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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Endurance: Villeneuve considera que este é a melhor altura para se estar


Jacques Villeneuve acha que a Endurance está prestes a entrar numa era dourada. O piloto de 51 anos regressou às pistas para correr uma temporada pela Vanwall, a equipa criada por Colin Kolles, que construiu um Hypercar e convidou o piloto canadiano, campeão do mundo de 1997, para correr ao lado do argentino Esteban Guerrieri e do francês Tom Dillman

Numa entrevista ao site oficial da World Endurance Championship, o canadiano, filho de Gilles Villeneuve, afirmou que ainda pensa na conquista da Tripla Coroa do automobilismo.

"Sempre foi um dos meus principais objetivos – ir para a Trípla Coroa. Meu amigo disse que achava que Vanwall estava montando uma equipa. No dia seguinte voei para Barcelona para testar o carro. Então, foi realmente uma questão de tempo.", começou por dizer. 

Também acho que este é o melhor momento para se envolver no WEC - o campeonato está ficando cada vez maior. E agora, com todos os construtores chegando, está realmente se intensificando como um Campeonato Mundial. Estou animado para a próxima temporada.”, continuou.

Perguntado sobre o seu novo carro, o canadiano afirmou que era um carro divertido de guiar, apesar de estar no inicio da sua evolução.

Foi divertido dirigi-lo. É um carro pesado e rápido. Não era fácil de dirigir, mas o projeto ainda dava os seus primeiros passos. Portanto, ainda havia muito o que fazer no equilíbrio e o carro era um pouco surpreendente em alguns momentos, pois colocava-te em alerta, o que poderia ser difícil numa corrida de seis ou oito horas. Ainda há muito trabalho a fazer, mas o básico está aí.", começou por afirmar. 

"Definitivamente, há potencial para o carro ser competitivo e o que você quer, em última análise, é um carro fácil de dirigir e em corridas de resistência, um carro que não avarie”, concluiu.

Quanto à temporada que aí vêm, Villeneuve ambiciona a grande corrida:

"Ah, claro... a Jóia. As 24 Horas de Le Mans.", começou por afirmar. "Embora, a coisa boa sobre o WEC é que as outras corridas estão se tornando maiores e melhores. Então, todo o campeonato está a ganhar valor fora de Le Mans, o que é super importante. Fora isso, diria talvez Portimão – nunca lá estive. A pista parece divertida e acho que você está perto da praia, nunca é uma coisa má!", concluiu.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

GP Memória: Alemanha 1996

Duas semanas após terem corrido em Silverstone, máquinas e pilotos estavam em Hockenheim para o GP da Alemanha, décimna-primeira prova do Mundial de Formula 1. Com quinze pontos de diferença entre Damon Hill e Jacques Villeneuve, e com a concorrência praticamente neutralizada, Hill tinha de apenas controlar o avanço para poder ser o campeão nessa temporada. 

A primeira grande novidade é que a Minardi tinha trocado de piloto, por causa das suas necessidades financeiras. Foi uma troca de italianos, do talentoso Giancarlo Fisichella para Giovanni Lavaggi, um siciliano, então com 37 anos, e que tinha andado no ano anterior tinha corrido em quatro provas pela Pacific, sem terminar qualquer corrida.

A segunda novidade era que a Forti abandonava de vez a Formula 1, apesar dos camiões com o material terem chegado ao "paddock" da equipa. Os carros nem sequer foram montados e ao fim de ano e meio, o sonho de Guido Forti e Carlo Gancia tinha acabado, sem resultados de relevo. Quanto a Luca Badoer e Vicenzo Sospiri, iriam voltar para mostrar o seu talento mais adiante nas suas carreiras.

No final da qualificação, Damon Hill foi o mais veloz, superando o Benetton de Gerhard Berger por 377 centésimos. Michael Schumacher foi o terceiro, no seu Ferrari, superando o McLaren de Mika Hakkinen. Jean Alesi foi o quinto, no segundo Benetton, na frente de Jacques Villeneuve, enquanto que a quarta fila tinha o segundo McLaren de David Coulthard e o segundo Ferrari de Eddie Irvine, enquanto que a fechar o "top ten" estavam os Jordan de Rubens Barrichello e Martin Brundle.

Houve um piloto que não conseguiu um tempo inferior aos 107 por cento: Lavaggi, com o seu Minardi. Assim, Pedro Lamy seria o único carro da equipa a arrancar na grelha.

A corrida começou com Damon Hill a largar lento, sendo superado pelos Benetton, caindo para quinto. O inglês conseguiu subir para terceiro no final da segunda volta, mas por essa altura, os Benetton foram-se embora. Para piorar as coisas, estava previsto que o inglês iria parar duas vezes, contra uma unica paragem por parte de Berger e Alesi. O inglês tentava recuperar algum tempo, mas foi apenas após o primeiro reabastecimento que fez tal coisa, pois ele começou a rodar sozinho.

Hill teve um ritmo impressionante para tentar apanhar os Benetton, mas após o segundo reabastecimento, ficou atrás de Berger. Ele aproximava-se do austríaco na parte final da corrida, mas ele resistia e preparava-se para dar à Benetton a sua primeira vitória do ano.

Contudo... a três voltas do fim, após a primeira chicane, o motor Renault do austriaco rebenta, e o comando era entregue de bandeja a Hill, que vencia com autoridade, na frente de Jaen Alesi e de Jacques Villeneuve, que conseguira superar Michael Schumacher após o primeiro reabastecimento.

Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o McLaren de David Coulthard e o Jordan de Rubens Barrichello.  

quinta-feira, 14 de julho de 2016

GP Memória - Grã-Bretanha 1996

Duas semanas depois de Damon Hill ter vencido em Magny-Cours, numa das corridas mais aborrecidas da história da Formula 1 - e com a Renault a ficar com as quatro primeiras posições - máquinas e pilotos atravessavam o canal e chegavam a Silverstone, palco do GP da Grã-Bretanha, numa altura em que os britânjcos estavam em delirio ao ver um dos seus a liderar o campeonato. Com Hill a comandar, e com a concorrência relativamente fraca, tudo indicava que ele poderia ser o claro favorito à vitória, e provavelmente poderiam ver um dominante triunfo para as cores britânicas.

No paddock, a história dos Forti parecia que não tinha fim: a Shannon parecia não estar a cumprir os seus objetivos e arrastava-se no final do pelotão. Luca Badoer e Andrea Montermini somente conseguiram tempos oito segundos mais lentos que a concorrência e ficaram de fora.    

No final da qualificação, não havia surpresas: os Williams levaram a melhor, com Hill a ser mais veloz do que Jacques Villeneuve. Michael Schumacher foi o terceiro, no seu Ferrari, seguido por Mika Hakkinen, no McLaren-Mercedes, enquanto que na terceira fila estava o Benetton de Jean Alesi e o Jordan de Rubens Barrichello. Gerhard Berger foi o sétimo, no segundo Benetton, seguido pelo segundo Jordan de Martin Brundle, enquanto que a fechar o "top ten" estavam o McLaren-Mercedes de David Coulthard e o segundo Ferrari de Eddie Irvine.

Ricardo Rosset falhou um controlo de peso e acabou por ver os seus tempos riscados, partindo do último lugar.

Debaixo de sol e calor, e num autódromo cheio para apoiar Damon Hill, Mas na partida, ele arrancou mal e fui superado por Villeneuve, que ficou com a liderança. Schumacher seguia-o, mas desistiu na terceira volta devido a um problema hidraulico. Duas voltas depois, Eddie Irvine também retiraria, este com um problema no seu diferencial. Tal como em França, os maiores rivais da Williams ficavam de fora logo nas primeiras voltas.

