sábado, 9 de junho de 2007

GP Canadá - Qualificação

Excelente! O britânico Lewis Hamilton conseguiu no sétimo GP da sua carreira, a "pole-position" no Grande Prémio do Canadá, batendo o seu companheiro de equipa Fernando Alonso em mais de meio segundo, nos últimos momentos da sessão de treinos. Com este feito, Hamilton consegue mais um marco na sua temporada de estreia, a melhor desde 1996, quando Jacques Villeneuve chegou à Formula 1.


Com o segundo tempo da qualificação, Fernando Alonso ajudou a reservar para a McLaren a primeira fila da grelha, marcando uma posição face ao seu maior rival , a Ferrari. Kimi Raikonnen ficou em quarto, Filipe Massa em quinto.


Quem se intrometeu na luta foi o BMW de Nick Heidfeld, que levou o seu carro à segunda fila da grelha, fazendo o terceiro tempo. Por acaso, foi no Canadá que o motor BMW consegiui a sua primeira vitória na Formula 1, há 25 anos atrás...

Outra grande surpresa veio da Red Bull, que levou Mark Webber ao sexto tempo, superando o Williams de Nico Rosberg, o BMW de Robert Kubica e o Renault de Giancarlo Fisichella. A fechar o "top ten" ficou o Toyota de Jarno Trulli.

Quanto às maiores desilusões... parecia que se adivinhava: as pessoas que foram maios referidas esta semana são as que se classificaram pior. Ralf Schumacher foi 18º, Heiki Kovalainen bateu no muro do circuito e foi 19º, e Alex Wurz vai partir da 20ª posição da grelha.


A corrida irá começar amanhã às 18 horas, hora de Lisboa.

O fim de semana automobilistico

Este é um fim de semana interessante, em termos de competição automobilistica. Tirando o Moto GP, que se corre no Circuit de Catalunya, em Barcelona, todo o resto está concentrado no continente americano:


- o Grande Prémio de Formula 1, no Circuit Gilles Villeneuve, na Ilha de Notre-Dâme, em Montreal, Quebec, Canadá.







- a IRL corre neste Sábado à noite na oval do Texas, com o Scott Sharp a levar a melhor sobre a armada brasileira.








- a CART está no circuito de Portland, quase um mês depois da sua última prova, em Houston.








A outra excepção europeia é o DTM, que corre neste Domingo no circuito inglês de Brands Hatch.

Noticias: Timo Glock pode ser piloto da Toyota em 2008

O alemão Timo Glock, piloto de testes da BMW, revelou-se surpreso com os rumores que o apontavam como provável substituto de Ralf Schumacher na Toyota em 2008, aformou hoje o site brasileiro Grande Prêmio.


Numa entrevista ao canal de TV alemão "Premiere", Glock foi bastante direto: "Sinto-me muito confortável na BMW e também estou concentrado no meu trabalho na GP2. Fiquei surpreso quando li estes rumores na Internet . Não sei nem de onde surgiram", completou, atónito, o actual líder da GP2.


As informações que surgiram esta semana na imprensa europeia afirmam que, além de Glock, o seu compatriota Adrian Sutil também estaria cotado para assumir o "cockpit" da equipa de Colónia na próxima temporada.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Noticias: Afinal, foi tudo um mal-entendido


O finlandês Heiki Kovalainen afirmou ontem à noite que as suas declarações acerca de Nelson Piquet Jr., o terceiro piloto da marca, não foram mais do que uma... brincadeira!


"Foi-me feita uma pergunta e quis responder de uma maneira engraçada. Só que levaram a piada à letra", afirmou Kovalainen, que está na sua temporada de estreia na Formula 1. "Falamos sobre isso e desatamos à gargalhada. Está tudo bem, tudo foi só uma má interpretação por parte de alguns jornalistas", concluiu.


De facto, o humor finlandês é muito estranho...

Formula 1 vs GP Masters

Esta foto tá gira: tirei-a do bolg venezuelano Blog do Nuvolari, e trata-se da comparação entre o pessoal da Formula 1 e os que voltaram a correr nos carros da GP Masters. Ora vejam:
E eu pensava que no país do Hugo Chavez eles tinham perdido o sentido de humor...

