quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Extra-Campeonato: Mais uma prova de vida...

Fidel Castro deu mais uma vez o seu sinal de vida. Falou ontem em directo com o seu homologo venezuelano, Hugo Chavez, afirmando que já se sente muito melhor que na altura em que foi operado, em Julho passado.


"Fidelito" e "Chavito" chegaram até a trocar mimos em inglês: "Fidel, how are you?", perguntou Chavez. "Very well", respondeu Castro. Com uma voz pausada e clara, o lider cubano agradeceu ao seu homólogo venezuelano por manter o mundo informado acerca do seu estado de saúde, pedindo aos seus correlegionarios que tenham "paciencia e calma".


Lá os dois conversaram sobre varios assuntos, como as alterações climaticas e a crise economica mundial, que é, no entender de ambos, a prova de que o capitalismo vive os seus "últimos dias". Poois... A conversa terminou com a frase do costume: "Hasta la victoria siempre, venceremos!". So me apetece rir...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Monteiro já decidiu o seu futuro


E vai correr... no WTCC (World Touring Car Championship)!


Pois é, meus amigos. O Tiago vai correr este ano na equipa oficial da Seat, poucas semanas depois de ter feito um teste com eles em Valencia. O campeonato começa na semana que vêm, no circuito brasileiro de Curitiba, mas em Junho terá passagem pelo circuito urbano do Porto.


Como piloto oficial da marca espanhola no WTCC, Tiago Monteiro vai dedicar-se a cem por cento à Seat, não tendo prevista uma participação em nenhuma outra competição automóvel esta temporada.


Se fico satisfeito com esta decisão? Pessoalmente, perferiria a ChampCar, porque assim continuava nos monolugares, e teria mais chances de voltar à Formula 1, mas ele está numa equipa oficial, é o que conta. Boa sorte, Tiago!

GP Memória: Monaco 1984



Dois anos depois da inesperada vitória de Ricardo Patrese, numa corrida que nem ele próprio sabia que tinha ganho, a edição de 1984, disputada a 3 de Junho daquele ano, esperava-se que fosse também agitada, devido as previsões de chuva para o dia da corrida. E de facto, foi uma edição inesquecível, em vários aspectos.

A corrida começou 45 minutos depois da hora, devido à intensa chuva. Quando começou, ainda sobre imensa chuva, aconteceu uma "carambola" logo na curva Saint Devote, com os Renault de Warwick e Tambay a ficarem "KO", mais o Ligier do italiano Andrea de Cesaris. A chuva não parava de cair, e o francês Alain Prost, o "poleman", continuava na frente da corrida, mas o segundo classificado, o inglês Nigel Mansell, no seu Lotus, estava mais rápido que Prost e desejava ultrapassá-lo.

Mais atrás na grelha, dois pilotos começavam a destacar-se: O Toleman nº 19 do brasileiro Ayrton Senna, que tinha partido do 13º lugar, à volta 10 era sétimo. No outro caso, o alemão Stefan Bellof, num Tyrrell, que tinha partido do 20º lugar, também subia posições.
Na volta 8, Mansell finalmente consegue ultrapassar Prost. e distancia-se na liderança. Mas cinco voltas mais tarde, na subida para o Casino, o carro de Mansell foge de traseira e bate nos "rails" de protecção. O inglês continua, mas os estragos são demasiado grandes para poderem ser reparados, e abandona na descida do Mirabeau. Assim sendo, Prost continua na liderança, seguido de Lauda, Arnoux e... Senna! O brasileiro come segundos atrás de segundos.
É aqui que se vê pela primeira vez o talento do jovem brasileiro, campeão britânico de Formula 3 e vencedor do GP de Macau do ano anterior. Com alguma facilidade desembaraça-se de Rosberg e vai em busca dos Ferrari. Entretanto, Alboreto desiste e Senna está em cima de Arnoux, lutando pelo terceiro lugar. Perto da volta 20, Senna já ultrapassou Arnoux e vai para cima de Lauda! Impressionante, mas verdadeiro.
Entretanto, Bellof também faz a sua corrida de trás para a frente. Já está nos pontos, com as desistências de Arnoux e Mansell, e já está perto de Rosberg. No inicio da volta 21, na travagem para St. Devote, Senna passa Lauda e é segundo. A surpresa é total: os todo-poderosos McLaren - TAG Porsche, a serem vulgarizados por um Toleman - Hart Turbo. E para sustentar essa surpresa, Senna faz a volta mais rápida da corrida na sua 23ª passagem pela meta. E nesta altura, Bellof já passou Rosberg e está em cima de Arnoux, na luta pelo quarto lugar!
Na volta 24, Lauda despista-se na curva do Casino e abandona. As condições continuam difíceis, e Prost, sempre cauteloso, faz sinais aos comissários para interromperem a corrida. Entretanto, Senna ganha três a cinco segundos por volta! É a corrida da vida dele, e o mundo começa a conhecer o génio deste estreante de 24 anos. E nesta altura, Bellof passa Arnoux na curva Mirabeau, subindo para terceiro. É o bodo aos pobres, sem dúvida...
Na volta 30, Senna já vê Prost à sua frente. Mas o director de corrida, Jacky Icxx, decide que é altura de parar com a corrida de vez. Decisão que toma à volta 32, quando Senna já está em cima de Prost. É uma decisão polémica: Icxx toma a decisão sem consultar a FISA e é multado em seis mil dólares. O rumor que correu na altura era que, como era piloto da Porsche, marca que equipava os McLaren, estes não podiam passar o vexame de ver os seus motores, os melhores da altura, a serem humilhados por um ridículo motor Hart...
Assim sendo, Prost é declarado vencedor, na primeira das suas quatro vitórias no Monaco. Contudo, somente são atribuidos metade dos pontos da vitória. E isso vai custar-lhe caro no final, quando perder o campeonato no Estoril, pela mais curta diferença de sempre: 0,5 pontos! Acompanham-no Senna e Bellof, decididamente os heróis daquela tarde. Mas algumas semanas depois, quando a então FISA descobre que os Tyrrell têm lastros nos seus carros, são desclassificados, e todos os pontos ganhos até então são retirados. Iria ser o unico pódio de Bellof na carreira.
Quanto a Senna, os monegascos não sabiam, mas aquilo era um vislumbre do futuro, não só da Formula 1, mas também do seu Grande Prémio: ele iria ganha-lo por seis vezes, cinco delas consecutivas, entre 1987 e 1993. Esta corrida pode ser considerada como o dia em que começou a lenda...
Para finalizar, um video da corrida, transmitida pela TV Globo, narrada pelo inarrável Galvão Bueno...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Ainda se lembram?