Na frente, Villeneuve abria enormemente para Alesi e Hakkinen, com Hill em quarto, com um carro um pouco mais pesado para poder aproveitar melhor a oportunidade de passar de dois para um reabastecimento, se fosse preciso. Mas mesmo mais potente do que o McLaren do finlandês, tinha dificuldade em o ultrapassar. Contudo, na volta 23, uma das rodas do seu Williams bloqueou na Copse e despistouse para a gravilha, causando o seu abandono.

Sem Hill, Villeneuve dominava, com Hakkinen e lutar com Alesi pelo segundo posto. Mas o francês começou a ter problemas de travões e foi apanhado por Berger, que o passou facilmente. O austriaco decidiu parar por uma vez e foi assim que conseguiu passar Hakkinen para ficar com o segundo posto, já que Alesi acabaria por desistir na volta 44.

No final, Villeneuve foi o grande vencedor, conseguindo a sua segunda vitória na temporada, seguido por Berger e Hakkinen, que conseguia o seu primeiro pódio do ano para a McLaren. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Jordan de Rubens Barrichello, o segundo McLaren de David Coulthard e o segundo Jordan de Martin Brundle.

sábado, 8 de agosto de 2015

Formula E: Jacques Villeneuve vai correr pela Venturi

O rumor confirmou-se: Jacques Villeneuve vai ser piloto da Venturi na próxima temporada da Formula E, no lugar de Nick Heidfeld. O anuncio foi feito esta sexta-feira no comunicado oficial da marca. O piloto de 44 anos, campeão do mundo de Formula 1 em 1997 e filho de outra lenda do automobilismo, Gilles Villeneuve, voltará aos monolugares, sendo o primeiro campeão a fazer a experiência nos carros elétricos, e ainda por cima na "equipa da casa", pois a Venturi é do Mónaco e Jacques passou muito tempo a viver no Principado.

"Já faz dez anos desde a última vez que guiei em monolugares, mas é como andar de bicicleta, você nunca esquece", começou por dizer Villeneuve no comunicado oficial da Venturi. "Estou muito feliz. Há um excelente ambiente com a Venturi e um dos engenheiros com Venturi é uma pessoa com quem eu trabalhei no início da minha carreira. Isso foi ótimo. Estava muito animado e tudo correu bem. Na última temporada, sempre que eu cruzava com pilotos da Fórmula E, eles diziam que é realmente um campeonato muito interessante", comentou.

"Esta vai ser a primeira vez em muitos anos que vou participar numa temporada completa", acrescentou. "Estou animado porque a atmosfera, enquanto trabalhava ao lado da equipe Venturi é grande e que tem uma influência muito grande. Também conheço bem o Stéphane Sarrazin, vamos confiar muito uns nos outros", concluiu.

"É um verdadeiro prazer dar as boas-vindas ao grande campeão Jacques Villeneuve", começou por dizer Gildo Pastor, CEO da Venturi Automobiles. "Ele é o primeiro piloto campeão de Fórmula 1 a se juntar à Fórmula E. Para além de seu título 1997 e suas inúmeras vitórias na Formula 1, ninguém se esqueceu da sua vitória no Indianapolis 500 ou na IndyCar World Series. Ele cresceu no Mónaco, e nós cruzamos caminhos tantas vezes durante as nossas infâncias, então ele vai estar em casa com Venturi. Estou muito feliz em ter um duo muito experiente e muito talentoso como é Jacques e Stéphane", concluiu.

Piloto durante 163 corridas, entre 1996 e 2006, ao serviço de equipas como Williams, BAR, Renault, Sauber e BMW, Villeneuve venceu onze corridas, conseguiu treze pole-positions, obteve 23 pódios e nove voltas mais rápidas, num total de 235 pontos. Para além disso, venceu as 500 Milhas de Indianápolis em 1995, no mesmo ano em que alcançou o campeonato CART, e em 2008, foi segundo classificado nas 24 Horas de Le Mans, ao lado de Marc Gené e de Nicolas Minassian, no Peugeot 908. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

GP Memória - Grã-Bretanha 1997

Quinze dias depois de Michael Schumacher ter vencido em Magny-Cours, máquinas e pilotos deslocavam-se para Silverstone no sentido de correr por lá o GP da Grã-Bretanha. Com o piloto da Ferrari a "fugir" na classificação geral, pois tinha aogra uma vantagem de 14 pontos sobre Jacques Villeneuve, a Williams tinha de reagir, se não queria que a decisão do campeonato fosse resolvida demasiado cedo e desfavorável às suas contas.

Sem alterações na lista de pilotos, a sessão de qualificação acabou com os Williams na primeira fila da grelha de partida. Jacques Villeneuve foi melhor do que Heinz-Harald Frentzen, enquanto que na segunda fila, Mika Hakkinen foi o terceiro no seu McLaren, melhor do que Michael Schumacher, que foi o quarto. O seu irmão Ralf Schumacher foi o quinto na grelha, seguido do segundo McLaren-Mercedes de David Coulthard. Eddie Irvine, no segundo Ferrari, era o sétimo, seguido pelo Benetton de Alexander Wurz. A fechar o "top ten" ficaram o Sauber de Johnny Herbert e o segundo Jordan de Giancarlo Fisichella.

Debaixo de sol, a corrida começou com atraso. E para Heinz-Harald Frentzen, foi o inicio do desastre, pois ficara parado segundos antes de começar a corrida, forçando esta a ser abortada. Quando recomeçou, o alemão teve de partir do último posto da grelha, e na tentativa de passaar o máximo numer de carros possivel, tocou em Jos Verstappen e acabou por abandonar.

Na frente, Jacques Villeneuve teve de aguentar os ataques de Micheal Schumacher, que aproveitou o buraco causado por Frentzen, mas um toque no muro das boxes por parte de Ukyo Katayama fez com que o carro ficasse no meio da pista. Inevitavelmente, o Safety Car foi chamado, para que se pudesse retirar com segurança o Minardi do piloto japonês.

A corrida recomeçou na quarta volta, com Villeneuve e Schumacher a afastarem-se de Coulthard, que sendo mais lento do que o resto do pelotão, conseguia abrir uma diferença para o resto. As coisas andaram assim até à volta 20, altura em que Schumacher parou, voltando no segundo lugar, pois a diferença que Coulthard tinha aberto era o suficiente para tal, para desespero de Mika Hakkinen, o quarto classificado.

Na volta seguinte, foi a vez de Villeneuve parar, mas este se revelou um desastre. Uma das porcas não foi devidamente ajustada e o canadiano perdeu quase meio minuto, caindo para o sétimo posto, deixando o piloto alemão numa liderança confortável. Se as coisas acabassem assim, o campeonato estava quase decidido a favor do alemão...

Mas Villeneuve não desistiu e partiu ao ataque. Como Coulthard tinha herdado o segundo posto, cedo o canadiano se juntou a eles. E para melhorar as coisas, a sorte estava a seu lado: na volta 36, começou a sair fumo brande de uma das rodas do carro do piloto alemão. Uma volta depois, revelou-se a razão: um cubo de roda defeituoso, e o piloto da Ferrari viu-se obrigado a abandonar.

Com os Benetton a parar apenas uma vez - e com resultados no final - o lider era agora Mika Hakkinen, que conseguira livrar-se de David Coulthard e parecia que estava a caminho da sua primeira vitória. Mas Villeneuve estava a apanhá-lo, ao ritmo de um segundo por volta. A dez voltas do fim, Villeneuve estava atrás de Hakkinen, mas ultrapassá-lo iria ser outra saga.

