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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Youtube Formula 1 Classic: Os melhores, década a década

Discutir sobre o melhor piloto de todos os tempos é discutir o "sexo dos anjos", ou seja, não leva a lado algum. Cada um tem as suas escolhas, e o melhor, pelo menos para mim, é respeitá-las. Logo, quando alguém faz videos sobre esse assunto, é mexer em ninhos de vespas, a não ser que façam esta discussão de modo inteligente.

E como se faz isso? É vendo as coisas década a década... e ter bom humor. Pelo menos é isso que está a fazer o Josh Revell, que começou hoje uma série de videos sobre os melhores pilotos, década a década. E claro, os anos 50 tinham de vir em primeiro lugar. 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Youtube Motorsport Trailer: "Race to Imortality" (2017)

Há sessenta anos, a Ferrari era uma equipa mítica, a mais poderosa do automobilismo. Enzo Ferrari corria na Formula 1 e na Endurance, com uma equipa de sonho, constituído pelos britânicos Mike Hawthorn e Peter Collins, pelos italianos Luigi Musso e Eugenio Castelotti e pelo espanhol Alfonso De Portago. Eram pilotos velozes e destemidos, com uma presença intimidante por trás, na figura do Commendatore, que achava que, quanto mais pressionados, melhores. Certo dia, o próprio Enzo descreveu-se a ele mesmo como "um agitador de homens". 

Contudo, nos anos 50, o risco de morte era enorme, e todos eles estavam mortos em menos de dois anos. E foi sobre eles e o tempo em que viveram, que vem este documentário, "Race to Imortality". Realizaod por Daryl Goodrich, o filme estará disponível nos cinemas a 3 de novembro, e o DVD dois dias depois, bem a tempo do Natal.

Por agora, deixo por aqui o trailer. 

sábado, 3 de setembro de 2011

Peter Collins: o que foi e o que poderia ter sido


Quando andei a fazer a matéria sobre o Grande Prémio de Itália de 1956 e as circunstâncias pelos quais Juan Manuel Fangio conquistou o seu quarto título mundial, nesse ano ao serviço da Ferrari, fiquei algo surpreendido sobre como as ocisas mudaram em meio século, quase duas gerações.

Os regulamentos mudam, claro: hoje em dia, ninguém cede carros para outro piloto, e os pontos são partilhados entre si. Mas a história de Peter Collins é mais impressionante, pois não era ele que estava designado para substituir Juan Manuel Fangio: era Luigi Musso, que simplesmente recusou. Se a história regista um momento de Fair-Play, também regista um momento em que alguém desobedeceu às ordens de equipa.

Também se conta a razão porque Peter Collins, que sabendo da desistência de Fangio era virtual campeão, resolveu ceder o carro ao argentino, justificou tal gesto afirmando que "era demasiado cedo para ser campeão do mundo". Collins tinha 24 anos na altura - nascera a 6 de novembro de 1931 - afirmando que teria mais do que tempo para ser campeão. Na realidade, iria viver mais ano e meio, pois seria uma das vítimas do "Inferno Verde", ao morrer a 3 de agosto de 1958 no Nurburgring Nordschleife. Aliás, a sua morte foi uma das razões pelo qual Mike Hawthorn decidiu abandonar a competição no final desse ano, pois a sua relação era de uma forte amizade. Era o seu "mon ami, mate".

Caso Collins tivesse seguido em frente naquele dia e tivesse conseguido o campeonato, teria sido o mais novo de sempre, um recorde que nem Emerson Fittipaldi, nem Fernando Alonso teriam batido. Seria um recorde que teria durado 54 anos, até o ano passado, quando Sebastian Vettel ganhou o seu primeiro título mundial, pois então tinha 23 anos. Provavelmente nessa altura teríamos lembrado de Collins, o "campeão mais jovem de sempre" e piloto da Ferrari quer provavelmente teria derrotado Fangio. Mas fez aquilo que parecia ser o mais indicado. Pena que o Destino não lhe tenha dado uma nova oportunidade. A história do automobilismo regista que Fangio foi pentacampeão en quatro marcas: Alfa Romeo, Mercedes, Ferrari e Maserati.