O post de hoje tem a ver com o último GP de Michael Schumacher na Formula 1... esse mesmo, GP do Brasil de 2006!


Ora, a situação é o seguinte: O alemão está a ser homenageado pela organização, que presenteia um troféu banhado a ouro e entregue pelo maior futebolista de todos os tempos... Pelé!


Quem não está lá para aplaudir o homenageado é Kimi Raikonnen, o então piloto da McLaren e seu substituto na Ferrari. Martin Brundle, o ex-piloto e agora comentarista na britânica ITV, encontra Raikonnen e pergunta porque é que não assitiu à homenagem. A resposta é simplesmente desconcertante! Veja aqui:

Um pequeno interregno, para um anuncio importante:


Tenho que fazer agora um pequeno interregno no automobilismo para revelar a minha satisfação em relação a um injustiça que hoje foi reposta: finalmente deram um Óscar ao Martin Scorcese!


Pois é... depois de ter sido nomeado por cinco vezes (Touro Enraivecido, 1980; A Última Tentação de Jesus Cristo, 1988; Tudo Bons Rapazes, 1990; Gangs de Nova Iorque, 2002; O Aviador, 2004), lá ganhou a estatueta dourada. Para mim, foi finalmente reposta uma das maiores injustiças que a Academia estava a ter na sua história. É provavelmente um dos melhores realizadores da actualidade, e honestamente começava a pensar que só dariam algum prémio de carreira...


Mas enfim... Justiça foi feita. "Entre Inimigos - The Departed" é um excelente filme, com excelentes interpretações. Tornou-se também no melhor filme do ano e ganhou os Oscars de Melhor Montagem e Melhor Argumento Adaptado, pois é a versão americana do "Infernal Affairs", um filme de Hong Kong de 2002.
Agora algo interessante; o próximo projecto de Scorcese é acerca da história de dois padres Jesuitas portugueses no Japão Imperial de século XVII, que assistem à persiguição que o Imperador faz aos Cristãos, no sentido de expurgar o pais da influência ocidental. Faz-me lembrar "A Missão", portanto isto promete...

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Parabéns, Alvaro!

O português Alvaro Parente teve um regresso em grande ao A1GP. Poucos dias depois de ter sido confirmado o seu regresso, o carro português teve um excelente fim de semana na etapa sul-africana do campeonato. Foi oitavo na grelha de partida, e na primeira corrida, a de "sprint", terminou no oitavo lugar.


Na segunda corrida, a "Feature", mais longa, soube escapar aos incidentes que ocorreram aos seus rivais e terminou um meritório quinto lugar na classificação geral, obtendo assim seis pontos na classificação geral. Um excelente regresso à competição, sem dúvida! Agora, a próxima prova vai ser disputada no Autodromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México, daqui a um mês, a 25 de Março.
Já agora, em termos de corrida: Nico Hülkenberg conquistou mais uma dupla vitória, estendendo ainda mais a liderança do campeonato por parte da Alemanha, ao mesmo tempo que estabeleceu um novo recorde de oito vitórias individuais para um piloto. O “incrível Hulk” não deu hipóteses para ninguém em Durban, construindo até uma vantagem de 10 segundos na segunda corrida. A França perdeu algum terreno para a Nova Zelândia no segundo lugar do campeonato, depois de Loïc Duval ter abandonado na Corrida Feature com o cabo do acelerador partido.
O campeonato: 1º Alemanha, 99 pts; 2º N. Zelândia, 69; 3º França, 57; 4º Grã-Bretanha, 46; 5º Suíça, 45; 6º Holanda, 43; (…) 17º Portugal, 6.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

O piloto do dia: Stefan Bellof

Hoje falo de um talento que se foi embora cedo demais. Caso ele vivesse mais tempo, provavelmente teria sido o primeiro alemão a ser campeão do Mundo. Chamava-se Stefan Bellof.


Nasceu em Giessen, na então Alemanha Ocidental, a 20 de Novembro de 1957, Começou a sua carreira nos Karts, em 1973, e correu até 1980, altura em que foi campeão alemão da modalidade. No ano seguinte, segue para a Formula 3, onde ganha três corridas e chama a atenção de um homem: Willy Mauer. Mauer era dono de uma equipa de Formula 2, bem como corria em Sport-Protótipos, com um Porsche. Vendo talento no seu jovem pupilo, decidiu ser o seu "manager", bem como um lugar na sua equipa de Formula 2, a partir da época de 1982.
Nesse ano, ganha as duas primeiras provas da época, mas os motores BMW não rendem tanto quanto os motores Mugen, e Bellof consegue apenas mais um segundo lugar no circuito italiano de Enna Pergusa e um terceiro lugar em Hockenheim, terminando o campeonato na quarta posição. Em 1983 faz uma segunda época na Formula 2, mas concentra-se nos Sport-Protótipos, ao volante de um Porsche oficial. E é aí que consegue dar nas vistas: ganha os 1000 Km de Silverstone, Kyalami e Fuji, no Japão, terminando o campeonato na quarta posição.