E é nessa altura que a sorte ajuda-o mais uma vez: a sete voltas do fim, o motor Mercedes explode e o finlandês, visivelmente frustrado, encosta o seu carro e volta a pé às boxes, vendo que a sua vitória iria cair nas mãos de Villeneuve, que iria conseguir reduzir a diferença para Michael Schumacher. Atrás, outro golpe de teatro iria causar consequências na classificação, quando a duas voltas do fim, o motor Mugen-Honda do Prost de Shinji Nakano explode, dando o sexto lugar ao Arrows de Damon Hill, que por fim iria pontuar naquela temporada.

No final, Jacques Villeneuve vencia a corrida e conseguia reduzir para quatro pontos a desvantagem que tinha para Michael Schumacher. Jean Alesi era o segundo, no seu Benetton, recompensando uma grande corrida, enquanto que Alexander Wurz era o terceiro, conseguindo assim o seu primeiro pódio da sua carreira. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o McLaren de David Coulthard, o Jordan de Ralf Schumacher e o Arrows de Damon Hill, feliz por conquistar os seus primeiros pontos do ano.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

As corridas do passado: Japão 1996

Suzuka era o palco da última corrida do ano, onde o título mundial já se sabia desde há muito que iria ficar nas mãos da Williams, só que ainda havia dúvidas sobre qual dos pilotos, Damon Hill ou Jacques villeneuve, iria ficar com o céptro, pois após o GP de Portugal, com a vitória do canadiano, a diferença entre ambos se tinha reduzido para nove pontos. (...)

(...) À medida que as voltas prosseguiam, Hill começava a ganhar uma boa vantagem sobre o segundo classificado, enquanto que Villeneuve tentava compensar o tempo perdido. Mas ultrapassar os pilotos que estavam na sua frente era complicado, pois somente passou Eddie Irvine até que foi para as boxes a meio da corrida para a sua unica paragem. Pouco depois, na volta 34, a roda traseira direita do seu carro solta-se e ele vai parar à gravilha na primeira curva.

Com isso, Hill era o campeão do mundo, mesmo que também não acabasse a corrida, mas o britânico queria que a sua despedida da Williams fosse em grande, e manteve o comando até à bandeira de xadrez e assim ser algo até aí inédito: ser o primeiro filho de campeão do mundo a vencer o título mundial. Aos 36 anos, Damon Hill concretizava o seu sonho. (...)

Há precisamente quinze anos, Damon Hill conquistava o seu unico título de campeão do mundo. E fazia algo inédito na história: o filho de Graham Hill era também campeão do mundo por mérito próprio, guiando o melhor chassis daquele tempo, desenhado por Adrian Newey. E tinha batido Jacques Villeneuve, um dos melhores "rookies" da história da Formula 1, e também o filho de uma lenda da Formula 1, Gilles Villeneuve. A história deste Grande Prémio é hoje colocada no site Pódium GP.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana coloca em plano de destaque o Mini Cooper de Armindo Araujo, num Rali da Alemanha onde Sebastien Ogier quebrou a invencibilidade de Sebastien Löeb em terras germânicas. A razão de Armindo estar em grande destaque é que conseguiu aqui o seu melhor resultado do WRC: um oitavo lugar. "Armindo em Grande com o Mini WRC" é o título escolhido pela revista.

Nos subtítulos, a revista fala sobre as incidências desse rali em asfalto, como o "Melhor resultado de Armindo Araujo no WRC" que complementa o primeiro pódio que a Mini alcançou desde o seu ingresso nos ralis ("Dani Sordo conquista primeiro pódio para a Mini") e o resultado final da prova ("Ogier pões fim ao dominio de Löeb na Alemanha")

Na parte de cima da revista, a referência a Michael Schumacher e o vigésimo aniversário da sua estreia na Formula 1, precisamente no GP da Belgica, em Spa-Francochamps, a bordo de um Jordan ("Schumacher vinte anos depois da estreia em Spa") e a visita de Jacques Villeneuve ao Brasil, para fazer um "one-off" na Stock Car brasileira, em Interlagos ("Villeneuve e a loucura dos Stock Car")

E para finalizar, a antevisão do GP da Belgica, no regresso da Formula 1 à ativa, após um mês, e com a seguinte pergunta: "Quem regressa mais forte em Spa?"

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Jacques Villeneuve, Stock Car e o estado do automobilismo brasileiro

A noticia automobilística por estes dias no Brasil tem a ver com a Stock Car, que caso os portugueses queiram saber o que é, digamos que faz lembrar vagamente a NASCAR americana, com chassis tubulares de aço e uma capa de plástico a imitar um modelo de estrada. Pois bem, por lá uma uma competição que chama de "Corrida do Milhão", onde o vencedor recebe isso mesmo: um milhão de reais. Este ano, ela vai acontecer a 7 de agosto, no Autódromo de Interlagos.

Pois bem, os organizadores decidiram internacionalizar-se e convidaram Jacques Villeneuve para que participasse ao lado dos pilotos locais. E o canadiano, filho de Gilles e campeão do mundo em 1997, aceitou o convite. "Conheço bem Interlagos dos tempos da F1, e posso dizer que estou contente com esta participação. Gosto de corridas e um convite como este mexe com qualquer piloto.", referiu, em declarações captadas pela Autosport portuguesa.

O que vocês não sabem - mas eu soube - era que em caso de recusa, o plano B era convidar... Pedro Lamy, para participar na tal "Corrida do Milhão". E o que me contaram por lá era que a ideia dos organizadores de convidar um piloto estrangeiro para uma coisa destas é que a competição começa a perder interesse e patrocinadores devido as polémicas que aconteceram nos últimos meses, bem como o tratamento por vezes muito mal feito que a Rede Globo dá às transmissões, que deveriam sempre ser em direto, e não são. Para não falar dos acidentes mortais nos últimos meses, especialmente o de Gustavo Sondermann, que não tendo acontecido na categoria principal, o chassis que usava tem a mesma configuração dos Stock Car.

Com essas polémicas na ordem do dia, não é de admirar que os patrocinadores comecem a abandonar a competição. Isso, associado à queda de espectadores e de audiência, bem como as polémicas que acontecem entre pilotos, organizadores e a Confederação Brasileira de Automobilismo, chefiada por Cleyton Pinteiro, mostra que as coisas por Terras de Vera Cruz não andam muito boas. E claro, no Rio de Janeiro, chora-se a perda de Jacarépaguá, perdida a favor dos Jogos Olímpicos, que se realizarão em 2016, trocadas por promessas de um autódromo numa antiga base militar e que será desenhado, sabe-se lá quando. Falam em 2013, mas para lá chegar, só mesmo quem acredita que os homens não são corruptos.

Sendo este um pais em ascensão na cena internacional, e tendo dado três campeões do mundo e inúmeros bons pilotos para as várioas categorias espalhadas pelo mundo inteiro, bem poderiam atrair pilotos estrangeiros para fazer uma categoria que rivalizasse, por exemplo, com a Indy Car Racing. Mas para isso acontecer, a constituição de uma entidade totalmente independente, constituída por pilotos, equipas, organizadores de circuitos, separada de uma entidade federativa seria meio caminho andado para esse sucesso. É o que acontece nos Estados Unidos.

Mas pelo andar da carruagem, é preciso o automobilismo chegar ao seu "grau zero" para reagir. Andam todos à espera dessa bomba atómica, pelos vistos, porque ninguém a quer lançar. É pena, porque ainda acho que, visto de fora, o Brasil poderia dar um imenso contributo ao automobilismo internacional, para além de ser um exportador de talentos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Youtube NASCAR Crash: A confusão de Jacques Villeneuve em Road America



Desde há algum tempo que sabemos que Jacques Villeneuve anda "por aí". Este final de semana foi correr numa prova de estrada da NASCAR Nationwide Series no circuito de Road America, curiosamente o mesmo palco onde, dezassete anos antes, venceu a sua primeira prova na CART. Nos primeiros metros da corrida, Villeneuve, agora com 40 anos, colocou sem querer as rodas do seu lado direito na relva e fez despistar o seu carro, fazendo com que tocasse em mais dois carros, o de Brian Scott (Toyota) e o de Max Papis (Chevrolet). Scott continuou, mas Papis acabou no muro.

