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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

As imagens do dia

O próprio Filipe Albuquerque disse na sua conta do Twitter que isto pouco ou nada representa numa prova de 24 horas, mas começar esta prova com uma pole-position é um bom começo. João Barbosa pegou no carro para fazer a volta mais rápida nesta qualificação para as 24 Horas de Daytona de 2017.

É um pouco de orgulho em ver dois portugueses - e também o brasileiro Christian Fittipaldi - na frente de uma prova tão importante como esta, o que dá mais uma razão para assistir esta prova no fim de semana.

domingo, 17 de abril de 2016

A imagem do dia (II)

Perdoem o meu lusitanismo, mas este foi um grande fim de semana para as cores portuguesas. Tiago Monteiro, Filipe Albuquerque, João Barbosa, Pedro Lamy, Rui Águas, Álvaro Parente e Fábio Mota subiram ao pódio, ocupando todos os lugares possiveis. 

No caso de Monteiro e Albuquerque, o primeiro venceu uma das corridas do WTCC, na Eslováquia, e foi segundo na segunda corrida, acabando de sair dali no comando do campeonato com 78 pontos, menos um do que José Maria "Pechito" Lopez. Já no caso de Filipe Albuquerque, o piloto de Coimbra foi o vencedor na classe LMP2 na jornada de abertura do WEC, que aconteceu neste domingo em Silverstone, tendo como companheiro o brasileiro Bruno Senna. Rui Águas foi o vencedor na categoria de GT, com Pedro Lamy a acompanhá-lo no pódio.

João Barbosa e Álvaro Parente foram segundos classificados no mesmo local, no circuito urbano de Long Beach. O primeiro, no Corvette DP em que o levaram ao segundo posto, ao lado do brasileiro Christian Fittipaldi, e o segundo, no McLaren 650 GT. Creio que ver quatro pilotos da mesma nacionalidade a subir ao pódio em corridas internacionais, só ao alcance das grande potências automobilísticas, como a Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, Alemanha ou Brasil.

Para além disso, ainda tivemos Fábio Mota a estar no pódio no ETCC (European Touring Car Championship), sendo terceiro na segunda corrida do campeonato.

Gostaria que esse não fosse um fim de semana excepcional, mas ver tantos portugueses em pódios internacionais até que me faz sorrir de orgulho, vendo tanto talento neste cantinho à beira-mar plantado. É sinal de que há coisas boas por aqui.

P.S: Soube agora que o Álvaro acabou por vencer em Long Beach devido à penalização do carro vencedor. Mais uma vitória, mas francamente, preferiria que fosse na pista e não na secretaria.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Contado... ninguém acredita

Mas foi real. E é para verem que um acidente pode acontecer com coisas absolutamente inesperadas, como brinquedos... e um cão. E foi o que aconteceu esta semana com João Barbosa. O piloto do Porto fraturou o pulso esquerdo quando brincava com um "hoverboard". Mas o momento que causou esse incidente foi quando o seu... cão se meteu na frente dele mais o aparelho, obrigando-o a cair.

Felizmente, o cão - de seu nome "Speed" - está bem. 

"É uma pena que eu não vou ser capaz de testar o nosso Daytona Prototype, em Sebring, na próxima semana", começou por dizer Barbosa. "Felizmente para mim eu tenho a melhor equipe de corrida com a Action Express Racing e excelentes co-pilotos como o Christian (Fittipaldi) e o Filipe (Albuquerque)", continuou.

"Eu vou estar lá para observar em cada sessão e rever os dados com a equipa. Vai ser uma ótima oportunidade para me preparar mentalmente para o desafio das 12 horas.

"Minha esposa é uma pessoa tremendamente talentosa e artisticamente dotada, ela já ajudou a marcar o meu gesso com o nosso logotipo, e depois da minha demonstração de nossos filhos agora compreendo perfeitamente que os hoverboards são melhor usados lá fora, e não em torno do 'Speed'"

Enfim, desejamos-lhe as melhoras. E que esteja a tempo de correr em Sebring.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Noticias: Filipe Albuquerque vai correr nos Estados Unidos

O português Filipe Albuquerque vai correr em terras americanas na temporada de 2016. O piloto de Coimbra vai ser piloto da Action Express ao lado de João Barbosa e Christian Fittipaldi no Corvette DP e participará em provas como as 24 Horas de Daytona as 12 Horas de Sebring e as Seis Horas de Watkins Glen, tudo isto sem comprometer o seu trabalho na Audi, onde será um dos pilotos da marca nas 24 Horas de Le Mans.

Já se falava desde o final da semana passada, por altura em que o piloto de Coimbra estava em Daytona nos testes da Action Express, que a ideia era de dar uma temporada completa e tentar ao lado de Fittipaldi e Barbosa, ajudar a equipa a voltar a ser campeão no campeonato americano de Resistência.

"Estou muito contente por poder fazer parte de uma equipa tão profissional e motivada para alcançar os objectivos a que se propõe. Para além disso, poder fazer equipa com dois pilotos que falam português é diferente do habitual e interessante. São todos pilotos experientes no Campeonato, várias vezes vencedores das 24h de Daytona. Não poderia estar em equipa melhor", referiu Filipe Albuquerque no comunicado oficial da equipa.

Albuquerque aparecerá pela primeira vez com a sua equipa no final de janeiro, em Daytona, ao lado de Scott Pruett, Chrstian Fittipaldi e João Barbosa, e para já vai ser o primeiro foco da equipa sobretudo porque o favoritismo é notório e Filipe Albuquerque está motivado e determinado: "É uma oportunidade de ouro. Depois de ter sido vencedor na prova na classe GT, este será o passo seguinte. São quatro provas emblemáticas em circuitos que já conheço. Acredito no sucesso da equipa", concluiu o piloto de 30 anos.

A primeira prova de Albuquerque nos Estados Unidos será no fim de semana de 30 e 31 de janeiro, com as 24 Horas de Daytona, seguindo-e a 19 de março com as 12 Horas de Sebring. A 3 de julho, depois de participar nas 24 Horas de Le Mans, o piloto de Coimbra participará nas 6 Horas de Watkins Glen, e a fechar a temporada, a 1 de outubro, irá correr o Petit Le Mans, em Road Atlanta, e espera-se que a equipa Action Express já tenha renovado o título.

domingo, 4 de outubro de 2015

A imagem do dia

Foi debaixo de chuva em Road Atlanta que João Barbosa, Christian Fittipaldi e Sebastien Bourdais se tornaram campeões da TUSSC pelo segundo ano consecutivo. Quem assistiu no sábado à noite à corrida, decorrida sob condições de tempestade, e as constantes interrupções - acabou duas horas e meia mais cedo por causa da carga de água na pista - o Corvette DP da Action Express conseguiu escapar às armadilhas e chegou ao terceiro lugar da geral, numa corrida ganha por um... Porsche 911 da classe GT3.

Mas para esta tripla - com Barbosa e Fittipaldi de modo permanente - este título reflete que esta dupla luso-brasileira é a melhor da Endurance americana. Dois pilotos que tiveram carreiras distintas (o primeiro sempre na Endurance, o segundo na Formula 1 e na CART, antes de passar por aqui) e que juntos - mais o Bourdais - já tiveram um palmarés rico, sendo o mais importante as duas vitórias em Daytona.

Estes dois veteranos - o português com 40 anos, o brasileiro com 44 - tem uma maturidade automobilística para dar e vender, e que provavelmente num Mundial de Endurance, seria uma mais-valia para qualquer equipa oficial na LMP1, ou então num privado na mesma categoria ou na LMP2. Creio que estes dois - e até o próprio Bourdais, um nativo de Le Mans - seria uma excelente tripla em La Sarthe, em qualquer equipa.

Apesar de tudo, é mais um grande fim de semana para as cores nacionais. Estamos a ficar habituados...

terça-feira, 12 de maio de 2015

Acerca de um grande momento do automobilismo português

Apesar de não ser de nascimento, sou português de "espirito". E sendo amante de automobilismo, não deixo de vibrar pelos feitos que o pessoal nascido e criado neste retângulo à beira-mar plantado faz com quatro rodas e um volante. E quando andamos num passado recente - e não tão recente - em categorias como a Formula 1 ou o Mundial de ralis, nunca deixei de torcer e vibrar pelos melhores resultados que eles pudessem alcançar.

E agora, com a nova Formula E, vibro os feitos de António Félix da Costa na Amlin Aguri, especialmente aquela vitória inesperada em Buenos Aires, apesar de todos concordarem que esta caiu do céu. Ou por outras palavras, estava no lugar certo à hora certa...

As 24 Horas de Le Mans são uma das corridas mais fascinantes do mundo, todos concordam. É uma corrida de resistência do qual não ganha o mais veloz, mas sim... o mais resistente. E este ano, Portugal vai meter cinco pilotos na clássica de La Sarthe, nas quatro categorias, sendo que o último anuncio, como sabem, foi o de Tiago Monteiro, a bordo do LMP1 da Kolles. E isto veio enriquecer um pelotão onde têm um piloto numa equipa oficial. Não é a presença mais numerosa de sempre, mas é uma das mais ricas. Só faltaria uma tripla totalmente nacional, numa equipa inscrita em paragens lusitanas, como houve num passado recente, mas creio que é uma questão de tempo.

Contudo, esse feito merece ser comemorado, e essa comemoração foi feita esta tarde por uma pessoa que admiro: o jornalista da Eurosport João Carlos Costa, entusiasta do automobilismo e das 24 Horas de Le Mans, e que este ano tem à partida ótimos motivos para orgulho. E escreveu isto no Facebook do qual pedi permissão para partilhar por aqui. Aqui vai:

"Cinco portugueses nas 24 Horas de Le Mans não é recorde, mas é único na forma: estão todos como pilotos profissionais, pagos para competir na maior prova do mundo. Não tiveram que reunir budget para dar corpo a um sonho. Bastou-lhes o estatuto, o palmarés, o facto de serem uma mais-valia quando estão ao volante. Mais ainda: Filipe Albuquerque, Tiago Monteiro, João Barbosa, Pedro Lamy e Rui Águas têm reais chances de, pelo menos, chegar ao pódio nas respectivas categorias.

De há muito que ando a chamar à atenção para este caso único, nunca antes vivido no Desporto Motorizado português, em duas e quatro rodas. Devemos salientar que temos perto de duas dezenas de pilotos profissionais a representar construtores e/ou grandes equipas em campeonatos mundiais ou de relevo a nível internacional, onde conquistam pódios, vitórias e títulos.

O que irá acontecer nas 24 Horas de Le Mans 2015 é consequência disso mesmo, deste verdadeiro momento de Ouro, insólito para nós, portugueses, e nada comum em países com a mesma “dimensão” neste desporto. Algo que acaba por ser um pouco contra-corrente, relativamente ao que acontece entre portas, onde as águas, mesmo se é positivo vivermos uma época de alguma paz institucional, estão demasiado “flat”. Temos de aproveitar estes momentos para “surfar” a onda, arriscar nas “manobras” e ganhar “pontos”, por forma a conseguirmos capitalizar em termos de impacto do Desporto Motorizado em Portugal. Promover esses pilotos que tão bem nos representam “fora de portas” tem de ser um enorme trunfo “cá dentro” para cativar novas paixões. Pudemos mostrar que se pode ir mais além, que temos tanto talento como os outros, que há uma carreira possível, que Portugal está definitivamente no “mapa das corridas”. No fundo, que há desporto para além do Futebol, de Cristiano Ronaldo. Que existem outros atletas capazes de nos fazer sentir os “arrepios” do nacionalismo!

Para os que gostam de provas de resistência, é igualmente um momento de enorme emoção. Fica-nos também a obrigação de dar ainda maior ênfase a este tipo de corridas. Sermos capazes de continuar a promovê-las e a demonstrar a sua espectacularidade, num fenómeno de bola-de-neve onde Le Mans é quase sempre pivot. Sinto orgulho por, juntamente com o Ricardo Grilo (e muitos outros), ter ajudado nesse fenómeno. Por isso mesmo, vou empenhar-me a fundo para que transmissão das 24 Horas de Le Mans 2015 no Eurosport volte a ser uma enorme festa para a qual estão todos uma vez mais convidados".

Vai valer a pena estar à frente da televisão no fim de semana de 14 e 15 de junho. Falta ver quais vão ser os resultados desta participação, mas por ali, talento não faltará. E também isto tudo é o resultado do talento e dos resultados que todos estes pilotos acumularam ao longo das suas carreiras. Mas mesmo assim, parabéns a todos eles!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Noticias: João Barbosa vai a Le Mans com a Krohn Racing

Quatro anos depois da sua última experiência em La Sarthe, João Barbosa regressa a Le Mans. O piloto portuense de 40 anos, e atual campeão do campeonato United SportsCar Championship, com Christian Fittipaldi, vai andar no Ligier-Judd da Krohn Racing, ao lado de Tracy Krohn e do sueco Nic Jonsson. Barbosa foi escolhido em detrimento do brasileiro Osvaldo (Ozz) Negri.

"Queremos receber o João Barbosa dentro da nossa equipa para as 24 Horas de Le Mans desde ano", disse Tracy Krohn, proprietário e piloto de marca. "Como vocês podem imaginar, tivemos um grande interesse dos pilotos para se juntarn a nós este ano em Le Mans, no novo Ligier-Judd. É um carro competitivo e um passo em frente para a nossa equipa. Nós já mostramos ser muito competitivos num curto espaço de tempo e espero que possamos fazer o mesmo em Le Mans", continuou. 

"João é um ótimo complemento, porque, embora ele ainda não tenha dirigido o Ligier, ele tem experiência de Le Mans e é um competidor feroz e habilidoso, do qual vai se dar bem na nossa equipa. Ele não será capaz de se juntar a nós nos testes devido ao seu compromisso com a IMSA na corrida em Detroit, mas nós sentimos que ele vai ser capaz de se adaptar bastante depressa ao Ligier, na semana da corrida", concluiu.

"Fiquei muito animado quando recebi o convite para participar em Le Mans com Krohn Racing," disse Barbosa, Rookie do Ano de 2004 em La Sarthe. "Eu não só estou animado por voltar a Le Mans, mas também para se juntar a uma equipa de topo com uma grande operação. Esta oportunidade surgiu quando eu estava a conversar com um dos engenheiros de corrida da Krohn, afirmando como gostaria de voltar a Le Mans. Ele mencionou que poderia haver uma possibilidade e para que mantivesse contato, então apenas esperei", contou. 

"Fiquei emocionado quando recebi o telefonema para se juntar a eles. Embora tenhamos competido nos mesmos circuitos na América ao longo dos anos, eu estou realmente ansioso para passar mais tempo com Nic e Tracy para conhecê-los melhor. Um dos desafios excitantes será de conduzir o Ligier pela primeira vez. Eu estive correndo contra eles no IMSA TUDOR Championship, por isso vou ser capaz de ter uma chance de ver como esse carro é realmente bom. Pelo que tenho visto é um grande carro, muito competitivo, e acho que vai funcionar muito bem em Le Mans", concluiu.

Esta vai ser a oitava participação de Barbosa em Le Mans, vencedor por duas vezes das 24 Horas de Daytona e este ano já ganhou as 12 Horas de Sebring. Em relação à clássica francesa, a sua participação começou em 2004 com a Rollcentre Racing, até 2008, onde teve a sua melhor posição de sempre, um quarto lugar na edição de 2007, ao lado de Stuart Hall e Martin Short. Em 2009, correu na Pescarolo, onde acabou em oitavo, e em 2011, regressou a bordo do Lola-HPD da Level 5 Motorsports, onde foi décimo da geral e terceiro na classe LMP2, ao lado de Scott tucker e Christophe Bochut. 

domingo, 22 de março de 2015

A foto do dia

João Barbosa fez no passado dia 11 de março 40 anos de idade. A sua carreira foi feita essencialmente la fora, especialente nos Estados Unidos. Escolheu a Endurance em detrimento da IndyCar ou da NASCAR, e deu-se muito bem. Tanto que nessa sua carreira por lá, conseguiu duas vitórias em Daytona e em 2014, a vitória no campeonato da United Sports Car Championship, ao lado do brasileiro Christian Fittipaldi.

Ambos fazem uma dupla dinâmica, do qual se junta por vezes o francês Sebastien Bourdais. Este último, quando não corre na IndyCar, faz algo que já vêm de família, pois ele nasceu em Le Mans e é filho de Patrick Bourdais. Esta tripla dinâmica consegue, ao serviço da Action Express, os melhores resultados da Endurance nos últimos tempos: vitórias em Daytona em 2010 e 2014, e este ano, para além de terem sido segundos classificados em Daytona, conseguiram agora esta vitória nas 12 Horas de Sebring, onde dezenas de lendas do automobilismo lá triunfaram. Curiosamente, esta tripla venceu pela primeira vez as 12 Horas de Sebring. 

Muitos se queixam de que aqui em Portugal, ninguém conhece João Barbosa, ou falam com algum sarcasmo de que se ele fosse jogador de futebol, esta corrida abriria telejornais. Temos de ser honestos: primeiro, o automobilismo é uma elite, vista somente por apaixonados e que as transmissões televisivas estão a ir para um canto do qual temos de pagar para ver. E o futebol é o desporto das massas, do qual somos obrigados a ver que roupa veste Cristiano Ronaldo ou se o clube A ou B enche estádios.

Francamente, pergunto-me se precisamos que o automobilismo precisa de ser visto pelas massas. Na minha opinião, não. Eu sei que é polémico dizer isso, mas creio que ele está feliz por conseguir o que consegue, por ele mesmo, sem "lobbies". O que interessa nesta altura é que tenha a devida cobertura por parte da imprensa especializada e ser aplaudida e lembrada pela multidão que ama o automobilismo. E nessa parte, que é uma grande minoria, ele têm o carinho que merece. E acho que isso já chega.

Dito isto, parabéns os três, todos eles lendas do automobilismo por eles mesmos. E ontem escreveram mais uma página nessa história.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Youtube Motorsport Duel: O final Taylor vs Barbosa em Detroit

O final da corrida da Endurance na pista urbana de Belle Isle foi desafiante e com bastante incerteza entre os irmãos Taylor (Jordan e Ricky), que foram sempre pressionados por outros dois Corvettes, o de João Barbosa (parceirado por Christian Fittipaldi) e o de Richard Westbrok, que fez parceria com Michel Valiante.

Na última volta, o duelo pela vitória era entre Jordan Taylor e João Barbosa, que fez o possivel para o passar. Quando o conseguiu... foi com um toque que fez furar o seu pneu traseiro esquerdo, mas Taylor não ficou aliviado, pois Westbrok partiu para cima dele no sentido de conseguir roubar a vitória em cima da meta, mas não conseguiu. Quanto a Barbosa, ainda cruzou a meta, mas no sexto posto da geral.

O video, narrado pela francesa Motors TV, mostra esses duelos, num final alucinante.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Youtube Motorsport Classic: Quando um piloto leva a mulher a passear...



Lembram-se certamente de Riccardo Patrese, que levou a sua mulher a passear em Jerez de la Frontera e pregou-lhe um susto de morte. O video deve ter sido visto algumas milhões de vezes e parece que se tornou num padrão para mais videos semelhantes, e provavelmente o temor de qualquer mulher de piloto. Portanto, posso dizer que Mariana Barbosa, mulher do piloto português João Barbosa, vencedor das 24 Horas de Daytona em 2010, é uma pessoa de coragem quando aceitou dar duas voltas na mesma pista onde o seu marido ganhou neste final de semana.

