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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Formula E: Haryanto fez a sua experiência

Rio Haryanto tem andado calmo desde que saiu da Manor no verão do ano passado. Pois bem, ele voltou a um monolugar, neste caso um Formula E. O piloto indonésio esteve hoje em Valencia, a convite de Alejandro Agag, ele que esteve na equipa Arden em 2013, ao serviço da GP2. Haryanto deu 30 voltas ao Circuito Ricardo Tormo numa versão melhorada do Spark SRT 01F, o monoposto que a competição de monolugares elétricos utilizou na sua primeira época, com 200 kW de potência, que tinha um motor McLaren e uma caixa de cinco velocidades Hewland. 

Depois deste teste, deixou as suas impressões sobre a condução neste tipo de monolugar.

“Com este carro é difícil fazer funcionar os travões. Subitamente chega-se a um ponto onde a traseira parece começar a aquecer após três ou quatro voltas. É interessante ver como o equilíbrio se altera de volta para volta. É mesmo um desafio. Não é um carro de corrida, mas pelo menos percebi como funciona. Foi agradável rodar hoje. Foram dois turnos suaves, sem erros, e pude fazer as voltas que consegui”, comentou.

Apesar de tudo, não se sabe se ele terá planos para guiar estes monopostos no futuro, pois desde que saiu da Manor, em agosto de 2016, tem estado inativo, apesar dos treinos constantes com kartings no seu país natal.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Noticias: Manor pediu proteção contra credores

A Manor pediu esta sexta-feira uma proteção contra credores, nos moldes do qual tinha pedido em 2012. Segundo conta hoje a Sky Sports, no seu site, a Just Racing Services Ltd, empresa proprietária da Manor Racing, decidiu chegar a acordo com a FRP Advisory, especialista em gestão de empresas em processo de proteção de falência. Eles já tinham feito o mesmo serviço quando a Marussia entrou num processo semelhante, e por agora, não pretende despedir nenhum dos 212 funcionários. Contudo, necessitam urgentemente de encontrar um novo parceiro para garantir a presença no GP da Austrália.

Nos últimos meses, a empresa tentou arranjar um novo comprador para a equipa, tendo havido contactos bem avançados com um grupo de investidores americanos, liderados por Tavo Helmund, o promotor do GP dos Estados Unidos, no Circuit of the Americas. Contudo, tais conversações parecem ter caído, logo, tiveram de tomar esta decisão.

Como é sabido, a Manor ficou na 11ª posição do campeonato de Construtores em 2016, depois de ter conseguido um ponto na Austria, graças a Pascal Wehrlein. Contudo, no GP do Brasil, Felipe Nasr fez um nono posto e com os dois pontos subsequentes, fez passar a equipa de Hinwill para a décima posição, importante para as finanças da equipa, pois permite uma injeção superior a 35 milhões de dólares por parte da FOM. Sem isso, e apesar de Stephen Fitzpatrick ter garantido que isso não afetaria as suas finanças a curto prazo, disse que a longo prazo, tinha de se fazer alguma coisa.

E é por isso que ainda não foram anunciados os pilotos que poderiam correr com eles em 2017. Há quatro candidatos para o lugar: O brasileiro Felipe Nasr - curiosamente, pode haver uma troca entre ele e Wehrlein, já que se fala que o alemão poderá ir para a Sauber - o mexicano Esteban Gutierrez, que foi dispensado pela Haas, o indonésio Rio Haryanto e o britânico Jordan King, cujo pai, Justin, já trabalhou para grandes empresas britânicas como a Sainsbury's e a Marks & Spencer.

Contudo, Haryanto perdeu recentemente o apoio da Petramina, a petrolífera indonésia, e Nasr tem apenas cerca de cinco milhões de euros de patrocínio pessoal, que é manifestamente insuficiente. Já Gutierrez poderá ter apoios mexicanos, mas estes tem de ser bem "gordos" para assegurar a sobrevivência da equipa, e claro, serem uma mais-valia, e King ainda não tem garantias de que vai arranjar bons apoios em terras de Sua Majestade.

Veremos no que isto irá dar. à partida, parece que tudo indique que estarão presentes em Melbourne, mas poderá ser uma temporada de "credo na boca", um pouco semelhante à última temporada da Caterham, em 2014, quando Tony Fernandes decidiu "desligar a ficha" por causa da Formula 1 ser um sorvedouro de dinheiro.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O futuro da Manor Racing

Quando andei a escrever por estes dias sobre o futuro da Formula 1, deixei de fora um assunto interessante chamado "Manor Racing". Na altura, a razão teve a ver com as poucas infornações que tinha sobre este assunto, mas desde então surgiram mais algumas que permitem completar este quadro. E não sendo a "quarta parte" sobre o futuro da formula 1, é um adendo bem interessante, por causa das coisas que estão envolvidas.

Pois bem, nos últimos dezoito meses, havia um segredo bem guardado: a Manor estava à venda. É verdade que Stephen Fitzpatrick tinha conseguido ficar com o espólio da equipa e sustentar a equipa graças à sua fortuna pessoal como dono da OVO, a companhia de electricidade e gás britânica, e por causa isso tinha conseguido motores Mercedes e projetistas como Nicolas Tombazis, entre outros, mas o projeto dependeria de arranjar parceiros a médio prazo para ajudar a evolui-lo.   

Contudo, o Joe Saward falou ontem no seu blog que Fitzpatrick anda a tentar vender a equipa desde há algum tempo, mas que ainda não tinham chegado propostas suficientemente chorudas para que ele as aceite. Mas recentemente, surgiu uma pessoa que deseja a equipa: Tavo Helmund, o mexicano que está por trás da construção do Circuito das Américas e do regresso do GP do México à Formula 1, em 2015. Apesar de ele não ter muito dinheiro, é uma pessoa que "faz as coisas acontecer", para além de ser alguém que está nas boas graças de Bernie Ecclestone. Como Helmund conseguiu colocar de pé um circuito e recuperar outro, em pouco mais de meia década, é preciso dar-lhe crédito nestas coisas...

Caso Helmund fique com a Manor, não vai dar muito nas vistas. Vai ajudar a arranjar dinheiro (e parceiros) quer americanos, quer mexicanos, e já deverá ter na sua equipa um piloto com dinheiro: Esteban Gutierrez. Que vai alinhar ao lado de Pascal Wehrlein, que em principio, renovará com a equipa por uma segunda temporada... e um desconto nos motores Mercedes.

Também ouviu-se o rumor - na semana passada - que Ron Dennis poderia estar interessado em adquirir a Manor, mais para mostrar aos parceiros da McLaren - que como sabem, despediram-no da equipa de Woking - que ainda não estava acabado na Formula 1. Mas isso caiu cedo por terra.

Resta saber se o chassis de 2017 para a Manor seja um daqueles bons, pois isso poderia ser necessário para impulsionar a equipa para o meio do pelotão, que é a grande ambição da marca. E se não fosse o grande desempenho de Felipe Nasr em Interlagos, talvez estariam a comemorar esse feito por esta altura...

sábado, 13 de agosto de 2016

Os custos de Rio Haryanto na Formula 1

A carreira de Rio Haryanto na Formula 1, o primeiro indonésio na categoria máxima do automobilismo, teve doze corridas de duração. Tendo um 15º posto como o melhor resultado, no Mónaco (o seu companheiro de equipa, Pascal Wehrlein, foi décimo na Áustria), Haryanto foi, em muitos aspectos, o piloto mais lento do pelotão, mas a sua substituição teve mais a ver com o dinheiro do que com os resultados. Haryanto deveria ter metido 15 milhões de euros vindos da Petramina, mas só colocou oito milhões. Claro, não chegou para toda a temporada de 2016.

Este sábado, o jornal Jakarta Post fez uma matéria sobre os custos do piloto nesta sua passagem pela Formula 1. E não foi muito barato: 13.700 dólares por cada volta feita. Multiplica-se por 611 e chega-se a este resultado.

Mesmo com a sua substituição pelo francês Esteban Ocon, a Manor continua a desejar os serviços de Haryanto, tanto que ele vai ser piloto de reserva da equipa, ao lado de Alexander Rossi.   

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Noticias: Ocon vai substituir Haryanto na Manor

O francês Esteban Ocon foi hoje anunciado como substituto do indonésio Rio Haryanto na Manor. O piloto de 19 anos irá correr a partir do GP da Bélgica, até pelo menos ao final da temporada. Quanto a Haryanto, que sai da equipa por falta de patrocínios, está a considerar a chance de ficar na Manor como piloto de reserva.

"Estamos muito contentes em anunciar Esteban para a Manor Racing para o resto da temporada", começou por dizer Dave Ryan, o chefe de equipa.

"Temos feito progressos significativos em 2016, incluindo terminar nos pontos pela primeira vez no GP da Áustria, no mês passado. Precisamos manter o nosso ritmo de desenvolvimento a fim de alcançar nossas ambições, não só para esta temporada, mas também para o longo prazo, de modo que o calibre de uma substituição como esta é fundamental.

"Estamos confiantes de que, quando Esteban fizer a sua estréia na corrida de Spa, teremos uma dupla muito potente que dará luta aos nossos concorrentes mais próximos para o resto da temporada", concluiu.

Ocon, que foi campeão da Formula 3 europeia em 2014 e da GP3 em 2015, atualmente corria no DTM, a bordo de um Mercedes, vai ser substituído pelo sueco Felix Rosenqvist.

"Estou muito feliz [por saber] que vou fazer a minha estréia nos Grandes Prémios com a Manor Racing no final deste mês, e em Spa, que de todos os circuitos, que é um dos meus favoritos", começou por dizer Ocon.

"Eu estou pronto para este passo excitante, graças à experiência que eu ganhei como piloto de reserva Fórmula 1 nesta temporada. Eu gostaria de agradecer a Renault Sport F1 Team e Mercedes-Benz por terem trabalhado em conjunto para fazer isto acontecer, e à Manor Racing por esta oportunidade, que vou agarrar com as duas mãos", concluiu.

A ida do piloto francês para a Manor está a ser vista como uma oportunidade do piloto francês ganhar experiência, já que ele é visto como uma grande chance de ser piloto titular na Renault em 2017, em substituição de um dos titulares da equipa, pois ele é piloto de reserva desde 2014, tendo já experimentado o carro em algumas sessões de treinos livres.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O lugar mais desejado da Formula 1

O lugar mais desejado da Formula 1 neste momento está nas traseiras. Como assim? Eu explico. Imaginem uma equipa que anda pelos últimos lugares da grelha, mas tem o melhor motor do mercado, e que basta ter um chassis adequado à ocasião para dar o pulo que tanto merece. E já tem um bom piloto nas suas fileiras. Estão a ver qual é a equipa. Se ainda não adivinhou, digo agora: é a Manor. E porque é que este é um lugar desejado? Digamos que não tem a ver com Pascal Wehrlein, mas sim com o seu companheiro de equipa, o indonésio Rio Haryanto.

É sabido desde o inicio da temporada que Haryanto anda a tentar arranjar dinheiro para fazer todo o ano. A Petramina deu-lhe cerca de 15 milhões para correr, mas precisa de pelo menos mais oito milhões para resolver a questão, e fala-se que depois de julho, o dinheiro acaba, e se ele não arranjar mais, poderá ir fora, apesar das garantias vindas da própria Manor para que não se preocupe com o assunto, que tem tempo para arranjar dinheiro. Chegou a haver uma campanha para que os indonésios (o arquipélago, de maioria muçulmana, tem mais de 200 milhões de pessoas) ajudassem com SMS, mas parece que não deu muito resultado...

Resultado final: o lugar é muito cobiçado, pelo menos a partir de setembro. 

E digo isto porque um dos candidatos é o americano Alexander Rossi, o piloto que surpreendeu tudo e todos ao vencer as 500 Milhas de Indianápolis, sendo o primeiro "rookie" a alcançar esse feito em mais de 15 anos. Com o campeonato da Indy Car Series a terminar em setembro, ele pode estar disponivel a tempo da Formula 1 andar de novo por paragéns asiáticas, a partir do GP de Monza. Caso faça, pode fazer seis provas, da Malásia até Abu Dhabi. Sendo ele terceiro piloto da marca este ano, depois de ter andado por algumas corridas no ano passado, ele poderá atrair mais americanos para ver este desporto, ainda por cima depois da vitória no "Brickyard". Mas isso seria apenas no final do ano, diga-se, pois para a próxima temporada, isso seria uma incógnita.

Isto porque Rossi corre numa equipa que usa motores Honda nos Estados Unidos. Ter uma equipa com motor Honda seria ótimo, mas os japoneses não vão pensar nisso em 2017, não enquanto a marca fizer um bom motor para a McLaren. E isso também se aplica a Stoffel Vandoorne, terceiro piloto da McLaren este ano, mas que está ligado à Honda e este ano está a correr na Super Formula japonesa.

Assim sendo, quem poderá sobrar? Um francês, Esteban Ocon, é uma grande chance. Atualmente com 19 anos (nasceu a 17 de setembro de 1996), é piloto interessante: terceiro piloto da Renault, é piloto de desenvolvimento... da Mercedes. Atualmente na DTM, ele foi o campeão da GP3 no ano passado, depois de em 2014, ter vencido a Formula 3 europeia, conseguindo bater Max Verstappen.

Ter Ocon na Manor em 2017 seria muito bom para a Mercedes. Apesar desta equipa poder virar uma "Mercedes B" ou "Mercedes Junior Team", poderá ser que a equipa ache a ideia interessante, pois poderia ter em compensação um belo desconto nos motores alemães, ou então uma melhor evolução do motor, capaz de dar o tal salto que precisam para sair do fundo do pelotão. Mas este ano, Ocon luta para conseguir uma boa posição no DTM (só tem dois pontos até agora), logo, pode ser que isso espere por mais algum tempo. E ainda tem mais uma coisa: a Renault pode perfeitamente usá-lo no final da temporada, um pouco para se livrar de um dos pilotos que "herdou" dos tempoda da Lotus, como Joylon Palmer.

Em jeito de conclusão: parecendo que não, há um lugar em perigo. E muito talento para poder preencher.

sábado, 4 de junho de 2016

Rumor do dia: Haryanto até Hungaroring?

Já se sabe desde há algum tempo que Rio Haryanto, o primeiro piloto indonésio da história da Formula 1, andava à procura de orçamento para cobrir o que é necessário para poder completar a sua primeira temporada na categoria máxima do automobilismo, mas os rumores sobre a sua capacidade de arranjar esse dinheiro nunca deixaram de existir, apesar dos apelos do governo para o ajudar nesse sentido. E este sábado, as dúvidas sobre se ele acabaria ou não a temporada aumentaram mais quando surgiram declarações... da sua mãe, Indah Pennywati. 

Ela disse, numa entrevista à agência de noticias Antara, que a procura de um patrocinador tem sido complicada. "Estamos nos esforçando para encontrar um patrocinador que cubra o montante rque falta [de 8,5 milhões de dólares]", começou por dizer.

"Estamos fazendo o nosso melhor para encontrar um patrocinador", continuou, revelando também que o prazo para tal já passou há algum tempo. Mas também disse que a Manor está disposta a esperar mais algum tempo para que possam arranjar o montante necessário. "Essa é a única coisa que eles pedem de nós, realmente", concluiu.

Mais interessante é que os rumores sobre quem o poderia substituir não falam que o americano Alexander Rossi - piloto de reserva da equipa - poderia ficar com o lugar. É sim... o venezuelano Pastor Maldonado, que provavelmente deverá ter algum do dinheiro que sobrou dos patrocinios milionários da PDVSA, e já disse que procurava ativamente um lugar para a temporada de 2017.

terça-feira, 19 de abril de 2016

A original campanha a favor de Rio Haryanto

Ver um país apoiar um piloto pela primeira vez parece ser fantástico. As pessoas ficam nitidamente curiosas pelo desporto em si e alguns dos apoiantes já não se sentem tão... estranhos ao ver que o seu desporto favorito não é mais apoiado por uma elite. Mas quando se trata de um país populoso como a Indonésia, que este ano tem o seu primeiro piloto de sempre na figuro de Rio Haryanto, as coisas tornam-se gigantes. Especialmente quando temos o próprio governo a apoiá-lo.

É verdade que a petrolífera Petramina está a apoiá-lo com um patrocínio pessoal de 15 milhões de euros, mas não chega. Falta cerca de cinco milhões de euros, e o governo decidiu ontem lançar uma campanha original para o apoiar. Eles decidiram pedir à população que apoiasse numa campanha de SMS de apoio ao piloto. Mais especificamente, 12,5 milhões de SMS, para ver se conseguem amealhar... 4,2 milhões de euros! Cada pessoa teria apenas de gastar cinco mil rupias indonésias (o equivalente a... 34 cêntimos) para juntar nesse mealheiro.

Crê-se que isso não será problema - o país tem cerca de 255 milhões de habitantes - e todas as operadoras móveis do país decidiram associar-se à ideia. "Vamos apoiar isto. É como tomar remédio, três vezes por dia. O número de utilizadores de telemóveis na Indonésia é alto, por isso, se todos fizerem isso, teremos mais do suficiente para alcançar o objetivo", disse o Ministro da Comunicação e da Informação Rudiantara, à CNN Indonésia.

Caso isto tenha sucesso, o governo também pretende abrir esse processo para outros atletas indonésios no futuro. Boa sorte para eles.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

As imagens do dia


Pascal Wehrlein e Rio Haryanto, pilotos da Manor Racing em 2016. O que tem eles em comum? Anotem o detalhe dos seus fatos de competição. Parece que a equipa anda a querer atrair os classicistas...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Apresentações 2016 (VII): o Manor MRT05

A Manor chega a 2016 com muitas expectativas no ar, depois de se saber que terá motores Mercedes nesta temporada. Com uma dupla de pilotos totalmente nova, constituída pelo alemão Pascal Wehrlein e o indonésio Rio Haryanto, o Manor MRT05 apresenta-se, segundo os seus responsáveis, com confiança, afirmando que é o bólido "mais desenvolvido, ambicioso e agressivo" da equipa.

Com uma combinação de cores que faz lembrar o Spirit de 1983, que na altura tinha o motor Turbo, o carro ainda se encontra "despido" de patrocínios, excepto a asa traseira, onde se pode ver o logótipo da gasolineira indonésia Petramina, que ajudou a colocar Haryanto na Formula 1.

Na apresentação do carro, as explicações foram dadas essencialmente pelo seu diretor técnico, John McQuillan, que elogiou os esforços dos funcionários da equipa na concepção e desenvolvimento do carro, que ele afirma ser o melhor da equipa na sua história.

"Ainda que seja muito cedo, nós podemos dizer facilmente que este é o melhor carro que já lançamos. Certamente, é o mais desenvolvido, o mais ambicioso e o mais agressivo. O pacote global é um passo muito significativo em frente, não apenas em relação ao ano passado, mas em relação a todos os outros carros. Então, sim, nós ainda temos um longo caminho a percorrer partindo daqui em termos de desenvolvimento do MRT05, mas já é um pacote dos sonhos no qual os 154 funcionários da Manor trabalharam no duro para desenhá-lo e construí-lo. Numa equipa pequena como a nossa, cada um fez a sua parte", começou por afirmar.

"Bem, para começar, é tudo novo. Como deve ser, claro, mas nós tivemos de fazer o ano passado [com o carro de 2014] e não é para isso que nós estamos aqui. O nosso modo de vida é de construir carros e é ótimo voltar a fazer o que amamos. Também é muito bom fazer isso quando nós temos as ferramentas certas para o trabalho. Então é algo muito especial", continuou. 

"Melhor ainda, o MRT05 é um competidor. Nós acreditamos muito nele. A equipe de design focou quase exclusivamente nele desde a segunda metade da temporada passada, e é algo completamente diferente dos seus antecessores. Não fica devendo performance em nenhum sentido e posso dizer agora que não há uma nova peça do novo carro que não tenhamos projetado de forma diferente", concluiu o engenheiro.

Dave Ryan, o novo diretor desportivo da equipa, afirmou que o novo carro - que teve ajuda da Williams em termos tecnológicos, como a caixa de velocidades e o sistema KERS - afirmou que espera coisas boas da nova dupla de pilotos:

“Pascal e Rio são grandes reforços para nossa equipe. Eles são jovens e têm muita vontade, mas, crucialmente, são pilotos experientes, com muito talento e um grande potencial. Nós estamos muito orgulhosos por eles estrearem na Formula 1 pela Manor”, comentou o engenheiro, com passagem pela McLaren.

Sobre o que esperar da equipa, Ryan é claro. “Respeito e competitividade. Cada membro desta equipa está ansioso pela primeira corrida em Melbourne, dentro de algumas semanas. Sabemos que temos de melhorar em cada área e que não podemos de forma alguma subestimar nossos oponentes, mas nós montamos um grande grupo de pessoas, temos uma fantástica parceria técnica com a Williams e com a Mercedes, e agora cabe a nós corresponder”, complementou.

Pascal Wehrlein vai guiar o novo chassis no primeiro dia dos testes no circuito espanhol, para depois passar ao seu novo companheiro de equipa no dia seguinte. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Noticias: Rio Haryanto confirmado na Manor

Confirmou-se hoje os rumores dos últimos dias: o indonésio Rio Haryanto tornou-se no segundo piloto da Manor, e assim fechando as vagas existentes na temporada de 2016. O anuncio foi feito esta manhã pelo piloto em Jakarta, e assim, a Manor Racing terá uma dupla totalmente estreante na Formula 1, pois Pascal Wehrlein também não tem experiência na categoria máxima do automobilismo, apesar de ser o atual campeão do DTM. Haryanto levou a melhor sobre o britânico Will Stevens e o americano Alexander Rossi.

“A Manor Racing é uma equipa com uma visão entusiasmante e planos ambiciosos. Eles produziram um ótimo conjunto e mal posso esperar por poder estar no monolugar. Melbourne será um enorme momento para mim. Ao meu país, aos meus patrocinadores e adeptos, quero agradecer a todos os que estiveram comigo desde o meu início nos monolugares. 2016 é a minha oportunidade de recompensar essa confiança e representar a Asia na Fórmula 1”, disse.

Sabe-se que Haryanto, de 23 anos (nascido a 22 de janeiro de 1993 em Surakarta), terá a ajuda do governo local, através da petrolífera Petramina, e claro, será o primeiro piloto de sempre na Formula 1. A carreira de Haryanto teve passagens pela GP3 (pela... Manor Racing!), onde foi quinto em 2010 e sétimo em 2011. Passou também pela AutoGP em 2011, onde venceu uma corrida e foi sétimo no campeonato, e a partir de 2012, andou pela GP2, onde conseguiu três vitórias e cinco pódios em 2015, acabando a temporada na quarta posição.
  

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Aluga-se: cockpit

Em 1975, Frank Williams estava no inicio da sua carreira como construtor, e as coisas tinham as suas dificuldades. Até ali, tinha adquirido chassis de outras marcas (Brabham), geriu com chassis feitos por encomenda por outras equipas, (De Tomaso, Iso-Marlboro) e em 1974 lá construiu o seu primeiro chassis próprio, batizado de FW04. Nesse ano, tinha arranjado um bom piloto, o francês Jacques Laffite, e conseguido o seu primeiro resultado de relevo, um segundo lugar no GP da Alemanha.

Contudo, se Laffite corria na equipa dele, ao mesmo tempo que tentava vencer o Europeu de Formula 2 (objetivo que conseguiu alcançar), o segundo carro era alugado pela melhor oferta. Pilotos como Tony Brise corriam quando Laffite não podia, mas outros aproveitavam a oferta de correr pelo segundo chassis para pagar as contas das deslocações da equipa. Arturo Merzário pagou por seis corridas, mas outros andaram por lá apenas uma vez, desde o suiço Jo Volanthen até à italiana Lella Lombardi, (na foto, em Watkins Glen) passando pelo sul-africano Ian Scheckter, o italiano Renzo Zorzi e o francês Francois Migault, entre outros.

Tanta gente à volta do mesmo carro fez com que a FIA decidisse a partir dali limitar o numero de pilotos na equipa na mesma temporada. Hoje em dia, esse limite é de quatro pilotos por equipa, do qual nem todos usam, claro. Contudo, hoje surgiu uma ideia relacionada com a única equipa que ainda tem um lugar vago: a Manor Racing, agora gerida por Stephen Fitzpatrick, que no ano passado ajudou a salvar a equipa da falência e que este ano tem motores Mercedes e um piloto garantido, o alemão Pascal Wehrlein.

Com tudo feito e a entrada de alguns nomes de peso na área técnica - Pat Fry, por exemplo - há grandes expectativas sobre quem irá guiar os carros na temporada de 2016. O grande favorito à vaga é o indonésio Rio Haryanto, que pode ter conseguido juntar boa parte do dinheiro que a equipa exige, cerca de 15 milhões de euros, mas poderá haver mais dois candidatos, na figura do britânico Will Stevens e no americano Alexander Rossi. 

Ora, hoje surgiu a chance de repartir o lugar... por três. Segundo me conta o meu amigo João Pedro Quesado no seu sitio no Facebook (a fonte é o jornal finlandês Ilta Sanomat), o Comissário, afirma que todos eles pagariam cinco milhões de euros cada um, e a coisas ficariam espalhados nos seguintes termos: sete corridas para cada um, com o indonésio a correr nas corridas asiáticas, Rossi nas corridas das Américas (Estados Unidos, Canadá, México, Brasil e mais três) e Stevens com as corridas europeias. Tenho de procurar a fonte do qual ele afirma ter visto essa chance, mas não é irrealista.

Uma coisa é certa: daria experiência a todos e seria uma forma de compensar os candidatos ao lugar. Mas ter uma confusão destas numa equipa como a Manor só demonstra que as coisas por ali não são lá muito bem geridas. Isto faz me lembrar como eram as coisas na Hispania, em 2010, no seu primeiro ano na Formula 1, onde tiveram quatro pilotos ao longo da temporada: Bruno Senna, Karun Chandhok, Sakon Yamamoto e Christian Klien. E passa uma má ideia na Formula 1, algo do qual Bernie Ecclestone nunca gostou muito e provavelmente poderá estar por trás da razão pelo qual John Booth e Gaeme Lowdon sairam dos seus lugares e decidiram montar a sua equipa na Endurance, comprando um LMP2 e continuando o nome no automobilismo.

Resta esperar pelo dia 22, data em que, alegadamente, será apresentado o novo chassis da Manor. Veremos quem estará (ou estarão) ao lado de Wehrlein.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A imagem do dia

A Manor é "o lugar onde todos querem estar". E sabem desde há algum tempo que alguns pilotos tem mais capacidade para ter esse lugar do que outros, e um deles é o indonésio Rio Haryanto. Pois bem, esta sexta-feira surgiu esta informação que coloco aqui (e que vi em primeiro lugar no sitio do Humberto Coarradi). 

Mas francamente, sou muito cético em relação à veracidade desta carta, apesar de confirmar que esse é o símbolo indonésio. Mas com data de... hoje? Enfim.

Contudo, vamos por momentos pensar que isto é verdadeiro. A acontecer, poderemos ver aqui o preço que Stephen Fitzpatrick pede por um lugar é de 15 milhões de euros. E sei que os patrocinadores indonésios, especialmente a Petramina, que é a petrolífera local, têm dinheiro para isso, apesar da queda do preço do petróleo. Mesmo assim, pedir 30 milhões de euros para dois pilotos é um bom bocado, mas com os motores Mercedes lá instalados, há quem esteja disposto a isso.

Tanto que Pascal Wehrlein pode ter descartado a chance de correr na equipa porque Toto Wolff já disse que acha o lugar caro. E com razão...

Resta saber se - caso esta carta seja real - quem ficaria com o outro lugar. Alexander Rossi seria uma boa escolha, mas resta saber se têm o tal dinheiro que Fitzpatrick exige. Ah... e não se esqueçam: a Manor mudará de nome em 2016.

P.S: Afinal, é real. Não só vi a noticia num site indonésio, onde está lá um exemplar da tal carta, como descobri a fonte original: um tweet do Ministério da Juventude e Desporto indonésio. Assim sendo, está tudo explicado... 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Noticias: Haryanto e King andarão no Manor em Abu Dhabi

A Pirelli vai fazer testes em Abu Dhabi na semana que vêm para ver os seus novos componentes para 2016, e a Manor já escolheu os seus pilotos: o britânico Jordan King e o indonésio Rio Haryanto. O teste vai durar apenas um dia, e ambos andarão no carro durante metade do tempo cada um.

King e Haryanto andam ambos na GP2 em 2015, com o indonésio de 22 anos a andar melhor do que o inglês, já que teve três vitórias no campeonato e é quarto classificado na competição. "Eu me sinto muito melhor preparado para este teste", começou por dizer. "Depois de uma temporada muito competitiva na GP2, não posso esperar para mostrar o quanto tenho desenvolvido para se tornar um piloto mais completo", concluiu.

Haryanto poderá até ser a melhor chance da Indonésia se estrear na Formula 1, já que desde há algum tempo que se tem vindo a falar que as empresas locais poderão juntar até 50 milhões de dólares em patrocínio para fazer com que ele fique com uma das vagas da marca, que em 2016 terá motores Mercedes. Por outro lado, Jordan King, de 21 anos e filho de Justin King, antigo dono da cadeia de supermercados britânica Sainsbury's, até tem feito uma estreia decente na GP2, com um segundo lugar como melhor resultado e uma volta mais rápida.

E para além disso, King já esteve com a equipa nas corridas de Austin e Cidade do México, para entender melhor como é que a equipa funciona, e provavelmente com ideia de ser piloto de desenvolvimento num futuro próximo.

"O papel de piloto de desenvolvimento tem sido uma oportunidade fantástica para mim nesta temporada, apreciei e beneficiei de cada minuto passado com a equipa", começou por dizer à Autosport britânica. "Em Austin e no México, mergulhei totalmente no ambiente da Formula 1 e estou aprendendo sobre o funcionamento das coisas, quer dentro, quer fora da pista".

"Naturalmente, estou ansioso pela chance de dirigir o MR03B, e estou ansioso para mostrar tudo que aprendi em Abu Dhabi", concluiu.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O próximo piloto pagante da Formula 1

Como já leram um pouco mais abaixo acerca das declarações que Mark Webber fez sobre os pilotos pagantes, estes são um mal necessário para uma Formula 1 demasiado cara, e do qual algumas equipas tentam engolir estes pilotos para poderem pagar as contas. Mas se por um lado olhamos para Pastor Maldonado e os seus 50 milhões de dólares da PDVSA como o melhor exemplo de dinheiro mal gasto, poderá haver no horizonte outro "Maldonado" à vista, também de uma nação com pouca tradição automobilistica: a Indonésia.

Rio Haryanto, de 23 anos (nasceu a 22 de janeiro de 1993), é um piloto com créditos formados na GP2, e nesta temporada venceu três corridas, sendo neste momento o quarto classificado de um campeonato que está a ser liderado - com folgas - pelo belga Stoffel Vandorne. Contudo, Haryanto tem outra coisa a seu favor: a bolsa. Apoiado finaneiramente pela petrolifera local Petramina, correm rumores de que ele poderá ter uma bolsa que poderá ir até... aos 60 milhões de euros, bem mais do que Maldonado injecta na Lotus. E isso é preocupante, pelo menos nas equipas do meio do pelotão, como a Force India, Sauber ou mesmo a Lotus.

De acordo com o que a Autosport portuguesa fala hoje, através do seu jornalista Luis Vasconcelos, a chance de Haryanto estar na Formula 1 em 2016 é bem grande, desconhecendo-se ainda em que equipa vai ficar. A Petramina quer colocar o seu piloto por lá - seria o primeiro indonésio de sempre - e 60 milhões são pouco mais do que 0,1 por cento das receitas da petrolifera. E ele poderá ser um factor de destabilização para as equipas do meio, como a Sauber e a Force India.

No caso da equipa de Hinwill, eles o desejam como terceiro piloto, para poder aprender o funcionamento por dento da equipa, antes de ser titular em 2017, a troco de 15 milhões de euros. E essa é a sua única chance, pois caso queiram quebrar contrato com os seus titulares - Felipe Nasr e Marcus Ericsson - o risco seria enorme, e Monisha Kalternborn ficou escaldada com as falcatruas que fez em 2014, onde chegou a ter quatro pilotos sob contrato - Giedo van der Garde, Jules Bianchi, Nasr e Ericsson - para ficar com os dois mais bem pagos. E os dois pilotos titulares contribuem com cerca de 40 milhões de euros para a equipa...

Já no caso da Force India, o problema é Sergio Perez, que tem patrocinadores mexicanos. De acordo com a noticia, a equipa quer o manter por lá, apesar das ofertas tentadoras da Lotus, que em breve poderá ser comprada pela Renault. Sabem que já houve negociações e se mantiverem o pilot por muito mais tempo, melhor.

O que sobra? Por incrivel que pareça, a equipa mais lenta do pelotão: a Manor. Apesar de perderem três a quatro segundos por volta, estão a correr com um chassis modificado de 2014 e com um motor Ferrari também com algum tempo. E apesar de estarem em fase de recuperação, tornou-se num sitio bem atraente, quer em termos de pilotos... quer em termos de motores. 

Nos últimos dias surgiram rumores de que, caso a Lotus seja comprada pela Renault, o contrato que eles têm com a Mercedes poderá ser rompido já em 2016 e a marca procura outra equipa. Sem chances com a Red Bull e a Toro Rosso - que vão ter motores Ferrari, isso já está quase assegurado - a grande chance é que a equipa de Banburry poderá beneficiar com motores alemães. E com duas vagas para preencher - duvida-se que Will Stevens ou Roberto Merhi fiquem por lá na próxima temporada - serão provavelmente os assentos mais cobiçados deste inverno. Ainda por cima, a marca alemã quer meter Pascal Wehrlein num carro de Formula 1 no próximo ano e qualquer forma da Manor ter os motores quase de graça é bem-vinda.

Em suma, uma Manor com uma dupla Wehrlein-Haryanto, com motor Mercedes pode ser uma fantasia bem realizável...