Imediatamente, Papis não perdeu tempo e reagiu dizendo: "muito obrigado Jacques. Bom trabalho. Eu sabia que o 22 ia fazer qualquer coisa estúpida". Após o final da corrida, Brian Scott foi o primeiro a mostrar o seu descontentamento dando um toque na traseira do carro do canadiano na entrada das boxes, e logo depois foi a vez de Papis se travar de razões com o ex-campeão do mundo de Formula 1.

Villeneuve pediu desculpa pelo incidente, revelando que "quando pus as duas rodas na relva, eu não queria mesmo estar lá". E mesmo assim, acabou a prova num lugar de relevância: foi terceiro.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

As corridas do passado: Canadá 1996

"Depois de Barcelona, máquinas e pilotos rumavam ao Canadá, palco da oitava prova do Mundial. Nesse ano, o Circuit Gilles villeneuve tinha um motivo extra para os canadianos, pois o seu filho Jacques era piloto de Formula 1 e corria na melhor de todas, a Williams. Sendo assim, mais de cem mil pessoas acorreram à Ilha de Notre-Dâme para ver o campeão da CART no ano anterior em acção." (...)

É assim que começa o artigo de hoje no Pódium GP sobre o GP do Canadá de 1996, cujo aniversário é comemorado hoje. Era a primeira corrida em que os canadianos viam o filho de Gilles Villeneuve em acção, num carro de formula 1, e todos vieram a correr para o ver. O que não sabiam era que o desempenho de Villeneuve na sua corrida natal, e o seu resultado final foi o seu melhor resultado de sempre na sua pista natal, que leva o nome do seu pai.

Ao contrário dos eventos do passado domingo, nesse ano foi uma corrida aborrecida-se, pois os Williams não tiveram nenhum oposição forte por parte da concorrência. Michael Schumacher atrasou-se na partida e acabou por desistir, Jean Alesi não foi oposição séria e Gerhard Berger despistou-se. No final, Hill conseguiu a sua quinta vitória do ano e alargava a sua liderança para 21 pontos, indicando que iria vencer esse título mais cedo do que tarde. E a temporada aproximava-se do seu meio...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

As corridas do passado: San Marino 1996

(...) "Na qualificação houve surpresa e euforia nas hostes do Cavalino. Michael Schumacher conseguiu o impossivel e fez a pole-position, a 215 centésimos de segundo de Damon Hill, o segundo. O canadiano Jacques Villeneuve, no segundo Williams, e o McLaren de David Coulthard, ficavam na segunda fila, na frente do Benetton de Jean Alesi e do segundo Ferrari de Eddie Irvine, respectivamente quinto e sexto na grelha. O segundo Benetton de Gerhard Berger era o sétimo, seguido pelo surpreendente Tyrrell-Yamaha de Mika Salo e a fechar o "top ten" estavam o Jordan-Peugeot de Rubens Barrichello e o Sauber-Ford de Heinz-Harald Frentzen.

Os resultados tinham deixado os "tiffosi" eufóricos, mas Jean Todt colocava água na fervura: 'Não posso prometer aos nossos fãs que iremos vencer amanhã', afirmou. 'Contudo, sei que agora temos uma boa chance de desafiar os nossos rivais mesmo que, a bem da segurança, não iremos usar a mais recente versão do nosso motor'"(...) .

Eis um extrato dos eventos do Grande Prémio de San Marino de 1996, que foram colocados esta tarde no ar no sitio Pódium GP. Uma semana depois da primeira vitória de Jacques Villeneuve na Formula 1, via-se que a Ferrari queria reagir e contestar o dominio que a Williams prometia desde o inicio da temporada. Se no final, Damon Hill acabou por vencer pela quarta vez naquele ano e a alargar a liderança para Michael Schumacher e Jacques Villeneuve, os eventos daquele fim de semana demonstram que a concorrência trabalhava para contestar a sua superioridade, e a pole-position de Schumacher comprovava-o.

Para ler o resto desta história, podem ir ao sitio do costume.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

As corridas do passado: Europa 1996

"Três semanas depois de Buenos Aires, a Formula 1 estava na Europa, mais concretamente no circuito alemão de Nurburgring, para disputar o GP da Europa, a quarta prova da temporada. A grande alteração em termos de pilotos tinha acontecido na Minardi, com o regresso de Giancarlo Fisichella, depois de ter sido substituído pelo brasileiro Tarso Marques nas provas sul-americanas. (...)

"O domingo de corrida estava nublado e com algum nevoeiro na zona de Nurburgring. Os fãs alemães apareceram em grande quantidade para ver algum truque na cartola que Michael Schumacher poderia ter com o seu Ferrari, ou então, que esperariam um milagre e ver os Williams terem problemas. Na partida, Damon Hill foi lento e Jacques Villeneuve aproveitou, bem como Jean Alesi e Rubens Barrichello, já que Michael Schumacher também teve a sua partida prejudicada devido à hesitação de Hill, mas conseguiu-o passar.

No final da primeira volta, os Benetton estavam aflitos: Alesi tinha batido no carro de Mika Salo e Berger atrasava-se por causa da embraeagem, mas continuava na corrida. Mas isso não incomodava Villeneuve, que abria uma vantagem de sete segundos no final da décima volta sobre Barrichello, agora o segundo, e que aguentava as investidas de Damon Hill e de Michael Schumacher. (...)"

Eis alguns excertos que escrevi hoje no site Podium GP sobre o GP da Europa de 1996, disputado no circuito alemão de Nurburgring. Há precisamente quinze anos, o hino canadiano voltou a ser ouvido e o nome "Villeneuve" voltou a aparecer na galeria dos vencedores, pois depois do pai Gilles, o filho Jacques mostrava-se ao mundo que a sua rapidez era herdada, embora com mais cabeça do que o seu pai que corria sempre em "maximum atack". Ali, aguentara as investidas de Michael Schumacher que começava a trabalhar naquele Ferrari geriátrico, tentando tirar o seu melhor dele. E começava a mostrar alguns resultados...

sábado, 9 de abril de 2011

Os 40 anos de Jacques Villeneuve: a biografia

(...) "Jacques Joseph Charles Villeneuve nasceu a 9 de abril de 1971 em St. Jean Richelieu, no Quebec, a província francófona do Canadá. Filho do mítico Gilles Villeneuve e de Joanne Villeveuve, para além de ser o sobrinho de Jacques Villeneuve Sr., cresceu no meio automobilístico, já que a família vivia numa "motorhome" que o levava para os circuitos europeus, enquanto que vivia no resto do ano no Mónaco. Após a morte do pai, em maio de 1982, no circuito belga de Zolder, foi para um colégio interno na Suiça e aos poucos, demonstrou o seu interesse pelo automobilismo. Depois de uma passagem pela Jim Russell Racing School, no circuito de Mont Tremblant, no Canadá, aos 17 anos, em 1988, começou a correr em monolugares pela Formula 3 italiana, sem grandes resultados. Em 1992, com 21 anos, foi correr para o Japão, onde foi vice-campeão de Formula 3 local, ganhando três corridas.

Isso foi o suficiente para que no ano seguinte rumasse para os Estados Unidos, onde foi correr para a Formula Atlantic, vencendo cinco corridas e acabando a temporada na terceira posição. Em 1994, passou para a CART, correndo na equipa Forsythe-Green, e começou logo a impressionar na terceira prova do ano, as 500 Milhas de Indianápolis. Demonstrando rapidez e maturidade, terminou a corrida no segundo lugar, sendo o "Rookie do Ano" nessa corrida e determinado em alcançar mais alto. A sua primeira vitória veio em setembro, no circuito de Road America. Acabou essa temporada no sexto lugar, com honras de "Rookie do Ano" no campeonato.

Em 1995, A Forsythe virou Team Green e Villeneuve partiu ao assalto do cmapeonato. Aos 24 anos, venceu a primeira prova do ano, em Miami e conseguiu logo a seguir o que queria: vencer as 500 Milhas, tornando-se no primeiro canadiano a fazê-lo na história da prova. Para além disso, voltou a vencer em Road Atlanta e em Cleveland, conseguiu mais três pódios e no no final da temporada, ganhou o campeonato CART.

(...)

"O seu começo, no GP da Austrália de 1996, em Melbourne, foi impressionante: fez a pole-position, liderou até a doze voltas do final, altura em que teve que deixar passar o seu companheiro de equipa Damon Hill - outro filho de campeão - devido a uma fuga de óleo. Terminou em segundo, mas a sua exibição tinha relembrado aos mais velhos o estilo do velho pai. Quatro provas mais tarde, em Nurburgring, Jacques Villeneuve ganhou o GP da Europa, a sua primeira prova na Formula 1, aguentando a pressão de um Michael Schumacher no inicio da sua longa carreira na Ferrari.

Iria ganhar mais três corridas, na Grã-Bretanha, Hungria e Portugal - onde fez uma espectacular ultrapassagem a Michael Schumacher por fora na Parabólica - subiu ao pódio por onze vezes, fez três "pole-positions" e seis voltas mais rápidas, terminando a temporada como vice-campeão do Mundo, com 78 pontos.
" (...)

Este é um largo extrato da extensa biografia sobre o aniversariante do dia, o canadiano Jacques Villeneuve. Senhor de uma rica carreira, primeiro nos Estados Unidos e depois na Europa, o filho do mítico Gilles Villeneuve conseguiu em pouco tempo se demonstrar que tinha rapidez suficiente para conseguir os títulos em ambos os lados do Atlântico. O seu auge foi em 1997, depois daquela corrida desafiante em Jerez, que acabou com uma polémica ultrapassagem a Michael Schumacher, onde o piloto alemão defendeu-se de forma pouco desportiva.

Contudo, os anos seguintes foram de um longo declinio, em equipas como a BAR, Renault e Sauber-BMW. Após a sua saída de cena, foi tentar a sua sorte nas 24 Horas de Le Mans e na NASCAR, com resultados muito cinzentos, mas nunca deixando de demonstrar o seu talento. Para ler o resto da sua rica história automobilistica, basta ir ao site Pódium GP.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

As corridas do passado: Argentina 1996

(...) "Com sol no dia da corrida, no momento da largada, Damon Hill largou na frente e... não mais foi incomodado. Schumacher ficou no segundo lugar, a aguentar as pressões da concorrência,já que Villeneuve tivera uma má partida e caido para o nono lugar. Contudo, o alemão não era capaz de ir buscar o britânico, que ganhava centésimos de segundo a cada volta ao alemão da Ferrari. Mais atrás, havia alguns incidentes, e dois deles eram causados pelo mesmo piloto: o brasileiro Pedro Diniz.

Na volta 24, ao dobrar o Forti de Luca Badoer, calculou mal a trajetória e fez com que o italiano capotasse e acabasse de cabeça para baixo na gravilha. Tocado, mas não abalado, cinco voltas depois, Diniz vai às boxes reabastecer, mas no regresso à pista, a tampa do depósito fica mal colocada e abre algumas curvas depois, transformando o seu carro numa bola de chamas e despistando-se. Diniz saiu do carro sem problemas, mas o Safety Car que já tinha sido colocado em pista por causa de Badoer, ficou mais algum tempo, fazendo desaparecer ainda mais a vantagem que Hill tinha construído sobre Schumacher." (...)

Este foi provavelmente o motivo de maior interesse do GP da Argentina de 1996, prova que faz hoje o seu 15º aniversário. Vencida por Damon Hill, numa dobradinha Williams, foi a terceira vitória consecutiva do piloto britânico naquela temporada (quatro, se contarmos com o GP da Austrália de 1995, a última da temporada anterior). Mas Hill correra debilitado nesse final de semana argentino. Se querem saber porquê, basta passar pelo sitio Pódium GP para isso e muito mais.

quinta-feira, 17 de março de 2011

5ª Coluna: Quem gostariam de ver correr em Las Vegas?

Cinco milhões de dólares é um valor que dá a volta a qualquer um, é mais do que certo. É mais do que Indianápolis oferece neste momento, e é talvez seja meia temporada de um dos pilotos mais bem pagos na Formula 1, e certamente vale mais do que uma temporada no WRC. Mas é isso que a Indy Car Series está a dar para a sua prova de encerramento da temporada, que se realizará no próximo dia 16 de Outubro.

Contudo, esse prémio não é para qualquer piloto. É para os "wild cards" que consigam bater o pelotão local, aqueles que pensam que são melhores do que um Scott Dixon, um Helio Castro Neves, uma Danica Patrick ou um Marco Andretti. A ideia é atrair outras categorias, como a NASCAR, a American Le Mans Series ou até outras categorias. Até poderá fazer sair da retirada algumas das lendas do automobilismo. A ideia é essa, e a organização vai escolher cinco pilotos vindos de outras categorias, fornecerá os chassis e dará uma hipótese na oval do estado do Nevada.

Então, esta semana decidi fazer este belo exercício sobre quem é que gostaria de ver entregues esses cinco "wild card" que a organização irá dar aos "outsiders" que baterem o pelotão da Indy Car Series. Entre reformados e pilotos de outras categorias, eis os pilotos que gostaria de ver correr:

1 - Jacques Villeneuve

Poderia ter metido aqui outros reformados como Nigel Mansell ou Mário Andretti. Aliás, o velho Andretti, mesmo do alto dos seus 71 anos, já se mostrou disponivel para correr na oval americana, pois ainda se sente com vontade de correr. Pudera, isso vindo de alguém cuja última temporada competitiva na CART foi em 1994, quando tinha 54 anos e ainda teve um susto em 2003 num teste em Indianápolis com o carro da equipa do seu filho...

Mas ver o errático Jacques numa prova destas, dezasseis anos depois da sua última temporada completa na Indy, onde venceu o campeonato e as 500 Milhas de Indianápolis, não seria mau de todo. O nome, quem sabe, poderia trazer o que resta de fãs do canadiano e quem sabe, poderia dar um impulso à sua carreira que, após a sua saída da Formula 1, é tudo menos gloriosa. Estou certo que os organizadores irão endereçar um convite ao filho de Gilles Villeneuve...

2 - Sebastien Bourdais

Depois da passagem discreta pela Formula 1, ao serviço da Toro Rosso, onde foi copiosamente batido por Sebastien Vettel, Bourdais anda a correr de vez em quando pela equipa oficial da Peugeot na Le Mans Series. Mas sabe-se que o piloto francês, o último campeão da CART - venceu quatro vezes - está interessado num regresso à América, ao volante de um carro da IndyCar Series. Contudo, desconhece-se se tal coisa vai por adiante Se for, é carta fora do baralho.

Mas caso se mantenha pelos Sport-Protótipos em 2011, seria um excelente piloto a ser considerado nesta corrida dos cinco milhões e mostrar aos americanos que, aos 31 anos, continua vivo e rápido. Mas isso irá depender como é que se definirá a temporada. Caso corra em algumas provas da IndyCar, não creio que seja contemplado com os cinco milhões, em caso de vitória...

3 - Michael Schumacher

À partida, isto seria um grande desafio para o piloto alemão. É o tipo dos recordes na Formula 1, o piloto que muitos dizer ser "perfeito" e que aos 41 anos foi atraído pela Mercedes para sair da sua reforma e correr de novo na Formula 1, onde muitos achavam que iria manter a estrelinha de campeão e bater os pilotos mais novos. Contudo, a temporada de 2010 foi uma decepção e a incógnita para 2011 é grande, não só sobre si como pelo carro, o Mercedes W02, projetado por Ross Brawn.

Confesso que adoraria ver Schumacher em Las Vegas, a tentar a sua sorte nesta corrida dos cinco milhões. Se estivesse retirado, teria sido interessante o ver nestas circunstâncias. Mas existem três razões para que não aconteça: não está retirado, não o vi a correr noutra categoria automobilística no período em que esteve de fora - só correu em motos - e a corrida de Las Vegas acontece no mesmo dia que o GP da Coreia do Sul.

4 - Valentino Rossi

Porquê um tipo das motas num carro às voltas numa oval? Bom, ele há muito que experimenta carros... de quando em quando o vemos a correr num rali ou a fazer testes com a Ferrari. Portanto, creio que cinco milhões das verdes na "capital do pecado" seriam os suficientes para ver Valentino Rossi a bordo de algo com quatro rodas e um volante. Aos trinta anos, ver Rossi a dsembarcar nas Américas e a tentar a sua sorte num carro seria um belo chamariz para os seus fãs. E certamente seria um espectáculo dentro de outro espectáculo, graças ao carisma acumulado ao longo dos anos...

Contudo, não sei se a Ducati o deixaria arriscar nesta experimentação de retorno duvidoso. E mesmo que o deixasse, o calendário não deixa: é no mesmo dia do GP da Austrália. Portanto, ver Rossi por ali é, tal como muitos outros, mais um exercício de fantasia, do qual a pura realidade se encarrega de desmistificar.

5 - Sebastien Löeb

O heptacampeão do mundo de ralis já experimentou as pistas com algum sucesso. Já subiu ao pódio em Le Mans e já testou por várias vezes num Formula 1 e num carro da GP2, com alguns resultados interessantes. Ver o francês numa pista americana seria uma novidade, mas não sei se lhe apeteceria correr numa oval, do qual ele não sabe quase nada. E também tem outro "handicap": a sua falta de experiência num carro da InyCar Series. Provavelmente teria mais chances se a corrida fosse num circuito de rua...

Contudo, Löeb tem 37 anos e vontade de mudar e ares. Já disse que considera a temporada de 2011 como a sua última no campeonato do mundo. Certamente quererá sair com o octacampeonato na mão e sair também como "o campeão imbatido". Mas vejo-o mais num carro de Endurance, a tentar alcançar a vitória em Le Mans do que propriamente numa carreira na IndyCar, a tentar sobreviver às traiçoeiras ovais. Mas certamente que deverá ser um convite tentador para o piloto da Alsácia...

Como já puderam ler, eram estes os pilotos que adoraria ver em Las Vegas. Mas ao longo do artigo, também leram os vários obstáculos existentes para que a corrida dos cinco milhões fique longe daquilo que os organizadores e os fãs de automobilismo sonhem. Creio mais na vinda de Bourdais e Villeneuve, que não têm neste momento grandes agendas em 2011, e o francês tem aqueles condicionalismos do qual falei. Michael Schumacher estará nessa altura a correr em mais um tilkódromo chato na Coreia do Sul, enquanto que "Il Dottore" Valentino Rossi estará em Philipp Island, tentando dar uma vitória à Ducati. Quanto a Sebastien Löeb, vai ser apertado, pois dali a dois dias teria de estar na Catalunha, para participar no rali. Como é piloto oficial da Peugeot, duvidaria que eles o largassem para esse fim de semana. Mas Kimi Raikonnen e Petter Solberg estão disponíveis e este último já se mostrou interessado em correr na capital do jogo.

Em suma, é como digo no inicio do artigo: cinco milhões de notas verdes dão a volta à cabeça de qualquer um.

quinta-feira, 10 de março de 2011

As corridas do passado: Austrália 1996

"O pelotão da Formula 1 tinha sofrido grandes mudanças. A novidade era a sensacional transferência do campeão do Mundo, o alemão Michael Schumacher, para a Ferrari, mediante uma soma a rondar algumas dezenas de milhões de dólares. O Grupo Fiat queria um piloto fora de série para fazer desenvolver os seus carros e ganhar um título que lhes fugia desde 1979. Ao seu lado na equipa de Maranello estava o irlandês Eddie Irvine, vindo da Jordan. Para substituir Irvine, Eddie Jordan foi buscar o veterano Martin Brundle, que vinha da Ligier, ao lado do brasileiro Rubens Barrichello. Quanto aos anteriores pilotos da Scuderia, o austriaco Gerhard Berger e francês Jean Alesi, tinham ido juntos para a Benetton." (...)

(...) "Na Williams, toda a gente estava atenta para ver o que fazia o canadiano Jacques Villeneuve. O regreesso de um apelido mítico na Formula 1 e o fato de ter ganho o campeonato CART do ano anterior, após ter vencido as 500 Milhas de Indianápolis, estava a criar enormes expectativas nos comentadores e fãs sobre ele. Villeneuve, claro, tinha aceitado o convite de correr na Formula 1 com o objectivo de conseguir aquilo que o seu pai não teve tempo de alcançar: ser campeão do Mundo. Mas na equipa ainda se mantinha Damon Hill, e este seria um ano de adaptação para o canadiano. E era o britânico que tinha prioridade no título de campeão, no chassis FW18 desenhado por Adrian Newey." (...)

Estes eram algumas das mudanças que tinham acontecido durante o defeso de 1996. Com a passagem de Michael Schumacher para a Ferrari e o ingresso de Jacques Villeneuve, filho do lendário Gilles Villeneuve, na Williams, havia altas expectativas no GP da Austrália desse ano, que estreava uma nova pista citadina, à volta ao Albert Park de Melbourne, a segunda maior cidade do pais.

Foi uma corrida emocionante, com acidentes e pilotagens impressionantes. Mas para ler tudo isso, é melhor ir ao site Pódium GP.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Gilles, nós saudamos-te!



Acho que todos os adjectivos que já usamos para falar sobre Gilles Villeneuve foram esgotados, mesmo que as pessoas que vieram realmente o canadiano voador já estejam todos na casa dos quarenta anos. Os mais novos só poderão ver o velho Gilles nos videos que foram gravados ao longo dos pouco mais de seis anos de carreira que ele teve na Formula 1.

A vida foi-lhe curta, mas aproveitou-a ao máximo. Sempre nos limites, mas sempre leal, não teve tempo para ser campeão do mundo mas as suas performances encheram o olho dos adeptos e dos seus colegas. Estes admiravam o facto dele poder controlar um carro que em certos anos era considerado como "cadeira elétrica" ou simplesmente "intragável". Parecia que, no caso do modelo 126C de 1981, que ele era o unico capaz de controlar aquela "besta" e tirar partido dela. Só assim se explicam as suas vitórias "impossiveis" em Montecarlo e Jarama, a ultima dos quais depois de aguentar os ataques dos quatro pilotos que estavam atrás dele: Jacques Laffite, John Watson, Carlos Reutemann e Elio de Angelis. E no final do ano, no Canadá, quando tentava controlar o seu carro à chuva, com o bico partido.

As suas pilotagens heróicas fizeram empolgar os adeptos, para irritação dos críticos, alguns deles não o olhavam como sendo capaz de ganhar títulos, mas sim de dar espectáculo. Creio que ele se importava com essas criticas, e desejava ter a oportunidade de mostrar que tinha estofo de campeão, caso tivesse um carro à altura. E a ironia é que foi a bordo desse modelo que tanto procurava ter que acabou por sofrer o seu acidente fatal em Zolder. Duas semanas depois de Imola, dos 14 carros à partida e da "facada nas costas" dada pelo seu companheiro Didier Pironi.

Agora que somente resta o mito, a única coisa que se pode fazer é mantê-lo vivo nos nossos corações, e mostrar aos mais novos aquilo que era. De onde estiver, deve estar feliz.

sábado, 18 de setembro de 2010

O piloto do dia - Damon Hill (2ª parte)

(continuação do capitulo anterior)

Em 1995, a Williams preparava-se para reagir à temporada anterior. Garantiu David Coulthard nas suas fileiras como segundo piloto e preparavam-se para contestar o dominio de Michael Schumacher. Contudo, nesse ano, a Benetton tinha motores Renault e a luta iria ser ainda mais dificil. A temporada começou mal para Hill, ao desistir no Brasil, mas depois venceu em Buenos Aires e Imola, ficando na frente do campeonato. Contudo, Michael Schumacher reagiu e nas corridas seguintes era melhor do que Hill. E mesmo quando o alemão não conseguia ser o primeiro, Hill não aproveitava, como provaram as duas colisões que teve com ele em Silverstone e Monza. Curiosamente, nessas duas ocasiões, o vencedor foi o mesmo: Johnny Herbert.

A temporada acabou com Schumacher a conseguir o bicampeonato e a rumar à Ferrari na temporada seguinte, e Damon Hill estava a lamber as feridas de mais um campeonato perdido. Frank Williams, apesar de mostrar sinais de confiança, tinha contratado o canadiano Jacques Villeneuve, filho de Gilles, para pressionar Damon Hill a mostrar o que valia. Já tinha os olhos postos no alemão Heinz-Harald Frentzen, piloto da Sauber, para a sua equipa...

A temporada de 1996 começa com a Williams a fazer dobradinha no novo circuito de Melbourne, com Hill como vencedor, mas apenas depois da equipa ter dito a Jacques Villeneuve para abrandar... Hill ganhou depois as duas corridas seguintes, em Interlagos e Buenos Aires, e mais uma em Imola, ficando como o primcipal candidato ao título. Contudo, duas desistências fazem com que essa candidatura fique tremida, mas mais três vitórias em quatro corridas (Canadá, França e Alemanha) faz com que solidifique a liderança, contra Villeneuve e Schumacher.

Na parte final do campeonato, Villeneuve começa a destacar-se mais e ameaça de uma certa forma o título de Hill, mas no último GP do ano, no circuito japonês de Suzuka, Villeneuve despista-se e Hill leva calmamente o seu carro até à vitória. Nesse dia 13 de Outubro de 1996, Damon Hill entreva nos livros de história não só por ser campeão do mundo, mas por ser o primeiro filho de campeão a fazê-lo.

Contudo, isso não foi impeditivo de continuar mais uma temporada na Williams. O seu director, Frank Williams, já tinha há muito decidido não renovar o contrato com Hill, agora com 35 anos, e contratou o alemão Heinz-Harald Frentzen para o seu lugar. Enquanto que recebia prémios de presigio como a de Personalidade desportiva do ano pela BBC, ou o Seagrave Trophy, Hill andava à procura de um lugar para correr na temporada de 1997. E a sua escolha iria espantar muita gente, quando decidiu correr pela Arrows, pois sabia-se que tinha tido ofertas da McLaren e da Ferrari.

A oferta da Arrows, então pertencente a Tom Walkinshaw, era financeiramente tentadora para Damon Hill, mas os resultados desportivos iriam ser, em teoria, decepcionantes. A equipa, que já ia no seu 20º ano de existência, nunca tinha vencido na carreira, e o carro estava equipado... com motores Yamaha. Toda a gente dizia que as coisas não iriam ser fáceis naquele ano, e foi assim que aconteceu.

Nas primeiras seis corridas, Damon Hill não chegou ao fim em nenhuma delas, e chegou até a nem partir da primeira, na Austrália. somente conseguiu o seu primeiro resultado no Canadá, quando chegou ao fim na nona posição. À medida que a temporada avançava, os resultados iam melhorando e em Silverstone, chegaria ao fim no sexto posto, o primeiro ponto da época.

Duas corridas depois, no Hungaroring, teve uma das melhores performances da sua carreira. Graças aos pneus Bridgestone que calçava no seu Arrows-Yamaha, conseguiu uma qualificação surpreendente, ao ser terceiro na grelha. E na partida, em vez de ficar para trás, como se esperaria, aconteceu o contrário: primeiro desafiou Villeneuve e depois o Ferrari de Schumacher, para alcançar a liderança na corrida.

Hill ficou no primeiro lugar, numa demonstração de superioridade nunca vista, e tudo indicava que iria ser a primeira vitória da equipa e do motor, quando a duas voltas do fim, uma peça do cabo do acelerador (que custa à volta de 50 pence) partiu-se e Hill viu-se aflito para aguentar a liderança, que viria a perder meio da última volta para Jacques Villeneuve. Mesmo assim, acabou em segundo, dando à equipa o seu último pódio da carreira e a melhor performence do ano.

Contudo, esse foi apenas um mero episódio isolado. Apesar de ter conseguido mais algumas boas performances nas qualificações seguintes, não mais pontuou a terminou a temporada na 12ª posição, com apenas sete pontos. No final do ano, Hill partiu para a Jordan, depois de ter conversado com Alain Prost e de ter ficado perto de assinar para a sua equipa.

Apesar da Jordan ser uma equipa melhor do que a Arrows, pois tinha, para começar, motores Mugen-Honda, tal como tinha acontecido no ano anterior com a Arrows, a sua temporada tinha começado pessimamente, não conseguindo pontos nas primeiras dez corridas. Mas a partir do GP do Canadá, ele e Ralf Schumcher, o seu companheiro de equipa, começaram a ter bons resultados em pista e a pontuar frequentemente.

No fim de semana de 30 de Agosto de 1998, máquinas e pilotos estavam presentes no GP da Belgica, para assistirem a aquele que já foi considerado com um dos fins de semana mais delirantes da história da Formula 1. Uma carambola no final da primeira curva, na descida para o Eau Rouge, colcou treze carros fora de prova. Na segunda partida, Damon Hill ficou com o comando, mas depois foi ultrapassado pelo Ferrari de Michael Schumacher, que na volta 25 envolveu-se numa colisão com o McLaren de David Coulthard, colocando-o fora de prova. Hill recuperou a liderança, para não o largar até ao fim, e dar a Eddie Jordan a sua primeira vitória... e dobradinha. Para Damon Hill, perto de completar 38 anos, era a sua vitória mais épica da carreira. E a sua última.

No final do ano, Hill acabaria a época na sexta posição do campeonato, com vinte pontos.

No inicio da temporada de 1999, com a Jordan e a Williams a trocarem de pilotos entre si, com Ralf Schumacher a ser substituido por Heinz-Harald Frentzen, precisamente o piloto que substituiu Hill na equipa de Frank Williams. O carro era bom e as perspectivas eram altas, mais a caminho dos seus 39 anos, a idade pesava na Formula 1, tal como tinha acontecido anteriormente ao seu pai. Frentzen, mais jovem do que ele, bateu-o sistemáticamente nas corridas, à medida que se adaptava ao carro. A unica vez que foi melhor tinha sido em San Marino, quando acabou a corrida na quarta posição. Mas nas restantes pistas, Frentzen era melhor, e Hill achou que iria ser a hora de parar de vez.