Em 1984, dá o salto para a Formula 1, ao volante de um Tyrell. Logo nas primeiras corridas, ele impressiona: sexto na Belgica, quinto em San Marino, no Monaco, obtém o seu maior desempenho até à data: um terceiro lugar com o seu carro aspirado, com menos 150 cavalos do que os turbo, só sendo superado pelo McLaren da Alain Prost e pelo Toleman de... Ayrton Senna.

Infelizmente, esses pontos seriam retirados, quando a então FISA descobre que os Tyrell tinham lastros ilegais, desclassificando-os e retirando os pontos que tinham obtido até então. Então, ele concentra-se unica e exclusivamente nos Sport-Protótipos, onde acabará por ser Campeão do Mundo da categoria, ao volante de um Porsche.

No ano seguinte, continua na Tyrrell, onde tem um desempenho brilhante no Estoril, onde consegue o seu primeiro ponto legal. Segue-se mais um quarto lugar em Detroit, num carro que continua a ser o unico aspirado num mundo de Turbos. Mas a meio da época, Ken Tyrrell consegue um acordo com a Renault para lhe providenciar motores Turbo, e ele ainda corre um GP com esses motores, na Holanda, onde desiste. E esse seria o seu último GP.

Em paralelo com a Formula 1, continuava a correr em Sport-Protótipos, sempre ao volante de um Porsche. Ainda em 1983, ele tinha esatabelecido o "record" oficial do velho Nurburgring, com os seus 22 km de extensão, perigoso e cheio de curvas. Os seus 6 minutos, 11.13 segundos de qualificação e os 6 minutos, 25.91 segundos de corrida são até aos nosso dias o record oficial do "Nordschliffe".

A 1 de Setembro de 1985, no circuito belga de Spa-Francochamps, disputa-se mais uma prova a contar para o Mundial de Sport-Protótipos: os 1000 Km de Spa. Bellof tinha partido mal, no 22º posto da grelha, mas tinha feito uma recuperação incrivel até ao segundo lugar. Na sua frente, ia Jacky Ickx, o lendário piloto belga, vencedor por cinco vezes das 24 Horas de Le Mans. Quando ambos os carros estavam na zona de Eau Rouge, em descida para a zona do Radillon, uma das mais desafiantes curvas existentes no mundo dos circuitos, Bellof tenta uma manobra arriscada para o ultrapassar, mas ambos os carros tocam-se. O carro de Ickx roda e bate de traseira nos "rails", ao passo que o Porsche de Bellof choca frontalmente com o muro de proteção e incendia-se. Bellof é levado ao centro cirúrgico do circuito, mas não resiste aos ferimentos e morre uma hora após o acidente. Tinha 27 anos.

O acidente choca o meio automobilistico em geral e o alemão em particular, pois acontece 15 dias depois da morte de outro piloto alemão Manfred Wilkelhock, no circuito canadiano de Mosport. Estes acidentes fazem com que a Porsche acelere o desenvolvimento do seu modelo 962. Nessa mesma altura circulavam-se rumores de que Bellof tinha assinado um contrato de dois anos com a Ferrari, algo que nunca foi devidamente confirmado.

Os alemães tinham que esperar mais seis anos para ver um piloto com potencial ganhador: Michael Schumacher. Numa incrivel coincidência, a estreia do piloto alemão seria no mesmo circuito em que Bellof morreu. Schumacher disse, anos depois, que Bellof era um dos seus herois de adolescência.

Anos mais tarde, o jornalista inglês Nigel Roebruck, um dos melhores especialistas mundiais de automobilismo, afirmou acerca de Bellof:



“Se Bellof iria vencer Grandes Prêmios? Não tenho dúvida nenhuma. Aliás, acredito que ele seria o primeiro campeão do mundo alemão. Não há como questionar que ele tinha habilidade para isso e, embora a Ferrari nunca tenha confirmado, não restam muitas dúvidas que ele seria o parceiro de Michele Alboreto na equipe em 1986. Sua morte foi uma perda horrível para o esporte e ainda maior para aqueles que o conheciam."

Olhem quem está de volta!


Pois é... não se sabia nada de Alvaro Parente, depois do seu brilharete no ano passado na World Racing Series by Renault, onde alcançou o quinto lugar final, ganhando quatro corridas. Esta quinta-feira soube-se que a A1 Team Portugal estava de volta para a corrida de Durban, na Africa do Sul. E Parente, que não corria há alguns meses, conseguiu um optimo oitavo tempo na grelha de partida deste GP, à frente de nomes consagrados como Narain Kartikayean, da India, o brasileiro Bruno Junqueira, o italiano Enrico Toccatello ou o checo Tomas Enge.


Vamos a ver como ele se irá comportas nas duas provas de Domingo. Se arrancar um brilharete, seria mais uma prove de que ele é, de facto, um grande corredor, que tem legitimas aspirações a ser um grande piloto, até na Formula 1, e que se arrisca a passar ao lado de uma grande carreira.


Veremos.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

GP Memória - Monaco 1982

Quando máquinas e pilotos chegam ao Mónaco, a Formula 1 ainda lambia as feridas da perda de Gilles Villeneuve, morto 15 dias antes, em Zolder. Ainda por cima, o canadiano tinha sido o vencedor da corrida monegasca no ano anterior, e assim, a perda foi ainda mais sentida no pelotão da Formula 1. Assim sendo, o seu companheiro Didier Pironi era o unico Ferrari em pista, enquanto que a Scuideria procurava um substituto. De resto, o espanhol Emilio de Villota estava de volta num March inscrito pela equipa Onyx.

