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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Aluga-se: cockpit

Em 1975, Frank Williams estava no inicio da sua carreira como construtor, e as coisas tinham as suas dificuldades. Até ali, tinha adquirido chassis de outras marcas (Brabham), geriu com chassis feitos por encomenda por outras equipas, (De Tomaso, Iso-Marlboro) e em 1974 lá construiu o seu primeiro chassis próprio, batizado de FW04. Nesse ano, tinha arranjado um bom piloto, o francês Jacques Laffite, e conseguido o seu primeiro resultado de relevo, um segundo lugar no GP da Alemanha.

Contudo, se Laffite corria na equipa dele, ao mesmo tempo que tentava vencer o Europeu de Formula 2 (objetivo que conseguiu alcançar), o segundo carro era alugado pela melhor oferta. Pilotos como Tony Brise corriam quando Laffite não podia, mas outros aproveitavam a oferta de correr pelo segundo chassis para pagar as contas das deslocações da equipa. Arturo Merzário pagou por seis corridas, mas outros andaram por lá apenas uma vez, desde o suiço Jo Volanthen até à italiana Lella Lombardi, (na foto, em Watkins Glen) passando pelo sul-africano Ian Scheckter, o italiano Renzo Zorzi e o francês Francois Migault, entre outros.

Tanta gente à volta do mesmo carro fez com que a FIA decidisse a partir dali limitar o numero de pilotos na equipa na mesma temporada. Hoje em dia, esse limite é de quatro pilotos por equipa, do qual nem todos usam, claro. Contudo, hoje surgiu uma ideia relacionada com a única equipa que ainda tem um lugar vago: a Manor Racing, agora gerida por Stephen Fitzpatrick, que no ano passado ajudou a salvar a equipa da falência e que este ano tem motores Mercedes e um piloto garantido, o alemão Pascal Wehrlein.

Com tudo feito e a entrada de alguns nomes de peso na área técnica - Pat Fry, por exemplo - há grandes expectativas sobre quem irá guiar os carros na temporada de 2016. O grande favorito à vaga é o indonésio Rio Haryanto, que pode ter conseguido juntar boa parte do dinheiro que a equipa exige, cerca de 15 milhões de euros, mas poderá haver mais dois candidatos, na figura do britânico Will Stevens e no americano Alexander Rossi. 

Ora, hoje surgiu a chance de repartir o lugar... por três. Segundo me conta o meu amigo João Pedro Quesado no seu sitio no Facebook (a fonte é o jornal finlandês Ilta Sanomat), o Comissário, afirma que todos eles pagariam cinco milhões de euros cada um, e a coisas ficariam espalhados nos seguintes termos: sete corridas para cada um, com o indonésio a correr nas corridas asiáticas, Rossi nas corridas das Américas (Estados Unidos, Canadá, México, Brasil e mais três) e Stevens com as corridas europeias. Tenho de procurar a fonte do qual ele afirma ter visto essa chance, mas não é irrealista.

Uma coisa é certa: daria experiência a todos e seria uma forma de compensar os candidatos ao lugar. Mas ter uma confusão destas numa equipa como a Manor só demonstra que as coisas por ali não são lá muito bem geridas. Isto faz me lembrar como eram as coisas na Hispania, em 2010, no seu primeiro ano na Formula 1, onde tiveram quatro pilotos ao longo da temporada: Bruno Senna, Karun Chandhok, Sakon Yamamoto e Christian Klien. E passa uma má ideia na Formula 1, algo do qual Bernie Ecclestone nunca gostou muito e provavelmente poderá estar por trás da razão pelo qual John Booth e Gaeme Lowdon sairam dos seus lugares e decidiram montar a sua equipa na Endurance, comprando um LMP2 e continuando o nome no automobilismo.

Resta esperar pelo dia 22, data em que, alegadamente, será apresentado o novo chassis da Manor. Veremos quem estará (ou estarão) ao lado de Wehrlein.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Como andam as coisas na Manor?

