Hoje, é dia de Naoki Hattori.
Nascido a 13 de junho de 1966 em Yokkaichi no Japão, Hattori - que não é aparentado de Shigeaki Hattori, que correu brevemente contra ele na CART, em 1999 - começou a sua carreira no karting, antes de em 1985, ter pegado num Toyota Startlet e participar numa corrida de trial, de onde acabou por ganhar. No ano seguinte, rumou para os monolugares, mais concretamente na Formula Junior 1600. Ganhou a competição no ano seguinte, e em 1988, foi para a Formula 3.
Nessa competição, ficou por três temporadas. Se em 1988, com motor Volkswagen, ficou para aprender, conseguindo o nono posto e seis pontos, em 1989, ganhou uma prova em Tsukuba, partindo da pole-position. Com mais dois pódios, Hattori acabou no quarto lugar da geral, com. Mas o seu grande ano acabou por ser em 1990, quando a sua equipa, a Le Cox Racing, trocou os motores Volkswagen pelos Mugen, acabando ele por ganhar três corridas, em Sugo, Tsukuba e Suzuka, mais três pódios e uma pole-position, sendo campeão, com 52 pontos.
Com isso, ele e a sua equipa deram o passo seguinte, que foi participar na Formula 3000 japonesa. Conseguiram apenas três pontos, mas fora dos monolugares, Hattori entrou nas noticias por ter participado nas 24 Horas de Spa-Francochamps, ao volante de um Nissan Skyline. Ao lado do australiano David Brabham e do sueco Anders Olofsson, acabaram por ganhar a corrida, e no caso de Hattori, ser o primeiro japonês a ganhar essa prova.
Anos depois, em 2008, Hattori falou sobre como chegou a acordo com a Coloni: "No começo, foi Coloni que me procurou, dizendo: 'Se você me pagar um certo valor, o volante é teu', mas após negociações cara a cara, pedi para ele pagar tudo, desde despesas de transporte até garantia. Acho que fui o primeiro piloto japonês a pilotar na Formula 1 sem pagar."
A sua primeira participação aconteceu na sua corrida natal, em Suzuka. Sem experiência num Formula 1, e sem testes, Hattori confiou na sorte. E... não correu bem. Na volta lançada, sofreu um despiste na Curva Dunlop, e danificou a parte frontal seu carro. Zangado, atirou com o volante para a sua viatura, e Satoru Nakajima, que estava a comentar a pré-qualificação na Fuji TV, criticou: “Não desabafe as suas frustrações para o carro”.
No final, ele desabafou: “A minha falta de experiência ficou à vista. Ainda havia pontos molhados, e eu não consegui controlar.”
Contudo, apesar disso, Hattori foi o último da pré-qualificação, marcando um tempo cinco segundos mais lento que o Brabham, de Martin Brundle, novamente o melhor.
Hattori tentou regressar à Formula 1 em 1994 e 1995, mas as negociações nunca tiveram sucesso. Contudo, em 1996, esteve envolvido no projeto Dome de Formula 1, sendo um dos pilotos de testes.
Depois da Formula 1, Hattori manteve-se na Formula 3000 japonesa, onde ganhou cinco corridas até 1996, sendo vice-campeão nesse ano. Em paralelo, participou em competições do JTCC, o campeonato de Turismos nipónico, onde foi campeão em 1993 e 1996, sempre pela equipa Mooncraft, que preparava Hondas Civic. Para além disso, foi vice-campeão do JGTC pela Team Lark, que tinha um McLaren F1, com vitórias em Suzuka, Sugo e Mine.
Em 1997, decidiu novamente tentar a sua sorte nos monolugares, desta vez, nos Estados Unidos. Indo para a Indy Lights, pela Team Green, foi décimo na temporada de 1998, com dois terceiros lugares como melhores resultados. Em 1999, foi correr para a CART, pela Walker Racing, onde não conseguiu qualquer ponto, com um 14º lugar como melhor resultado, em Laguna Seca.
Regressou ao Japão no ano 2000, quer para a Formula 3000, quer para os Super GT japoneses. Foi vice-campeão em 2001, pela equipa Team 5ZIGEN, com três vitórias, e continuou a competir até 2005. Nos GT's, primeiro com um Toyota Supra, depois com um Lexus SC430, os resultados foram mais modestos.
Em 2006, com 40 anos, pendurou o capacete e passou para funções mais directivas. Ainda em 2006, tornou-se Diretor Operacional da DoCoMo Dandelion na Formula Nippon, e no ano seguinte, a convite de Tetsu Motoyama, transferiu-se para a Arabian Oasis Team Impul e tornou-se o seu diretor desportivo. Em 2008, quando Motoyama se transferiu para o Team LeMans, Hattori foi com ele.
A partir desse ano, Hattori tornou-se diretor de corridas da Super GT japonesa, onde avalia possíveis penalizações a pilotos em caso de acidentes durante as corridas, bem como realiza "rookie tests" para pilotos que entram na série - desde 2010, faz dupla com Hideki Okada.