No Mónaco houve também confusão em relação a uma das fornecedoras de pneus, a britânica Avon, que tinha anunciado que iria retirar-se da competição, com efeito imediato. Nessa altura havia quatro (!) fornecedores de pneus, e as restantes três - Michelin, Goodyear e Pirelli - tiveram de fornecer às três equipas que sobravam, a March, Theodore e Ensign. A primeira ficou com os Avon que sobraram, enquanto que a Theodore assinou um contrato com a Goodyear, enquanto que a Ensign, por enquanto, ficava com Avons nesta corrida.

Trinta e um carros estavam inscritos na corrida monegasaca, mas apenas 20 iriam alinhar na corrida, fazendo com que um terço das equipas iriam assistir a tudo da bancada. Na pré-qualificação, os March de De Villota e de Raul Boesel, o Osella de Riccardo Paletti, o Fittipaldi de Chico Serra e o Toleman de Teo Fabi não tinham conseguido passar para a segunda fase.

No final das duas sessões de qualificação, o melhor foi o Renault de René Arnoux, que tinha feito a "pole-position" pela segunda vez consecutiva, com Riccardo Patrese a seu lado, no Brabham-Cosworth. Bruno Giacomelli era o terceiro, com o seu Alfa Romeo, seguido pelo segundo Renault de Alain Prost. Didier Pironi foi o quinto, seguido pelo Williams de Keke Rosberg. Andrea De Cesaris, no segundo Alfa Romeo, era o sétimo, seguido do segundo Williams de Derek Daly. A fechar o "top ten" ficaram o Tyrrell de Michele Alboreto e o McLaren de John Watson.

Seis pilotos ficaram de fora desta corrida: o Arrows de Mauro Baldi, o Theodore de Jan Lammers, o March de Jochen Mass, o Toleman de Derek Warwick, o Osella de Jean-Pierre Jarier e o Ensign de Roberto Guerrero.

A corrida começou com céu nublado e alguma ameaça de chuva. No momento da partida, Arnoux manteve a pole-position, seguido por Giacomelli, Patrese, Prost e Pironi e De Cesaris, que tinha conseguido passar Rosberg e Alboreto. Prost passou Patrese na volta seguinte e aproveitou os problemas de eixo de Giacomelli, que iria abandonar na quarta volta, fazendo com que o francês subisse para a segunda posição. As coisas mantiveram-se assim até à volta 15, quando Arnoux perde o controlo do seu Renault e o motor cala-se de vez. Assim, Prost herda o primeiro lugar.

A partir daqui, o francês controla os avanços de Patrese, que era segundo, com Pironi atrás. O francês da Ferrari teve depois um problema quando sofreu uma pancada com um piloto retardado, que lhe arrancou parte do seu nariz, mas que o permitiu continuar na pista, sem problemas. Rosberg era agora o quinto, sem poder alcançar De Cesaris, e as coisas mantinham-se assim até às voltas finais.

Contudo, quando faltam três voltas do fim, o boletim meteorológico entra em ação e decide baralhar e voltar a dar. Prost, o líder, despista-se na curva do Tabaco, no preciso momento em que começou a chover na pista. Patrese herdou o comando, mas mal se sabia que a partir de então, ninguém mais se conseguia manter na pista, pois se não rodava... ficava sem combustível! O italiano da Brabham perdeu tempo quando fez um pião no gancho do Loews, com a sua sorte foi não ter deixado morrer o seu motor Cosworth. Depois, foi a vez de Pironi ficar com o primeiro lugar, mas na entrada do túnel, ele fica sem gasolina! Imediatamente, os olhos voltam-se para De Cesaris, que o seguia atrás, mas este... ficara sem gasolina na descida do Mirabeau.

A liderança tinha trocado de mão tantas vezes nessas duas últimas voltas que ninguém, nem mesmo o director da corrida, sabia quem iria vencer! No final, acabou por ser Ricardo Patrese, que tinha por fim colocado o carro no devido lugar, que cruzou a meta e foi declarado o vencedor da corrida. Mas nem ele soube que tinha ganho! Quando fazia a sua volta de desaceleração, viu o Ferrari de Didier Pironi parado na pista e deu-lhe boleia, e foi o francês que lhe disse que tinha sido o vencedor da prova, com Pironi no segundo lugar. De Cesaris, mesmo parado no Mirabeau, tinha conseguido o terceiro posto, com os restantes sobreviventes a serem os Lotus de Nigel Mansell e de Elio de Angelis e o Williams de Derek Daly.

O homem mais sobrevalorizado do momento


Há pilotos com muito talento nas formulas inferiores, mas que fica pelo caminho devido a falta de apoios para continuar. Há quem tenha "pais ricos" ou bons padrinhos, e chegue à formula 1 com a maior das facilidades. Há quem tenha nome, e isso abre imensas portas. Neste ultimo caso está o homem que se fala hoje: Bruno Senna.


Senna é sobrinho de Ayrton, tem 23 anos e tem algum curriculo, pelo menos na formula 3 britânica, onde foi terceiro classificado no ano passado, com algumas vitórias. Tem talento, principalmente quando corre à chuva, tal como o tio.


Ora, este ano ele vai para a GP2, especialmente numa boa equipa, a Arden. Esse lugar foi dado a ele pelo seu "mentor"... Gerhard Berger, o patrão da Toro Rosso e melhor amigo do tio na Formula 1. Com padrinhos destes... Enfim, mas o que interessa é saber que Senna não está a ser grande coisa até agora. Esta semana, a GP2 andou em testes no circuito de Valencia, e Senna ficou em lugares modestos. Alás, ele nunca passou do 15º posto da tabela, em 22 carros...


