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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Youtube Fomula 1 Vídeo: O primeiro dia de Lewis Hamilton em Fiorano

Debaixo de nevoeiro, Lewis Hamilton deu esta manhã as suas primeiras voltas na pista de Fiorano, a bordo do Ferrari F1-75 de 2022. Adaptou-se bem ao carro, agora é adaptar-se à Scuderia e os seus métodos de trabalho. Perante alguns milhares de espectadores, que se acotovelaram nos limites da pista e preencheram as ruas, espreitaram dar as suas primeiras voltas. E no final, saiu do carro e foi agradecer aos fãs que se acotovelaram para o ver. 

Achei interessante o seu capacete, que também foi mostrado nesta quarta-feira. Como aconteceu em 2007 e 2014, o piloto britânico decidiu usar um capacete amarelo nesta sua temporada de estreia na equipa onde corre. E bem vistas as coisas... no primeiro ano na McLaren quase ganhou o campeonato, no primeiro ano na Mercedes andou discreto. Mas ganhou nos segundos anos a correr pela equipa (2008 e 2014).

Para finalizar o dia, quero meter uma frase que o "F1 Corradi" escreveu no Twitter acerca do impacto que o piloto britânico causou na Scuderia:

"O tamanho das coisas.

A apresentação de Lewis Hamilton em Fiorano [na segunda-feira] rendeu, pelo cálculo dos especialistas do setor, o equivalente a 100 milhões de euros (!) em media para a Ferrari. 

Isso num único dia."

Dê no que der, este foi o primeiro dia do resto da sua carreira. Ele deve estar a sentir bem, mas isto é apenas o inicio. 

quinta-feira, 9 de maio de 2024

A(s) image(ns) do dia





A Ferrari decidiu chamar o monegasco Arthur Leclerc - irmão de Charles Leclerc - e o britânico Oliver Bearman - que substituiu Carlos Sainz Jr. no GP saudita, quando este ficou doente - para testar pelo menos duas soluções para impedir o excesso de spray nas corridas de chuva. Claro, ainda não se sabe dos resultados, mas esteticamente, apareceram estas fotografias e a Internet não perdoou. 

Esteticamente, poderá fazer lembrar o carro sem regras que o Adrian Newey desenhou há uns anos e apareceu no Gran Turismo, mas nas diversas formas, os fãs não disseram nada de bom sobe este dispositivo. Habituados às rodas descobertas, afirmam que, para além da feiura dos dispositivos, não sabendo, - ou querendo saber - que isto serve para um propósito bem mais prático: diminuir o "spray" para a atmosfera nas corridas com chuva. 

Do que vi... acho que são provisórios. Tenho a certeza que mais experimentarão no futuro. Logo, não alinho nos que ululam que "é feio" ou "acaba com a imagem da Formula 1". Se tivéssemos de ouvir essa gente, então ainda estaríamos nos tempos dos charutos com motor à frente e capacetes de pele. Só porque tem uma "ideia romântica" da Formula 1. No fundo, no fundo, tem saudades das temporadas com cinco e seis pilotos mortos...

Colocadas essas considerações de lado, existe algo que é pertinente: a Formula 1, historicamente, corre à chuva. E depois dos eventos na Bélgica, em 2021, tem de fazer algo que permita salvar o espetáculo da competição. Cancelar corridas não é o caminho, e não fazer nada, largando-os na pista , tornou-se m algo demasiado perigoso. Especialmente em pistas como Spa-Francochamps ou Interlagos, pistas conhecidas por terem corridas à chuva. 

Provavelmente este será mais um debate parecido com o do Halo. Lembro bem dos anos em que a discussão foi se deveria meter nos carros ou não, e como muitos acharam "um horror". Teve até aqueles que juraram não ver mais as corridas, caso metessem isso nos carros. Contudo, quando a lista de pilotos salvos por causa do Halo começou a ser conhecida - entre eles Charles Leclerc e Lewis Hamilton - e especialmente, Romain Grosjean, no GP de Shakir, em 2020, as pessoas começaram a aceitar o Halo como uma medida para salvar as vidas dos pilotos.