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Extra-Campeonato: Gala dos Tesourinhos Deprimentes

A primeira temporada do "Diz que é uma Espécie de Magazine", dos Gato Fedorento, terminará no Domingo, com uma Gala a homenagear os tesourinhos deprimentes da TV portuguesa, mas na noite de terça-feira foi feita a gravação desse programa, com uma Aula Magna a rebentar pelas costuras (com capacidade para duas mil pessoas, centenas ficaram de fora por manifesta falta de espaço)


Na 37.ª Gala dos Tesourinhos Deprimentes, os Gatos decidiram despedir-se com um "best of" da rubrica, por duas razões. "Primeira, porque é uma das partes mais giras. Segunda, porque a nossa série é, toda ela, um autêntico 'tesourinho'", explicou Ricardo Araújo Pereira. Ao longo de duas horas de emissão, os Gatos conversam no plateau com alguns dos protagonistas dos "tesourinhos", como Humberto Bernardo, Luís Pereira de Sousa, Luís Arriaga, Carlos Ribeiro, Rita Salema e Serenella Andrade. "Tenho admiração pelas pessoas que estiveram cá hoje", adiantou Ricardo Araújo Pereira.


E ele acrescenta que o seu "tesourinho" preferido é o de Ana Maria Lucas, no programa "Mistura Fina". Esse não é própriamente o meu favorito. Tou indeciso entre aquele em que está metido o antigo presidente da FIFA, o brasileiro João Havelange, e aquele outro das lições de auto-defesa...


Depois disto, os Gatos vão de férias e regressam em Setembro, para uma segunda série do programa. Depois, o contrato com a RTP acaba. "Em 2008 vamos parar para reflectir", diz Miguel Góis, outro dos Gatos.


Ah! e pelo que li nos jornais de hoje, vão cumprir o que prometem no genérico, ou seja... vamos ver gajas nuas! Tou ansioso por ver no que isto vai dar.

Noticias: A piada do dia...

...vem da Alemanha! O "Sport Bild" anunciou hoje que Ralf Schumacher (aquele piloto que tanto gostamos de dar porrada) pediu para 2008 um aumento de 10 MILHÕES DE DÓLARES PARA RENOVAR O SEU CONTRATO! Neste momento, já ganha 20 milhões de dólares por ano na equipa, dinheiro esse que não tem grande retorno, para ser honesto... Obviamente, a Toyota recusou.



Ele não deve fazer grande coisa na Toyota (o carro é mau, mas ele faz pior), só tem um ponto até agora, e tem o lugar na corda bamba. E quer mais dinheiro? Em que mundo ele vive? E depois não se admirem que lhe chamem "Half" Schumacher... Enfim, estamos a assistir aos seus últimos dias na F1, não acham?

Noticias: A Suiça volta a ter corridas!


Só soube agora: na passada terça-feira, o parlamento helvético aprovou, por 97 votoso contra 77, a revogação da lei que proíbia o país de albergar corridas de automobilismo, instaurada em 1955, após o acidente em Le Mans, onde morreram 83 pessoas, e que levou à retirada da competição dos Mercedes durante mais de 40 anos.


O argumento dos políticos que se manifestaram a favor dos carros é que corridas seriam benéficas aos fabricantes locais e ao turismo. Aqueles que eram contra defendiam a tese de que o meio-ambiente seria prejudicado e o aumento de acidentes nas estradas seria inevitável.


Sabia que depois disso, houve um GP da Suiça, em 1982, em Dijon-Prenois, e ganha por Keke Rosberg, que tinha sido organizado no sentido de sensibilizar as autoridades para que revogassem a lei. Mas não sabia que tinha havido outra tentativa antes, em 1975, numa prova extra-campeonato, e que foi ganha por Clay Regazzoni. Quem o afirmou foi o Pandini no seu blog.