O que isto quer dizer? Bom, não se podem tirar grandes clonclusões, mas digo isto; não é um fora de série, mas tem bons padrinhos, logo, está a ser sobrevalorizado, ou seja, ele tem 50 por cento de hipóteses em chegar à Formula 1, mesmo que ele não faça grande coisa na GP2. Se ele ganhar uma corrida ou outra, mas não ganhar o campeonato, então... a Formula 1 vai ser uma certeza para ele! E isso é o que eu temo...


Bom, mas não posso ser "bota abaixo", desejo-lhe toda a sorte do mundo. Não é?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Depois de...


Depois de ter visto o Albarran a apresentar o Telejornal, afirmando que era a Manuela Moura Guedes...


Depois de ter visto a Maite Proenca a tentar falar portugues de Portugal...


Depois de ter visto o Anthimio de Azevedo a tentar explicar o terramoto da semana passada...


Depois de ter visto o "best of" das varias reportagens feitas por Luis Arriaga, esse grande reporter da RTP...


Depois de ter visto o Andre Sardet a cantar a musica " A Minha Sogra e um Boi"...


Digam la: este foi ou nao foi o melhor programa de sempre que os Gatos já fizeram?

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Não é um episódio qualquer...


Durante as minhas deambulações pelo universo da Net, descobri isto num blog (www.desblogueadordeconversa.blogspot.com). Basicamante, é um episódio do melhor programa de carros do mundo: o "Top Gear".


Pois bem, eles vão na sua nona série e desta vez, os três apresentadores (Jeremy Clarkson; James May e Richard Hammond) decidiram ir ao Sul dos Estados Unidos, para aquilo que os locais chamam de "road trip". No percurso que vai de Miami até Nova Orleães, os três tinham que comprar um carro que custasse até mil dólares, e fizessem vários desafios durante o percurso.


Podem ver o episódio todo neste link: Podem ver aqui o resultado: http://www.youtube.com/profile?user=MaryJaneVn


Aproveitem agora para ver o episódio (que está dividido por seis partes), pois não tarda, eles retiram isto do ar, parece que agora estão a retirar do ar todos os episódios que não foram autorizados a ser transmitidos pela cadeia... mas vão lá, acho que é um dos melhores episódios que jamais vi!


Aproveitem agora para ver o episódio (que está dividido em seis partes), pois não tarda, eles retiram isto do ar, parece que agora estão a retirar do ar todos os episódios que não foram autorizados a ser transmitidos pela cadeia... mas vão lá, acho que é um dos melhores episódios da série que jamais vi!

Villeneuve diz de sua justiça... e não é pouco!



Jacques Villeneuve, agora retirado da Formula 1, não deixou de mandar umas "farpas na lingua" em relação aos pilotos do actual pelotão. Na entrevista que concedeu este mês à "F1 Racing", reproduzida hoje no Blog do Capelli, disse de sua justiça:


Kimi Raikkonen - "Ele pode até sentar no carro e ser rápido, mas não está nem aí para o resto. Um piloto completo trabalha muito tempo com seus engenheiros, ajeita as coisas e puxa o time pra cima. Ele está se lixando e é por isso não está no mesmo nível de Fernando Alonso."


Giancarlo Fisichella - "Eu gostaria de ser positivo sobre Fisi porque ele é um cara muito bacana, mas ele já acabou. Mesmo que ande na frente de Heikki, eu não acho que ele tenha para onde ir. Ele está lá apenas para ser um benchmark para Heikki e no final da temporada, ou mesmo no meio dela, eles colocarão Nelson Piquet Jr. em seu lugar."


Robert Kubica - "Kubica é rápido, mas faz cometeu pelo menos um erro em todas as corridas do ano passado. Quando um piloto comete erros em praticamente todas as corridas, é porque está andando mais do que pode. Ele é muito duro com seu equipamento e não acho que ele seja capaz de mudar seu modo de guiar para se adaptar aos pneus mais duros. Se ele puder ser mais suave, ele pode crescer muito. Mas será muito interessante vê-lo em 2008, quando ele não terá mais controle de tração."


David Coulthard - "O modo como ele fala é incrível... ele devia ser presidente ou algo do tipo."


Vitantonio Liuzzi - "Nada de especial... eu não sei como podem achá-lo um piloto de verdade."


Scott Speed - "Ele não fez nada que justifique seu lugar na F1."


Christijan Albers - "Ele é um cara desagradável, sujo."


Takuma Sato - "Na Super Aguri ele parou de fazer bobagens, mas só porque andou mais devagar."


Mas nem tudo são farpas. Ele falou bem de alguns colegas.


Jenson Button - "Ele é rápido, forte e nada o perturba. Mas precisamos ver se ele conseguirá disputar um título para vermos se ele é tão bom quanto Alonso, o que eu acho bastante provável, porque ele é no mínimo tão bom quanto Kimi."


Felipe Massa - "Massa provavelmente assumirá a liderança na Ferrari. Ele e Kimi vão lutar um contra o outro, mas Felipe deve terminar na frente por causa de seu trabalho ético. Ele é inteligente, talentoso e rápido. Com o equipamento certo, ele pode disputar um título. Só aí veremos se ele é realmente grande ou apenas um bom piloto. Mas ele pode ser grande."


Rubens Barrichello - "Rubens é melhor do que mostrou no ano passado. Ele apenas não se adaptou ao carro, o que pode acontecer com qualquer um."


Em resumo: os comentários demolidores de um ex-campeão sobre o actual pelotão da Formula 1. Pelotão esse em que saiu pela porta pequena...

Jardim diz das suas (mais uma vez...)