Uma outra história sobre o que era a Ferrari nesses anos 50 e a rivalidade entre pilotos é a história contada por Fiamma Breschi. Alguém faz ideia quem é? Não? Era a namorada de Luigi Musso quando este morreu no GP de França de 1958. Quando lhe pediram para fazer parte de um documentário chamado "A Vida Secreta de Enzo Ferrari", contou o seguinte sobre Collins, Hawthorn - que em 1958 já fazia parte da Ferrari, em substituição de Fangio - e Musso. Ela não tinha grande consideração pelos pilotos britânicos e conta o seguinte:

"Os Ingleses (Hawthorn e Collins) tinham um acordo", começou por dizer. "Quem quer que ganhassem, iriam partilhar o prémio do vencedor a meio. Eram os dois contra o Luigi, pois não fazia parte do acordo. A união fazia a força, e estavam unidos contra ele. Mas este antagonismo favorecia a Ferrari, pois quanto mais rápido fossem, maiores eram as hipóteses de uma vitória de um Ferrari." Resultado: quando os pilotos chegaram ao GP de França de 1958, Musso estava endividado, devido ao seu vicio no jogo.

Essa normalmente era a corrida com o melhor prémio da temporada, e Musso queria ganhar a todo o custo. Era uma corrida simbólica: Juan Manuel Fangio iria retirar-se da competição, a ferrari estava na mó de cima, graças a pilotos como Musso, Hawthorn e Collins, e a presença de jovens esperanças como o americano Phil Hill. Musso sofreu o seu despiste mortal na oitava volta, numa corrida ganha por outro Ferrari o de Hawthorn. No final, Breschi foi ao hospital para ver o seu namorado, moribundo, e quando regressou ao hotel, já sabendo do seu destino, viu Collins e Hawthorn no pátio desse hotel, jogando futebol com uma lata vazia a fazer de bola.

"Odiava ambos" afirmou. "Primeiro porque tinha conhecimento de certos fatos que não eram os mais corretos, e depois, quando saí do hospital e regressei ao hotel, vi-os no pátio, rindo-se e jogando futebol com uma lata vazia. Quando ambos morreram, senti-me libertada, porque caso contrário iria ter pensamentos negativos para ambos. De uma certa forma, as suas mortes me deram uma espécie de paz interior", concluiu.

Bem vistas as coisas, eram o mundo em que viviam, há mais de cinquenta anos. Duas gerações, quase. Mas mesmo com as manifestações de "fair-play", também havia os seus lados negros, num tempo em que o erro era quase sempre fatal.

sábado, 22 de janeiro de 2011

GP Memória - Argentina 1956

Mais de quatro meses depois da última corrida, em Monza, a Formula 1 partia para a nova época sem a presença omnipersente da Mercedes, que tinha decidido retirar da competição após o acidente das 24 Horas de Le Mans em Junho, matando mais de oitenta pessoas e causado indignação geral e imensas corridas canceladas ao longo desse ano.

Assim, a temporada começaria com a Ferrari e Maserati presentes em Buenos Aires. Mas a distância impedia que outros construtores, como a Gordini e a BRM, de participar na corrida argentina, e apenas treze carros estavam presentes na lista de inscritos. Na Maserati, havia as inscrições oficiais de Stirling Moss e do francês Jean Behra, para além dos argentinos Froilan Gonzalez e Carlos Menditeguy, do italiano Luigi Piotti e do brasileiro Chico Landi. Mike Hawthorn também corria num Maserati, mas a inscrição tinha sido feita pela BRM, que não tinha o seu modelo pronto a tempo para correr na Argentina. Outro Maserati inscrito tinha sido o uruguaio Alberto Uria.