Bom, agora o Peter Sauber e o Neel Jani podem ver corridas na sua terra, e não ir para a Alemanha, Itália ou França. Mas... e qual é o beneficio para o espectáculo? Será que Bernie quererá um GP suiço? E se sim, terá que chatear o Herman Tilke para construir um circuito de raiz ou monta um nas ruas de Zurique? E será que a Suiça permite publicidade ao tabaco, já que está fora do espaço da União Europeia?


Hmmm... alguém quer responder?

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O piloto do dia: Thierry Boutsen

Hoje falo-vos de alguém que, para muito, foi considerado como um piloto de segunda linha, mas que teve a alcunha de "Rain Man", devido ao facto das suas duas primeira vitórias terem acontecido debaixo de chuva. Mas também era um piloto talentoso e lutava para vencer, quando tinha uma máquina para tal. E foi um digno sucessor do já mítico Jacky Icxx. Falo-vos de Thierry Boutsen.


Nasceu em Bruxelas a 13 de Julho de 1957 (vai fazer agora 50 anos), e aos 20, começou a sua carreira nos monopostos, ao volante de um Formula Ford 1600. no ano seguinte, ganhou o campeonato belga, com 15 vitórias em 18 corridas. No ano seguinte, foi para a Formula 3 europeia, onde foi vice-campeão, sendo batido pelo italiano Michele Alboreto.


A sua ascensão continuou em 1981, ao correr na Formula 2, onde acabou por ser de novo vice-campeão europeu, atrás do inglês Geoff Lees. Em 1982, decidiu correr no Campeonato Europeu de Turismo e nos Sport-Protótipos, ganhando os 1000 km de Monza com o francês Bob Wollek (1943-2001)


Em 1983, Boutsen arranjou 500 mil dólares em patrocinios e comprou um lugar na Formula 1, ao serviço da Arrows. A sua primeira corrida foi no seu GP natal, em Spa-Francochamps, onde não chegou ao fim. No resto da temporada, o melhor que conseguiu foram dois sétimos lugares, logo, não pontuou na sua primeira temporada.

Em 1984, continuou na Arrows, onde obteve cinco pontos, ficando na 15ª posição do campeonato. No ano seguinte, de novo na Arrows, consegiui o seu primeiro momento de glória, ao terminar em segundo lugar no GP de San Marino, beneficiando da desclassificação de Alain Prost, pelo facto do seu carro estar abaixo do seu peso mínimo. Depois disso, pontuou mais três vezes, ficando com 11 pontos e o 11º lugar, com um pódio. Só que em 1986, o carro não foi bom, e nunca conseguiu pontuar nas corridas em que terminou, tendo conseguido quatro sétimos lugares...


No final desse ano, Boutsen mudou de ares, indo para a Benetton, onde foi substituir o austriaco Gehrard Berger, que tinha ido para a Ferrari. Nesse ano, terminou regularmente nos pontos, e alcançado o terceiro lugar no GP da Australia. Isso tudo fez com que se classificase na oitava posição do Mundial, com 16 pontos e um pódio. Em 1988, as suas prestações melhoraram bastante, tendo ido ao pódio por cinco vezes, e conseguido 27 pontos, que lhe deram a melhor posição até ali alcançado: um quarto lugar.


Em 1989, Frank Williams dá-lhe um lugar para ele na Williams, que estava a estrear motores Renault atmosféricos, e faz companhia ao italiano Riccardo Patrese. No Canadá, numa corrida bastante molhada, aproveita os azares dos outros e ganha a corrida, a primeira vitória de um piloto belga na Formula 1 desde 1972. Na Austrália repete o feito, também numa corrida à chuva, que causou imensos abandonos. os 37 pontos alcançados deram-lhe o quinto lugar na geral, com duas vitórias e mais três idas ao pódio.

Em 1990, continua a desenvolver os Williams-Renault, e os resultados são regulares. Consegue ser terceiro em Phoenix e segundo em Silverstone, mas vai ser na Hungria que ele vai ganhar a sua terceira e ultima vitória da carreira, aguentando todo o pelotão da F1, incluindo o seu amigo pessoal Ayrton Senna, que terminou em segundo. No final dessa época, Boutsen ficou com 34 pontos, uma vitória, uma pole-position e uma volta mais rápida, com o sexto lugar no campeonato.



Mas quando a Williams está a atingir o seu pico de forma, Boutsen sai e vai para a Ligier, num movimento que muitos classificaram de má, apesar de eles terem motores Renault. A verdade é que nesse ano, ele não conseguiu colocar o carro azul nos pontos. As continuaram assim em 1992, mas um quinto lugar na Austrália, fez com que ele não ficasse mais um ano à seca... terminando no 14º lugar da classificação. Em 1993, altura em que Boutsen tinha 35 anos, decide mais uma aventura, mas desta vez é na Jordan. Depois de uma época frustrante e desmotivadora, Boutsen aproveita o seu Grande Prémio Belga para a anunciar a sua retirada.


A sua carreira na Formula 1: 164 Grandes Prémios, em 11 épocas, três vitórias, uma pole-position e uma volta mais rápida, conseguindo 132 pontos.


Após a Formula 1, Boutsen decidiu dedicar-se aos Sport-Protótipos nos Estados Unidos e na Europa, conseguindo alguns resultados de relevo, como um segundo lugar nas 12 Horas de Sebring. Em 1999, quando guiava um Toyota oficial nas 24 Horas de Le Mans, Boutsen teve um acidente pavoroso, que lhe deixou sequelas fisicas e mentais, tendo decidido parar de correr.


Sendo assim, dedicou-se a outro amor: a aviação, Neste momento, Thierry Boutsen é fundador e presidente da Boutsen Aviation, uma firma que aluga jactos para executivos na Europa e nos Esatados Unidos, e mora no Mónaco.

Noticias: Berger diz que Rosberg Jr. tem futuro na Ferrari


O ex-piloto da Ferrari e actual «patrão» da Toro Rosso, o austriaco Gehrard Berger, revelou esta semana que o alemão Nico Rosberg é um dos pilotos mais cobiçados do momento.


Segundo o austríaco, o filho de Keke Rosberg pode mesmo estar na «mira» da escuderia de Maranello. «Juntamente com Lewis Hamilton, o Nico é para mim a grande estrela desta temporada. Ele tem-se tornado interessante para todas as equipas, incluindo a Ferrari», afirmou Berger, em declarações ao jornal alemão "Sport Bild".


Alarmado com um eventual assédio da formação italiana, Frank Williams, o patrão da marca com o seu nome, já veio publicamente relembrar que Rosberg Jr. tem contrato com a escuderia de Grove para o próximo ano.


Actualmente, Nico Rosberg é sétimo classificado no mundial, com cinco pontos, resultado de um sexto lugar em Espanha e um sétimo na Austrália.

Extra-Campeonato: Um anuncio diferente...

Pesquisando na Net, encontrei algo normal: um anuncio a uma raspadinha, no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, algures em 1992. O senhor em questão é o comediante Lirio Mário da Costa, mais conhecido como Costinha (1922-1995), humorista brasileiro muito conhecido por aquelas bandas.

Ora, o comercial, feito por Cacá Diegues, um dos realizadores mais conhecidos do Brasil, tem duas partes: a normal e uma outra versão... Ora vejam!


Agora digam lá: já imaginaram se fosse o Fernando Rocha a fazê-lo? Nem havia versão...

GP Memória - Canadá 1989

Desde que o Grande Prémio do Canadá se realiza no Circuit Gilles Villeneuve, é usual haver provas em que a chuva é omnipresente no dia da corrida, providenciando por vezes muita emoção e alguns resultados inesperados. A edição de 1989 não foi a excepção, pois nesse dia choveu a potes em Montreal, e isso providenciou a primeira vitória de um piloto: Thierry Boutsen. Também foi a primeira vitória da Williams em 18 meses, e a primeira de um motor Renault desde o seu regresso à Formula 1, dois anos depois de se ter retirado os seus motores Turbo.


Mas vamos por partes: O GP do Canadá ocorre depois de um desgastante GP dos Estados Unidos, que decorreu nas ruas de Phoenix, no Arizona, uma prova ganha por Alain Prost, com Ayrton Senna a ficar de fora da corrida. E para piorar as coisas… foi Prost a fazer a pole-position! Senna foi segundo, o Williams de Ricardo Patrese foi terceiro e o Ferrari de Gerhard Berger era quarto na grelha.


No dia da corrida, a pista estava molhada, mas a tendência era para secar. Contudo, a maioria dos pilotos optou por pneus de chuva. E foi aqui que ocorreu o primeiro incidente: O Ferrari de Nigel Mansell, o Benetton de Alessandro Naninni e o Minardi do espanhol Luís Perez-Sala decidiram trocar para pneus secos após a volta de aquecimento, e um erro de interpretação dos comissários permitiu que Mansell e Nannini saíssem das boxes antes da partida. Resultado: desclassificação imediata aos dois pilotos.


A corrida começou com Prost na frente, mas Senna ultrapassou-o na segunda volta. E nem teria precisado fazer isso, pois uma volta mais tarde, um braço da suspensão da frente quebrou-se, fazendo com o piloto francês abandonasse a corrida. Entretanto, Senna muda de pneus, e Patrese passa para o comando. Mas o tempo estava instável, e cedo voltou a chover, fazendo com que o piloto italiano aguentasse no comando, seguido pelo… Arrows de Derek Warwick!


Na volta 40, Patrese decide mudar de pneus, deixando Warwick, pela primeira vez desde 1985, no comando de uma corrida. Mas foi sol de pouca dura, pois duas voltas mais tarde, o motor do Arrows foi à vida. Assim sendo, Senna voltou ao comando, seguindo por Patrese e o seu companheiro, o belga Thierry Boutsen. As coisas mantiveram-se assim até à volta 63, quando um Patrese em dificuldades teve que dar a passagem a Thierry Boutsen. E na volta 67, o golpe final: Ayrton Senna ficava pelo caminho devido a uma falha eléctrica… golpe fatal do destino. E logo numa corrida à chuva!


Sendo assim, o piloto belga (e amigo pessoal de Senna) cruzava a meta pela primeira vez na sua carreira no lugar mais alto do pódio, a primeira vez desde 1972 que um belga ganhava uma corrida de Formula 1, com o seu companheiro Patrese em segundo e um exultante Andrea de Cesaris, num Dallara, em terceiro. O italiano não estava apenas excitado por subir ao pódio pela primeira vez desde 1983, e dar o primeiro de sempre à simpática escuderia italiana: na corrida anterior, em Phoenix, tinha atirado para fora de pista o seu companheiro Alex Caffi, quando este ia a caminho de um possível pódio! Coisas da vida, hein?

terça-feira, 5 de junho de 2007

Noticias: Kova não gosta de Piquet Jr.

O finlandês Heikki Kovalainen pode ter aberto a sua própria sepultura na Renault devido a uma inocente pergunta... com uma resposta nada inocente.


Numa entrevista à cadeia de televisão inglesa ITV, ao ser perguntado sobre se gostava mais de Nigel Mansell ou de Nelson Piquet (a dupla que ganhou tudo em 1986/87 na Williams-Honda), Kovalainen decidiu responder com uma situação da actualidade, no sentido de desempatar a contenda: "Para ser honesto, não os conheço bem. Era muito novo quando eles corriam. Só que, como não gosto mesmo do Nelsinho, talvez escolha o Mansell."


Nelson Piquet Jr. é actualmente piloto de testes da marca, substituindo... Kovalainen! Mas ele é protegido de Flavio Briatore, que por sua vez deu um público puxão de orelhas a Kovalainen quando este fez uma exibição pobre no GP da Austrália. Sendo assim, ele pode ter revelado uma guerra surda nos bastidores da Renault, que esta época se debate com resultados modestos, ainda que na última corrida, o GP do Mónaco, Giancarlo Fisichella tenha conseguido um quarto lugar, batendo pela primaira vez este ano os BMW.

Extra-Campeonato: "One for the money, two for the show..."