A boca de hoje do "senhor da Madeira" tem a ver com o referendo do pasado Domingo. Nela, ele afirma, à boa maneira popularucha, que "parece que, em Portugal, não há testículos para se dizer que o referendo acabou por ser um fracasso do regime político. O referendo não é vinculativo, não tem qualquer valor jurídico".


Os "testículos", para não dizer "colhões", é a maneira de Jardim continuar a hostilizar o Continente só porque eles tiveram a coragem de lhe "tirar a mama", que eram as transferências que o Orçamento de Estado fazia para a Região Autónoma, ao abrigo da Lei das Finanças Regionais.


Claro, as ameaças não ficam por aqui: "Eu, se entender que a Assembleia da República está a fazer uma lei que atenta contra as normas da Constituição que defendem o valor da vida, vou levantar a inconstitucionalidade", concluiu. A coisa boa das ameaças do Jardim é que ninguém o leva a sério. Se calhar, nem ele próprio se leva a sério...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Pois é... hoje é o dia 14 do 2!


Hoje é aquele dia que todos andam um pouco mais melosos. As floristas vendem flores a "dar com um pau"; os restaurantes estão cheios de casais; os quartos de hotel estão quase esgotados; as farmácias e supermercados estão a repor os stocks de preservativos, que entraram em rotura... e a seguir, algumas raparigas vão a correr para comprar a píula do dia seguinte! E é assim o Dia dos Namorados neste recanto à beira-mar plantado.


Para mim, esse dia não tem muito significado. Por dois motivos:


1 - Neste momento não tenho namorada;

2 - Sempre achei que este é um dia "mercantilista", ou seja, aproveitaram este dia para vender produtos associados aos namorados: flores, cartões... enfim, a sociedade capitalista no seu máximo esplendor!


Para mim, o Dia dos Namorados é comemorado quando um casal quiser. Comemorá-lo somente num dia específico faz-me lembrar aqueles casais onde a rotina já se instalou, e fazer algo especial nesse dia para fugir à rotinazinha demonstra exactamente o contrário...


Enfim, é giro comemorar o amor, mas ter um dia somente para isso é cair no ridículo, o Santo não tem culpa que o dia seja assim tão mercantilizado. E os outros Santos? Eles também são gente...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

A odisseia acerca do meu local de trabalho...


Desde há algum tempo que o meu local de trabalho é um complexo de cinemas à saída da minha "santa terrinha", que é Leiria. Eu já deveria estar a trabalhar aí desde Outubro de 2006, pois era isso que tinham acordado comigo. Ora, à medida que as semanas passavam, soube que a data de inauguração foi adiada devido às exigências feitas pela Câmara Municipal, para autorizar o seu funcionamento.


Enquanto isso se fazia, o pessoal inscrito lá passava o tempo à espera que as coisas se resolvessem, ou então arranjassem outro emprego. Como tal não me aconteceu comigo, quando me voltaram a contactar, em finais do mês passado, lá aceitei. E no inicio do mês, fiz todos os procedimentos para lá trabalhar, como bilheteiro (até é um bom emprego...), neste caso, foi a formação. Mas enquanto não faziamos isso, lá faziamos "trabalhos pesados", como transportar bonecos ou deitar o lixo fora. E quando falo no lixo, eu digo toneladas dele!


Enfim... quando a coisa abriu, na passada quinta-feira, tudo corria bem. No meu turno, fomos abordados por um casal da Inspecção das Artes Culturais, para saber se tudo estava "nos conformes". Chamou-se os responsáveis pelo complexo e tiveram à conversa durante mais de uma hora. O rapaz que estava comigo, e que vinha de outro complexo, nos arredores de Sintra, disse-me que aquilo não era um grande sinal.


Eu confesso que não liguei muito, mas só entendi o aolcance dessas palavras quando lá apareci no dia seguinte (curiosamente o meu dia de folga), e vi tudo fechado, com um papel a dizer que decidiu «suspender temporariamente a sua actividade, cumprindo assim, de forma voluntária, a ordem da IGAC, que ainda não deu um parecer favorável à abertura»


«Desde o passado mês de Janeiro que aguardamos vistoria final às sete salas acima mencionadas por parte da IGAC e da autarquia».
«Talvez na próxima quinta-feira, dia 15 de Fevereiro, se o processo for finalmente a reunião de Câmara, se possam marcar as vistorias finais e talvez nos concedam o grande favor de permitirem que finalmente abramos as portas aos leirienses»,
refere a empresa.


A Sociedade Imobiliária de Cinemas e a empresa NLC, que gerem o espaço, afirmam que tencionam investir em Portugal 380 milhões de euros, mas admitem ser "provável que o tempo burocrático-administrativo destruam a vontade de investir" por parte dos promotores, acrescenta ainda o documento.


Afirmam que «em Leiria foram investidos 32 milhões de euros e estão previstos 200 postos de trabalhos directos. Não solicitámos nenhum subsídio, facilidade financeira ou administrativa. Fomos apenas pedindo, a cada passo, celeridade, eficiência e eficácia, ou seja, pareceres, despachos, vistorias e licenças em tempo útil», acrescentam.

O que penso disto tudo? Sinto um certo cepticismo, mas também... esse trabalho para mim é temporário, até encontrar um emprego adequado à minha formação, algo que procuro há algum tempo. Isto já teve várias datas de inauguração (conheci uma rapariga que estava inscrita nisto desde...2005!), e todos estes atrasos fazem com que isto tenha má reputação.