Na Ferrari, que usava o modelo D50, construido inicialmente pela Lancia, tinha o campeão do mundo, Juan Manuel Fangio nas suas fileiras, e tinha como companheiros de equipa o italiano Luigi Musso, Eugenio Castelloti, o britânico Peter Collins e o belga Olivier Gendebien.

Nos treinos, os Ferrari foram os melhores. Numa grelha formada em 4-3-4-3, Fangio ficou à frente de Castelotti, Musso e Behra na primeira fila, enquanto que a seguir vinha o veterano Froilan Gonzalez, Carlos Menditeguy e Stirling Moss, e na fila a seguir estavam Mike Hawthorn, Peter Collins e a fechar o "top ten", o Ferrari de Olivier Gendebien, à frente de Chico Landi.

No dia da corrida, Moss sofre um incidente enquanto se preparava para entrar no seu carro. Uma das rodas passou em cima do seu pé e ficou debilitado, pois tinha sido o direito, aquele que costuma carregar no pedal do acelerador... na partida, Musso passa para a frente, mas cedo é passado por Gonzalez, que é pressionado por Menditeguy. Atrás, Fangio lutava contra um carro que tinha problemas mecânicos e arrastava-se pelo pelotão. Na volta 22, encosta definitivamente o seu carro nas boxes e a equipa chama Musso para que este ceda o seu carro para o piloto argentino.

Na frente, Gonzalez, Menditeguy e Castelloti lutavam pela liderança, mas pouco depois, Gonzalez abandona, com problemas de motor. Atrás, Fangio passa Behra, mas despista-se e perde tempo. Na volta 40, Castelloti tem a sua caixa de velocidades quebrada, e na volta seguinte, o mesmo acontece a Menditeguy, que era o lider. Moss herdou a posição, apesar das dores, mas depois começa a ter problemas devido a uma fuga de óleo e tem de ir às boxes.

Mais atrás, Fangio apanha de novo Behra e o passa, e tenta apanhar Moss, que tinha voltado à pista mas continuava a ter problemas com o seu carro, pois a fuga continuava a acontecer. Na volta 74, Fangio acede à liderança e vai-se embora facilmente do britânico, seu ex-companheiro de equipa na Mercedes. Pouco depois, Fangio comete um excesso a sai de pista, mas consegue controlar o seu carro. Quase ao mesmo tempo, o motor de Moss quebra e desiste.

Assim, Fangio só tem de levar o seu carro até ao fim e receber a bandeira de xadrez, conseguindo a vitória e a começar bem o campeonato. Jean Behra era o segundo, e Mike Hawthorn completava o pódio, a duas voltas do vencedor. Atrás, o italiano Gerino Gerini levava o seu carro até ao quarto posto, já que o brasileiro Chico Landi sentiu o peso dos seus então 47 anos. O belga Olivier Gendebien ficou com o último lugar pontuável.

Fontes:

domingo, 6 de julho de 2008

O piloto do dia - Luigi Musso

Não é frequente eu ir aos anos 50, mas hoje é uma data especial, pois faz agora cinquenta anos que este piloto morreu. Hoje falo de um "gentleman driver", aristocrata apaixonado pelos automóveis, e numa época importante para os pilotos italianos, foi considerado como um dos melhores do seu tempo. Hoje falo de Luigi Musso.

Nasceu a 28 de Julho de 1924 em Roma, como o mais novo de três irmãos de um abastado diplomata. Praticou vários desportos na adolescência, como o hipismo, o tiro aos pratos e a esgrima, todos desportos de elite, mas o automobilismo foi a sua paixão, graças aos feitos dos seus irmãos mais velhos. E foi graças aos carros que não só os igualou, como os superou.

Em 1950, estreia-se no automobilismo, na Volta a Itália, a bordo de um pequeno Gianni de 750cc, onde correu bem até bater... numa estátua de Garibaldi. Dois anos depois, convenceu um dos seus irmãos a emprestar um Stanguellini para correr em provas de Turismo um pouco por toda a Itália. Os bons resultados alcançados fizeram com que a Maserati o contratasse em 1953 para o programa de jovens pilotos, ao lado de Sergio Mantovani e Emilio Gilleti. Musso aproveitou bem a oportunidade, e tornou-se em 1953, campeão italiano de Turismos, na classe de 2 Litros.