O resultado destas voltas podem ver nos próximos seis minutos. E se virem o video até ao fim, podem ver o que ela diz no final da volta...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

5ª Coluna: Os portugueses no automobilismo internacional

Quando há dois meses meio mundo o viu, espantado, no lugar mais alto do pódio em Dusseldorf, os meus sentimentos eram um misto de orgulho e tristeza. Orgulho por ser português e de Coimbra - cidade onde cresci e devo a ela de imensas formas - mas a tristeza tinha a ver com o fato do seu imenso talento não ter sido aproveitado por alguma equipa para o meter na categoria máxima do automobilismo. Expressei isso nessa altura, esperançado que essa situação fosse corrigida num futuro próximo.

Sabia que ele por essa altura era um piloto da alemã Audi, mas queria o ver, pelo menos, numa DTM, porque sabia que ali seria uma categoria onde pudesse mostrar o seu talento, já que os monolugares estavam permanentemente vedados para ele. Pois bem, ontem fiquei muito contente por saber que agora vai correr no DTM, uma categoria de carros onde num futuro não muito distante, vai sofrer uma radical alteração com a entrada de novas marcas e da construção de uma série americana a partir de 2012.

Claro, será num carro algo antigo, e vai lutar muito para conseguir pontuar, mas o essencial está lá: chegou, e eles têm esperança de que o seu talento seja proveitoso para eles. E quem sabe, pode aspirar a altos voos.

O anuncio de Filipe Albuquerque é o mais recente de uma série de pilotos portugueses, e demonstra que o automobilismo nacional começa a ser melhor explorado agora do que no passado. Estamos abertos ao mundo, e esta nova geração tem melhores hipóteses de brilhar lá fora.

Nas últimas semanas soubemos que Armindo Araujo correrá uma temporada no WRC, a principal categoria de ralis, num Mini. Armindo foi bicampeão na cateogria de Produção em 2009 e 2010 e levou o nome de Portugal lá fora, e temos Bernardo Sousa na categoria S2000, com a hipótese de correr o Rali de Portugal num WRC preparado pela equipa oficial. Caso as coisas corram bem, ele poderá armar uma equipa para 2012, ou seja, poderemos ter dois pilotos nacionais na principal categoria. Alguém imaginaria tal coisa há três, cinco anos? Duvido.

Para além disso, temos Bruno Magalhães e a estrutura da Peugeot Portugal no IRC, a disputar o campeonato e os primeiros lugares numa categoria absolutamente cheia de bosn pilotos. No mínimo, essa categoria patrocinada pela Eurosport tem dez, doze bons pilotos a disputarem a vitória, em máquinas como Skoda, Peugeot, Ford ou Proton, e consegue ser tão bom como os outros. Isso é um feito que anos antes seria impensável.

Se formos para a Le Mans Series, o pelotão também se enche de portugueses. Há uma equipa nacional, a Quifel ASM Team, há o veterano Pedro Lamy, na Peugeot oficial e agora a hipótese de ter uma tripla portuguesa nas séries - Ricardo Bravo, Lourenço Beirão da Veiga e Duarte Felix da Costa - num LMP2, é outro sinal do futuro que aí vem. E ontem á noite, enquanto escrevia isto, soube que João Barbosa também correrá na La Mans Series ao volante de um Lola. Se alguém me dissesse há dois ou três anos que as 24 Horas de Le Mans de 2011 podem ter seis, sete ou mais portugueses nas listas de inscritos, esfregaria os olhos e julgaria que fosse um sonho. Não é: começa a ser uma hipótese realista.

Ainda não se sabe os planos de Alvaro Parente, mas ele diz que tem a temporada de 2011 definida, e que vai anunciar no inicio de Março. Mas parece que os monolugares podem estar de lado, ou então se dedique à Le Mans Series. Nesse aspeto, tudo é possivel.

E não falo da Ocean Racing, a equipa de Tiago Monteiro. Temos uma equipa na GP2, com um piloto que ainda corre e ganha no WTCC, ao serviço da Seat. É certo que ele gere a equipa nos tempos que tem livres, e a equipa não é a que está nos lugares da frente, mas demonstra por vezes ter faro para bons pilotos. Depois de Alvaro Parente, foi buscar em 2010 o suiço Fabio Leimer, que está agora na equipa Rapax, vencedora na temporada passada.

E Monteiro ainda ajuda Antonio Felix da Costa, piloto que este ano vai correr na GP3 ao serviço da Status Grand Prix, que foi segunda classificada no ano passado. Quem acompanha a carreira de Felix da Costa desde os tempos da Formula Renault vê-se que ele tem um imenso talento e eles o querem levar à Formula 1 fazendo as melhores escolhas possíveis. Não o querem ver queimar etapas, não o querem ver a correr em categorias que sabem não ser as mais indicadas para alcançar o que almejam. Daí terem preferido a GP3 a uma Formula 2, por exemplo. E poderiam ter saltado para a GP2. Tinham equipa e tudo, mas já viram demasiados maus exemplos para terem uma postura cautelosa neste aspeto, e para mim, até fazem bem.

Eis o nosso panorama: todos estes pilotos dão cartas no automobilismo internacional. O puro talento, a persistência, a construção de projetos sólidos e consistentes resultam nisto que andamos a ver. Nunca tantos foram lá para fora e conseguiram tão bons resultados. A temporada de 2011 promete ser a mais inesquecivel do automobilismo português.

Mas... eis algumas ironias. Primeiro que tudo, Portugal não está no calendário da Formula 1. Temos uma excelente pista do qual não está no calendário porque não se paga as exigências absolutamente chulistas de Bernie Ecclestone. Aliás, pelo que se ouve por estes dias, correremos o risco de não ter corridas na Europa porque eles não pagam mais as crescentes somas de dinheiro que ele exige. O balão do modelo ecclestoniano de organização está prestes a rebentar, é um fato. Portanto, até tem vantagens a exclusão de Portugal deste calendário da Formula 1.

Segunda ironia: não tem grandes campeonatos nacionais de pista sem ser o campeonato português de GT's. Os demais pilotos portugueses têm a Espanha ao lado e muitas vezes são superiores aos locais. O campeonato nacional de ralis, que vai começar este fim de semana, é modesto, e ainda por cima, este ano ficou privado dos carros S2000. É estranho, não é? Mas em compensação, o Rali de Portugal está no calendário do WRC - é um dos clássicos - e os Ralis dos Açores e da Madeira fazem parte do IRC. Aliás, Portugal é o único pais que tem dois ralis nesse calendário, fruto das boas organizações locais e dos apoios dos governos regionais.

Mas é o automobilismo que temos, no tempo em que vivemos. Vai estragar este fluxo de pilotos no futuro? Não sei responder a essa pergunta, até porque sei que, enquanto existirem alternativas baratas, os pilotos locais aproveitarão. Mas a FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) não pode estar parada, quieta, congelada. Esta direção deveria pensar em fazer as coisas de forma a continuar a formar pilotos e a organizar melhor os campeonatos. Para haver muitos que contestem as politicas do senhor Luiz Pinto de Freitas, é porque há algo de podre no nosso automoiblismo.

Há quem fale melhor do que eu, mas creio que, em termos de pista, a falta de um campeonato nosso em termos de formação ou o aproveitamento de sinergias com a Espanha para fazer um Ibérico, poderiam melhorar, e muito, a atual situação das coisas. E continuarmos a ver mais talentos para correr, ir para o estrangeiro e continuar a levar o nosso nome para os quatro cantos do mundo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A 5ª Coluna desta semana

A 5ª Coluna desta semana já está no ar no sitio do costume, e desta vez falo sobre a vitória do João Barbosa nas 24 horas de Daytona, um grande feito no automobilismo português, e também sobre a formula 1, mas decidi fugir aos testes desta semana em Cheste, pois como sabem, é tudo relativo até ao primeiro fim de semana a sério no Bahrein. Perferi mais falar sobre um "convidado inesperado" chamado Stefan GP, cuja presença ameaça as equipas mais novatas, como a USF1 e a Campos Meta.