A meio do ano, após o GP de França, Hill estava assustadoramente desanimado que pretendia abandonar de imediato, no fim de semana do GP da Grã-Bretanha. Eddie Jordan, seu patrão, convenceu-o a desistir da sua ideia e ficou até ao final da temporada, conseguindo sete pontos e o 12º lugar do campeonato. A sua última corrida, no circuito japonês de Suzuka, terminou na 12ª volta, quando se despistou.

A sua carreira na Formula 1: 122 corridas, em oito temporadas (1992-99), 22 vitórias, 20 pole-positions, 42 pódios e 19 voltas mais rápidas, num total de 360 pontos. Campeão do mundo de Pilotos em 1996, ao serviço da Williams.

Após a Formula 1, Damon Hill continuou a estar ligado ao desporto motorizado. Escreveu colunas em várias publicações da especialidade, aparece frequentemente em eventos como o Goodwood Festival of Speed, e desde 2006 que é o presidente do British Racing Drivers Club, substituindo o escocês Sir Jackie Stewart. Um cargo que o seu pai... nunca ocupou. Por estes dias, Damon Hill, para além de de vez em quando pegar na guitarra e praticar o seu amor pela musica, começa a olhar pela carreira de Joshua Hill, seu filho, e tal como o seu pai e avô, usa o mesmo desenho do capacete.

Fontes:

terça-feira, 14 de setembro de 2010

GP Memória - Itália 1980

O facto do GP de Itália de 1980 ser realizado em Imola tinha a ver com os eventos ocorridos dois anos antes, com a carambola na partida que causou o acidente mortal do sueco Ronnie Peterson. As autoridades italianas decidiram que enquanto o Autodromo de Monza não terminasse as devidas obras de renovação, o GP de Itália seria realizado no Autódromo de Imola, situado no centro do país, perto de Bolonha e não muito longe, também, de Modena, a sede da Ferrari.

Uma corrida extra-campeonato tinha ocorrido um ano antes, como era na altura obrigatório pelos regulamentos da FIA, e tudo estava a postos para correr no autódromo de cinco mil metros exactos de extensão, tão veloz como Monza, e também com três chicanes.

A grande modificação na lista de inscritos era a presença do alemão Manfred Winkelhock, piloto da Formula 2, na Arrows, em substituição de Jochen Mass, ainda a recuperar do seu acidente em Zeltweg, um mês antes. A Lotus continuava a alinhar com três carros, para Mario Andretti, Elio de Angelis e o seu piloto de testes, o britânico Nigel Mansell.

Na qualificação, como sempre, os Renault dominaram, ficando na primeira fila da grelha de partida. René Arnoux foi melhor do que Jean-Pierre Jabouille, enquanto que na segunda fila estava o Williams de Carlos Reutemann e o Alfa Romeo de Bruno Giacomelli. Na terceira fila estava o Brabham de Nelson Piquet e o Williams de Alan Jones, os dois candidatos ao título, lado a lado. Na quarta fila estava o Arrows de Riccardo Patrese e o Ferrari de Gilles Villeneuve. O segundo Brabham do mexicano Hector Rebaque e o Lotus de Mario Andretti fechavam o "top ten".

Durante a qualificação, Winkelhock teve um acidente com o Lotus de Nigel Mansell e isso impediu que ambos os pilotos se qualificassem para a corrida. Os Ensign de Jan Lammers e Geoff Lees juntaram-se a eles.

Na partida, os Renault aguentaram a investida de Reutemann, que depois ficou para trás quando falhou uma mudança de marcha. Piquet saltou para o terceiro posto, seguido por Giacomelli e Villeneuve. Tudo indicava que os carros italianos iriam fazer boa figura, mas...

No inicio da quinta volta, Villeneuve tem um furo a alta velocidade e embate a mais de 250 km/hora na parede e volta para a pista, sem bater em mais ninguém. Saiu do carro sem ferimentos de maior, mas no despiste levou consigo o Alfa Romeo de Giacomelli, que ao sair de pista, bateu... no Alfa Romeo de Vittorio Brambilla, que tinha saido de pista uma volta antes. A partir desse dia, a curva onde Villeneuve saiu tem o seu nome.

Pouco depois, Piquet passou os dois Renault e tomou a liderança, enquanto que Jones seria incapaz de apanhar e passar os carros franceses com motor Turbo. Atrás dele estava o Brabham de Rebaque. À medida que a corrida prosseguia, Jones apanhou Arnoux e o passou, saltando para o terceiro posto. Depois foi atrás de Jabouille e no final da 29ª volta passa o francês para ir atrás de Piquet. Por essa altura, já Rebaque tinha desistido.

Mais atrás, Reutemann passava carros atrás de carros e chegava aos pontos, no quarto posto, aproveitando o atraso de Arnoux devido a problemas no seu carro. Na volta 53, a caixa de velocidades de Jabouiille falha e o argentino fica com o lugar mais baixo do pódio.

No final da corrida, Piquet conseguia a sua terceira vitória do ano e aproximava-se de Jones para ficar a apenas um ponto do australiano na classificação geral: 54 contra 53. Reutemann era terceiro e nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Lotus de Elio de Angelis, o Fittipaldi de Keke Rosberg e o Ligier de Didier Pironi.

Fontes:

terça-feira, 20 de julho de 2010

O financiador de uma aventura chamada Durango?

Poderia falar hoje sobre o mais recente "soundbyte" vindo do quase-octogenário Bernie Ecclestone, mas essa deixo para uma ocasião mais apropriada. O que quero falar hoje é sobre Jacques Villeneuve e a Durango, uma das candidatas ao famigerado 13º lugar na elite da Formula 1, que após a desistência da ART, no inicio do mês, se tornou numa corrida sem vencedor definido.

Provavelmente ouviram na semana que passou sobre Jacques Villeneuve, que aos 39 anos quer voltar à Formula 1 a qualquer custo, e provavelmente numa aliança de cariz duvidoso com a Durango, uma equipa com mais de 30 anos de existência, mas que nos últimos anos foi noticia por aquilo que acontecia fora do paddock, desde abandono da GP2 com dívidas para pagar até às finanças italianas a terem batido à porta para investigar as suas contas. Actualmente está na Auto GP, a mais recente encarnação da Formula 3000 italiana, com antigos chassis Lola da extinta (ou será adormecida?) A1GP.

Ora, mais um elemento poderemos acrescentar na história da Durango. E não é muito boa. Quem conta isto é o Joe Saward: um dos filhos de Mummar Al-Khadafi, o ditador libio no poder desde 1969, Saadi Al-Khiadfi, poderá ser o financiador da aventura Durango/Villeneuve. E ainda por cima, este é o mais excêntrico dos filhos, aquele que tentou jogar futebol em Itália e foi internacional pelo seu país. Saadi, que recentemente foi noticia por ter abandonado um quarto de hotel em Rapalo com uma conta de mais de 600 mil euros por pagar, estaria interessado em ajudar na aventura da Durango como forma de passear a sua excentricidade pelo paddock, pelo que se topa à primeira vista.

Mas tirando este elemento de entretenimento, pode-se observar um elemento mais sério nisto tudo. A familia Khadafi já teve uma precentegem pequena na estrutura accionista da FIAT, nos tempos de Giovanni Agnelli, e como se sabe, a Libia foi uma antiga colónia italiana até ao final da II Guerra Mundial. E claro, o capital de simpatia que ainda tem o nome "Villeneuve" em Itália...

Agora resta saber se isto tem algum fundo de verdade e qual é o grau de seriedade na candidatura da Durango, no envolvimento da família Khaddafi ou no grau de desespero de Jacques Villeneuve. Cenas dos próximos capítulos, nesta silly-season que é a Formula 1.