Ainda em 1953, estreia-se na Formula 1, mais concretamente no GP de Itália, onde terminou em sétimo lugar, numa condução partilhada com Mantovani. Em 1954, continuou na Maserati, mas concentrou-se mais nas competições de Turismos, como as Mille Miglia ou as 24 Horas de Le Mans. Contudo, teve boas corridas de Formula 1, onde ganhou o GP de Acerbo, uma prova extra-campeonato, e no final do ano, fez as duas últimas provas da temporada, terminando em segundo lugar no GP de Espanha, em Barcelona.

Em 1955, correu uma temporada completa na Maserati, onde foi terceiro no GP da Holanda, mas achando que não tinha muitas chances na equipa, mudou-se no final do ano para a Ferrari, onde se debatiam com dificuldades, correndo até com um antigo carro da Lancia, o D50. Foi nesse carro que Musso alcançou a sua unica vitória na competição, o GP da Argentina. Mas essa vitória foi... partilhada, com o heroi da casa, Juan Manuel Fangio.

Na corrida, Fangio fizera a pole-position, mas desistira na volta 22 devido a um problemas na bomba do combustível, e a Ferrari ordenou a Luigi Musso para que entregasse o carro ao piloto argentino, para que pudesse continuar. Assim foi, e no final da corrida, Fangio partilhou metade dos pontos com Luigi Musso, pois era ele que conduzia o carro no inicio da corrida.

No resto do ano, Musso sofreu com um mau caro e não tornou a pontuar. Mas noutras categorias, teve bons resultados, como o segundo lugar nas 12 Horas de Sebring, mais uma vez com Fangio a seu lado, e as Mile Miglia, onde terminou em terceiro. Mas um acidente grave na prova de Nurburgring, o colocou incapacitado para o resto da temporada.

Em 1957, a Ferrari finalmente tinha um bom carro, o 801, mas tinha dificuldades em conseguir ser um carro vencedor devido aos Maserati 250. Musso voltou em força, conseguindo dois segundos lugares em França e Inglaterra, e uma volta mais rápida na etapa francesa. Os 16 pontos conquistados nesse ano deram-lhe o terceiro lugar na classificação final.

Entretanto, nos Turismos, as coisas correm-lhe melhor. Ganha os 1000 Km de Buenos Aires no inicio desse ano, e depois a Targa Florio. Mas quando o seu amigo Eugenio Castelloti morre, nums testes em monza, torna-se no piloto de topo da Ferrari. Se por um lado poderia ser uma honra, por outro significava que tinha maior responsabilidade, e mais pressão para ganhar. E na Ferrari, dava-se tudo, ou morria-se tentando.

Em 1958, era piloto da equipa de Formula 1, ao lado dos ingleses Mike Hawthorn e Peter Collins. As coisas começaram bem para ele, quando foi segundo na Argentina e no Mónaco. Mas nesses dois casos, Musso tinha sido batido pelo pequeno Cooper de motor traseiro, e isso era uma afronta para Enzo Ferrari, e uma pressão ainda maior para a equipa.

Em Reims, no GP de França, Musso fora segundo na grelha, atrás de Hawthorn, mas o italiano queria ganhar a corrida, por vários motivos, agluns legítimos, outros nem tanto. Falava-se que tinha dívidas de jogo enormes, e que o prémio servia para cobrir essas dívidas. Também a pressão que Enzo Ferrari tinha sobre os seus pilotos para darem o máximo, e o facto de ser superado por pilotos ingleses não deve ter feito muito bem para o ego italiano... O facto é que na décima volta, Musso entra demasiado rápido na Curve Muizon, e capota várias vezes, projectando-o para fora do carro. Granvemente ferido, é transportado para o hospital de Rouen, onde morre no final do dia, aos 33 anos de idade.