Eis um excerto:

"Na mesma semana que começavam a rodar os carros no circuito Ricardo Tormo, em Valência, surgiram noticias sobre a misteriosa Stefan GP. A razão pela qual esta "equipa-mistério" dividiu os noticiários da semana é por dois motivos: primeiro, porque anunciou no seu sítio oficial que, mesmo sem que a FIA lhe tenha dado licença para competir no campeonato do mundo de 2010, irá estar presente dentro de um mês no Bahrein, no primeiro fim-de-semana da temporada. Segundo: o anuncio que iria dar as suas primeiras voltas no circuito de Portimão, entre os dias 25 e 28 de Fevereiro, provavelmente com o japonês Kazuki Nakajima ao volante.

A noticia é importante pelo facto de se mostrar pronta a competir “no dia seguinte”, numa altura em que as dúvidas sobre a USF1 e principalmente a Campos Meta se acumularem cada vez mais, apesar de no fim de semana que passou ter saído o rumor de que Tony Teixeira, o luso-sul-africano que “fechou” a A1GP, comprou uma parte, senão a totalidade da equipa espanhola.

E a impressão de que a Campos pode estar “de saída” é cada vez maior, dado que primeiro, a Stefan GP caiu nas boas graças de Bernie Ecclestone, o que pode explicar o contentor que está a caminho do Bahrein, e também pelo facto da FOTA poder “vetar” a entrada de Tony Teixeira no palco da Formula 1, pois este tem imensas dívidas para pagar, a começar pela Ferrari, que fabricou os motores e os chassis da agora defunta série competitiva das Nações..."


(...)

"No meio disto tudo está Bruno Senna. Seria um tremendo azar se ele não conseguisse lugar para 2010, depois de ter assinado por uma das novas equipas. Depois de ter sido apanhado pela falência da Honda em 2008 e de ter sido preterido a favor da experiência de Rubens Barrichello na Brawn GP, e que deu uma segunda vida ao veterano piloto brasileiro, ver o sobrinho de Ayrton Senna apeado uma segunda vez consecutiva devido a um projecto aparentemente a caminho do aborto, é muito." (...)



Desejo-vos boas leituras.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Fez-se história! João Barbosa vence as 24 Horas de Daytona

Pouca gente deve ter seguido isto em Portugal, tirando os mais fãs mais "hardcore", mas há poucos momentos atrás, João Barbosa entreou na história do automobilismo português ao ser o primeiro piloto a vencer as 24 horas de Daytona, num Riley-Porsche, ao lado de Ryan Dalziel, Mike Rockenfeller e Terry Borcheller. Outro piloto português presente em Daytona, Pedro Lamy, terminou a corrida na sexta posição, depois de fazer parte da equipa que fez a pole-position, que foi conseguida por Max Angelelli. Para além disso, fez a melhor volta da corrida.

Numa corrida de 24 horas, foram muitos os incidentes ao longo da corrida da Grand-Am. Para além dos treze lideres, houve mais de vinte situações de bandeira amarela. Mas a primeira situação começou logo á partida: sob chuva e asfalto molhado, começou sob pace car e bandeiras amarelas.

A equipa de Pedro Lamy fez uma corrida tranquila nas primeiras horas, mas na sexta hora, quando o voltante estava com o piloto da Peugeot na Le Mans Series, um toque no muro fez atrasar um pouco o Dallara-Ford. Pouco depois, os carretos da caixa de velocidades deram problemas, que o fizeram arrastar até ao sexto posto final.

O carro de João Barbosa, que levava o numero nove, sempre foi considerado como um dos favoritos, mas só foi a partir da segunda metade da corrida é que disputou a liderança com o carro da Ganassi (pilotado, entre outros, por Juan Pablo Montoya) e da Crown Royal, e beneficiou os problemas do carro da Ganassi, que o fez perder uma volta nas boxes. A última parte da corrida foi guiada por Barbosa, que só teve que levar o carro tranquilamente para a meta e escrever mais uma página de ouro do automobilismo português.

"Estou sem palavras.", disse João Barbosa na entrevista após a corrida. E por uma boa razão, não é?