Depois da vitória contra a Belgica, que aumentou as nossas hipóteses de apuramento para o Euro 2008, a Selecção Nacional vai ao Kuwait para jogar um encontro particular, como teste para novas soluções no esquema tático e dar oportunidade a novos jogadores para se estrearem com a camisola das Quinas.



Este amigável lançou dúvidas nos especialistas por várias razões: um partricular no final da época, com jogadores ansiosos por férias, o facto de ser uma selecção fraca (na unica vez em que jogamos, em 2003, demos 8-0), e também pelo facto de jogar num ambiente quente e húmido (à hora do jogo, estarão 40 graus e humidade próxima dos 100 por cento).



Mas no Domingo descobriu-se que, afinal, não iriamos jogar com a Selecção Nacional kuwaitiana, mas sim com um conjunto local, reforçado com mais alguns jogadores, e serve como encontro oficial, sancionado pela FIFA! Mas então, porque raio fomos lá? A resposta é simples: pelo dinheiro. hoje em dia, a Federação Portuguesa de Futebol cobra pelo menos 750 mil euros para um encontro particular. Esse guito servirá para pagar as deslocações das selecções mais jovens (sub-20 e sub-21) que neste momento estão em competições importantes.



Será que isto vale a pena? Scolari justifica com um pragmatismo gritante: "As pessoas têm de entender bem isto: o Manchester United vai à Ásia para ganhar dinheiro e nós também o fazemos, pois a nossa selecção consegue bons resultados e tem muitos craques. Nós também procuramos lucros para aplicar depois. Nada cai do céu. Não temos casas de luxo e ninguém nos leva o jornal à cama”.


São certas as afirmações, mas isso se justificaria com os clubes, pois têm um mercado para alcançar, e um prestígio para defender. Aliás, esses clubes fazem digressões de pré-época na Ásia, porque existem mil milhões de pessoas ávidas de futebol, só na China... Mas uma Selecção Nacional? Bom, o Brasil e a Argentina cobram milhares para que outros joguem com eles, mesmo sabendo que serão humilhados...


Eu não sei se justifica tal deslocação. Mas uma coisa é certa: isto é o resultado do nosso sucesso. Somos bem sucedidos, logo, podemos dar ao luxo de escolher os nossos adversários para jogar em encontros particulares. Logo, não se admirem se em breve, Portugal jogar particulares coñtra equipas como os Emirados Árabes Unidos, Tailândia, China ou Vietname, só porque eles acenam com uma maleta cheia de dólares, necessárias para encher os cofres da Federação Portuguesa de Futebol, ou o fígado do Gilberto Madaíl...

Bill France Jr. (1933-2007)


Bill France Jr., o homem que impulsionou o NASCAR a aquilo que é hoje, morreu ontem aos 74 anos, depois de uma longa batalha contra o cancro.


Era filho de Bill France, o homem que fundou a Daytona Speedway, em 1936, e que ajudou a montar a NASCAR (North American Sports Car Racing). Na sua juventude, depois de servir durante dois anos na Marinha, ajudou o seu pai na construção do Autodromo de Daytona, como operário, mexendo em "bulldozers" e "catrepillars", até à conclusão das obras!


Em 1972, sucedeu ao seu pai nos negócios, depois de uma carreira modesta no motocross. Antes, era o vice-presidente da NASCAR, no sentido de conhecer o negócio e preparar a sucessão. quando chegou, procedeu à transformação total da competição, de uma série de corridas concentradas no Sul dos Estados Unidos a uma competição nacional. Para isso, começou primeiro a atrair patrocinadores: no ano seguinte, consegue o patrocinio da RJ Reynolds, que rebaptiza a competição de Winston Cup. Em 1979, France assegurou a primeira transmissão televisiva integral da Daytona 500 num canal nacional: a CBS.


Ao longo da década de 80 e 90, a popularidade da competição foi cada vez maior, e os lucros eram cada vez maiores. Em 1999, Bill France Jr. foi diagnosticado com cancro, o que levou a pensar na sua sucessão. Em 2003, passou o controlo da NASCAR nas mãos do seu filho Brian France. Desde Março deste ano que Bill Jr. necessitava de cuidados médicos.