Fontes:

GP Memória - França 1958

Há cinquenta anos atrás, um grande vulto da história da Formula 1, Juan Manuel Fangio, fazia em Reims a sua última corrida da sua carreira, no mesmo circuito onde se tinha estreado na Europa, quase dez anos antes. E a reverência que os pilotos tinham por ele era tal, que Mike Hawthorn, o vencedor dessa corrida, decidiu não o ultrapassar, em sinal de respeito. E a corrida foi marcada pelo acidente mortal de Luigi Musso.

Mas vamos por partes. Quando a Formula 1 chega a Reims, para o Grande Prémio de França, os ingleses da Vanwall. liderados por Stirling Moss, Tony Brooks e Stuart Lewis-Evans, são os claros favoritos, contra as máquinas da Scuderia Ferrari, pilotadas por... dois ingleses: Peter Collins e Mike Hawthorn. Outros dois carros foram inscritos pela equipa oficial, para o italiano Luigi Musso e para um jovem aristocrata alemão, Volfgang Von Trips.

Para além das cinco equipas oficiais (Ferrari, BRM, Vanwall, Lotus e Cooper), havia uma míriade de Maseratis 250 privados, já que a equipa oficial tinha-se retirado no final de 1957, quando Fangio conquistara o seu quinto título mundial. Três desses Maserati era pilotados por americanos: Phil Hill, Troy Ruttman (vencedor das 500 Milhas de Indianápolis em 1952) e Carrol Shelby.

Juan Manuel Fangio regressava à Europa nesse ano, como se fosse numa digressão de despedida das pistas. tinha sido um ano duro para ele: em Fevereiro, tinha sido raptado em Cuba durante dois dias por partidários de Fidel Castro, em luta contra o regime de Batista, no sentido de causar apoio à causa (e conseguiu). Agora, em França, mostrava que aos 47 anos, era hora de agradecer ao público pelo carinho dispensado nestes anos todos.

Nos treinos, o Ferrari Dino 246 de Mike Hawthorn, que estreava uma nova suspensão, foi o melhor, seguido por Luigi Musso, e a completar a primeira fila, ficara o BRM do americano Harry Schell. Fangio era o oitavo na grelha, e dos três americanos, Hill era o melhor, no 13º lugar da grelha. Von Trips, que não conseguiu marcar tempo, partia do 21º e último lugar da grelha. O melhor dos Vanwall era o de Tony Brooks, em quinto.

Na partida, Schell toma a liderança, mas rapidamente é ultrapassado por Hawthorn, seguido de Musso, Brooks e Collins. Na quinta volta, Collins atrasa-se devido a um despiste, que fez com que o acelerador ficasse preso. Na décima volta, Musso, que se tinha livrado de Schell e partia à busca de Hawthorn, despistou-se na Curva Muizon (uma rápida curva à direita), e capotou várias vezes, com o piloto a ser projectado fora do carro. Gravemente ferido, foi transportado para o hospital, mas morreu no final do dia.

Entretanto, alheios ao drama, Hawthorn seguia na frente, enquanto que Tony Brooks, agora segundo, teve que desistir na volta 16, quando a caixa de velocidades falhou. Em seguida, a equipa chamou Stuart Lewis-Evans para dar lugar a Brooks no seu carro. Assim fez, mas não foi muito mais longe: o motor explodiu à 35ª volta.

Sem Brooks, a luta pelo segundo lugar continuou entre Jean Behra (BRM), Stirling Moss (Vanwall) e... Juan Manuel Fangio (Maserati). Fangio atrasou-se com uma paragem nas boxes, e Behra desistiu uma avaria no injector de combustível, na volta 41. Assim, Moss fica com o segundo lugar, e Volfgang von Trips acaba em terceiro. Juan Manuel Fangio foi quarto, na sua última corrida da sua carreira. A reverência por ele era tal que quando Mike Hawthorn o reconheceu, recusou dobrá-lo, em sinal de respeito.


Fontes: