maneira. Tem de ser emendado, vejo esta situação como reocupante e delicada para a imagem da equipa. A personagem mais credivel é José Ramon Carabante", afirmou.

Palavras que cairam mal no seio da equipa e em alguns dos seus apoiantes, afirmando que Gracia pouco ou nada fez para ajudar a aventura da Hispania. E Carabante respondeu: "Não vou comentar as declarações do presidente, deve saber porque disse tal coisa. Nâo somos uma equipa forte, estamos a fazer tudo aos poucos. Estamos a fazer a nossa travessia no deserto, e sei que decepcionamos muita gente. Agora, tais declarações quando estamos a ponto de concluir quatro acordos de patrocinio, não ajuda nada na nossa causa", afirmou.

Sobre as performances do carro, Carabante continuou: "Até Barcelona iremos ter dificuldades, só aí é que teremos um novo pacote aerodimânico. Temos um excelente chassis, e em breve estaremos a bater a Team Lotus e a Virgin. esperemo ter uma equipa potente e em marcha, e será diferente daquilo que é hoje. Sempre disse que não queria esta aventura sozinho, estou a convencer investidores para que entrem nesta aventura. Não quero que desapareça, se quiserem comprá-la, tudo bem, vendo a maioria e fico com uma parte do capital", concluiu.

Dias antes, foi Joan Villadelprat, patrão da Epsilon Euskadi, que tinha feito criticas sobre a Hispânia. Não tanto pelo chassis ou equipa, mas pelo fato de isto não ter ajuda das empresas espanholas. Villadelprat, que tentou sem sucesso entrar na Formula 1, e que durante o ano de 2010 considerou uma fusão com a Hispania, disse sentir "vergonha" que as empresas espanholas não queiram apostar numa equipa local.

Curiosamente, estas declarações surgem ao mesmo tempo que algumas surgiram noticias na imprensa local falam que Villadelprat e a Epsilon se encontram em sarilhos devido às dificuldades económicas que a sua empresa sofre neste momento, com o fracasso da renegociação de uma divida de 7,3 milhões de euros aos bancos locais, e precisa de pelo menos 50 milhões de euros para resolver a sua complicada situação financeira... certamente que um novo sócio e um ambicioso plano para comprar a Hispania poderia salvar as suas finanças. Mas quem seria o louco?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Rumor do dia: Hispania comprou as instalações da Toyota?

A Hispania é das três novatas em 2010, a que tem os piores resultados e é a que tem a sua situação mais periclitante no seio da Formula 1 em 2011 e seguintes. Contudo, hoje, a alemã "Auto Motor und Sport" noticiou que a firma de José Ramon Carabante e de Colin Kolles comprou, por cerca de 50 milhões de euros, as instalações da Toyota em Colonia, bem como o chassis TF110, que a Toyota queria colocar nas pistas este ano, caso a casa-mãe não tivesse decidido retirar-se da competição.

Estes rumores, quase certezas, deixam dúvidas no ar no meio automobilístico. A primeira delas é saber como e onde é que vão pagar o dinheiro dessa operação, sabendo que no Grupo Carabante, o dinheiro não abunda. Afinal de contas, é graças aos patrocínios de Sakon Yamamoto que a equipa irá correr até ao final do ano... e nada se vê na equipa gerida por Colin Kolles de que há desenvolvimentos no chassis de 2010.

Contudo, curiosamente, o primeiro sitio onde li sobre este assunto foi no blog do Joe Saward. Na altura não achei muito lógico ele falar sobre um assunto do qual eu não tinha lido em lado algum, mas depois entendi que ele já poderia ter visto a noticia da "Auto Motor und Sport". E depois entendi outras pequenas noticias vindas da Hispania, como a aquisição das caixas de velocidade das Williams, por exemplo.

Mas o mais interessante ao ler o post do Joe é saber que hoje em dia, ter instalações para construir e desenvolver chassis de Formula 1 é pouco relevante, numa era onde os testes estão regulamentados até ao ínfimo pormenor. Subalugar um túnel de vento às equipas é mais lucrativo do que ter um, por exemplo. Pensei em quem iria ser mais beneficiado com esta coisa toda, e pensei no Colin Kolles. Apesar de ter a sua sede em Munique, tem ao seu serviço inúmeros engenheiros ex-Toyota, e ter as instalações deles para desenvolver um "TF111" que iria para o público como um HRT 02.

Mas o Joe pensou noutra coisa: quanto vale a vaga. É público que Joan Villadelprat, da Epsilon Euskadi, deseja entrar na Formula 1. Candidatou-se este ano à 13ª vaga, que acabou por não ser atribuída a ninguém. E quando isso aconteceu, surgiram rumores de que ele poderia comprar a vaga por determinado preço. E a vaga é mais simbólica do que outra coisa, já que Villadelprat tem as suas instalações, no Pais Basco. Pagar cem milhões por ela, por exemplo, daria perfeitamente para pagar as dívidas aos fornecedores: Cosworth, Dallara, Ecclestone... sim, não se pode esquecer que o agora octogenário Bernie Ecclestone também investiu algum dinheiro nesta aventura. Afinal, foi assim que Karun Chandhok entrou na Formula 1.

Em suma, estes rumores colocam mais perguntas que respostas. E não respondem a principal: eles correrão em 2011?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Noticias: não haverá 13ª equipa em 2011

O rumor já circulava ontem, e hoje confirma-se: a FIA decidiu que nem a Epsilon Euskadi, nem a Villeneuve-Durango cumprem os critérios da FIA para ficarem com a 13ª vaga. "Foi considerado que nenhum dos candidatos estavam aptos para entrar no campeonato. Assim, a 13ª vaga não será ocupada", informou a entidade num comunicado à imprensa.

A vaga, aberta após a desistência da USF1, no inicio do ano, teve inicialmente algumas equipas interessadas, como a ART, de Nicholas Todt, a Stefan GP, de Zoran Stefanovic, ficou reduzida a dois interessados, como a espanhola Epsilon Euskadi, de Joan Villadelprat, e a italiana Durango, que tinha como piloto e provavel accionista o canadiano Jacques Villeneuve.

As razões para a recusa destas equipas, bem como a retirada das outras, tem a ver com o dinheiro, pois isso foi uma das razões pelo qual a ART se decidiu retirar a corrida no inicio de Julho. E se a ART era a favorita numero um...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Noticias: Villadelprat acredita ser o escolhido

A poucos dias de se saber quem vai ficar com a 13ª vaga da Formula 1 para 2011, Joan Villadelprat, o presidente da Epsilon Euskadi, uma das três grandes candidaturas, a par da Villeneuve-Durango e da Stefan GP, afirmou estar confiante para conseguir o lugar, mas que compreenderia a decisão da FIA caso fosse preterido.

Numa entrevista ao jornal espanhol AS, e publicada hoje, Villadelprat explicou que já apresentou o seu projeto à FIA "e agora deverão ser eles a decidir entre as três candidaturas. Explicámos a nossa situação, incluindo a financeira, deixando bem claro que neste momento contamos com um compromisso para dispor do dinheiro necessário, ainda o acordo não esteja encerrado", afirmou o espanhol.

A grande duvida é esse: a parte financeira. Villadelprat afirma que aguarda pela luz verde de um grupo de investidores estrangeiros para poder avançar no projecto, caso seja aceite. Afirma que existe acordos verbais, mas que só se a 13ª vaga for dele, é que os pode assinar. "[O dinheiro] Vem de um grupo de investidores estrangeiros, não posso dar mais informações. Asseguraram-nos que estão interessados em nós, até para além da Formula 1, como empresa de tecnologia de vanguarda. Mas as negociações atrasaram-se e, neste momento, o acordo não está assinado. E eu, enquanto não seja assim, não direi que tenho o dinheiro", asseverou.

"Compreenderia se [este ano] a FIA não contasse connosco porque não cumprimos com todas as condições. O ano passado, quando apresentámos a primeira candidatura, sim, tínhamos tudo", concluiu.

Quanto à hipótese de uma fusão com a Hispania Racing Team, Villadelprat fala que tal coisa não foi discutida entre ele e José Ramon Carabante, mas que não fecha a porta a tal discussão: "Não sei de onde partiu essa informação. Falei com o José Ramón Carabante acerca de uma possível colaboração da Épsilon com a sua equipa como fornecedora de tecnologia. Somos uma empresa e procuramos clientes e claro que a Hispania é um potencial cliente pelo tipo de trabalho que fazemos, sempre que não existam conflitos de interesses. Mas é só isso, nunca se falou de uma fusão".

Logo a seguir, acrescentou: "Não fecho portas. Nunca falámos disso, mas se existisse a opção, não a deveria descartar à partida", declarou.

sábado, 21 de agosto de 2010

Rumor do dia: Epsilon estuda fusão com Hispania

Com o processo da 13ª equipa ainda por decidir - ou anunciar - a Epsilon Euskadi, de Joan Villadelprat, pode estar a elaborar um plano B em caso de não conseguirem a vaga, do qual é a principal favorita, após a retirada de cena da ART, de Nicolas Todt. A agência EFE fala que Villadelprat ofereceu a possibilidade de uma fusão com a Hispania, que como é sabido, passa por dificuldades e vê as negociações com a Toyota, para ter o chassis TF 110, fracassarem devido a falta do acordo de pré-pagamento.

"Aquilo que a Hispania deve fazer é avaliar aquilo que nos podem oferecer e [perceber] se a cooperação faz sentido. Mas a porta está, definitivamente, aberta", diz o catalão citado pela EFE.

A hipótese de fusão pode ser vista como uma tábua de salvação da própria Hispania, cuja estrutura foi inicialmente construida por Adrian Campos, mas a falta de financiamento levou a que fosse adquirida por José Ramon Carabante no inicio do ano, e gerida por Colin Kolles, mas desta vez é o próprio Carabante que passa por dificuldades, dado que as suas empresas têm dividas de mais de 300 milhões de euros à banca, e a equipa de Formula 1 pode ser vista como um "brinquedo" do qual se poderá ter de livrar rapidamente.

Para além disso, e de acordo com rumores que circulam pelo paddock, o novo monolugar da Epsilon estará a ser desenhado com vista ao motor Cosworth, pelo que não seria necessário quebrar o contrato com a marca britânica de propulsores. Somente dentro de algumas semanas, quando a FIA anunciar a 13ª equipa, é que se vai ver que futuro é que existirá para a Epsilon e a Hispania.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Os planos da Epsilon Euskadi

Amanhã, em principio, a FIA irá ouvir na sua sede, em Paris, as candidatas ao famoso 13º lugar da Formula 1, que em principio, pode ser preenchido em 2011. Falam-se insistentemente em três candidatas: Epsilon Euskadi, Durango, em associação com Jacques Villeneuve, e a sérvia Stefan GP. Isso depois das desistências da ART e da americana Cypher, um misterioso projecto de origem americana que era constituída por alguns elementos da nado-morta USF1.

No caso em particular da Epsilon, esta parece ser a melhor classificada para o lugar, e aparentemente decidiu planear o seu bólido para 2011, pois a decisão vai ser tomada em meados de Agosto, o que será um tempo curto para desenhar um carro de raíz e estar pronto na primeira prova do próximo ano. Pelo menos é o que diz o projectista argentino Sergio Rinland à revista argentina Corsa. "Tudo correu bem com o teste e o desenho do carro já está numa fase avançada", afirmou.

Contudo, desconhece-se ainda com que conjunto de motor e caixa de velocidades é que a Epsilon poderia participar no campeonato, embora se fale que, em termos especulativos, a Epsilon tenha um acordo com a Renault nesse campo. E quanto a prováveis investimentos, nada se sabe...

Contudo, na edição do Autosport desta semana, um dos jornalistas apanhou Rinland à conversa com David Wood, um seu amigo de longa data, no Silverstone Classic, uma das mecas dos Clássicos a nível mundial, e falavam da Epsilon em dois aspectos: na determinação queo patrão da Epsilon, Joan Villadelprat, tem em colocar a sua equipa na categoria máxima do automobilismo, e na indecisão de um importante patrocinador de origem americana... será o Chad Hurley ou outro ilustre desconhecido?

Enfim, estamos em Agosto, época de silly-season por excelência...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Os candidatos à 13ª vaga

É mais do que sabido que as inscrições para a 13ª vaga para 2011 já foram encerradas há mais de 15 dias, mas ainda existem poucas informações sobre os candidatos ao lugar. Segundo diz o Leandro, do blog Bandeira Verde, existem pelo menos quinze equipas inscritas para a vaga de 2011.

Pelo menos cinco delas são do conhecimento geral: a espanhola Epsilon Euskadi, a sérvia Stefan GP, a italiana Durango, a neozlendesa Shotover Jet e uma misteriosa equipa americana, a Cypher, constituida por ex-membros da USF1, a tal que ficou com a vaga, mas que não fez mais do que um bico...

O projecto basco, liderado pelo catalão Joan Villadelprat, é em teoria o mais sólido de todos. Com uma fábrica enorme situada no parque tecnológico de Azkoitia, com projectos feitos na Le Mans Series e uma equipa na World Series by Renault, ia ser hoje alvo de uma visita por parte de Jean Todt, que viria acompanhado por Carlos Gracia, o presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, e Jaime Lissavetzky, o ministro espanhol dos Desportos. Contudo, o vôo foi adiado devido ao mau tempo que está a ser sentido no norte do país.

A Epsilon tentou a sua sorte no ano passado, mas foi preterido a favor do projecto da Campos, e muitos diziam que este era um projecto bem mais sólido do que aquele que agora se chama de Hispania Racing...

O outro projecto mais do que público é o da Stefan GP. Depois de terem tentado a sua sorte com chassis da Toyota para tentar a famosa 13ª vaga, que a USF1 não conseguiu preencher, agora voltam á carga com a promessa de Zoran Stefanovic de construir um parque tecnológico nos arredores de Belgrado, que terá pista de testes incluida. Verermos se isso acontecerá...

O terceiro anuncio foi da italiana Durango. Existente há 30 anos, a Durango andou pela GP2, mas este ano abdicou do seu lugar e rumou para a AutoGP, antiga Formula 3000 Euroseries. Contudo, muitos acham estranho este anuncio, pois sabia-se em 2009 dos seus notórios problemas financeiros, e no inicio deste ano, a justiça italiana iniciou uma investigação relacionada com suspeitas de fraude fiscal. Eles afirmam terem encontrado financiadores para o projecto, mas há pouca credibilidade nestas declarações.

O quarto anuncio é o da neozelandesa Shotover Jet. É uma empresa que fabrica jet skis há mais de 40 anos, portanto, a experiência em teconologia existe. Mas uma coisa é desenhar barcos rápidos, outra coisa é desenhar um carro. Veremos... a acontecer, seria a primeira equipa desse país que nos deu ao automobilismo nomes como Dennis Hulme e Bruce McLaren. Podem pensar que a McLaren pode ser "kiwi" de origem, mas a empresa nasceu na Grã-Bretanha...

Por fim, a tal Cypher. Uma empresa americana, que vai usar todo o esquema da USF1, excepto... Ken Andersson e Peter Windsor. Vai se situar em Charlotte, e já tem página no Facebook e tudo. Provavelmente será algo esforçado, mas não deve ser a escolhida.

Em finais de Julho, a FIA tomará uma decisão oficial sobre a 13ª vaga. Mas provavelmente muitos destes projectos já devem estar a ser desenhados, com a esperança de alcançar esse lugar entre a elite de construtores na categoria máxima do automobilismo. Que o escolhido seja um projecto credível!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pequenas noticias (e rumores) do dia

Num dia sem grandes novidades, juntei uma série de pequenas noticias que merecem referência por aqui. Umas servem mais para alimentar rumotes, outras são mais declarações de intenções do que outra coisa, mas que fazem a actualidade automobilistica. Assim sendo, eis as mais importantes:

1 - Button preocupado com horário do GP da Austrália

O GP da Austrália, que no ano passado começou mais tarde devido a ter um horário mais condizente com a audiência europeia, vai ser este ano antecipado em meia hora, devido às queixas dos pilotos de que a posição do sol em certas curvas tinha afectado a sua visão. Mesmo assim, alguns pilotos, como Jenson Button, continuam a criticar a medida:

"Parece bonito mas não é. Pode ser perigoso se o Sol nos bater nos olhos e ficarmos sem saber para onde vamos. Ainda assim, prefiro correr de dia, mesmo no final do dia, do que competir à noite", afirmou o campeão do mundo à agência Reuters.

A corrida australiana começará às 17 horas locais, 8 horas de Lisboa.

2 - Mark Webber pode reformar-se no final do ano?

Os rumores sobre a mudança de pilotos na Red Bull não são novos, e envolvem sempre o nome de Kimi Raikonnen, que este ano está no Mundial WRC de Ralis pela Junior Team da Citroen. Hoje voltaram em força devido a uma declaração de Lewis Hamilton, afirmando que Mark Webber, seu amigo pessoal, poderia aproveitar o fim de semana australiano para anunciar o abandono da competição no final da temporada, altura em que termina o seu contrato com a equipa de bebidas energéticas.

"Não sei quanto tempo mais ele planeia ficar na Formula 1, mas tenho a sensação que ele quer parar enquanto está no top, e não ficaria surpreendido se ele o estivesse a considerar.", referiu Hamilton. Quer o piloto australiano, quer a própria Red Bull, não responderam a estas declarações.

3 - FIA vai multar USF1

O projecto falhado da USF1 ainda dá que falar. Depois de, claro, terem se rendido às evidências e não conseguido alinhar na temporada de 2010, a FIA decidiu punir os responsáveis pelo embaraço causado. apesar de ainda não se saber o valor da multa, fontes da FIA afirmam que a punição, a ser decidida em breve, poderá ser alta e também servirá para impedir a equipa de se envolver no processo de selecção que foi aberto pela entidade federativa.

Quanto a Ken Anderson e Peter Windsor, os homens que deram a cara pelo projecto, encontram-se incontactáveis desde há várias semanas a esta parte. E provavelmente não teremos mais noticias deles nos próximos tempos...

4 - Epsilon Euskadi vai candidatar-se para 2011

Depois de se saber que a FIA abriu o concurso para a 13ª vaga para 2011, alguns dos candidatos preteridos no ano anterior afirmaram que iam tentar de novo a sua sorte. Uma delas é a Epsilon Euskadi, estrutura sediada no País Basco, chefiada por Joan Viladelprat e cujo designer-chefe é outro homem com experiência de Formula 1, Sergio Rinland.

No momento, a equipa espanhola procura patrocinadores que estejam interessados em parcerias para só depois candidatar-se a uma vaga para 2011, cujo processo de entrega termina no próximo dia 15 de Abril. E a decisão oficial só será anunciada em Julho pela FIA.