É o velho slogan do Fernando Pessoa, quando teve de criar uma para a Coca-Cola: primeiro estranha-se, depois entranha-se. Discutir por discutir não resolve o problema... isto, se quiser resolver. Porque, para mim, este "romantismo" é um pretexto para que não se faça nada. 

Mas voltando ao principio: isto ainda é provisório. A certa altura, irão arranjar uma solução adequada.     

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Youtube Formula One Shakedown: A primeira saída da Alfa Romeo

E em Fiorano, a Alfa Romeo fez o seu "shakedown" para 2019, agora que a Ferrari comprou o resto da Sauber e deu o nome "da sua mãe". Como o veterano Kimi Raikkonen ao volante, o carro tem uma decoração negra e vermelha, muito provavelmente um "one-off" semelhante ao que têm a Red Bull até ao inicio da temporada.

O carro será mostrado ao mundo na segunda-feira, em Barcelona, e terá Raikkonen e o italiano Antonio Giovinazzi ao volante. 

terça-feira, 30 de junho de 2015

A foto do dia

Esta foto é rara e vi no Facebook do Paulo Marinho Tavares: Jody Scheckter, em Fiorano, a testar o Ferrari 126C1 Turbo, que não iria aproveitar em 1981, porque tinha decidido abandonar a Formula 1. Com esta foto, decidi recordar o piloto, agora com 65 anos, radicado em paragens inglesas e a viver a sua vida como... agricultor biológico.

De origem judaica, nasceu em East London a 29 de janeiro de 1950, com um irmão mais velho, Ian, que também foi piloto. Depois de uma "entrada de leão" na McLaren, onde causou uma carambola na segunda volta do GP da Grã-Bretanha, em 1973, Scheckter mudou de atitude quando foi o primeiro a chegar aos destroços do carro de Francois Cevért, em Watkins Glen, nos treinos para o GP dos Estados Unidos daquele ano. A partir dali, o sul-africano só queria sair dali vivo.

Depois da Tyrrell e Wolf, Scheckter chegou à Ferrari no final de 1978 e aproveitou a ocasião para vencer em três provas, na Belgica, Mónaco e Itália. E por essa altura, os dias selvagens do piloto sul-africano já tinham desaparecido, tanto que aproveitou os passos em falso do seu companheiro de equipa, o canadiano Gilles Villeneuve, para ser campeão do mundo. E depois disso, Scheckter limitou-se a cumprir o contrato que tinha com Enzo Ferrari. Tanto que quando defendeu o titulo, conseguiu apenas dois pontos, contra os seis de Gilles.

Mas no meio disso tudo, foi um profissional dedicado até ao último dia, mesmo testando carros que sabia que não iria usar.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A foto do dia

Sebastian Vettel, de fato vermelho, em Fiorano. O dia que muitos gostavam de ver acontecer, aconteceu. A partir de agora, todos cobrarão pela mudança, muitos esperando que seja outro Schumacher e leve a Scuderia a nova era, como ele fez na Red Bull ,e como o outro alemão fez na década passada, com Jean Todt, Ross Brawn e Rory Bryne no elenco.

Só que Vettel, desta vez, não têm Todt, Bryne e Brawn no elenco, e até Luca de Montezemolo não mora mais em Fiorano. Agora têm Sergio Marchione e um ex-"Marlboro Man" como seu patrão. Os 67 milhões de euros que alegadamente irá ganhar por temporada - provavelmente o maior salário de sempre pago a um piloto de Formula 1 - colocam a fasquia de forma muito alta para o homem de Heppenheim.

Veremos como é que ele encarará este novo desafio. A cobrança começará no inicio de 2015.

sábado, 29 de novembro de 2014

A foto do dia

Sebastian Vettel no seu primeiro dia com a Ferrari, hoje em Fiorano. Com o carro de 2012, com o numero 5 no bólido e um capacete alusivo à ocasião. Mesmo na Scuderia, Vettel continuará a fazer capacetes alusivos às ocasiões...

Veremos se isto não é a auto-estrada para o Inferno...

domingo, 27 de abril de 2014

Youtube Formula 1 Onboard: uma volta com Simona de Silvestro

Soubemos ontem do teste de Simona de Silvestro em Fiorano, a bordo de um Sauber com dois anos. Hoje surgiu no site oficial, um video da piloto suiça a dar umas voltas naquela que é a pista de testes da Ferrari. Vale a pena vê-la em ação, pois parece ser a melhor hipótese de vermos uma mulher na Formula 1.

Esta foi-me mandada pelo Julio César Kronbauer.

sábado, 26 de abril de 2014

O teste de Simona de Silvestro

Num fim de semana sem grandes corridas (pelo menos a nível europeu, já que nas Américas a história é outra), a grande noticia do dia é que a suiça Simona de Silvestro deu muitas voltas em Fiorano a bordo de um Sauber de 2012. Testar num carro desfasado é a maneira das equipas têm hoje de contornar a interdição de testes durante a temporada, fora das datas marcadas.

O mais interessante do teste, muito para além dos tempos que tenha marcado, é que o seu carro estava decorado com os seus patrocinadores. E quem seguia a Indycar, sabia que o seu patrocinador é uma marca que promove... a energia limpa. Interessante, nos tempos em que a moda é agora o híbrido. Quer queiram, quer não.

Aparentemente, todos ficaram satisfeitos com as suas performances na pista, e esperam dar mais uma oportunidade de testar noutro carro, mais atualizado, com um objetivo em mente: uma Super-Licença e a chance de correr na Formula 1 em 2015. A acontecer, seria o regresso de uma mulher à categoria máxima do automobilismo, 23 anos após Giovanna Amati ter tentado a sua sorte nos Brabham.

Quanto a ela, disse o que tinha a dizer através do Twitter: "Absolutamente fantástico", foram as primeiras declarações da suíça de 25 anos. Espero que mais tarde apareçam algum filme deste teste...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Youtube Testing Crash: Vejam Kimi Raikkonen despistar um LaFerrari

Não é "O video do Mês", mas anda lá perto. Na mesma altura em que a ferrari e Fernando Alonso andam a testar o carro de Formula 1 em paragens barenitas, Kimi Raikkonen esteve em Fiorano a experimentar o Ferrari LaFerrari (que nome ridiculo, digo eu...).

E nessa altura, o Marcello Marchettino decidiu captar um excelente momento de "Kimi sendo Kimi". Basta estar no lugar certo à hora certa... e em menos de 24 horas, já teve mais de 150 mil visualizações.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Youtube Formula 1 Comic: Um trenó... da Ferrari


Falta menos de um mês para o Natal, mas em Fiorano já se comemora a ocasião. Como? Bom, à maneira de uma equipa de Formula 1: vão buscar um chassis antigo - o F138 - o espanhol Marc Gené, meia duzia de mecânicos, um trenó e já está!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Youtube Formula 1 Classic: o tributo de Jacques a Gilles, na RAI

Toda a gente deve ter visto ontem no Youtube as imagens de Jacques Villeneuve a bordo da Ferrari 312T4 de 1979, que deu os melhores resultados de sempre a Gilles Villeneuve, e também as grandes performances em sítios como Dijon, Zandvoort e Watkins Glen, mas eu coloco aqui algo mais interessante: a matéria da RAI Sport sobre as voltas que Jacques deu no carro do seu pai, perante centenas de pessoas no circuito de Fiorano, a pista privada da Scideria. 

Em Fiorano esteve toda a gente: Luca di Montezemolo, Piero Lardi Ferrari, Stefano Domenicalli, Fernando Alonso e Felipe Massa, mas também os que trabalharam com ele nessa altura, como Mauro Forgheri. E a viuva Joanne, bem como a filha Melanie Villeneuve, também estiveram em Fiorano, no belo sol de primavera no centro de Itália.