E depois: aqui em Leiria, quem toma conta dos cinemas da cidade é a Câmara Municipal, que tem as quatro salas de cinema da cidade (Miguel Franco, José Lucio da Silva, os cinemas da Zara). Os dois ultimos eram pertencentes à Catelo Lopes, mas quanto o José Lucio da Silva fechou para obras, a Câmara comprou as salas da Zara para seu proveito. Digamos que, neste momento, há um monopólio nesta cidade, e o atraso das obras também beneficia a Câmara...


Veremos. Esta "estória" não vai ficar por aqui, infelizmente...

O piloto do dia: David Purley

No passado dia 26 de Janeiro faria anos um homem que merece ser lembrado: David Purley.


Britanico de nascença, veio ao mundo em 1945, e foi piloto entre 1973 e 1977, tendo participado em 11 Grandes Prémios, sem resultados de relevo. Mas mesmo assim, ele está na história da Formula 1 por dois motivos: em 1977, quando corria no seu próprio carro, nas pré-qualificações do GP de Inglaterra, em Silverstone, Purley despistou-se e embateu no muro a 173 Km/hora. Ele sofreu uma desaceleração de 178 G's(!), o que fez bater um record do Guiness como o homem que sobreviveu a pior desaceleração de sempre.

Mas antes disso, ele já era lembrado por um acto de heroísmo, por ter tentado salvar o seu compatriota Roger Williamson, no GP da Holanda de 1973. O salvamento foi inutil, pois ele morreu preso nos destroços do seu March.


A fotografia que coloco aqui, onde se mostra a tentar virar o carro de Williamson, faz parte de uma sequência de fotos tiradas pelo holandês Cor Mooij, e no final desse ano ganhou o World Press Photo na sua categoria. No ano seguinte, Purley foi condecorado com a George Medal, a mais alta distinção inglesa por coragem em situações de salvamento. Não era o primeiro piloto de Formula 1 a receber tal medalha, pois no ano anterior, o seu compatriota Mike Hailwood (1940-1981) também tinha sido condecorado, por ter conseguido salvar alguns meses antes o suiço Clay Regazzoni (1939-2006), quando este se acidentou com o seu BRM durante o GP da Africa do Sul, em Kyalami.


Purley acabou por recuperar do seu acidente de 1977, mas não voltou mais a correr na Formula 1. Mudou-se para a acrobacia aérea, tornando-se bom nessa área. Contudo, teria um final trágico: a 2 de Julho de 1985, quando pilotava um biplano de acrobacia aérea, ao largo da cidade galesa de Bognor Regis, o seu avião descontrolou-se e caiu ao mar. O seu corpo nunca foi encontrado. Tinha 40 anos.

Aqui deixo-vos um link para um video de tributo a ele:

Tiago Monteiro e o futuro do automobilismo português


Já é oficial: Tiago Monteiro não vai correr na Formula 1 este ano. Era um desfecho esperado, desde que ele não renovou o seu acordo com a Spyker, em Dezembro.
A razão pelo qual ele não fez este anuncio mais cedo foi que houve uma forte hipótese de correr este ano pela Toro Rosso, a segunda equipa da Red Bull no pelotão da Formula 1. Isso era algo do agrado de Gerhard Berger, que toma conta da equipa, mas o seu proprietário, o austriaco Dieter Maeschitz, não queria, pois desde o inicio que queria manter os pilotos do ano passado, o italiano Vitantonio Liuzzi e o americano Scott Speed.


Então porque só agora? Bom, Berger não gostava dos seus pilotos e queria alguém mais capaz. Além do mais, Maeschitz e Berger tinham acordado que ambos contribuiam com 50 por cento do orçamento. Monteiro tinha aparentemente 9 milhões de dolares de patrocinios, mas parece que não eram convincentes para garantir um lugar. Berger queria-o, mas o "Mr. Red Bull" não. Sendo assim, para desbloquear a situação, ele deve ter garantido que contribuia a 100% para o orçamento deste ano, já que amanhã é a apresentação oficial do novo carro.


Bom, e agora? Ele diz que vai tentar regressar à Formula 1 em 2008, mas agora ele tem 30 anos, já não é novo para tentativas de regresso. A ChampCar é a melhor hipótese, pois ele já correu em 2003, com bons resultados (uma pole e um pódio na Cidade do México). Também tem a WTCC, o Campeonato do Mundo de Turismos, pois ele testou há umas semanas com o carro oficial da equipa Seat, mas não creio que tal coisa aconteça.


Uma coisa é certa: não acredito no regresso. São demasiados pilotos para meros 22 lugares (24 a partir do ano que vêm), e o que eles querem são "jovens lobos", ou alguém consagrado. Não acredito muito que Monteiro ganhe a ChampCar em 2007, mas espero que faça uma boa temporada...


E agora, pergunta-se: iremos ter algum piloto português na Formula 1 num futuro mais proxímo? Essa é a "pergunta do milhão de euros". Há boas hipóteses, nas figuras de Filipe Albuquerque e Alvaro Parente, mas o primeiro tem melhores hipóteses.
Albuquerque é apoiado pelo "Red Bull Junior Team", e ganhou dois campeonatos de Formula Renault em 2006. Em 2007 vai correr na WSR (World Series by Renault), um campeonato com motores de 3.5 litros, onde Alvaro Parente foi quinto classificado no ano passado. Se ganhar, tem duas hipóteses: ou vai para a GP2 ( a antecâmara da Formula 1) numa equipa ganhadora, ou pode ir logo para a Formula 1 como terceiro piloto, preparando-se para a acção em 2009. Ou pode ser uma mistura dos dois...