Em outubro, nas vésperas do GP do México, parecia que a Manor teria um futuro risonho: motores Mercedes em 2016, financiador na figura de Stephen Fitzpatrick e alguns patrocinadores a aparecer nos chassis dos seus carros. A equipa, que tinha começado em 2010 como Virgin, e que depois passou para Marussia, tinha conseguido dois pontos em 2014 graças ao nono posto de Jules Bianchi no Mónaco, meses antes do seu acidente fatal, no Japão. Agora com dinheiro e um motor competitivo, o salto para o meio do pelotão parecia ser um facto.

Contudo, no fim de semana do GP do México, os seus dois diretores, John Booth e Graeme Lowndon, anunciaram a sua demissão da equipa, alegando divergências com o seu financiador. As razões expuseram toda uma série de divergências entre os diretores da Manor e o seu principal financiador em relação aos rumos que queriam tomar no futuro. Booth e Lowndon são pessoas que vivem o automobilismo por dentro (a Manor Motorsport é de 1990, com triunfos e títulos na Formula 3 britânica, por exemplo), enquanto que Fitzpatrick, com o seu conglomerado Ovo, parece ser um daqueles empreendedores que pretende comprar barato para vender caro, algo que por exemplo, Bernie Ecclestone não deseja, e como já expliquei sobre isso há cerca de um mês. 

Passado algum tempo, há algumas novidades no horizonte, e duas delas são as seguintes: Fitzpatrick pediu autorização para colocar outro nome na equipa, e os dois homens da Manor vão continuar com o nome, mas no WEC.

Comecemos pelo fim: ambos, Lowndon e Booth, foram vistos no fim de semana das Seis Horas do Bahrein, a ver as coisas a passar, e segundo conta hoje o site dailysportscar.com, é altamente provável que ambos voltem à carga com um prótótipo da LMP2, desconhecendo saber qual. O site fala que os planos de ambos serão revelados nos próximos dias, e que terão os direitos ao nome Manor, tanto que já apareceu uma conta no Twitter cujo endereço é @realManor. E claro, fala-se que ambos ficaram impressionados com a organização e a estrutura da competição.

Quanto a Fitzpatrick, o nome que deseja para a sua equipa ainda não é sabido, mas tudo indica que não será o grupo Ovo. Já em relação aos pilotos, sabendo o que têm em mãos, ele está a definir um preço para que as suas vagas - agora altamente cobiçadas - sejam preenchidas. O custo? Dez milhões de euros por lugar. 

E isso já fez assustar Toto Wolff, que já lhes deu os motores Mercedes, pois desejava lá colocar o novo campeão do DTM, Pascal Wehrlein. E sacar mais dinheiro da marca de Estugarda parece ser um pouco demais, mesmo para Wolff: "À medida que a competitividade da equipa aumenta, o mesmo acontece com o valor", admitiu o austriaco à publicação alemã Auto Motor und Sport. "Temos um orçamento para piloto, mas não nesta escala", concluiu. Assim sendo, é provável que Will Stevens e Alexander Rossi possam continuar na equipa em 2016, apesar de oficialmente os seus lugares ainda estarem vagos. 

Mas ainda temos a hipótese do indonésio Rio Haryanto, do qual tem patrocinadores que poderão estar dispostos a largar até 60 milhões de euros para correr em 2016. Resta saber se os novos donos da Manor aguentam a tentação, mas sabendo desse preço, talvez nem precisam de gastar isso tudo. Basta-lhes 15 milhões, por exemplo. 

 E claro, Wehrlein poderá ter de continuar no DTM em 2016 para defender o seu título.

sexta-feira, 27 de março de 2015

A foto do dia

Vindo do Twitter da Manor, eis o momento em que, no primeiro treino livre, o carro de Will Stevens saia das boxes para dar as suas primeiras voltas de 2015. Depois de não terem podido correr em Melbourne porque não tinham com eles o software dos motores Ferrari, agora na Malásia, eles conseguiram esse software e colocaram logo na quinta-feira os motores a funcionar, para que tudo ficasse pronto para dar as suas primeiras voltas, marcar tempos e depois, tentar a sua sorte na grelha de partida.

O carro está despido de publicidade, e provavelmente tão cedo não deverão ter. O que coloca a pergunta sobre se existe alguém que queira investir nesta equipa. Em muitos aspectos, parece que não vão aguentar por muito tempo, talvez aproveitem o suficiente para receber o dinheiro por serem - eventualmente - a décima classificada do Mundial de Formula 1, pois em 2016, a Haas aparecerá e tentará ficar entre os dez primeiros.

Estes são tempos únicos e algo desafiadores para uma equipa que vive uma segunda vida, depois de terem pedido proteção contra credores, no final do ano passado. Com essa parte resolvida, e com novo financiador e diretor, têm agora outro grande desafio: colocar o carro dentro do limite dos sete segundos, para poderem participar condignamente na corrida. Amanhã saberemos se conseguiram. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Noticias: Manor anuncia Will Stevens como seu piloto

A Manor-Marussia já afirmou que quer estar em Melbourne, apesar de lutar contra o relógio para ter um chassis pronto na Austrália, e anunciou hoje que o britânico Will Stevens estará num dos seus carros. O piloto de 23 anos, que correu pela Caterham na corrida de Abu Dhabi, será o primeiro piloto da equipa na temporada de 2015.

"É muito emocionante ver o enorme esforço que a Manor tem feito para salvar a equipa", começou por dizer Stevens. "Isto não teria sido possível sem o incrível apoio que temos recebido de todos dentro deste desporto, mas acima de tudo, desta equipa fantástica de pessoas na Manor que estão a trabalhar contra o relógio para garantir que estamos prontos para Melbourne. Quero agradecer à equipa pela confiança depositada em mim e mal posso esperar para ver todo o trabalho duro recompensado quando alinhar na grelha de partida, dentro de duas semanas", concluiu.

A noticia de Stevens dentro do carro da marca surge seis dias depois de terem abandonado a administração de insolvência, e cinco dias depois da Ferrari ter garantido que irá fornecer os seus motores à Manor. Com o anuncio de Stevens no carro, tudo indica que o carro poderá estar pronto para correr dentro de 18 dias em Melbourne, caso passe nos "crash test" obrigatórios da FIA.

Stevens, de 23 anos (nascido a 28 de junho de 1991 em Rochford, no Essex inglês), esteve nas últimas três temporadas na World Series by Renault, onde alcançou o quarto lugar na temporada de 2013. No ano passado, ao serviço da Strakka Racing, venceu duas corridas e foi o sexto classificado, enquanto que correu a última prova do ano, em Abu Dhabi, ao serviço da Caterham.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Noticias: Will Stevens vai ser piloto da Caterham

Depois de alguns dias de incerteza, a Caterham anunciou hoje que o substituto de Marcus Ericsson na sua equipa será o britânico Will Stevens. O piloto de 23 anos, que este ano correu na World Series by Renault, já tinha sido contratado para correr pela equipa, mas que estava à espera de que a FIA lhe pudesse dar o Super-Licença para poder correr por eles na última etapa do Mundial deste ano.

"Estou encantado por receber esta oportunidade e sou muito grato a todos os envolvidos na Caterham por poderem dá-lo a mim", começou por dizer Stevens.

"Sinto-me pronto para o desafio da minha estreia na Formula 1 e estamos ansiosos para trabalhar como parte da equipa neste ambiente de corrida, depois de todo o trabalho que fizemos juntos anteriormente nos testes que fiz e no simulador em Leafield. Esperamos que isso será algo que será continuar a ser realizado para a temporada de 2015", concluiu.

Stevens, de 23 anos de idade (nascido a 28 de junho de 1991 em Rochford, no Essex inglês), começou a correr em monolugares em 2008, na Formula Renault britânica, passando depois para a Formula Renault eurocup 2.0, onde ficou até 2011. Em 2012, transferiu-se para a World Series by Renault, primeiro pela Carlin - onde conseguiu um pódio - depois para a P1 Motorsport, onde conseguiu mais cinco pódios, e agora pela Strakka Racing, onde venceu duas corridas e terminou a temporada no sexto lugar, com 122 pontos.