Tinha de ser a Ferrari a fazer uma coisa destas. Simples, mas belo.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O dia em que Jacques guiou o carro do pai

Gilles Villeneuve não será esquecido entre nós, o que é normal. E já se sabia, desde há algum tempo que a Ferrari iria fazer algo de especial neste dia, para recordar aquele que é provavelmente o seu piloto mais carismático a correr pela Scuderia, a par de Tazio Nuvolari. E para isso, convidou o filho Jacques Villeneuve para guiar o Ferrari 312T4, o carro de 1979 que lhe deu não só o vice-campeonato, como três vitórias em corridas e performances inesquéciveis em pistas como Dijon-Prenois e Zandvoort.

Villeneuve deu algumas voltas na pista de Fiorano, teve a visita de Fernando Alonso e Felipe Massa e tudo isso teve centenas de pessoas a assistir, debaixo de um céu limpo e um sol primaveril no centro de Itália. Contudo, esta não é a primeira vez que Jacques guia o carro do pai, pois já fez isso em 2004, em Goodwood, quando guiou o modelo de 1978, o 312T3.

Entretanto, "colidi" com uma matéria publicada hoje pela Tazio, onde se reproduz um artigo escrito por Jacques em janeiro deste ano na revista F1 Racing, em que revela que o seu pai lhe ensinou a ter paixão pela condução e por aquilo que fazia. “O que as pessoas amam no meu pai é que ele vivia sua paixão – e era possível ver isso em sua pilotagem. Não havia meio termo com ele: sempre procurava pela volta perfeita, pela curva especial, pela deslizada suprema... Ele queria ser melhor que os outros em tudo. Era assim que ele era na pista, era assim que ele era na vida”, avaliou Jacques.

O legado de meu pai é ‘viva para o seu sonho’. Ele vivia com paixão, com aquela chama. Ele correu pela Ferrari e passou a ser parte da família – e ele nem italiano era. Acho isso incrível. Provavelmente, esta é a razão pela qual o povo italiano sempre foi incrível comigo – mesmo quando eu lutava contra Michael Schumacher, da Ferrari, pelo título de 1997. Ele sempre foi um piloto que preferia vencer em vez de ficar em terceiro. Talvez este tenha sido o aspecto de sua personalidade que o fez perder o título para Jody Scheckter, em 1979.

Sobre o seu pai, a sua imagem vai muito para além do piloto lendário: “Lembro dele como meu pai. O automobilismo é secundário, era algo que ele adorava fazer. Ele conseguiu um lugar no coração das pessoas, que não o respeitavam somente como piloto, mas também como pessoa. Sua carreira foi interrompida, mas era questão de tempo para que ele se tornasse campeão.” 

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Noticias: Ferrari testa com "jovens lobos" da Formula 3

A Ferrari decidiu dar uma oportunidade aos três primeiros classificados da formula 3 italiana de 2008, uma oportunidade de dar algumas voltas num Formula 1. Mirko Bortolotti, Edoardo Piscopo e Salvatore Cicatelli, os três primeiros classificados da Formula 3 italiana, guiaram o monolugar da Scuderia do Cavalino Rampante, equipa vencedora do Mundial de Construtores de 2008.


O campeão, Mirko Bortolotti, com apenas 18 anos, adaptou-se bastante bem à condução do F2008 e surpreendeu tudo e todos, ao realizar a sua melhor volta a Fiorano em menos de 59 segundos, um registo semelhante ao habitual piloto de testes da Scuderia, Andrea Bertolini. "O carro oferece toda a confiança pelo que consegui andar depressa rapidamente. Perto do fim da sessão consegui um bom tempo, e acho que com mais um pouco de tempo conseguiria ir ainda mais longe.", referiu o jovem Bortolotti ao jornal italiano Gazzetta dello Sport.

Piscopo, que também corre na equipa italiana da A1GP, não realizou mais do que 1:00,3, enquanto Salvatore Cicatelli, não foi além de 1:01,2, após 33 voltas à pista privativa da marca de Maranello.