Quanto a Alvaro Parente, as coisas andam complicadas para ele. Após ter sido campeão de Formula 3 britânica, em 2004, e de ter sido quinto classificado na WSR 3.5, no ano passado, teve hipótese de ir este ano para a GP2. Mas a falta de patrocinios fez com que, por agora, as portas estejam fechadas. Agora, só se voltar para a WSR 3.5, numa boa equipa. Mas acho que já vai tarde para isso... Outra boa hipótese é a ChampCar, pois ainda há muitos lugares para preencher.
Bom... eis o nosso panorama. Não digo que não fomos feitos para a Formula 1, mas acho que, à medida que isto se alarga para outros mercados, a nossa pequenez se torna mais evidente. E a não ser que tenhamos albergado algum talento fora de série, como os espanhois têm o Alonso, a "nossa" presença não vai ser mais do que um mero parágrafo. Oxalá esteja errado...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Uma vingança muito fraquinha...


Se quiserem levar a coisa para o lado do Divino, pode-se dizer que o que aconteceu esta manha foi uma especie de vingança sobre a aprovacão desta "lei do pecado". 5.7 graus na escala de Richter, o maior sismo dos ultimos 30 anos em Portugal, e não causou nenhum prejuízo? Algo me diz que na semana que vem, isto vai ser motivo de chacota por parte dos Gatos Fedorentos...


Caríssimo Altíssimo lá de cima: assim nao dá! Sugiro desde já o "lay-off" do pessoal que trabalha com o manda-chuva no departamento das vinganças. Consegue-se o mesmo por metade do preco, se ele deslocalizar o departamento para a China...

O piloto do dia: Piers Courage

Hoje recebi umas fotos de Formula 1. Como sou sou fã delas, gosto de as colecionar. Mas entre as de hoje, uma ficou na memória. É esta que voês vêm.


E porquê. Porque estão a olhar para um homem com os minutos contados. Alguns minutos mais tarde, ele despistou-se e morreu. Seu nome? Piers Courage.

Courage nasceu a 27 de Maio de 1942 em Inglaterra e o seu pai era o proprietário das Cervejas Courage, uma marca de cervejas agora pertencente à australiana Foster's. Educado no Colégio de Eton (um dos mais elitistas de Inglaterra), começou a sua carreira a correr num Lotus 7, mas evoluiu para a Formula 3 e 2, onde foi notado pela sua rapidez e inconstância. Em 1967 chegou à Formula 1, mas não impressionou. No ano seguinte, vai para a BRM, onde faz algumas provas interessantes, mas no final da época fica sem carro oficial. Foi aí que conhece um conterrâneo, de seu nome... Frank Williams.
Em 1969, Williams compra um Brabham BT26 e corre sobre o seu nome (o primeiro Williams da história), e Courage mostra aquilo que é capaz: Dois pódios - 2º lugar no GP do Mónaco e no GP dos Estados Unidos, mais uma grande corrida no GP de Itália, onde termina em quinto, faz com que acabe em oitavo lugar na classificação final, com 18 pontos.

Em 1970, Williams e Courage decidiram correr com um De Tomaso, em resultado de um acordo com o seu proprietário, o argentino Alessandro de Tomaso (1928-2003). Contudo, o carro era pesado e pouco fiável, tendo desistido em todas as corridas.

O Grande Prémio da Holanda de 1970, no dia 7 de Junho desse ano, era o primeiro sem Bruce McLaren (1937-1970), que tinha morrido cinco dias antes em Goodwood, testando um carro de Can-Am. Courage tinha feito um excelente treino e partia da nona posição da grelha. Na corrida, tinha subido até ao quinto lugar e tudo corria bem, até que à volta 22, o carro inexplicavelmente despistou-se contra os rails, bateu em ricochete e ficou ao contrário, em chamas.

Para piorar as coisas, o carro era feito de uma liga de magnésio, um metal leve, mas incandescente. O calor provocado pelo incêndio pegou fogo à vegetação em volta. O inquérito revelou mais tarde que Courage teve morte imediata, pois o seu capacete foi encontrado no local do impacto. Coincidência terrivel: três anos mais tarde, outro inglês, Roger Williamson, irá morrer exactamente no mesmo local... Courage era casado e tinha dois filhos.

Consta-se também que foi exactamente nesse mesmo dia que Jochen Rindt, o vencedor desse Grande Prémio da Holanda, decidira que iria retirar-se no final desse ano. Três meses mais tarde, em Monza, Rindt despistou-se no seu Lotus 72 na Parabólica antes da meta. Teve morte imediata. Algumas semans mais tarde, ele tornava-se no único Campeão do Mundo a título póstumo.

O SIM ganhou, mas...


O “sim” venceu hoje o referendo à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, com mais de 59 por cento dos votos expressos. A taxa de participação supera os 43 por cento, que apesar de ser um valor superior à registada em 1998, não chega para que este rweferendo seja veinculativo (precisaria no mínimo de ter 50 por cento)


Sendo assim, para alem de agora o Parlamento regular sobre esta lei, respeitando os resultados do referendo, agora coloca-se uma pergunta: sera que vale a pena fazer referendos de forma isolada? Ou seria perferivel que se fizesse tal coisa, mas agarrado a uma eleicao qualquer, para garantir a veinculacao de tal acto eleitoral? É que, tal como esta, a figura do referendo prova que as pessoas só se dão ao trabalho de votar se o que estiver em jogo é a competencia do governo, em vez de se questionarem acerca dos grandes problemas da sociedade.


Da proxima vez que fizerem um referendo, pensem nesse problema. E agora vamos comemorar, que a partir de hoje, somos um pouco mais civilizados!

Inicio de Actividades

Boas!

Começa aqui um novo blog. O costume, dizem vocês... "Mais um blog..." Pois é! Aqui falo do meu dia-a-dia, e esse não é igual ao teu dia-a-dia, pois não?

Portanto, começo aqui as minhas actividades.

Vamos a ver no que isto vai dar. Desejem-me sorte!