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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Noticias: Responsáveis do Madring negam atrasos nas obras


O GP de Espanha acontecerá na segunda semana de setembro, no novo circuito híbrido de Madrid - parte permanente, parte dentro da malha urbana - mas nos últimos dias tem surgido rumores nas redes sociais de que se tudo estará pronto a tempo para o GP de Espanha, apesar de terem colocado há menos de um mês a primeira camada de asfalto. 

Para piorar as coisas, surgiram, através do jornal AS, criticas vindas de moradores locais pelo impacto que as obras estão a causar em termos de ruído, trânsito e obras numa zona densamente utilizada.

Por causa disso, o chefe do projeto, Luis Garcia Abad, negou ao mesmo jornal qualquer preocupação quanto aos prazos:

A primeira camada de asfalto já foi aplicada até à curva 19, e praticamente tudo já foi betonado”, começou por afirmar. “Estamos dentro do prazo. O tempo nunca foi uma grande preocupação para nós – as empresas de construção estão a trabalhar a um ritmo constante e a cumprir os seus compromissos de concluir o projeto até 30 de maio”.

A Fórmula 1 não conhece Madrid, e agora que estamos a trazer a competição para aqui, não conseguem imaginar o que Madrid pode oferecer à Formula 1”, concluiu.

O traçado do Madring será feito na zona do parque industrial da cidade (IFEMA) terá cerca de 5400 metros, mais de 20 curvas, e são esperadas velocidades acima dos 300 km/hora, destacando-se uma curva inclinada tipo “oval”, com banking extremo e grande bancada, concebida para criar uma assinatura visual e desportiva própria. Terá bancadas para 110 mil espectadores, com a possibilidade de alargar para 140 mil.

terça-feira, 24 de março de 2026

As imagens do dia (II)





Apareceram hoje no site espanhol SoyMotor imagens do Madring, a pista na cidade de Madrid, a ser asfaltado, a cerca de seis meses da corrida inaugural no calendário da Formula 1, que acontecerá a 13 de setembro, uma semana depois do GP de Itália, em Monza. 

Aparentemente, ainda não colocaram asfalto em toda a extensão da pista, mas as obras parecem ir no bom caminho. Resta esperar se o paddock estará também pronto a tempo de ser usado naquele que será a segunda corrida em solo espanhol, algo que não acontece desde 2012, a última edição no circuito citadino de Valencia.

Daquilo que posso ver, aquela Parabólica é bem grande...

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Os rumores de Madring


A pista de Madrid já tem lugar no calendário do Mundial de Formula 1 de 2026, mas a pouco menos de seis meses da sua realização, e com as obras em andamento, surgiram fortes rumores sobre a sua realização, pelo menos na data marcada. 

 As especulações começaram no inicio desta semana após uma reportagem da RMC Motori, cujos jornalistas italianos visitaram o local das obras e relataram a presença de maquinaria parada, vastas áreas ainda por desenvolver e poucos sinais aparentes de progresso. A publicação alegou ainda que fontes da Liberty Media manifestaram preocupações sobre eventuais atrasos. E no final da reportagem, a publicação falava que Imola estaria a postos como alternativa à pista madrilena.


Com os rumores a todo o vapor, fontes do Madriring foram à imprensa refutar esses rumores. Em declarações ao portal espanhol Soy Motor, os organizadores do circuito afirmaram que as obras estão totalmente dentro do calendário, acrescentando que não existe qualquer preocupação relativamente aos prazos e que o Grande Prémio será realizado nas datas estipuladas.

Miguel Ángel García Martín, da Presidencia, Justicia y Administración Local​de la Comunidad de Madrid, reforçou a mensagem, assegurando que todos os trabalhos planeados estão a ser executados e que os madrilenos podem estar tranquilos. Recordou também que a construção começou em Maio e mantém-se alinhada com o objectivo de concluir o circuito até ao final de Maio de 2026.

E o alcaide de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, reforçou essas certezas, garantindo que a construção decorre dentro do previsto e sem atrasos. “Não sei de onde veio essa notícia, mas o circuito está adiantado em relação ao calendário e tudo está a correr na perfeição”, afirmou Martínez-Almeida, em conferência de imprensa no Ayuntamiento de Cibeles, citado pela Europa Press Madrid.

