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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Noticias: Gribowsky vai ser libertado

Gerhard Gribowsky, o banqueiro alemão caído em desgraça por ter aceite subornos de Bernie Ecclestone por causa dos direitos televisivos, vai ser libertado no próximo mês em regime de liberdade condicional, anuncia James Allen no seu site. Gribowsky tinha sido condenado a oito anos e meio de prisão em 2012 por causa de corrupção e fraude fiscal. 

Gribowsky era o gerente do Bayern Landersbank em 2011 quando este faliu, e na auditoria que lhe foi feita, foram descobertos cerca de 50 milhões de euros numa das suas contas na Áustria, do qual ele nunca conseguiu explicar convincentemente a sua proveniência. Depois contou que tinham vindo de Bernie Ecclestone, que lhes tinha dado em 2005 e 2006, como fazendo parte da venda dos direitos da Formula 1 (que estavam à guarda do banco após a falência da Kirch Media em 2002) ao grupo de capital de risco CVC Capital Partners.

Ecclestone admitiu o suborno durante o julgamento de Gribowsky, e mais tarde, na primavera de 2014, ele foi levado a tribunal para ser julgado por causa desse suborno, mas chegou a acordo com a Procuradoria de Munique, onde pagou 100 milhões de dólares para que eles deixassem cair as acusações, apesar de ter sido considerado "nem inocente, nem culpado". 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

As reações da "Swissleaks"

Falando na passada segunda-feira sobre o mais recente escândalo de fuga aos impostos em terras suiças, que está a ser referido como "Swissleaks", sabia-se que havia desportistas entre os mais de cem mil nomes referidos na "lista Falsiani", referentes a clientes do banco HSBC (Hong Kong and Shangai Bank) entre 2007 e 2008. Fernando Alonso, Michael Schumacher, Flávio Briatore e Valentino Rossi estavam entre eles, mas ressalva-se que isso não significa que toda esta gente andou a fugir às autoridades tributárias dos seus países.

Tanto que algumas dessas pessoas já reagiram e prestaram esclarecimentos, como Flávio Briatore, que diz que não têm domicilio fiscal em Itália há mais de 25 anos, ou então, decidiram agir judicialmente, como Fernando Alonso, que se viu manchado no seu nome e honra. “Fernando Alonso Díaz ordenou a seus advogados a imediata e urgente interposição de várias demandas por infração ao seu direito de honra diante a distintos meios de comunicação como consequência da publicação de informações em que se vincula sua imagem a eventuais delitos fiscais e a posse de patrimônios não declarados às autoridades fiscais competentes”. disse o piloto num comunicado à imprensa.

Em entrevista ao diário espanhol "Marca", um acessor do piloto da McLaren afirmou que estando a viver na Suiça naquela altura, não tinha qualquer obrigação de pagar os impostos no seu país. “Fernando vivia ali [na Suíça] e pagava ali. Nunca teve nada na Espanha desde que foi viver na Grã-Bretanha com uma mão na frente e outra atrás. O fisco nunca nos pediu nada”, começou por referir. “Coloca-se sob suspeita um comportamento inatacável, que é o que Fernando teve durante todos estes anos”, acrescentou.

Já Briatore também lançou um comunicado, afirmando que as autoridades fiscais italianas sabem que é um expatriado e que apenas responde às autoridades fiscais suiças.

“As contas e as cifras mencionadas têm mais de 10 anos, por isso o senhor Briatore não sabe confirmar ou negar os detalhes apontados pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo. O senhor Briatore pode confirmar que ele e algumas de suas propriedades eram administradas na Suíça e que tinha algumas contas bancárias ali de modo perfeitamente legal, respeitando todas as leis e regulamentos fiscais”, esclareceu. 

“De qualquer forma, Briatore não mora na Itália há mais de 25 anos e, portanto, não está sujeito às leis da Fazenda Italiana. As contas que tinha no HSBC foram notificadas há anos à autoridade judicial italiana, que nunca encontrou nenhuma irregularidade fiscal nelas”, completou.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Noticias: Gribowsky condenado a oito anos de prisão

A justiça alemã condenou esta tarde o antigo banqueiro alemão Gerhard Gribowsky a oito anos e meio de prisão por provado que era culpado dos crimes de abuso de confiança e evasão fiscal do caso do banco Bayern LB e de ter recebido um parte dos quase 50 milhões de dólares de um suborno feito por Bernie Ecclestone há cerca de dez anos em relação ao processo dos direitos de transmissão da Formula 1.

A sentença, dita num tribunal de Munique, é o culminar de um processo que durou mais de ano e meio, que tinha sido iniciado quando a Bayern LB entrou em processo de falência, em fins de 2008. Quando as autoridades fiscais alemãs descobriram no inicio de 2011 cerca de 35 milhões de euros numa conta austríaca pertencente a Gribowsky e este não conseguiu justificar, o processo foi aberto e este foi detido.

Gribowsky admitiu depois ter recebido esses 35 milhões de euros, mais uma oferta de trabalho no âmbito de um acordo secreto com Bernie Ecclestone em 2005. O detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, admitiu esse pagamento, classificando primeiro o pagamento a Gribkowsky como “um bocado estúpido”, mas depois disse em tribunal que lhe pagou para “o manter calado”.

Com Gribowsky julgado e condenado, resta saber como ficará Ecclestone no meio disto tudo. Apesar de ter comparecido em tribunal como testemunha, numa espécie de acordo do qual ele não seria processado depois, o Joe Saward falava na semana passada, quando o julgamento estava a chegar aos seus argumentos finais, que quando Gribowsky admitiu que recebeu um pagamento, este vinha de Ecclestone. E segundo a lei alemã, se uma pessoa admitiu receber determinado suborno, os que o subornaram também são objeto de investigação. 

Ou seja, Ecclestone poderá estar de futuro sob investigação, e um sinal disso são as declarações dos procuradores de Munique, que não hesitaram em afirmar esta tarde que o "anãozinho tenebroso" era cúmplice neste caso, apesar de não ter sido acusado de nada. Agora, será que ele será incomodado pelo longo braço da lei alemã? Acho que isso é outra história, e nesse campo, fico por agora no lado dos céticos. 

Mas quem sabe, não é?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Depois dos tabacos, os bancos?

O ex-piloto e actual comentador da TV alemã Marc Surer disse ontem á agência alemã SID que os bancos poderão abandonar os patrocinios da Formula 1 dentro em breve. Depois de se saber que os suiços da Credit Suisse e os holandeses da ING irão abandonar a Formula 1 no final deste ano, e da Royal Bank of Scotland ir pelo mesmo caminho (os rumores são imensos nas últimas semanas), Surer diz que os bancos abandonarão os patrocinios chorudos no automobilismo devido à crise mundial.

"A festa acabou. Todos os bancos vão desaparecer, mas, tal como a Formula 1 sobreviveu ao fim dos patrocínios do tabaco, também agora irão encontrar algo de novo", afirmou.


Contudo, como se sabe, nem todas as entidades bancárias tem planos de abandono. E o melhor exemplo disso é o bamco espanhol Santander, que já reforçou o seu apoio na Formula 1, e vai a partir de 2010 apoiar a Ferrari, em substituição da tabaqueira Marlboro. Há quem resista...