O autarca acrescentou: “Madrid, apesar da relutância e do incómodo de alguns, vai ter um Grande Prémio de Fórmula 1, e será um dos melhores, se não o melhor. Os patrocinadores estão garantidos, o circuito está a ser construído, por isso lamento, mas a 12 de setembro do próximo ano haverá Fórmula 1 em Madrid — e será um verdadeiro sucesso.


Por fim, o diário desportivo Marca relatou um ambiente de confiança dentro da organização do Madring, referindo que todas as tarefas estão a avançar “a bom ritmo”. A FIA deverá realizar uma inspeção oficial ao circuito a 15 de Dezembro.

terça-feira, 10 de junho de 2025

Noticias: Divulgado o calendário de 2026


Foi divulgado nesta terça-feira o calendário da Formula 1 para 2026, com algumas novidades numa competição que terá 24 corridas: uma nova pista, ajustes no calendário para poder concentrar corridas em termos geográficos, com um calendário que começa em março em Melbourne e termina em dezembro, em Abu Dhabi.

A grande novidade é a entrada da pista de Madrid, marcada para o dia 13 de setembro, e será a segunda corrida em solo espanhol, depois da corridas de Barcelona, marcada para o dia 14 de junho, e poderá ser chamado de "GP de Barcelona-Catalunya". A corrida acontecerá uma semana depois do GP do Mónaco. A corrida de Madrid sucede o GP de Imola.

Outras novidades são o de juntar as corridas de Miami e Canadá a meio de maio, com a prova de Montreal a poder acontecer no fim de semana das 500 Milhas de Indianápolis, ainda por cima, ambas as corridas poderão suceder à mesma hora. 

segunda-feira, 10 de março de 2025

Noticias: já há nome para a pista de Madrid


É oficial: O circuito de Madrid já tem nome. Chamar-se-á "Madriring", foi anunciado nesta segunda-feira, e, se tudo estiver pronto, assumirá o Grande Prémio de Espanha a partir da próxima temporada. 

Os promotores da corrida explicarão a razão para a escolha deste nome: 

Os circuitos de Fórmula 1 são normalmente referidos pela cidade ou região onde estão localizados – Monza, Imola, Interlagos, Spa, Silverstone, Miami, Las Vegas”, aponta a organização no comunicado oficial. 

Depois, prosseguem, afirmando: “No entanto, os seus nomes oficiais completos são raramente usados. Por esta razão, Madring pretende estabelecer uma identidade concisa e memorável que faça referência direta à cidade anfitriã, seja instantaneamente reconhecível mundialmente e não necessite de tradução. Em última análise, é mais do que apenas um nome — é uma marca genuína, distintiva e icónica, projetada para ressoar com o público moderno e envolvido da Formula 1”.

Apesar de receber a Formula 1 em 2026, apenas no ano seguinte é que será o local do GP de Espanha. A pista, com cerca de 5500 metros, 1500 dos quais em estradas públicas, será um misto urbano e convencional, será desenhado à volta do centro de exposições no mesmo local, o IFEMA.

O contrato tem a duração de uma década e segundo rumores, serão pagos cerca de 500 milhões de euros para acolher o evento.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Será que veremos o GP de Madrid?


Não vou dizer o que penso sobre o circuito, senão vão-me levar para a prisão”.

O nome da Dani Juncadella pode não dizer muito a muita gente, mas as declarações do piloto espanhol sobre o circuito que foi apresentado no anuncio do GP de Madrid, que poderá acontecer em 2026, numa pista desenhada no parque de exposições de Madrid, o IFEMA, evidenciam as dúvidas que existe em muita gente em relação à realização deste Grande Prémio nesta pista. Parte em ruas, parte em traçado novo, a F1 afirma que será excitante porque 90 por cento das pessoas poderão se deslocar atrawés da rde de metro, autocarros ou simplesmente, a pé. 

Algo do qual David Coulthard tem as suas dúvidas. 

"A minha conclusão foi que 90 por cento dos adeptos podem ir para lá de transportes públicos”, disse o ex-piloto escocês ao Total-Motorsport.com. “É tudo muito bonito para os políticos e para os verdes, mas não creio que seja a primeira coisa em que os adeptos das corridas pensam quando vão a um grande prémio. Tive de me rir quando vi essa ser uma das justificações para a candidatura de Madrid.

O desenho da pista faz lembrar muito Valência, um circuito que existiu entre 2007 e 2012, acabando por ser abandonado a sua sorte, e muitos receiam que isto seja outro "elefante branco" no qual o contrato seja cancelado antes de tempo - recorde-se, foi assinado até 2035 - e acabe por ter a mesma sorte que o circuito mediterrânico.

E para acumular as desconfianças, o impacto económico deste Grande Prémio. Santiago Nino Becerra, economista, afirma que se o governo pagar a taxa anual de 60 milhões de dólares, o dobro de Barcelona, duvida que o impacto de 450 milhões de euros que o governo de Madrid anunciou, possa acontecer. Ele afirma que na capital catalã, o impacto anual é de 250 milhões. 

Para além disso tudo, o próprio desenho do circuito está a causar algumas dúvidas sobre a sua realização. O vice-presidente da Real Federación Española de Automovilismo (RFEDA), Joaquín Verdegay, analisou a versão virtual do traçado do futuro palco do Grande Prémio de Espanha e recomendou algumas alterações, considerando perigoso o local onde se prevê que sejam colocadas bancadas: a curva que será construída de raiz terá um banking de... 30 graus. Maior que Zandvoort, nos Países Baixos, que tem 17 graus. 

A única diferença [para os restantes circuitos citadinos] é que somos designers de circuitos, esta pista vai levar os pilotos e os carros ao limite”, disse Jarno Zaffelli, o diretor executivo da Dromo, empresa que desenvolveu o projeto e construirá o circuito junto ao IFEMA.

Verdegay, em declarações à publicação Soy Motor, disse que, como está, algumas coisas tem de ser alteradas, em nome da segurança. 

As bancadas à esquerda, à saída da curva, parecem-me perigosamente próximas, porque se acontecer alguma coisa, a força centrífuga faz com que o carro salte para a esquerda”, começou por afirmar.

Outro lugar a ter em conta são das passagens por baixo dos túneis que serão construídos, que também preocupa o vice-presidente da federação espanhola, pois no caso do primeiro túnel, “o facto de ser um túnel bastante longo e de se chegar em apoio. Penso que seria necessário tentar reduzir ao máximo a velocidade de entrada para que o túnel pudesse ser passado com um carro nivelado. Tenho a sensação de que não é esse o caso e isso, sinceramente, preocupa-me”. Verdegay ainda afirma que a não existência de escapatórias suficientemente largas em algumas curvas também é motivo de preocupação. 

É bom saber que os problemas comecem a ser apontados agora para que depois não haja coisas que sejam de resolução quase impossível e esta transferência para a capital espanhola, a primeira em 45 anos, não termine num fracasso retumbante. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

A imagem do dia


Esta imagem é das vésperas do anuncio da corrida de Madrid no calendário da Formula 1. Encontrei na conta do Sérgio Milani, um dos narradores da WEC no Brasil - ao lado de Rodrigo Mattar e Felipe Meira - peguei nele e comentei o seguinte na ex-rede social do passarinho azul:

"Sabem qual será a grande ironia? A Formula 1 ir para as cidades, em circuitos semi-permanentes, e a Formula E ir para os circuitos permanentes. Não acreditam? Esperem mais uns anos e verão."

É evidente que a Formula 1 quer seguir uma pegada de neutralidade carbónica. Eles falam que até 90 por cento dos 110 mil espectadores que poderá acolher poderão ir até lá usando os transportes públicos - a rede de metro de Madrid tem mais de cem anos e é das melhores da Europa e do mundo - e o facto de a experiência de Las Wegas ter sido um êxito, irá puxar para que, no futuro, a Formula 1 tenha no calendário dois tipos de pistas: as que estão dentro de cidades, mas permanentes, como Imola ou Loasil, no Qatar, e pistas de rua, desde o Mónaco, Singapura, até Jeddah, na Arábia Saudita, ou as americanas, como Miami e claro, Vegas.

Ao ver o desenho, faz lembrar Adelaide, na Austrália, e claro, Miami. Mas a aposta da Liberty Media é muito recente, é uma tendência que tem poucos anos. Algumas das pistas estão agora a passar pelos síndromas do "segundo e terceiro anos", ou seja, passado o efeito novidade, onde os preços ficam estratosféricos e todos querem vir aqui, as bancadas ficam com menos de metade da capacidade e os preços tendem a cair bastante, para atrair gente. Foi o que aconteceu com Miami e a própria Las Vegas.

Em contraste, a Formula E, que tinha com objetivo correr nos centros das cidades, decide expandir e ir para as pistas permanentes. No ano passado, foi a Portland, nos Estados Unidos, e com a aposta nos recarregamentos, a acontecer em... Misano, em Itália - uma pista permanente - com eles a apostarem nisso para dar maior emoção às corridas, e com o Gen4 a aparecer, em principio, em 2026, não ficaria admirado se eles aproveitarem as pistas de Grau 1 da FIA para irem correr em fins de semana duplos. Algumas pistas, especialmente na Europa, poderão estar a espreitar essa competição para os acolher. 

Poderá ser esse um vislumbre do futuro? Depende da tecnologia. E ainda acho que a competição elétrica ainda é muito pequena e muito nova para competir com os mais velhos. 

O que dará esta aposta da Liberty Media? Há algo que fica evidente. A primeira, é que querem arrecadar já em 2024 até três mil milhões de dólares de receitas, quase o dobro dos 1,8 mil milhões que a Formula 1 arrecadava quando comprou e Bernie Ecclestone e a FOM, em 2017. E no caso da "capital do pecado": com controlo total de todos os aspetos da organização, desde a construção até à bilheteira, passando pelo Paddock Club, onde os bilhetes para os muito ricos custam um mínimo de 10 mil dólares - o equivalente de um Dacia básico ou um Mercedes em segunda mão - e ali, a Liberty poderá ganhar algumas dezenas de milhões de dólares. Se replicarem essa formula a outros lugares, esse objetivo poderá estar mais perto. 

E claro, falta o elefante na sala. E Barcelona? Tudo indica que poderá cair. Mas a Liberty poderá pensar seriamente na ideia de uma segunda corrida em Espanha, como aconteceu não há muito tempo, com Valência, também uma pista semi-permanente num lugar da cidade. O governo da Catalunha está disposta a ficar com a corrida, mesmo depois do contrato acabar, em 2025. Palco do GP de Espanha desde 1991, altura em que a pista de Montmeló foi construída, nos últimos anos tem windo a ser criticada por ser uma pista aborrecida, e para piorar as coisas, a sua localização, a mais de 35 quilómetros do centro da cidade, e os seus acessos insuficientes - uma auto-estrada e pouco mais - não tem vindo a ajudar a reunir e escoar os mais de 80 mil espectadores que vão assistir à corrida todos os anos, por alturas de maio. Ter uma pista no meio da capital espanhola poderá ser bom, mas numa nação federal como aquela, os catalães poderão ver isto como uma apropriação do "poder central" e uma "facada" nas autonomias.  

A combinação é interessante e poderá ser uma porta para um futuro a médio prazo. O problema é que quem sai a perder serão as pistas tradicionais, na Europa, e que se situam "no meio de nenhures". Ou seja, um Magny Cours, nos dias do futuro, não mais irá acontecer. Não se tiver uma auto-estrada, uma linha férrea de alta velocidade, um aeroporto internacional e todos os hotéis de cadeias internacionais a menos de um quilómetro da pista. Pode ser uma combinação para a Arábia Saudita e num dos seus projetos "faraónicos".      

Noticias: Madrid recebe a Formula 1 em 2026


A Formula 1 anunciou esta terça-feira que irá para Madrid em 2026, numa pista semi-citadina, a ser construída no IFEMA, o parque de exposições da capital espanhola. Será o regresso da competição, depois de 45 anos de ausência, altura em que a competição foi pela última ocasião, neste caso em concreto, ao circuito de Jarama.  

Segundo apresentado na conferência de imprensa desta manhã, na capital espanhola, Stefano Domemicalli, o CEO da Formula 1, afirmou que o regresso da competição a Madrid abre um novo capitulo na competição:

Madrid é uma cidade incrível, com um património desportivo e cultural espantoso, e o anúncio de hoje inicia um novo e entusiasmante capítulo para a Formula 1 em Espanha”, afirmou Stefano Domenicali no anúncio de hoje. 

Depois, acrescentou: “Gostaria de agradecer à equipa da IFEMA Madrid, ao Governo Regional de Madrid e ao Presidente da Câmara da cidade por terem apresentado uma proposta fantástica. É um verdadeiro exemplo da visão da Fórmula 1 de criar um espetáculo desportivo e de entretenimento de vários dias que proporcione o máximo de benefício para os fãs e abrace a inovação e a sustentabilidade”.

Do lado da organização, o alcalde de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, afirmou o que a chegada da Formula 1 representa para a capital espanhola.

"É com grande satisfação que anunciamos que a Fórmula 1 chega à Comunidade de Madrid, a uma região e a uma capital que despertam abertura e confiança dentro e fora das nossas fronteiras. Somos o motor de Espanha. Este evento, que será seguido por 70 milhões de pessoas, resultará num aumento de mais de 4500 milhões de euros no PIB madrileno e criará mais de 8200 empregos. A Comunidade de Madrid é uma região com uma grande projeção internacional, aberta, plural e competitiva, e a Formula 1 contribuirá para consolidar ainda mais a marca Madrid entre as melhores do mundo", afirmou o autarca madrileno.

Com a mudança do GP de Espanha para Madrid, com um contrato de 10 anos - até 2035 - os promotores locais e a Formula 1 esperam poder receber mais de 110 mil pessoas por dia, acrescentando que existem planos para aumentar a capacidade do circuito para 140.000 por dia ainda nos primeiros cinco anos do contrato. Estando perto do aeroporto Adolfo Suarez - Barajas, a organização acredita que o traçado é bastante acessível, estimando que até 90 por cento dos espectadores possam viajar de transportes públicos ou a pé. Para além disso, a organização promete uma receita anual de 450 milhões de euros e um paddock coberto. 

Quanto a Barcelona, apesar deste anuncio poder indicar que é o fim do GP de Espanha por lá, ambas as partes estão em negociações para continuar a receber a Formula 1 depois de 2026. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Esta estória do GP de Madrid


Madrid, a capital de Espanha e um dos centros económicos da península Ibérica - cerca de quatro milhões na sua área metropolitana - não tem uma corrida de Formula 1 há 42 anos, quando eles correram pela última vez no circuito de Jarama. Contudo, isso poderá mudar em breve com o anuncio - próximo, segundo dizem algumas fontes - de uma pista citadina perto do parque de exposições da cidade, o IFEMA. A acontecer, não só significaria a saída do GP de Espanha de Barcelona, onde está desde 1991, sem interrupções, como também significaria a primeira corrida noturna no continente europeu, e aparentemente, a tendência que a Liberty quer colocar na Formula 1 do futuro: um espetáculo para um sábado - ou domingo - à noite. Como fizeram agora a Las Vegas. 

Contudo, neste fim de semana em Baku, na Gala dos Prémios da FIA, Carmelo Sanz de Barros, Presidente do Senado da FIA e responsável máximo do Real Automóvil Club de España (RACE), afirmou que a Federação Espanhola não recebeu qualquer proposta para analisar e fazer chegar à FIA.

Como presidente da RACE, o que é que posso dizer? A última vez que Madrid teve Formula 1 foi em 1981. Ter a Fórmula 1 em Madrid é um desejo de muita gente, mas penso que, e esse é o risco destas coisas, há um processo claro para ter um Grande Prémio num lugar, e não acho que o processo esteja a ser seguido, nem que os passos do processo tenham sido dados, ao contrário do que se pode ler”, afirmou.

Há um processo que temos de respeitar e há outras pessoas à espera. E, para além disso, temos a situação política espanhola com o governo, porque também tenho lido muito sobre Madrid estar a tentar roubar [a Formula 1] a Barcelona, a tentar matar Montmeló, ou coisas do género. Até agora, nada. E isso é outra coisa que temos de avaliar melhor.  Espanha pode ter duas corridas no calendário? Sim, temos três nos Estados Unidos, temos duas em Itália. Porque não? Já as tivemos antes? Sim. É fácil? Não. É possível? É possível, mas até agora, com toda a procura [a Formula 1 tem], não me parece que vá ser fácil”, concluiu.

Manuel Aviñó, presidente da Federación Española de Automovilismo e vice-presidente da FIA na Europa, segue o mesmo diapasão de Sanz de Barros, afirmando que nada recebeu de concreto. 

Quando a federação espanhola considera que este projeto é válido e que está interessada, encaminha-o para a FIA. Porquê? Porque estamos a falar de qualquer circuito citadino e, em casos como este, a primeira coisa a fazer é homologar, certificar, coisas do género. Quem faz todo este processo? A FIA. A federação espanhola não recebeu nada, portanto não canalizou nada para a FIA, a FIA não recebeu nada. Ninguém, nenhum engenheiro, ninguém tem estado a trabalhar até agora neste projeto que tem sido noticiado na imprensa nos últimos dias”.


A conclusão que se chega poderá ter a ver com o que se passa entre a Liberty Media e a FIA. As tensões que estão a aparecer entre Mohamed Ban Sulayem e a Liberty Media, agora dirigida por Stefano Domenicalli, estão a fazer especular sobre a chance de acontecer uma cisão entre ambas as entidades. Com cada vez mais a Formula 1 a ter sucesso e a procura a aumentar - há especulações sobre uma oferta de compra da Arábia Saudita - o poder de controlar é cada vez maior. E com a FIA sempre a ficar de lado nos tempos de Bernie Ecclestone-Max Mosley, a tentativa de controlo do que resta por parte da entidade máxima do automobilismo é algo do qual as equipas não acham muita graça. E a polémica do conflito de interesses entre Toto Wolff e a sua mulher, Susie, do qual todas as equipas manifestaram a sua solidariedade, afirmando que nenhuma delas denunciou o eventual conflito, deixando grande desconfiança da parte da FIA, passa a ideia de que por aquelas bandas, a paz já foi embora há muito.

E ainda mais, o gesto de Lewis Hamilton de entregar o troféu de terceiro classificado a um fã na noite da Gala da FIA, mais do que um gesto de generosidade, poderá estar a ser interpretado como um gesto simbólico de desprezo por parte das equipas para a FIA. 


A Formula 1 já esteve em situações de conflito em 1980 e 2009, e sempre se evitou a cisão ao último momento, porque cabeças mais frias prevaleceram. Curiosamente, um dos momentos de colisão entre ambas as entidades foi precisamente... em Madrid, no GP de Espanha de 1980, que viu a retirada da Ferrari, Renault e Alfa Romeo, e as equipas FOCA a correrem. A FIA retaliou considerando a corrida como "pirata" e os seus resultados não contaram para o campeonato. 

Contudo, a Liberty Media pode olhar para o exemplo da IndyCar como o de uma organização de equipas que construiu uma competição de sucesso sem interferência de entidades superiores. Aliás, a IndyCar não precisa da FIA para sancionar o seu calendário, por exemplo. Aliás, foi o primeiro de três corridas polémicas, com boicotes - os outros dois foram o GP da África do Sul de 1981 e o GP de San Marino de 1982 - e a cisão foi evitada com o primeiro Acordo da Concórdia. 

E a Liberty Media é americana, só para avisar...

Quanto a esta história de Madrid e das declarações dos responsáveis das federações, se calhar é uma maneira de afirmar que nestas coisas, a FIA ainda tem o seu poder. E não sabemos quem tem a faca e o queijo na mão em coisas como Super-Licenças, por exemplo...

Em suma, cenas dos próximos capítulos. E claro, que cabeças mais frias prevaleçam.    

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Ralis: Fontes vai dar um pulo a Espanha

José Pedro Fontes pode ser o novo campeão nacional, vencendo cinco ralis no Nacional, o último dos quais no final da semana passada, no Algarve, mas isso não significa que o campeonato esteja encerado para ele e para a sua navegadora, Inês Ponte. Neste final de semana, a dupla de pilotos vai a Madrid para correr no Rally Comunidad de Madrid, uma prova de asfalto que faz parte do campeonato espanhol da modalidade.

"Findo que está o Nacional de Ralis 2016, com os excelentes resultados conhecidos de todos, e também fruto da actividade da Sports & You como Distribuidor Oficial da Citroën Racing em Portugal e Espanha, decidimos recentemente, em conjunto com os nossos patrocinadores e demais apoiantes do projecto, participar nesta jornada extra, desenhada nos arredores de Madrid e do Circuito de Jarama", começou por dizer. 

"Isto para além de que, tratando-se de um rali em asfalto, é o palco ideal para ali demonstrarmos o potencial do nosso DS 3 R5, viatura que se encontra actualmente num patamar muito elevado de desenvolvimento, sendo uma das principais máquinas do parque de viaturas oriundas do departamento Racing Shop, da área de competição-cliente da Citroën Racing" concluiu o piloto, no comunicado oficial da marca.

O VIII Rallye Comunidad de Madrid vai ter um percurso de 180,43 quilómetros em troços cronometrados, dois deles à volta do circuito de Jarama, e outras duas passagens pelos emblemáticos troços de La Puebla e Canéncia, tudo isto na sexta e no sábado, para além de uma passagem pelas estradas da zona de Ávila.